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sábado, 9 de março de 2019

João de Deus




João de Deus de Nogueira Ramos nasceu a 8 de março de 1830, há 184 anos. 
Poeta e pedagogo, frequentou durante dez anos, o curso de Direito em Coimbra (onde foi uma das figuras mais destacadas da boémia estudantil da época e se relacionou com alguns elementos da Geração de 70, sobretudo Antero de Quental e Teófilo Braga).
Colaborou em vários jornais e revistas, e por volta de 1868-1869, as suas poesias foram coligida, por Antero de Quental, no volume “Flores do Campo”, a que se seguiram “Ramo de Flores” (1869), “Folhas Soltas” (1876), “Despedidas do verão” (1880) e “Campo de Flores” (1893).
Viria a desempenhar um papel social e cultural da maior relevância, nomeadamente no que diz respeito aos seus esforços para a alfabetização de camadas cada vez mais alargadas da população portuguesa. A publicação, em 1877, da célebre Cartilha Maternal, método de ensino da leitura verdadeiramente revolucionário no panorama pedagógico nacional, constituiu um marco importante desse processo. Devido, em parte, à sua ação de pedagogo, em 1895 foi agraciado com várias homenagens à escala nacional, entre as quais a de sócio honorário da Academia Real das Ciências e do Instituto de Coimbra.
Como poeta, o seu lirismo intimista versa constantemente sobre o amor, e por vezes perpassa um sentido de plácida religiosidade, exprimindo-se sempre num estilo simples. João de Deus, que Antero considerava, já em 1860, "o poeta mais original do seu tempo", defendeu e praticou um lirismo depurado, inspirado, a exemplo de Garrett, na lírica tradicional portuguesa e na obra camoniana, de onde recuperaria o soneto como um dos seus géneros de eleição.

Fonte: Infopédia

Fotos do álbum em BD "João de Deus - A Magia das Letras" de José Ruy

Cortesia de Tita Fan