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sexta-feira, 8 de março de 2019

Dia Internacional da Mulher


"Merece uma pequena homenagem: a republicação de uma ilustração de PEARL, a musa do blogue PÉROLA DE CULTURA, que produzi há anos para o 2º aniversário deste blogue."

Luís Diferr

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

domingo, 13 de abril de 2014

Abril sem a voz dos capitães


Ai, Dona Esteves! E eu, que me regozijei quando a Sra. foi eleita para presidente da AR, por ser mulher... É que para mim, a paridade de género ainda é só para inglês ver. Mas a Sra. tem sido uma das crescentes desilusões para muita gente. Não lhe basta citar Immanuel Kant ou Simone de Beauvoir para conquistar as minhas simpatias. Mais uma vez, essas citações de filósofos ilustres, para quem a Ética era uma práxis, são para inglês ver. E, Dona Esteves, palavras leva-as o vento. Mesmo que sejam palavras bonitas, de mulheres e homens bons de alma, vindas lá de longe, no passado. O que me interessa mais são os atos. A Dona Esteves ficará apenas com o domínio das belas palavras (podemos questionar a sua eloquência); mas os atos, esses ficarão, decerto e para sempre, com os capitães de Abril. Pode ir para a sua casinha e gozar a sua gorda reforma, Sra. Dona Esteves. Muito agradecida, mas a gente pode ler diretamente Kant e Beauvoir e sem sotaque.
(Notícia aqui)

terça-feira, 18 de junho de 2013

Há vozes que nem a morte consegue calar

José Saramago
16 de novembro de 1922 - 18 de junho de 2010
Por que foi que cegámos,
Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, 
Queres que te diga o que penso,
Diz,
Penso que não cegámos, penso que estamos cegos,
Cegos que vêem,
Cegos que, vendo, não vêem."

José Saramago, "Ensaio sobre a Cegueira"

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Capela Sistina faz 500 anos


O artista italiano Michelangelo Buonarrotti não estava muito convencido a pintar o teto da capela. Considerava-se mais um escultor do que um pintor. São mundialmente conhecidas as suas esculturas, como a "Pietà" que está na Basílica de S. Pedro em Roma, ou a "Madonna" com o menino ao colo, em Brugges. Mas há quem afirme que o fresco da Capela Sistina é a sua obra-prima. 
É imperativo visitar o Vaticano, não só pela Basílica e pelo Museu, onde se encontram verdadeiros tesouros artísticos como a "Escola de Atenas" de Rafael Sanzio, mas também pela Capela onde Michelangelo pintou, quase de mãos dadas, Deus e o Homem. 
Não faz mal nenhum que nos deliciemos de vez em quando com uma ilusão, pois não? 
E vale a pena o torcicolo pela mestria deste fresco de 1100 m2. 

O Expresso propõe aqui uma visita virtual e esta obra-prima da pintura europeia.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A Peregrinação


(c) José Ruy /Meribérica Liber

A propósito da exposição “Peregrinação”, que se encontra no CNBDI inserida no tema – Autobiografia – do Festival Amadora BD 2012…



Fernão Mendes Pinto "Peregrinação" 
1ª página, 1ª edição

É muito conhecida a expressão “Fernão mentes? Minto” que durante muitos anos acompanhou a obra “Peregrinação”, depreciando-a.

A Peregrinação é, hoje, considerada por estudiosos e investigadores uma obra-prima da literatura portuguesa do século XVI, ombreando com “Os Lusíadas”.
“Os Lusíadas” é uma obra clássica, uma epopeia que celebra e enaltece o povo português, isenta de críticas, contemplando, também, a ficção.
Fernão Mendes Pinto criou outro género de literatura, mais realista, talvez com menos técnica. Ele relata a sua história, o que sentia na pele, o que via com os seus próprios olhos, denuncia intrigas, corrupção, analisa os comportamentos dos homens, a possível intervenção divina, sempre na primeira pessoa.
Segundo alguns analistas a “Peregrinação” não poderá ser lida no sentido restrito de uma viagem pois os símbolos de fé e acontecimentos nela contidos conduzem também, a uma leitura de jornada missionária. Outros, ainda, admitem que poderá ser considerado o primeiro livro de viagens da literatura portuguesa, sendo, no entanto, superior como obra.
As suas descrições sobre animais e paisagens exóticas e situações difíceis de conceber eram extraordinárias e um desafio à imaginação dos leitores da época, que desconheciam completamente o mundo asiático.
Existem dúvidas de que todas as descrições tenham sido, realmente, vivenciadas por Fernão Mendes Pinto, calculando-se que ele utilizou relatos de outras pessoas, que soube incorporar muitíssimo bem, e que utilizou alguma ficção. Contudo, cotejando a “Peregrinação” com obras de autores eruditos e reconhecidos como João de Barros, Fernão Lopes de Castanheda ou Gaspar da Cruz, e, ainda, com base em estudos de documentos asiáticos, foi ficando confirmado que todas as informações estavam certas, que Fernão Mendes Pinto relatou a realidade e que todo o texto é considerado fiável e uma inestimável fonte de informação para se conhecer tudo por que passavam os navegadores e aventureiros que embarcavam nas caravelas portugueses a caminho do oriente.
Foi no contexto a seguir à assinatura do Tratado de Tordesilhas, quando Espanha e Portugal dividiram as terras descobertas e a descobrir, numa época de navegação no auge, Portugal apostando na expansão do comércio e da fé, no oriente, que Fernão Mendes Pinto resolveu embarcar para a Índia. Tinha então 28 ou 30 anos. Durante 21 anos, exerceu funções diplomáticas entre outros cargos, foi 13 vezes cativo e 17 vendido e entre muitas mais coisas protagonizou a entrega da primeira espingarda ao “Daimio” japonês, episódio que ainda hoje é celebrado e perdura na memória cultural japonesa.
Encontrou paz ao conhecer São Francisco Xavier e resolveu ingressar como noviço, na ordem religiosa dos jesuítas. Por fim, em 1558, desiludido, regressou à pátria, instalou-se no Pragal-Almada onde escreveu a sua epopeia realista.
A “Peregrinação” só viria a ser publicada em 1614, 31 anos após a sua morte, não sendo talvez alheios a esse facto o “Santo Ofício” e a própria Companhia de Jesus a que pertencera. Apesar das omissões, cortes ou alterações que o original poderá
ter sofrido a edição obteve de imediato um enorme sucesso. Dezanove edições em 6 línguas.

Fontes:- Documentário sobre a Peregrinação de Fernão Mendes Pinto da Série da RTP “Os Grandes Livros”-2009. Neste documentário foram incluídas páginas e vinhetas da BD de José Ruy.
-Wikipédia

Tita Fan

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Jubileu de Diamante de Isabel II, festa em Londres


*Londres, rio Tamisa


Os britânicos parecem levar muito a sério esta coisa da monarquia. Faz 60 anos que a rainha Isabel II está no trono e os festejos em Londres encheram as televisões do mundo. 
Esta comemoração, a par dos Jogos Olímpicos, é um dos acontecimentos importantes do ano em Inglaterra, tendo justificado quatro dias de feriado. 
Uma barcaça real, que transportava a monarca e alguns familiares, encabeçou um desfile no rio Tamisa com mais de mil embarcações. Decorada com mais de 10000 flores dos jardins reais, a barcaça "Spirit of Chartwell" desfilou ao longo de 11 km do Tamisa até Tower Bridge, o que demorou duas horas.
Algumas das outras embarcações transportavam os filhos mais novos e vários dos netos da rainha; e até havia barcos da Holanda no desfile. 
As televisões registaram a presença de cidadãos do Canadá, um dos países pertencentes à Commonwealth.
O milhão de cidadãos postados nas margens do rio, nas pontes e nas varandas dos edifícios, mesmo debaixo de chuva, dão a dimensão de quanto esta monarca, umas das mais idosas do mundo (86 anos), é popular entre os ingleses.
Esta regata foi a maior no Reino Unido desde há 350 anos. Em 1662 Carlos II casou-se com a portuguesa Catarina de Bragança o que deu lugar a uma regata deste tipo.
Contudo, não podemos esquecer, que esta pompa, preparada  desde há dois anos, custou à Coroa britânica cerca de 13 milhões de euros, dos quais uma parte sairá dos cofres do Estado.






* Fotos de (c) Getty Images via Caras

sexta-feira, 23 de março de 2012

Blogue de Luís Diferr, 1º aniversário



O Blogue "Luís Diferr" foi uma criação da Pérola de Cultura, faz hoje um ano. 
E, como todos os filhos, primeiro gatinhou, depois começou a andar sozinho e finalmente tornou-se um caminheiro dos seus próprios destinos e escolhas. 
Parabéns pela persistência, Luís, sobretudo num país onde os artistas são muitas vezes subestimados!
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