terça-feira, 23 de outubro de 2012

A Peregrinação


(c) José Ruy /Meribérica Liber

A propósito da exposição “Peregrinação”, que se encontra no CNBDI inserida no tema – Autobiografia – do Festival Amadora BD 2012…



Fernão Mendes Pinto "Peregrinação" 
1ª página, 1ª edição

É muito conhecida a expressão “Fernão mentes? Minto” que durante muitos anos acompanhou a obra “Peregrinação”, depreciando-a.

A Peregrinação é, hoje, considerada por estudiosos e investigadores uma obra-prima da literatura portuguesa do século XVI, ombreando com “Os Lusíadas”.
“Os Lusíadas” é uma obra clássica, uma epopeia que celebra e enaltece o povo português, isenta de críticas, contemplando, também, a ficção.
Fernão Mendes Pinto criou outro género de literatura, mais realista, talvez com menos técnica. Ele relata a sua história, o que sentia na pele, o que via com os seus próprios olhos, denuncia intrigas, corrupção, analisa os comportamentos dos homens, a possível intervenção divina, sempre na primeira pessoa.
Segundo alguns analistas a “Peregrinação” não poderá ser lida no sentido restrito de uma viagem pois os símbolos de fé e acontecimentos nela contidos conduzem também, a uma leitura de jornada missionária. Outros, ainda, admitem que poderá ser considerado o primeiro livro de viagens da literatura portuguesa, sendo, no entanto, superior como obra.
As suas descrições sobre animais e paisagens exóticas e situações difíceis de conceber eram extraordinárias e um desafio à imaginação dos leitores da época, que desconheciam completamente o mundo asiático.
Existem dúvidas de que todas as descrições tenham sido, realmente, vivenciadas por Fernão Mendes Pinto, calculando-se que ele utilizou relatos de outras pessoas, que soube incorporar muitíssimo bem, e que utilizou alguma ficção. Contudo, cotejando a “Peregrinação” com obras de autores eruditos e reconhecidos como João de Barros, Fernão Lopes de Castanheda ou Gaspar da Cruz, e, ainda, com base em estudos de documentos asiáticos, foi ficando confirmado que todas as informações estavam certas, que Fernão Mendes Pinto relatou a realidade e que todo o texto é considerado fiável e uma inestimável fonte de informação para se conhecer tudo por que passavam os navegadores e aventureiros que embarcavam nas caravelas portugueses a caminho do oriente.
Foi no contexto a seguir à assinatura do Tratado de Tordesilhas, quando Espanha e Portugal dividiram as terras descobertas e a descobrir, numa época de navegação no auge, Portugal apostando na expansão do comércio e da fé, no oriente, que Fernão Mendes Pinto resolveu embarcar para a Índia. Tinha então 28 ou 30 anos. Durante 21 anos, exerceu funções diplomáticas entre outros cargos, foi 13 vezes cativo e 17 vendido e entre muitas mais coisas protagonizou a entrega da primeira espingarda ao “Daimio” japonês, episódio que ainda hoje é celebrado e perdura na memória cultural japonesa.
Encontrou paz ao conhecer São Francisco Xavier e resolveu ingressar como noviço, na ordem religiosa dos jesuítas. Por fim, em 1558, desiludido, regressou à pátria, instalou-se no Pragal-Almada onde escreveu a sua epopeia realista.
A “Peregrinação” só viria a ser publicada em 1614, 31 anos após a sua morte, não sendo talvez alheios a esse facto o “Santo Ofício” e a própria Companhia de Jesus a que pertencera. Apesar das omissões, cortes ou alterações que o original poderá
ter sofrido a edição obteve de imediato um enorme sucesso. Dezanove edições em 6 línguas.

Fontes:- Documentário sobre a Peregrinação de Fernão Mendes Pinto da Série da RTP “Os Grandes Livros”-2009. Neste documentário foram incluídas páginas e vinhetas da BD de José Ruy.
-Wikipédia

Tita Fan

domingo, 21 de outubro de 2012

Em memória de Manuel António Pina

"Talvez tenha morrido; nunca o saberei"



A dor acompanhar-me-á
a dor de não ter escrito
o teu nome e de não ter sabido
as perguntas e as respostas; 
nos teus braços quem me receberá?

E fará tanto frio
que a eternidade
se consumará sem mim no quarto agora vazio
de exterioridade e de contemporaneidade.

Só terei as minhas palavras,
mas também elas são mortais
mesmo as mais banais e mais
próprias para falar de coisas acabadas.

Terei talvez morrido; nunca o saberei.
Nem não o saberei tão perto estarei,
o rosto inclinado no teu peito,
a minha vida um sonho teu, desfeito.


Manuel António Pina

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Goodbye Emmanuelle

Sylvia Kristel em "Emmanuelle"
"Goodbye Emmanuelle". Assim se chamava um dos filmes da série adaptada de um dos mais famosos clássicos do erotismo francês, da autoria de Emmanuelle Arsan e protagonizada por Sylvia Kristel. 
A modelo e atriz holandesa deixou ontem de lutar contra um cancro, aos 60 anos de idade. 
Para sempre associada a esta série que encheu os cinemas europeus nos anos 70, Sylvia Kristel ainda protagonizou "O Amante de Lady Chaterley" e "Mata Hari" na década de 80. Ao todo entrou em dezenas de filmes, tendo protagonizado o último em 2010 para a televisão.
Que descanse em paz.

Notícia aqui.






Sylvia Kristel em 1975 e em 2000

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Dia internacional da prevenção do cancro da mama

Mais vale prevenir do que remediar. Faz o rastreio!

Escultura de João Cutileiro

A todas as mulheres que já viram os seus seios amputados.
Solidariedade, amizade e a minha homenagem sincera.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Parabéns Agustina!


Agustina Bessa-Luís, pseudónimo literário de Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa, faz hoje 90 anos. Nasceu no norte a 15 de Outubro de 1922 de uma família de tradições rurais e com 10 anos mudou-se para o Porto para estudar e mais tarde para Coimbra durante cinco anos. Estreou-se como romancista com a obra "Mundo Fechado" e em 1954 publicou aquela que ainda hoje é a sua obra mais emblemática "A Sibila", que já vai na sua 25ª edição.
Agustina é considerada uma escritora neo-romântica influenciada pelo estilo de Camilo Castelo-Branco. Além de ter escrito também peças de teatro e guiões para televisão, Agustina viu ainda adaptados a cinema alguns dos seus livros pela mão do grande cineasta centenário Manoel de Oliveira. Foi ainda diretora do jornal "O Primeiro de Janeiro" no Porto e do Teatro D. Maria II em Lisboa.
"Também fez parte da Alta Autoridade para a Comunicação Social e da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras).
Agustina-Bessa Luís foi distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres atribuído pelo governo francês (1989).
Assinou mais de 50 obras, desde romances, contos, peças de teatro, crónicas de viagem, livros infantis e biografias. Com 81 anos, conquistou, em 2004, o prestigiado Prémio Camões, por “traduzir a criação de um universo romanesco de riqueza incomparável que é servido pelas suas excecionais qualidades de prosadora, assim contribuindo para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum”, de acordo com o júri. Hoje, assinala-se o aniversário de Agustina-Bessa Luís."
(Daqui)
Da minha parte aqui fica a homenagem a esta grande escritora, a preferida da minha avó Matilde. Tudo o que era de Agustina ela devorava, e sempre com redobrado gosto; recordá-la-ei para sempre com enorme saudade; fui eu que lhe ofereci "A Sibila", o livro que iniciou esta grande admiração. (Não só nas origens rurais como até fisicamente era parecida com Agustina...)

Little Nemo de Winsor McCay


Em 1905 anos nascia Little Nemo, a personagem de Winsor McCay criada para a série "Little Nemo in Slumberland" publicada em páginas dominicais e a cores nos jornais  New York Herald e New York American. 
Este pequeno sonhador que ainda hoje é uma delícia rever, faz hoje 107 aninhos e o Google assinala-o com uma curiosa animação que pode ser vista na sua homepage. Parabéns, pequenote!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Instinto

Leon François Comerre, Danaë and the golden shower

"En art comme en amour, l'instinct suffit."
Anatole France, "Le Jardin d'Épicure", 1894

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Einstein tinha as suas razões




"Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à nossa humanidade. O mundo só terá uma geração: de IDIOTAS."
Enviado por Carmela 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A culpa é do corneteiro de D. Afonso Henriques

Nos idos tempos do D. Afonso Henriques, após o fim de uma batalha, a força ganhadora tinha direito ao saque (s. m. Acto de saquear. Roubo público...).
Pois bem, após uma dessas batalhas, ganha pelo nosso 1º Rei de Portugal, o seu corneteiro lá tocou para dar início ao dito saque, que por direito tinham as suas tropas. Depois ele voltaria a tocar uma 2ª vez a anunciar o fim do período do saque.

Mas... fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finou-se antes de tocar para o fim do saque.
Até hoje ninguém voltou a tocar "fim ao saque"...Afinal a culpa é mesmo do Corneteiro...
(recebido por e.mail) 

domingo, 7 de outubro de 2012

Aniversário de Niels Bohr

Modelo atómico de Rutherford
Faria hoje 127 anos o físico dinamarquês que recebeu o Prémio Nobel da Física em 1922.
"A sua teoria para a explicação do modelo atómico proposto por Rutherford em 1911, levando em conta a teoria quântica (formulada por Max Planck em 1900), não foi levada a sério. Depois, no decorrer e depois da década de 1920, vários físicos ajudaram a criar o modelo existente hoje. Entre estes físicos podemos citar Albert EinsteinLouis de BroglieErwin SchrödingerWerner HeisenbergWolfgang Pauli, entre outros."
Leia mais aqui.

Encontro de bloggers nas Caldas da Rainha






Fotos: (c) Pérola de Cultura, Caldas da Rainha, 6/10/2012

Neste encontro de bloggers sob o tema "A Blogosfera e a discussão das políticas educativas em Portugal" teve lugar uma interessante troca de ideias, nem sempre consensual, às vezes polémica, mas que trouxe, certamente, alguma luz sobre o que nos une, que é certamente mais do que o que nos divide.
Os pontos mais importantes discutidos e em agenda foram: os modelos de gestão, a autonomia, a situação dos professores contratados, a burocracia, a desinformação e a gestão de expectativas na classe docente.
O melhor de tudo foi reencontrar velhos amigos e finalmente poder abraçar alguns que há muito só conhecia pela Internet. De resto os afetos são um dos temas deste Blogue, e para isso também serviu este encontro: uns velhos, com tendência a eternizar-se, outros novos, mas sempre um encanto muito especial na (re)descoberta.
Deixo um agradecimento público ao Paulo Guinote, por me ter endereçado um convite pessoal e convido-vos a ler os resumos das várias sessões do encontro.
O colega Paulo Prudêncio foi o gentil anfitrião do encontro e está a publicar também resumos das comunicações.

Portugal de pernas para o ar


(Imagem recebida por email)

O hastear da bandeira nacional teve um incidente ridículo que todos se perguntam se terá sido intencional. Mas a expressão do presidente, perante aquilo que se tornou na metáfora do estado em que se encontra a República Portuguesa, dá vontade de perguntar: "Vocelência desculpe, mas... ri de quê?"

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

5 de outubro, Dia da República

Praça do Município, Lisboa, 5 de outubro de 1910

Hoje é também o dia da implantação da República em Portugal, em 1910. Vai deixar de ser feriado. Talvez assim os mais novos deixem de ter oportunidade de saber o que foi isso.
Embora há dois anos se tenha gasto uma fortuna com as comemorações do Centenário da República, subitamente e sem razões plausíveis (ou sequer compreensíveis, para mim), este dia parece ter perdido toda a relevância e pode bem ser apagado da História de Portugal; assim como o Dia da Restauração da Independência a 1 de dezembro de 1640, quando o país se libertou de 60 anos de domínio espanhol.
Triste país este, que assim vai dando campo a que a memória se perca e a História se dilua, em nome de interesses de duvidosa valia.  

5 de outubro, Dia Internacional do Professor

Todos os dias em que damos o melhor de nós aos alunos...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Hoje é o dia do animal


A Natureza é sábia e os ecossistemas não existem por acaso. A existência das espécies animais faz parte de um todo orgânico que existe independentemente de gostos ou vontades. A matança indiscriminada de animais pode pôr em risco esse equilíbrio precário.
Algumas espécies, não obstante o seu tamanho ou aspeto, por feroz que possa parecer, são por vezes muito sensíveis, podendo morrer em situação de desequilíbrio nesses ecossistemas que os suportam. Alguns animais sofrem sério risco de desaparecer do planeta por alterações climáticas ambientais ou ecológicas. Mas em muitos casos é pela mão do homem que o seu habitat é destruído, originando escassez de alimento ou falta de abrigo e proteção.
Estou a referir-me por exemplo à desflorestação (muitas vezes por fins comerciais como já aconteceu na Amazónia), às caçadas desportivas (para fins turísticos, em que se mata animais não para comer, mas por prazer), ao tráfico de marfim e outras práticas ilícitas, como a captura das barbatanas dos tubarões (para fazer sopa) ou os chifres do rinoceronte (para fazer produtos pretensamente afrodisíacos e outros disparates afins), ou às pescas desregradas e excessivas de determinadas espécies. 
Era tempo de começarmos a aprender que os animais não existem para nosso deleite e nem devem estar simplesmente ao nosso serviço para trabalho ou divertimento (caso das touradas), nem para nosso alimento, como nas criações intensivas, por vezes em condições de uma enorme crueldade, quase a atingir a barbaridade, onde os animais ficam loucos de tanto comer e não ter silêncio e escuridão para poder dormir...
Era tempo de deixarmos de ver nas ruas e estradas animais de companhia abandonados pelos seus donos nas férias e pensarmos na vida que há muito tempo andamos a retirar aos animais selvagens, privando-os de uma existência natural, e em devolver-lhes um pouco da dignidade e a liberdade a que têm direito. 

A Costa Rica já começou a tomar algumas medidas no sentido de proteger a vida selvagem. Ler aqui

Um pequeno gesto para Moçambique


Encontra-se para leilão a pintura intitulada "Mulheres moçambicanas", aqui
Faça alguma coisa pelas crianças moçambicanas, ajudando-as a estudar. 
Adquirir esta bela pintura pode ser um contributo importante. Colabore.

É assim que vamos ficar em 2013

(Pintura cujo autor não foi possível identificar)

Amigas professoras, mesmo aquelas que ainda têm emprego: não tenham ilusões - não seremos mais classe média; se dependermos apenas da situação que temos na função pública, seremos apenas pobres, como uma grande parte da população portuguesa, espanhola e grega. 
Fomos escolhidas para boi do sacrifício. O futuro não é apenas incerto, é negro. Andaremos à míngua,  a pagar para trabalhar. 
Apesar da falência dos modelos já demonstrada noutros sítios, temos mais do mesmo, com tendência para pior...

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Andamos todos de garras afiadas?


Ainda há poucos dias uma colega na sala de professores me dizia que as pessoas andam agressivas e disparam por tudo e por nada. Hoje tive ocasião, infelizmente, de sentir isso na pele. 
De garras afiadas, uma senhora com idade para ser minha mãe destratou-me em público, sem pudor algum e com bastante agressividade. Pensei, no fim de tudo e para com os meus botões, que certamente o seu poder económico era inversamente proporcional à sua boa educação e cultura de cidadania.
Senhora certamente habituada a mandar em subalternos a quem fala de alto, deixou transparecer em voz alta e para duas outras pessoas que estavam na fila, o seu desagrado por eu estar a demorar alguns minutos na caixa multibanco, onde, sem qualquer prazer, tive de fazer cinco operações: duas para consultar saldos, outra para consultar NIB, uma para pagar a mensalidade do telemóvel (luxo de que ainda não prescindi por ter família), e outra para fazer uma transferência. Ao todo, cerca de 5 minutos. Uma eternidade, para quem, visivelmente, não está habituada a esperar uns minutos numa fila. 
- "Está a ver papeis". 
- "Está a fazer a escrita do mês". 
- "Ai, valha-me Deus, parece impossível!" 
Fui escutando calada, a ver se não me enganava nos algarismos do NIB, na quantia a transferir, no nº do telemóvel. Calada, incomodada, terminei as cinco operações inadiáveis que tinha de fazer,  guardei os cartões e fechei a carteira. A dita senhora era a quarta pessoa da fila. A segunda e a terceira esperavam atrás de mim civilizadamente e em silêncio aqueles cinco longuíssimos minutos.
Olhei a senhora de frente e perguntei se tinha alguma coisa para me dizer. Disparou que era uma grande falta de educação da minha parte fazer aquelas operações todas. Devia fazer duas e retirar-me para o lado, dar a vez às pessoas e depois voltar e fazer as restantes quando já não estivesse lá mais ninguém. As outras duas pessoas parecem ter ficado tão estupefactas quanto eu.
- "Perdão???" reagi com surpresa.
A senhora repetiu a mesma frase e eu, ainda incrédula respondi se não seria falta de educação dela, a senhora emitir comentários nas minhas costas enquanto eu estava a fazer o que precisava. Afinal de contas, eu tinha tanto direito a usar o multibanco como qualquer outra pessoa.
- "Mas a escrita faz-se em casa. E conversa acabada, não lhe dou o direito de continuar!"
- "Mas eu não estive a fazer a escrita, apenas umas operações que não podia adiar. E porque deveria dar-lhe a vez?"
- "Acabou, já lhe disse, acabou a conversa. Acabou!!!", vociferou já a gritar.
Então baixou-me a minha condição de povo e respondi à senhora que não a conhecia de lado nenhum e que ela não sabia com quem estava a falar. E dei meia volta afastando-me.
Sabem o que mais aconteceu? 
A senhora ficou subitamente mansinha e, acorbardada, respondeu-me "Boa noite".
Eu, que já ia a descer a rua, fiquei furiosa e repliquei:
- "Vá para o diabo que a carregue, minha senhora!"

Aquela senhora não tinha aspeto de quem anda a contar euros e a ver se tira daqui para ali para não ficar com as contas a descoberto. Coisa que eu me vejo, no segundo semestre deste ano, compelida a fazer. 
Não tinha o direito de me condenar e chamar mal-educada. Não sei porque tinha tanta pressa e tanta agressividade. Acabei por perder a paciência e falar tão alto quanto ela, o que parece tê-la feito descer à terra e perceber que não estava a dar um fora à sua criada, ao seu jardineiro ou ao seu chauffeurEu não costumo dizer estas coisas. Mas que há pessoas que as merecem, há!

Fiquei preocupada e a pensar na agressividade latente que os cidadãos andam a carregar consigo, num quotidiano cada vez mais difícil. 
Vamos lá a ver se pelo Natal não vamos para aí andar à estalada uns aos outros na via pública.
Se calhar não era bem ao cidadão do lado que nos apetecia dar um par de estaladas...

Pensamentos de Eça de Queirós


"As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias."

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Aniversário de Gandhi

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."

No dia 2 de outubro de 1869, nasceu Mahatma Gandhi, um dos idealizadores do moderno estado indiano (m. 1948). Foi um dos maiores lutadores pelos direitos humanos e pela paz no mundo.