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quarta-feira, 6 de junho de 2012

O azar do 13?



Depois de tentar digerir isto devo precisar de entrar em retiro para recuperação dos neurónios. Se o Blogue encerrar entretanto terá sido por danos cerebrais na administração central.
Não há dúvida que me sinto como peixe fora de água com a gramática fria dos números; essa parece ser única linguagem possível neste modelo de governação, no qual, decididamente, não me revejo. Não são de todo as pessoas mas as fórmulas aquilo que mais importa. 
Não me refiro somente às condições de trabalho dos professores, importam-me também as condições de aprendizagem dos alunos e a satisfação das suas famílias com a qualidade da escola. 
Os alunos em turmas que mais irão parecer palettes de enlatados não têm condições de aprender e a indisciplina, que o ministro Nuno Crato tanto quer combater, terá melhor campo para grassar.
O caudal de resoluções inadequadas a uma melhoria do ensino vai-se tornando cada mais  inequívoca para quem trabalha nas escolas. 
Primeiro o aumento do número de alunos por turma, depois os mega-agrupamentos e agora uma complicadíssima teia aritmética para a organização curricular, a originar diminuição do número de professores, tudo concorre para uma crescente dificuldade de tornar as escolas locais onde trabalhar possa dar algo mais do que exaustão ou frustração. 
Isto não é só o proverbial azar do nº 13, é um tsunami que vem aí para as escolas públicas. E não me parece que tenhamos escafandros e salva-vidas à altura para evitar o pior. Como em todos os naufrágios, vai ser o salve-se quem puder e cada um por si.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A letra oficial dos documentos do MEC

Têm surgido dúvidas sobre a ordem emitida pela DEGRHE sobre não só a aplicação do Acordo Ortográfico em todos os documentos de serviço, como também a sua formatação em letra Trebuchet MS 10. Não tenho nada contra esta letra, penso até que é de fácil legibilidade, mas, francamente, corpo 10, faz-me supor que, dentro de pouco tempo, todos os professores tenham de usar lupa para ler e escrever.

Os tipos de letra que mais frequentemente utilizo estão aqui: nos documentos pessoais ou de serviço, nos e-mails, no blogue, etc. 
É interessante compará-las. 
As Atas eram em Arial Narrow, que o Blogger não consegue reproduzir.


A letra que sublinhei a cor, será aquela que, pelos vistos, teremos de usar a partir de agora no serviço.


Pérola de Cultura                     Arial 10
Pérola de Cultura                      Calibri 10             
Pérola de Cultura      Courier New 10
Pérola de Cultura                          Georgia 10
Pérola de Cultura                     Tahoma 10               
Pérola de Cultura                               Times New Roman 10
Pérola de Cultura                     Trebuchet MS 10
Pérola de Cultura                  Verdana 10

Querem-nos formatados, como maçãs parafinadas de igual calibre, provenientes dos mercados da UE, tão brilhantes quanto insípidas. Onde fica a criatividade? Não pode existir, sob pena de o trabalho correr o risco de ser demasiado personalizado. 
Onde é que eu já vi algo parecido?

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Formação Cívica: recomendações do CNE


A educação para a cidadania deve continuar a ser assumida como
contributo para a construção da cidadania nacional.
A educação para a cidadania deve valorizar diferentes expressões de
cidadania, considerando também o intercâmbio inter e multicultural e
o diálogo inter -religioso.
A educação para a cidadania deve ser entendida, na escola, como problematização de diferentes cidadanias (nacional, europeia, cosmopolita,
cocultural, participativa, ativa, cognitiva…).
Deve ser evitada, na organização curricular e em todas as atividades
e práticas educativas, a separação entre a construção da excelência
escolar em sentido restrito, a democracia na escola e a promoção das
cidadanias.
A nova disciplina de Formação Cívica (cf. Decreto -Lei n.º 50/2011
de 8 de abril) deve ser assumida como uma dimensão fundamental no
ensino secundário, em adequada articulação com os processos que visam
os melhores níveis de sucesso académico dos alunos.
No ensino básico, deve ser revalorizada a educação para a cidadania
democrática no âmbito da Formação Cívica, resgatando -a do enclausuramento excessivo relativo à gestão quotidiana dos problemas que
decorrem das funções da direção de turma.
A educação e aprendizagem da cidadania, tanto no ensino básico, como
no ensino secundário, devem ser desenvolvidas, sobretudo, pela participação dos alunos e professores em atividades e projetos concretos.
A educação para a cidadania deve, sempre que possível, mobilizar
igualmente a colaboração de pais e encarregados de educação.
As orientações do Ministério da Educação e Ciência e os responsáveis
dos órgãos de administração e gestão dos agrupamentos de escolas e
escolas não agrupadas devem criar e suscitar as condições adequadas à
valorização e ao desenvolvimento da educação para a cidadania.
Para além dos professores, os coordenadores de departamentos curriculares, diretores de turma e demais responsáveis pelas estruturas de
coordenação educativa e supervisão pedagógica devem ter um papel
particularmente interventivo e articulado na educação para a cidadania.
O projeto educativo de agrupamento de escolas ou de escola não
agrupada deve expressar com clareza as orientações gerais em termos
de valores e educação para a cidadania, as quais serão traduzidas, de
forma coerente, no regulamento interno, nos projetos curriculares e no
plano de atividades.
No âmbito de atividades específicas de educação para a cidadania
deve haver oportunidade para problematizar os fatores indutores de
situações de risco e de vulnerabilidade social, que colidam com os
direitos humanos.
A educação para a cidadania deve basear -se em metodologias racionais
e participativas que apelem aos conhecimentos científicos, técnicos e
humanísticos, e que promovam o espírito crítico, o desenvolvimento
moral e o desenvolvimento cognitivo dos estudantes.
 Ler o documento completo aqui.

Enviado por O Que Não Sabe Pensar

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Diário da República: um século de legislação on-line

"A partir de hoje encontra-se disponível on-line toda a legislação publicada no Diário da República desde 1910 até ao presente. Se o conteúdo desse diário já estava disponível em suporte digital desde 1960, o mesmo não se verificava da que foi publicada entre 1910 e essa data."

 In De Rerum Natura

Ora aqui está uma medida adequada a um plano tecnológico digno desse nome. Já era tempo de modernizar este sector.