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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Pudding terapêutico

(Foto da web cuja autoria não foi possível identificar)


"Pudding era apenas mais um gato abandonado quando a norte-americana Amy Jung decidiu, num ato de impulso, adotá-lo. A recompensa pela boa ação não tardou em chegar: nessa mesma noite o animal salvou a nova dona de um ataque hipoglicémico."

O resto da história aqui.

Melhor do que os de certos humanos, este comportamento leva-me necessariamente para a Filosofia Budista, segundo a qual todos os seres sensíveis devem ser reconhecidos pelo homem como sendo dignos de  respeito. 
Neste caso, mais do que respeito, ternura e gratidão. Pudding revelou muita sensibilidade, inteligência e capacidade de tomar decisões rápidas e acertadas. É caso para dizer que só lhe falta falar e marcar o 911. 
Cada vez mais se salienta a importância dos animais de companhia, sobretudo para os doentes, os solitários e os cidadãos considerados idosos. Talvez casos como o de Pudding possam levar as pessoas ligadas à Ciência a começar a encarar acerca dos animais hipóteses até aqui nunca equacionadas: por exemplo, qual a real inteligência dos nossos amigos de quatro patas.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Karma, Sofrimento e Felicidade

 "Construímos constantemente a nossa vida através das acções mentais, verbais e físicas, positivas, negativas ou neutras, das quais resultam todas as nossas percepções, reacções e experiências ao longo da existência. Nada do que nos acontece nos é exterior, mas um resultado das nossas acções passadas e presentes e das tendências e hábitos por elas deixadas no fundo inconsciente da mente. Convém conhecermos quais os actos que têm consequências positivas e negativas, ou seja, felicidade e sofrimento, para cultivarmos os primeiros e evitarmos os segundos, purificando as tendências negativas de modo a impedir que resultem em experiências desagradáveis. É esse o objectivo deste workshop, com uma componente teórica e prática, de introspecção reflexiva e meditativa."


Workshop teórico-prático com Paulo Borges.
 Sábado, 18 de Fevereiro de 2012, das 10 às 14 horas.
 Promovido pela União Budista Portuguesa.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O amor ao próximo

 

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus, 22, 39).
-.Quem é o meu próximo? Aquele que pertence ao mesmo grupo familiar, local, social, económico, nacional, étnico, cultural, linguístico, político ou religioso? Aquele que pertence à mesma espécie, ao mesmo planeta ou à mesma galáxia? Ou o meu próximo é aquele de quem me sentir próximo, ao ponto de o não sentir separado de mim nem a mim separado dele? O meu próximo tem então de ter duas pernas e dois braços ou pode ter quatro patas, muitas, nenhuma, caule, tronco, folhas, flores e frutos? Tem de ter cabelos e pele quase nua ou pode ter pêlos, penas, couraça, escamas e casca? Tem de viver sobre a terra ou pode rastejar dentro dela e voar e brilhar nos céus? Tem de ter uma vida individual ou pode ser a própria terra, as areias, as rochas, os minérios, as águas, os ventos, o fogo e as energias que em tudo isso habitam? Tem de falar a minha linguagem ou pode miar, ladrar, zumbir, uivar, cacarejar, grunhir, mugir, relinchar, rugir, trinar, grasnar, trovejar, soprar, relampejar, chover ou florir, frutificar, repousar e mover-se em silêncio? Tem de ter forma e ser visível ou pode não ter forma e ser invisível? Tem de ter vida consciente e senciente? Tem de ter vida? Tem de ser algum ser ou coisa ou pode ser tudo? A empatia, o sentir em si o outro como o mesmo, a compaixão, têm limites? Temos limites? Conhecemos a fronteira do que somos? Ou só o medo nos limita? O medo de tudo o que há. O medo do infinito e da vasta multidão que somos.


(Professor de Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa, querido colega e amigo) 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Matthieu Ricard sobre a felicidade



Matthieu Ricard é francês, filho de filósofo, doutorado em Biologia e monge budista. Por esta ordem. Segundo as pesquisas efetuadas no seu cérebro por uma equipa de neurocientistas, ele pode ser o homem mais feliz à face da Terra. O segredo: nunca estar num "bad mood"!
Quando for grande quero ser assim.





Para quem não tiver muita paciência para tentar perceber este linguajar, assim num inglês afrancesado, deixo aqui as linhas gerais da entrevista traduzidas:
Para Matthieu Ricard a compaixão e o amor incondicionais vão ativar certas ondas cerebrais produzidas no córtex que podem ser detetadas pela neurobiologia. 
O amor altruísta é o sentimento mais positivo e produz o mais construtivo estado de espírito de todos, enquanto que o egoismo é o mais miserável. 
Mathieu Ricard nunca está num "bad mood", apesar de sentir por vezes indignação (o que é diferente de raiva), por exemplo perante um massacre. Nesse caso, poderá usá-la como motivação para resolver uma situação de injustiça insustentável: "é uma questão de brio dizermos por vezes 'isto não pode ser!' e buscarmos um remédio à altura."
 O que impede a felicidade são estados de espírito de raiva, ciúme, inveja, arrogância ou desespero.
A meditação fornece recursos para lidar com os altos e baixos das circunstâncias, em vez de ficar vulnerável a elas, mantendo a mesma abertura e a mesma resiliência perante os acontecimentos agradáveis e desagradáveis do mundo exterior. Isto não significa indiferença, apenas nos deixamos afetar menos pelas coisas, já que temos a liberdade de olhá-las de um modo mais realista e construtivo, para si e para os outros. 
Alguns artistas falam da dor, da preocupação e da depressão como fontes para a criatividade. Matthieu Ricard refere que já foram feitos estudos sobre a criatividade e a grande maioria dos artistas consta de pessoas comuns, normais, que não andam a cortar as orelhas. Mesmo nos que sofrem depressões cíclicas, os estudos mostram que as suas melhores obras são produzidas fora desses períodos.
Salienta-se nesta entrevista o papel positivo do exercício da meditação, que começa por uma postura física de coluna direita, a respiração controlada e a atenção concentrada. Não tem de ser um exercício aborrecido que se faz de pernas cruzadas, queimando incenso ou debaixo de uma árvore. Para meditar não é preciso ser-se um Yogi, apenas concentrar-se e respirar em harmonia com a Natureza.
Já tive o privilégio de estar na presença de Matthieu Ricard várias vezes em Lisboa e posso confirmar que a sua personalidade faz jus à proximidade que tem com o Dalai Lama (ele é um dos seus porta-vozes e tradutores oficiais). Este monge, que afinal é também um homem de Ciência, não só possui uma enorme humildade e simplicidade, mas também, alia à sabedoria, sobretudo, humanidade e doçura.

Na barra lateral deste Blogue consta desde a primeira hora, como livro recomendado, a obra "O Monge e o Filósofo", um diálogo muito instrutivo entre Matthieu Ricard e o seu pai, o filósofo francês Jean-François Revel, entretanto já falecido. É uma leitura que vale a pena, pelo confronto construtivo de pontos de vista sobre o mundo, entre um ateu e um monge budista.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Exposição das Relíquias de Buda em Portugal



RELÍQUIAS DO BUDA E DE MESTRES BUDISTAS VISITAM PORTUGAL - Projecto Maitreya

Ringsel, exposição das Relíquias do Buda e de Outros Grandes Mestres do Budismo Tibetano

Lisboa - 6 a 14 de Novembro 2010. Entrada livre.

Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa
Rua de D. Estefânia, 175
1000-154 Lisboa



Abertura: 6 de Nov. às 17:00 (por convite)
7-14 de Nov. das 10:00 às 19:00 (entrada livre)

Programa das actividades, informações e contacto






segunda-feira, 1 de março de 2010

Conferência de Matthieu Ricard no Porto sobre “A Necessidade de Altruísmo”


Recebi esta comunicação da Fundação Kangyur Rinpoche de Portugal:

"Caros Amigos

Dada a grande afluência de pedidos de reserva de bilhetes para a conferência de Matthieu Ricard, informamos que neste momento dispomos de venda através de transferência bancária.

Para este efeito devem enviar o pedido de bilhete (s) para:


casa.apoioaosemabrigo.porto@gmail.com.

Matthieu Ricard, o conhecido monge budista francês, estará no Porto para dar uma Conferência Pública, no dia 8 de Março a convite da C.A.S.A. (Centro de Apoio ao Sem Abrigo). A conferência terá o título “A Necessidade de Altruísmo” e terá lugar na
Fundação Dr. António Cupertino de Miranda.

Data: 8 de Março de 2010 às 18h30
Local: Fundação Dr. António Cupertino Miranda, Av. da Boavista, 4245, 4100-140 Porto
Preço: 15 € / estudante: 10 €
O valor angariado reverte a favor da instituição CASA - Centro de Apoio ao Sem Abrigo

Mais informações:

CASA - Centro de Apoio ao Sem Abrigo
Morada: Rua Álvaro Castelões, 229, 3º
4450-041 Matosinhos
tel.: 22 937 84 46 tlm.: 91 777 21 57 / 91 493 59 07
email: casa.apoioaosemabrigo.porto@gmail.com

Saudações"



Sobre Matthieu Ricard

Matthieu Ricard é um monge budista francês, fotógrafo e autor. Vive e trabalha no mosteiro Shechen Tennyi Dargyeling no Nepal, Himalaias, há quarenta anos.
Nascido em França em 1946, filho do conhecido filósofo francês Jean-François Revel, cresceu no seio das ideias e personalidades dos círculos intelectuais franceses. Viajou para a Índia em 1967.

Doutorado em genética molecular no Instituto Pasteur de Paris em 1972, decidiu abandonar a sua carreira científica e concentrar-se na prática do budismo tibetano. Estudou com Kangyur Rinpoche e alguns outros grandes mestres dessa tradição e tornou-se estudante próximo e auxiliar de Dilgo Khyentse Rinpoche, até ao seu falecimento em 1991. Desde então, tem dedicado a sua actividade à realização da visão de Dilgo Khyentse Rinpoche.

As fotografias de Matthieu Ricard de mestres espirituais, das paisagens e das pessoas dos Himalaias têm aparecido em inúmeros livros e revistas. Henri Cartier-Bresson disse do seu trabalho, ”a vida espiritual de Matthieu e a sua câmara são um só, donde brotam estas imagens, fugazes e eternas“.

Ele é o autor e fotógrafo de “Tibet, An Inner Journey” e “Monk Dancers of Tibet” e, em colaboração, os fotolivros “Buddhist Himalayas”, “Journey to Enlightenment” e recentemente “Motionless Journey: From a Hermitage in the Himalayas”. Matthieu Ricard é o tradutor de diversos textos budistas, incluindo “The Life of Shabkar”.

O diálogo com seu pai, Jean-François Revel, em “O Monge e o Filósofo”, foi um best-seller na Europa e foi traduzido para 21 idiomas, e “The Quantum and the Lotus” (em co-autoria com Trinh Xuan Thuan) reflectem o seu interesse de longa data pela Ciência e o Budismo.

No seu livro de 2003 “Plaidoyer pour le Bonheur” (publicado em Inglês em 2006, como “Happiness: A Guide to Developing Life’s Most Important Skill”) explora o significado e plenitude da felicidade e foi um grande best-seller em França.

Matthieu Ricard foi apelidado de “a pessoa mais feliz do mundo” pelos media depois de ser voluntário para um estudo realizado na Universidade de Wisconsin-Madison sobre a felicidade, posicionando-se significativamente acima da média obtida após os testes de centenas de outros voluntários.

Membro do conselho do “Mind and Life Institute”, que é dedicado a encontros e pesquisa em colaboração entre cientistas e estudiosos budistas e praticantes de meditação, as suas contribuições foram publicadas em “Destructive Emotions” (editado por Daniel Goleman) e noutros livros de ensaios. Matthieu Ricard está também profundamente envolvido na investigação sobre o efeito do treino da mente sobre o cérebro, nas Universidades de Wisconsin-Madison, Princeton e Berkeley.

Matthieu Ricard foi condecorado com título de Cavaleiro da “Ordre National du Mérite” pelo presidente francês François Mitterrand pelos seus projectos humanitários e pelos seus esforços para preservar o património cultural dos Himalaias.

Ns últimos anos tem dedicado os seus esforços e doa todos os proventos do seu trabalho em favor de trinta projectos humanitários na Ásia, que incluem a manutenção e construção de clínicas, escolas e orfanatos na região: www.karuna-shechen.org
Desde 1989, actua como intérprete de Francês para S. S. o Dalai Lama.

(N.T.: Karuna significa “compaixão” em sânscrito)

Fundação Kangyur Rinpoche

Actividades:
Rua Conde Almoster, nº98 - 13ºE |
Tel. 21 390 40 22/ 21 774 25 39 / 934 353 961

Correspondência:
Rua Conde Almoster, nº106 - 12ºD
1500 - 197 Lisboa
www.krfportugal.org


Nota da editora:

Matthieu Ricard, biólogo e monge budista é co-autor de um livro em que discute com o seu pai, o filósofo francês Jean-François Revel, entretanto falecido, sobre as concepções essenciais do mundo, da vida, do pensamento e das paixões do homem.

O livro chama-se "O Monge e o Filósofo" e consta desde a primeira hora na barra lateral deste Blogue como livro recomendado.

Matthieu Ricard foi considerado por recentes estudos da Psicologia como o homem mais feliz do mundo.

Recomendo vivamente esta conferência a quem viva na região do Porto.