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quarta-feira, 14 de abril de 2010

A culpa é das cabras


Para explicar um pouco das origens do hábito de tomar café, deixo-vos aqui uma curiosidade com que deparei na imprensa angolana, tendo procedido a algumas alterações no português:

"O uso da bebida teve origem em Kaffa, na Abissínia, hoje Etiópia, quando um pastor chamado Kaldi observou que as suas cabras ficavam mais espertas e saltitantes ao comer as folhas e os frutos do cafeeiro.

Ele experimentou os frutos e sentiu-se mais alegre e com maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o facto, começou a utilizar a infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.

O homem levou o grão para o mosteiro mais próximo e os monges consideraram a planta “coisa do demónio”, então Kaldi decidiu dar fogo ao arbusto.
O aroma exalado pelos frutos torrados nas chamas atraiu todos os monges para descobrir o que estava a causar aquele maravilhoso perfume, e os grãos de café foram retirados das cinzas.

Acto contínuo, os monges mudaram de ideia e sugeriram que os grãos fossem esmagados na água para ver que tipo de bebida daria, e logo descobriram que a bebida os mantinha acordados durante as rezas e períodos de meditação.

A notícia do grão "milagroso" foi passando de mosteiro em mosteiro e assim o café ficou conhecido no mundo.

O café foi torrado pela primeira vez na Pérsia. Hoje o Brasil é o maior produtor mundial do café, seguido do Vietname e da Colômbia."


In Angola.Press

Dia internacional do café


Não sendo uma grande consumidora de café, ouço, curiosa, no meu dia-a-dia palavras como escorrido, cheio, curto, pingado, ou outras. Noutros contextos, deparamos com expressões como macchiato, caffelatte, capuccino, irish, frappé, etc.

Muitas são as designações que diariamente usamos para pedir esta bebida deliciosa, quando não nos damos mesmo ao ritual da sua preparação em casa. Em todas as situações se trata de um acto de prazer e nalguns casos, de dependência.

Tal como o açúcar, o chocolate, a Coca-Cola ou as bebidas alcoólicas, o café, por saber bem e produzir bem-estar, pode tornar-se viciante. Em doses moderadas diz-se hoje poder prevenir algumas doenças, conforme se pode escutar abaixo.

Seja ou não verdade, o consumo do café no mundo tornou-se já uma instituição, tendo-se mesmo passado a chamar, pelo menos em Portugal, "Cafés" aos estabelecimentos que o servem...

A cafeína, além de poder ser utilizada para combater o sono, tem alguns usos terapêuticos, constando da composição de certos medicamentos, como eu própria já constatei.

Conforme estudos realizados por investigadores da Universidade de Coimbra, certas propriedades do café podem ajudar a prevenir patologias degenerativas do sistema nervoso, como Alzheimer, Parkinson ou mesmo a depressão.

Além disso, o sabor intenso do café, associado a um certo poder revigorante e até euforizante, tornaram esta bebida indispensável na vida de muitos cidadãos, até como pretexto de pausa no trabalho, com uma forte componente de socialização.

Quantas vezes o aparentemente simples convite para "tomar um cafezinho" não encerra na verdade um pedido de namoro, pairando naquela troca de olhares carregados de desejo, cruzados por "mero acaso", enquanto a colherzinha rodopia, automática, na chávena...!

A importância do consumo do café em Portugal acaba de dar origem à fundação uma Confraria do Café. Assim, já não podemos dizer que neste país só é importante apreciar bons vinhos. De agora em diante passará a ser actividade elegante gostar e entender de cafés. Com direito a Duques e tudo!

Ora ouçam na TSF a reportagem da apresentação da Confraria do Café.


Várias personalidades marcam presença na apresentação da Confraria do Café

"A Confraria do Café, que reúne os empresários do sector, foi apresentada esta terça-feira, Dia Mundial do Café, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, entre várias personalidades amantes desta bebida, como D. Duarte Pio e Manuel Vilarinho.

Entre os convidados ouvidos pela TSF, D. Duarte Pio confessou que apesar de gostar de café bebe apenas dois por semana.

O médico Vaz Carneiro, professor de Medicina em Lisboa, bebe seis por dia e lembra que em algumas doenças, o café não só não é um factor de risco, como parece actuar como protector."


Clara Osório, TSF