sexta-feira, 24 de julho de 2009

A pausa que se impõe


A Pérola de Cultura faz hoje cinco meses e foram editados mais de 500 posts, o que acarreta muitas horas de trabalho, entre a escrita, a pesquisa de informação rigorosa e a composição estética.

O Blogue faz agora uma pausa para descanso e voltará depois da silly season.

A experiência é enriquecedora e constituiu um desafio intelectual, pretendendo prestar um serviço público de qualidade. O tempo dirá se esse objectivo foi ou não conseguido.

Como editora do Blogue, agradeço a todos os leitores o interesse e a participação e tenho de endereçar uma palavra de carinho muito especial a todos os amigos que me enviaram textos, músicas ou fotografias, o que muito enriqueceu estas páginas.

Também aos editores de outros Blogues que interagiram com a Pérola de Cultura e colocaram o link nas suas páginas quero agradecer pelo intercâmbio de experiências, ensinamentos, apreciações e solidariedade.

A todos agradeço do coração. Aos leitores e amigos que por aqui forem passando, o meu carinho e simpatia.
Até breve.

Em memória de Eduardo Prado Coelho


Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.

Precisa-se de matéria-prima para construir um País

"A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.

Agora dizemos que Sócrates não serve.

E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.

Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.

O problema está em nós. Nós como povo.

Nós como matéria-prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a esperteza é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.

Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal e se tira um só jornal, deixando-se os demais onde estão.

Pertenço ao país onde as empresas privadas são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:

-Onde a falta de pontualidade é um hábito;

-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.

-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.

-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.

-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.

-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.

-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como 'matéria-prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa 'chico-espertice' portuguesa congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS . Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa ?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados !

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.

Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.

É a indústria da desculpa e da estupidez."


Eduardo Prado Coelho - in Público

(Texto enviado por e-mail por Becas)

Palestras e Exposições



GALERIA DE ARTE MATOS FERREIRA

A exposição de pintura da artista brasileira SAYONARA MELOestará patente ao público na Galeria Matos Ferreira até ao dia 31 de Julho.

A esta mostra referiu-se o jornalista LUIS GRAÇA, nas seguintes palavras: “Explosão de cores. Harmonia de Formas. Tudo com a moldura do beija-flor. Mas o frenesim das cores não provoca o stress, antes convida à serenidade. Esta pintura não agride, convida à Paz, incita ao recolhimento. É uma pintura que fui tranquilamente, sem olhar aos tons”.
E concluiu: “A serenidade é o elemento essencial. Será difícil não nos sensibilizarmos com a beleza que se despende das telas. Técnica e inspiração mistura-se de forma perfeita”.

PALESTRA
Tema: A CRISE
24 de Julho de 2008 - Sexta-feira, às 21h30
Proferida por ADELINO CARDOSO - Coordenador do projecto “FILOSOFIA, MEDICINA E SOCIEDADE”.

PALESTRA
Tema: CRISTALOTERAPIA E XAMANISMO
25 de Julho de 2009 - Sábado, às 21h30
Proferida por RAQUEL SACRAMENTO.

A Galeria está situada em pleno Bairro Alto, mais precisamente no Nº. 18 da Rua Luz Soriano, e tem o seguinte horário de funcionamento de verão:
de terça-feira a sábado, das 19 às 2 horas.

Para informações mais detalhadas devem contactar através do Tel.: 213 230 011, do Tlm.: 96 295 37 22, do email mfgaleria@netcabo.pt ou, em alternativa, ver a página Web www.galeriamatosferreira.com

24 de Julho de 1969 - o regresso da Lua











No dia de hoje, há 40 anos, os astronautas Buzz Aldrin, Niel Armstrong e Michael Collins desembarcavam do módulo lunar que os trouxe de volta à Terra e cuja amaragem ocorreu a sudoeste do Hawai, no Pacífico.

Visivelmente com menos peso do que quando tinham embarcado e obviamente cansados, aparentavam porém, estar muito felizes.

Sem certamente adivinhar que, volvidos 40 anos, seriam tidos por muitos(?) como os protagonistas da maior fraude da História da Ciência.

Como as missões Apollo foram várias e ainda há dias ouvi na televisão Collins afirmar que as equipas caminharam na Lua 9 vezes, é de presumir que houve não uma, mas 9 gigantescas fraudes, certamente com recursos cinematográficos tão gigantescos como inimagináveis.

As consequências da exploração directa do Homem sobre a Lua, terão de ser, também elas, fraudulentas ao longo das décadas.

Por exemplo: estará até hoje ao final do dia (21 horas) um basalto lunar em exposição no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, que poderá ser observado e sobre o qual poderão ser colocadas questões aos geólogos do Departamento de Ciências da Terra da mesma Universidade.

Esta iniciativa integra o programa Ciência Viva de Verão.

É uma boa oportunidade para os defensores da teoria da fraude cinematográfica confrontarem as suas convicções com o pedregulho e os especialistas na matéria.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Oásis na cidade













Fotos de Pérola de Cultura no Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, 19 de Julho de 2009

Narcisismo exacerbado

"Digam o que disserem, mas ainda está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no déficit!"


Pintura de John William Waterhouse: Narciso, mirando-se nas águas do lago, apaixona-se pela sua própria imagem

The Eagles ontem à noite no Pavilhão Atlântico



Diz quem lá esteve que estes mocinhos estão a cantar e a tocar maravilhosamente!

Testemunho presencial do Kroniketas aqui.

Encontro de núcleos do Promova


Reunidos, em Vila Real, no dia 20 de Julho, representantes dos vários Núcleos do PROmova

"Relativamente à substância do encontro, sobressaíram algumas reflexões, estabeleceram-se reorientações e tomaram-se decisões.
No conjunto das abordagens, destacam-se as seguintes conclusões:

1) sem panegíricos injustificados, reconheceu-se o contributo que o PROmova vem dando, desde Fevereiro de 2008, ao fortalecimento da contestação dos professores no combate às políticas e às medidas educativas deste Governo;

2) mesmo preservando a capacidade de mobilização que o PROmova tem em muitas escolas do Norte, foi decidido reorientar o movimento também no sentido do reforço da sua intervenção na blogosfera, conferindo ao blogue uma dimensão, a acrescentar à linha contestatária, de think tank (aglutinadora de ideias) na área das questões de política educativa com que os professores se confrontam. Neste contexto, foi criado o Núcleo de Bloggers (NBloggers) que terão a função de produção e publicação de conteúdos relevantes em diversos domínios da educação;

3) considerou-se absolutamente imprescindível a aposta do PROmova, em conjunto com a APEDE e o MUP, no COMPROMISSO EDUCAÇÃO, enquanto instrumento privilegiado de vinculação pública dos partidos da oposição com mudanças reais na educação, no contexto da próxima legislatura;

4) reafirmou-se a disposição dos professores para prosseguirem a contestação já em Setembro, em concertação com os movimentos de professores APEDE e MUP, e para se envolverem, activamente, na promoção da penalização eleitoral deste PS de Sócrates;

5) manifestou-se um agradecimento público ao colega Mário Machaqueiro que, por razões de natureza profissional, deixa a presidência da APEDE, relembrando o seu papel relevantíssimo nas lutas que travamos em conjunto, as quais saíram altamente fortalecidas e qualificadas, por força, quer do seu sentido estratégico, quer dos seus magníficos textos de reflexão e/ou intervenção. Conforta-nos saber que, apesar de tudo, se manterá presente e actuante. De igual forma, o PROmova, conhecedor das qualidades e do dinamismo do novo presidente da APEDE, o colega Ricardo Silva, deseja-lhe as maiores felicidades e sucessos no desempenho do cargo, manifestando-lhe, desde já, a abertura e a mesma vontade do PROmova para continuarmos a convergir nos princípios e nas acções que configuram a intervenção dos movimentos independentes de professores.

Aquele abraço."


PROmova, PROFESSORES – Movimento de Valorização

Bom dia!



Dedicado a todas aquelas que, não obstante a passagem do tempo, conservam o sorriso.

A chuva deixou brilhar a estrela Katie Melua


A noite fria e húmida ameaçava estragar o concerto de Katie Melua em Cascais.
Mesmo assim, as pessoas foram chegando até encher completamente o hipódromo.
À hora prevista, esta georgiana de 24 anos, britânica de adopção, entrou em palco, disse apenas "Hello" e começou a cantar, uma após outra, as suas canções mais recentes.
De voz segura, firme e de uma limpidez cristalina, a cantora conseguiu fazer esquecer o frio e a humidade que teimava colar-se aos ossos, e, quando demos por isso, as nuvens tinham-se dissipado e no céu tinham aparecido as estrelas a brilhar. Como Katie.




quarta-feira, 22 de julho de 2009

Eclipse do Sol no continente asiático


Aconteceu hoje um eclipse solar total na Ásia. Foi menos visível na Índia e no Japão do que se esperava, em virtude da nebulosidade intensa.

Foi "o eclipse solar mais longo deste século, com uma duração maior do que cinco minutos", noticiou o Público.

E no Expresso diz-se: "O mais longo eclipse total do Sol do Século XXI mergulhou esta quarta-feira uma parte da Ásia nas trevas, podendo ter sido observado por dois mil milhões de pessoas.

O Sol ficou totalmente encoberto pela Lua numa zona pouco habitada do Pacífico durante 6 minutos e 39 segundos, uma duração recorde que só virá a ser batida no ano de 2132.

O eclipse total demorou menos tempo na Índia (três a quatro minutos) e na megalópole de Xangai (cinco minutos), mas nas duas regiões o céu espessamente coberto de nuvens impediu a observação do fenómeno.

Chuvas torrenciais abateram-se sobre Bombaim, na costa ocidental da Índia, tornando inúteis as lentes escuras compradas por muitos para observar o eclipse."


Pode ver ainda o gráfico animado do eclipse no Expresso

Katie Melua hoje no Estoril



O concerto é no Hipódromo, integrado no Estoriljazzfest.
Se a chuva deixar...

Nova fase de Concurso para Professores


Na página da DEGRHE está o aviso de abertura desta fase para manifestação de preferências para Destacamento e Contratação.
Atenção: só até às 18 horas do dia 24 de Julho, 6ª feira.

Grelha de Avaliação de Docentes surreal!


(Clique na imagem para aumentar)

Esta maravilha de ficha de Avaliação de Professores foi recebida pelo colega Ilídio Trindade do MUP por e-mail.
Desconheço qual a sua proveniência, mas Deus nos livre de tal Escola e das mentes pensantes que conseguiram produzir tal monstruosidade.
Não devia ter publicado isto, não vá que alguém se inspire...!

Bom dia, comunidade!



"Vem para a minha ala que hoje a nossa escola vai desfilar
Vem fazer história, que hoje é dia de glória nesse lugar".

Marisa Monte, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes

terça-feira, 21 de julho de 2009

Hoje estou dada à música étnica





Mayra Andrade nasceu em Havana, Cuba, em 1985 e vive em Paris desde 2003.
Cresceu entre o Senegal, Angola, Alemanha e Cabo Verde.

Em 2008 venceu o prémio BBC Radio 3 World Music na categoria Revelação. Já colaborou, entre outros, com Cesária Évora, Chico Buarque, Caetano Veloso, Charles Aznavour e Mariza.

As primeiras canções de que gostou foram as brasileiras, mas foi com uma canção em crioulo que ganhou a medalha de ouro nos Jogos da Francofonia, no Canadá, com dezasseis anos.

A partir de 2002 começou a dar espectáculos em Cabo Verde, Lisboa e finalmente em França, onde passou a viver.

Fez a primeira parte de um espectáculo de Cesária Évora e, no Brasil, duetos com Lenine e Chico Buarque. Em 2005, Charles Aznavour convidou-a também para um dueto no seu novo álbum.

Canta basicamente em francês e crioulo.

Lua, nha companheira di solidão



Dedicado a todos os companheiros com quem partilhei os últimos 20 anos e a quem deixo para trás com muito carinho e sodade.
Em memória da comunidade cabo-verdiana com quem trabalhámos.

Ils ont (vraiment!) marché sur la Lune


Para os cépticos, muitos ao que parece, que não acreditam ter a espécie humana pisado efectivamente a Lua, aconselha-se a consulta atenta do site Google Moon sobre o assunto.

A campanha de descredibilização deste acontecimento chega ao ponto de se fazerem montagens como esta, em que aparece um gato, a sombra de Stanley Kubrick sentado numa cadeira de director, supostamente no set a dirigir a encenação, e outras falácias que tais, tendentes a que tudo seja entendido como uma farsa...!

HERGÉ – Ficção terrestre, realidade lunar



É bem conhecida a aventura lunar de Tintin & Cª; a imagem do foguete pousado no silêncio de uma cratera lunar ou aquela em que o herói dá ali os primeiros passos e diz: “Pela primeira vez, sem dúvida na história da humanidade, caminha-se sobre a Lua!”. Menos conhecida é certamente a procura incansável de documentação a que o autor se entregou, o esgotamento que o atingiu e a criação dos Studios Hergé. É sobretudo disso que aqui quero falar.

Tudo começou nos finais de 1949 – 20 anos antes da expedição Apolo 11! – quando Hergé decidiu enviar os seus heróis... à Lua!

Em Abril de 1950 leu avidamente o livro L’Astronautique de Alexandre Ananoff, recentemente publicado. Logo escreveu ao autor, explicando-lhe que preparava uma história de antecipação chamada On a marché sur la Lune. "Eu desejo" – disse ele – "tratar este assunto com o máximo de verosimilhança e gostaria que as minhas personagens, na sua viagem à Lua, utilizassem uma astronave tão verdadeira quanto possível". Pediu esclarecimentos sobre a nave representada no livro, a cabina de pilotagem e os seus instrumentos. Ananoff respondeu-lhe com entusiasmo, esclarecendo-o, desejando-lhe sucesso e aprovando inteiramente o seu desejo de se documentar seriamente, já que, segundo ele, "as crianças devem conhecer agora as bases essenciais de uma ciência nova com todo o rigor que se impõe".

Mas antes que uma missão chegue à Lua é preciso que saia da Terra!... Ciente da dificuldade da empresa, Hergé não descurou a sua decisiva fase inicial. Assim, dos dois álbuns em que se desenrola a história, dedicou o primeiro inteiramente à preparação da viagem e à emocionante partida. E, em Agosto de 1950, não hesitou em pedir o apoio de um especialista, o director do Centre nucléonique des ACEC; "a acção" – esclareceu – "desenrola-se num centro de pesquisas nucleares. Confesso que fui um pouco temerário ao enveredar por essa via".

Hergé atravessava na altura um período bastante difícil da sua vida. Fora atingido por um esgotamento e, em Setembro, teve novo ataque depressivo, "muito mais grave e mais profundo que o do ano passado, em que apenas os nervos foram atingidos" – escreveu ele ao seu amigo E.P. Jacobs. – "Agora é a cachimónia que não quer mais".

A história foi interrompida, com o seu herói em convalescença no leito do hospital, e só ano e meio mais tarde os leitores da revista Tintin puderam ler a continuação.
Duramente, a pouco e pouco, Hergé recuperou. Em Fevereiro de 1951, contactou o desenhador Bob de Moor. Um ano depois, On a marché sur la Lune retomava a publicação numa rentrée sensationelle. Para isso, o seu autor tomara uma decisão capital: a fundação dos famosos “Studios Hergé”, que Bob de Moor integrou formalmente em Setembro de 1952 e do qual era já um elemento indispensável; a ele se deve muito do trabalho investido na história, como a imagem de página inteira em que se vê o foguetão de Tournesol enquadrado por duas torres de montagem.

Esse aparelho é, de facto, herdeiro directo da obra de Ananoff. E, segundo o biógrafo Philippe Goddin, a verdadeira vedeta da aventura lunar ficará a ser o foguete do professor Tournesol, chamado a figurar entre os objectos míticos da história mundial da banda desenhada.

Luis Diferr

NOTA: muitas informações aqui registadas foram retiradas da excelente biografia Hergé, Lignes de Vie, Éditions Moulinsart, 2007, de Philippe Goddin.

Imagens:
1. Studios Hergé, Ils ont marché sur la Lune, Editions Casterman/Centre Wallonie Bruxelles à Paris, 1985
2. Hergé, Objectif Lune, Editions Casterman, 1953, pág. 42

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Os Astronautas que chegaram à Lua há 40 anos





Na primeira foto da esquerda para a direita: Niel Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin. Foto oficial da NASA em 1969.
Veja o gráfico animado do EXPRESSO

Walking on the Moon



Escolhi a voz de Sting quando ainda fazia parte dos Police para prestar a minha homenagem aos astronautas que protagonizaram o mais extraordinário acontecimento que pude observar na minha infância.

Armstrong - landing on the Moon



20 de Julho foi o dia do maior acontecimento do Verão de 1969, em que o astronauta Neil Armstrong pousou o pé esquerdo na Lua após a aterragem do módulo lunar Eagle.
Foi às 21:17, hora de Portugal continental.
"Um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a Humanidade" foi a frase que fez história.

Há 40 anos o Homem pisou a Lua pela primeira vez




A Missão Apollo 11, saída da Terra a 16 de Julho de 1969 e após cumprir uma órbita e meia, iniciou a sua trajectória em direcção à Lua, onde chegou no dia 20.

Pode acompanhar o histórico acontecimento da aproximação e a gravação das comunicações dos astronautas em directo com a base de Houston na Terra durante a hora que antecedeu a aterragem na Lua, disponibilizadas no site interactivo
WE CHOOSE THE MOON pela J. F. Kennedy Presidential Library and Museum.

domingo, 19 de julho de 2009

Primeiras medidas contra a gripe nas Escolas



Cartoon de Antero Valério em Anterozóide

Anjos e Demónios









Comentário:

Se alguém, for ver este filme à espera de ver alguma sequência do Código Da Vinci, que se desengane.

Agora temos uma intriga de espionagem em torno de uma cápsula de antimatéria roubada do laboratório do acelerador de partículas do CERN, que vai parar ao Vaticano.

A partir daí, é ver assassinatos em série, com requintes de sadismo e uma violência gratuita, que, a certa altura parece que bem poderíamos estar a assistir a mais uma saga entre bonzinhos e vilões do tipo 007, Schwarzenneger ou Jean-Claude Van Damme.

No final, o Dr. Robert Langdon, investigador de simbologia, quase apatetado, fica de mãos vazias, depois de andar a fugir da morte durante quase três horas.

Após poucos minutos do início do filme há um curto diálogo entre o investigador e o Padre Camareiro do Papa, em que este lhe pergunta: "Do you believe in God?", ao que Langdon responde: "Faith is a gift that I've never recieved."

Aqui ainda somos induzidos a pensar que este filme pode trazer alguma mais-valia para a abordagem das relações entre a Igreja e os meios académicos. Mas rapidamente se percebe que esse fragmento é um fogo-fátuo sem sequência.

Não há qualquer discussão teológica, filosófica ou investigação histórica subsequente a este argumento vazio de conteúdos, que realmente tenha algum interesse.

Mesmo os desempenhos de Tom Hanks e Ewan McGregor soçobram perante o argumento tão mau deste filme de Ron Howard, que é basicamente um produto comercial, que nada traz de novo, nem mesmo nos efeitos especiais.

Talvez seja preferível, apesar de tudo ler os livros de Dan Brown, para quem gostar do género, do que perder tempo a ver estes filmes.

sábado, 18 de julho de 2009

Homossexuais impedidos de doar sangue?



Não queria acreditar na notícia. Parece absurdo, mas é verdade.

A medida não se justifica por razões de segurança contra a SIDA e hepatite B, uma vez que os homossexuais deixaram de ser considerados, como no início, um grupo de risco. O conceito de grupo de risco foi substituído pelo de "comportamento de risco", que quaisquer pessoas, menos conscientes e responsáveis, podem assumir, quer sejam homossexuais ou não.

Pelas estatísticas recentes, em que Portugal ocupa um lugar tristemente cimeiro no alastrar do VIH, essa infecção aumentou enormemente entre as pessoas heterossexuais.

A acreditar em estudos comportamentais, haverá actualmente mais heterossexuais com comportamentos de risco do que homossexuais, já que essa comunidade aprendeu a proteger-se e tende a formar casais tendencialmente tão estáveis como os heterossexuais.

Os fundamentos desta medida não têm qualquer razão de ser. Senão vejamos:
- Para que servem as análises de sangue?
- Que garantias existem de que um chefe de família, supostamente exemplar, que vá doar sangue, não esteja carregado de comportamentos de risco para a sua saúde e da sua mulher, assim como daqueles a quem hipoteticamente iria doar o seu sangue?
- Não pode um dador, se questionado, declarar-se heterossexual e não o ser de facto?
- Não pode o mesmo dador dizer uma série de mentiras sobre a sua orientação sexual, práticas e hábitos?
- O que é, na realidade, um homem casado e pai de filhos, que dorme sempre na cama com a sua mulher e vai, de quando em vez, pela calada da noite, ao abrigo de supostas reuniões de trabalho fora-de-horas, para encontros sexuais com travestis por esses bairros das grandes cidades como Lisboa e Porto? É um homossexual ou um heterossexual? Tem ou não comportamentos de risco à noite e uma conduta exemplar de dia?

Facilmente se percebe que não se trata de grupos, mas sim de indivíduos e das suas práticas. Não há verdadeiramente nenhuma razão para discriminar os homossexuais, nem mesmo evocando razões de saúde pública.

Daqui a pouco, e com a onda de neo-puritanismo que por aí anda, eis-nos regressados ao século XIX, em que a homossexualidade estava na lista das perversões nos compêndios dos psiquiatras e era punida com pena de prisão!

A solução de segurança deve passar, a meu ver, pelo tipo de testes, que deverão ser sempre rigorosíssimos, independentemente da orientação sexual dos dadores de sangue.

Urge que esta medida discriminatória e atentatória da igualdade entre os cidadãos seja revogada, a bem da garantia de salvaguarda de direitos constitucionais fundamentais.


Ver a notícia no Público.

Exposição de Henri Fantin-Latour 2







Henri Fantin-Latour (1836-1904), auto-retratado aqui na última imagem, é menos conhecido que Manet, Renoir e Cézanne.
Porém, fez o seu núcleo de apreciadores em França sobretudo no que diz respeito à sua mestria para os retratos. Em Inglaterra ficou conhecido essencialmente pelas pinturas de flores.
As mulheres e os amigos são dois dos temas preferidos de Fantin-Latour. De um outro tipo, mas igualmente agradáveis são os inúmeros vasos de flores e composições com cestos de frutos.

Segundo Olivier Mesley, curador do Museu do Louvre, o público, passados mais de cem anos sobre a morte deste artista, tem distanciamento suficiente para apreciar de modo espontâneo a sua obra.

Vale a pena visitar a exposição retrospectiva patente em Lisboa, na qual estão 80 quadros cedidos por mais de 30 instituições.


Fundação Calouste Gulbenkian, Galeria de Exposições temporárias
Av. de Berna, Lisboa, tel 217823000
Até 6 de setembro, 3ª a domingo das 10 às 18h, 4 Euros

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ainda a despedida



Da Carmela. "Brokenheart".

Amanhã "Grande Apagão" para ver as estrelas


Informação recebida da organização nacional do Ano Internacional da Astronomia:

A 18 DE JULHO AIA2009 PROMOVE "APAGÃO" PARA FAZER BRILHAR AS ESTRELAS

"Do Bom Jesus de Braga aos Jerónimos. Da Praça Velha de Angra à Baía de Cascais. Da Universidade de Coimbra à cidadela de Bragança. Portugal vai 'desaparecer' na noite para acender as estrelas do céu.

O Ano Internacional da Astronomia vai provocar um "apagão" que atingirá cidades e vilas por todo o país no dia 18 de Julho (sábado). De Braga a Lisboa, de Angra do Heroísmo a Cascais, de Coimbra a Bragança, da Calheta a Espinho, de Moimenta a Mira, alguns dos mais emblemáticos monumentos e praças centrais vão "desaparecer" na noite para fazer brilhar as estrelas. A iniciativa, promovida pelo Ano Internacional da Astronomia, pretende alertar os portugueses para o grave problema da poluição luminosa e, ao mesmo tempo, mostrar a beleza do céu nocturno."

Para saber mais ver em DE RERUM NATURA, aqui e aqui.

Jantar tertúlia da União Budista Portuguesa


SÁBADO, 18 DE JULHO - 20h
RESTAURANTE MUITO BOM

Tema: "O que não faz de ti um budista"

Morada do restaurante: Avenida Santos Dumont 63 C - Lisboa
1050-202 LISBOA
Freguesia: Nossa Senhora de Fátima

Acessos: Metro: Praça de Espanha; Autocarros: 16, 26, 56

CONTRIBUIÇÃO: 20€

Nota: Este JANTAR é aberto a todos ..(budistas, não budistas, amigos, etc...)

Lembramos que a finalidade deste evento é, para além da convivência, a angariação de fundos para a UBP (União Budista Portuguesa)

Outra Nota: neste dia às 15h existe um Seminário, na UBP, com o mesmo tema

Telefones para reserva ( imprescindível): 21 3634363 (das 16h-21h); tlm 918728979 (deixar p. f. a mensagem com o seu nome e contacto, bem como qual o curso ou evento que deseja frequentar)
Email: sede@uniaobudista.pt

Aos 25 especiais da despedida de ontem



Para memória futura de um momento único que ficará para sempre no meu coração.

Professores punidos por não entregarem Objectivos


Secundária de Odivelas
Primeira escola a concluir avaliação vai penalizar docentes que não entregaram objectivos individuais


"A Escola Secundária de Odivelas terá sido a primeira escola do país a concluir o processo de avaliação de desempenho dos professores. E a primeira a tomar uma decisão sobre o que fazer com os professores que não entregaram os objectivos individuais: não avaliá-los.

Manuel Grilo, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, afecto à Federação Nacional de Professores, disse ao PÚBLICO que vai apoiar juridicamente os 50 docentes que na semana passada ficaram a saber que não fazem parte da lista dos professores avaliados. “O caso vai para tribunal.”

Um professor que não seja avaliado não progride na carreira e é prejudicado do ponto de vista salarial. “Sem fixação de objectivos individuais não há avaliação, não há progressão na carreira e o tempo de serviço não é contado para efeitos de concurso. Isto é absolutamente claro e incontroverso”, disse, em Março, Jorge Pedreira, secretário de Estado adjunto e da Educação, na Assembleia da República.

Na altura, a equipa ministerial remeteu para os conselhos executivos os eventuais processos disciplinares aos docentes que não entregarem os objectivos individuais — uma das primeiras etapas do contestado modelo de avaliação e que, um pouco por todo o país, foi boicotado por milhares de docentes que se recusaram a dar esse passo. “A lei é para ser cumprida”, sublinhou Jorge Pedreira.

Mário Furtado, professor da Secundária de Odivelas contactado pelo PÚBLICO, diz que a direcção da escola emitiu para 50 dos cerca de 190 docentes do estabelecimento de ensino um despacho onde informa que por não terem entregado os objectivos as suas fichas de avaliação foram arquivadas no processo individual.

“É uma maneira de dizer que não seremos avaliados”, algo que já lhes tinha sido dito, verbalmente, na secretaria da escola. Segundo este professor, os colegas que entregaram os objectivos estão, nesta altura, a receber as suas classificações.

Luís Farinha, outro docente que faz parte da lista dos não avaliados, diz que o grupo de 50 vai agora pedir à escola que explique as razões pelas quais estes professores não constam da lista.

Mário Furtado explica que não entregou os objectivos individuais porque contesta o modelo de avaliação: “Não é pedagógico nem para os alunos nem para os professores, é punitivo, não é formativo”.

De resto, sublinha que vários juristas já esclareceram que a avaliação começa não com a entrega dos objectivos individuais, mas com a entrega da ficha de auto-avaliação. E esta, nota, os professores da Secundária de Odivelas entregaram dentro do prazo “porque a lei assim o obriga”.

Esta é a primeira escola a concluir o processo de avaliação que surgiu do “segundo simplex”, sublinha o dirigente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa.

O PÚBLICO tentou esta tarde por diversas vezes chegar à fala com a direcção da Secundária de Odivelas mas ninguém se mostrou disponível para comentar. O modelo de avaliação de desempenho original nunca chegou a ser aplicado integralmente, tendo sido adoptado nos dois últimos anos lectivos regimes simplificados."

Notícia actualizada às 17h45

Público, 16.07.2009 - 15h06 Andreia Sanches

Imagem: "A Queda de Ícaro" - Jacob Peter Gowy

Meu Comentário:

Duras e graves batalhas se adivinham logo no início do próximo ano escolar, antes mesmo das eleições legislativas.

A equipa ministerial não dá tréguas na perseguição aos professores, arranjando todas as formas para ir arredando os melhores para reformas antecipadas e, nalguns casos, bastante penalizadoras.

- Um modelo de avaliação punitivo e desencadeador de conflitos tremendos nas escolas, que em vez de ser formativo e construtivo é gerador de desarmonias e injustiças;

- O estabelecimento de quotas para as classificações mais altas;

- Um ECD que permitiu a divisão dos docentes em dois estatutos, diferentes na forma, mas que não correspondem a uma real diferença de mérito;

- Um modelo de gestão que acabou com toda a qualquer democraticidade dentro das Escolas;

-E como cereja em cima do bolo - punições! Quem não entregou Objectivos não será avaliado, não terá classificação, e, no mínimo, será espoliado destes dois anos na progressão disto a que outrora chamávamos "Carreira"!

São estas algumas das terríveis perversidades que devemos a esta equipa ministerial, a qual urge impedir de renovar o seu mandato, antes que o caos já instalado nas escolas ponha irremediavelmente em cheque a sobrevivência do ensino público.

Sem um mínimo de tranquilidade, num clima constante de ameaças, medo e suspeição, ninguém consegue trabalhar verdadeiramente com qualidade.

A tarefa nobre de ensinar, pelo menos para quem a vive com paixão e entrega, supõe serenidade, confiança nos pares e cooperação com a gestão.

Tudo isso tem vindo paulatinamente a morrer. Raras vezes se deve ter visto na História da Educação, conseguir destruir-se tanto em tão pouco tempo, espalhando tanto sofrimento.

Até os mais activos têm vindo a capitular perante o cansaço de constantes e duríssimas batalhas e enormíssimos prejuízos financeiros, sem que se veja um vislumbre de bom senso, coragem de assumir os erros ou uma capacidade mínima de auto-crítica por parte dos responsáveis do ME.

É verdadeiramente desolador sentir o defraudar sistemático das expectativas de carreira a pessoas que a construíram com amor à camisola durante 20 ou 30 anos e se vêem, depois de um longo percurso de dedicação e muitas vezes de despojamento, empurradas para reformas precoces e penalizadoras, ou constrangidas a situações de ultrapassagens ou exclusões absolutamente arbitrárias e de uma terrível injustiça, como foi o Concurso para Titulares.

Mesmo que esta equipa ministerial venha a ser arredada do poder, os males instalados já fizeram feridas, que demorarão muito tempo a sarar na nossa memória colectiva.

Virar o feitiço contra o(s) feiticeiro(s)


As Colegas do Umbigo já estão a dar o exemplo...

Foto: Coimbra 11 de Julho de 2009
(gentilmente enviada pela Oli)

Conferência: «Deus no Homem – Ontem, Hoje e Amanhã»


Hoje, Sexta-feira, 17/7, às 19h30
Por Selma Nascimento, investigadora

ASSOCIAÇÃO CULTURAL NOVA ACRÓPOLE

Av. António Augusto de Aguiar, 17 – 4º Esq.
1050-012 LISBOA – Tels. 213 523 056 | 939 800 855
www.nova-acropole.pt | lisboa@nova-acropole.pt

ENTRADA LIVRE
Informações e Inscrições: telf. 213 523 056, telm. 939 800 855 ou e-mail:
lisboa@nova-acropole.pt

Enviado por e-mail de Becas

quinta-feira, 16 de julho de 2009

II Curso Livre de Egiptologia


Faculdade de Letras

Coordenação:
Prof. Doutor Luís Manuel de Araújo
Prof. Doutor José Varandas

Programa:

De 14.10.2009 a 16.12.2009 (10 sessões)

14 de Outubro - Egipto e Canaã: uma história de irmãos inimigos
Prof. Doutor José Augusto Ramos (FLUL/CHUL)

21 de Outubro - A maet: os fundamentos humanistas da civilização egípcia
Prof. Doutor Luís Manuel de Araújo (FLUL/CHUL)

28 de Outubro - Cerimónias e rituais dos faraós egípcios
Prof. Doutor José das Candeias Sales (Universidade Aberta/CHUL)

4 de Novembro - A estatuária régia e privada do Império Antigo
Mestre Pedro de Abreu Malheiro (FLUL)

11 de Novembro - Três mil anos de monarquia faraónica: os principais reis do antigo Egipto
Prof. Doutor Luís Manuel de Araújo (FLUL/CHUL)

18 de Novembro - A dimensão mágica das peças da joalharia egípcia
Prof. Doutor José das Candeias Sales (Universidade Aberta/CHUL)


25 de Novembro - A música no Império Antigo e no Império Médio: evocações literárias e evidências artística
(Mestre Telo Ferreira Canhão (FLUL)

2 de Dezembro - O Vale dos Reis: a última morada dos faraós do Império Novo
(Prof. Doutor Luís Manuel de Araújo (FLUL/CHUL)

9 de Dezembro - Bibliotheca Alexandrina: um link para o passado e para o futuro
Prof. Doutor José das Candeias Sales (Universidade Aberta/CHUL)

16 de Dezembro - Os retratos do Faium: uma evocação tardia do antigo Egipto
Prof. Doutor Rogério Ferreira de Sousa (Instituto Superior de Ciências da Saúde/Norte)

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Anfiteatro III •18h00 –20h00
Inscrição: €110
(alunos da Faculdade de Letras: €85)
Inscrições no Centro de História da Universidade de Lisboa

LINHA DE INVESTIGAÇÃO MUNDO ANTIGO & MEMÓRIA GLOBAL

As conferências decorrem às quartas-feiras, entre as 18h00 e as 20h00, no Anfiteatro III da Faculdade de Letras.
Cada conferência tem a duração de uma hora e trinta minutos, ficando reservados trinta minutos para debate e interpelações ao orador.
Será passado certificado de frequência, com o programa do curso discriminado.

Informações: centro.historia@fl.ul.pt

Gentilmente enviado por e-mail de Becas