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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Um gato muito especial


Sir Arthur Pippehouse The Second é um gato de sete vidas que desfia as suas memórias num livro encantador, escrito por Teresa Ximenez e publicado pela Chiado Editora.
"A Memória do Gato" marca uma incursão muito feliz da autora no género romance.


Arthur, o gato, narra com uma memória que atravessa gerações, a vida cheia de peripécias, paixões, desencontros e sofrimento de uma família, alternando com descrições feitas por algumas das personagens que lhe são mais próximas. 
A astúcia daquele gato tão especial, vem a revelar-se determinante na cumplicidade indispensável para resguardar certos segredos.


Entre a Inglaterra dos finais do século XIX até ao Portugal do salazarismo, passando pela Índia dos negócios do chá, a autora revela um grande conhecimento dos lugares, culturas e sentimentos destes personagens, tão humanos, sensíveis e sofridos, que parecem reais.

E mais não conto. Leiam o livro. 
Será certamente com prazer que o fazem. 
Parabéns Teresa, adorei o livro. 
Fico à espera do próximo romance.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Anna Karenina


Dizem alguns que morrer de amor já não se usa, e só na literatura isso se costumava passar, sobretudo no século XIX. Tanto Camilo Castelo Branco como Eça de Queirós puseram alguns personagens a suicidar-se por causa de desgostos de amor. Tiros, voos da janela e coisas que tais, eram frequentes nalguns romances portugueses da época. 


Mas o que dizer da literatura francesa, como a de Émile Zola, Gustave Flaubert ou Alexandre Dumas? E da grande literatura russa? As tragédias não eram menores e os romances de amor colocaram grandes e empolgantes histórias no cinema ao longo dos tempos. 
Desde adaptações de clássicos de séculos anteriores, como Shakespeare, o cinema sempre explorou com mais ou menos mestria os amores contrariados ou impossíveis dos amantes infelizes.
Alguém disse que a felicidade não tem história e que só as histórias tristes inspiram a literatura. Talvez seja mesmo assim. A par de dramas passionais como "Romeu e Julieta" ou "A Dama das Camélias", "Anna Karenina" já teve várias versões cinematográficas. 


Não sou do tempo das divas da época de ouro do cinema de glamour, como Greta Garbo ou Vivien Leigh, mas vi Sophie Marceau e agora Keira Knightley no papel de Anna Karenina. 
Esta versão mais recente, soberbamente ancorada por uma reconstituição de época, décors e guarda-roupa irrepreensíveis, compõe mais uma vez esta heroína de Tolstoy, arrebatada por uma paixão incontrolável, que acaba por ser credível no espírito trágico da grande literatura russa. 
Já de tristeza e morte associadas a amores impossíveis, tinha visto a espantosa história de  Doutor Zhivago, filme adaptado do romance de Boris Pasternak, que me fez chorar rios à saída do então cinema Tivoli, era eu uma adolescente de liceu, com pretensões a ver filmes de adultos.
E é também assim com Anna Karenina, onde nos apercebemos, angustiados, do fim trágico inevitável, desde o início do filme. 
Mérito de Leo Tolstoy ou da magistral interpretação de Keira Knightley? 
Talvez gostem também de ver Jude Law no papel de um marido de nobres sentimentos na tradicionalista e preconceituosa Rússia dos czares.







sábado, 2 de junho de 2012

O lado romanesco de Luís Diferr


"O que será que será,
Que andam suspirando por essas florestas?
Que andam até cantando por entre pedras e rochas,
Por entre o arvoredo baço na neblina
E a margem desse rio de água fria?
Que nome é esse que ali se ouve,
Gwynivea, Kli, Samara...

Aventura, romance, fadas, escritas de Apuleio,
o idiota da aldeia, e a futura traição da ruiva Slytia...
O que será, que será que aí virá?"
Luís Diferr
Este é o comentário de Luís Diferr a respeito do romance de aventuras "OS DRUIDAS DE VALMENOR".
O romance, escrito numa prosa ora agreste ora poética, revela uma outra faceta do autor, conhecido em geral como desenhador de ilustrações e autor de Banda Desenhada. Mais recentemente tem feito experiências gráficas em Photoshop, utilizando recursos cromáticos, texturas e fotomontagens no seu Blogue. 
É também aí que este romance começou a ser publicado em episódios, agrupados em quatro partes:
I - O Salmo
II - A Porta
III - A Fada
IV - O Esquilo
 Podem seguir as aventuras de Kli Van-Kli aqui.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Titanic em 3D


O que eu chorei com esta história, lá longe no ano de 1997! As vezes que revi o filme, o que me extasiei com a beleza de Leonardo Di Caprio (e também Kate Winslet, porque não dizê-lo?) e a admiração que senti pelo trabalho exaustivo e rigoroso de James Cameron, fizeram de Titanic, indubitavelmente, um dos filmes da minha vida.

Assim que saíu em vídeo fui a correr comprá-lo e emprestei-o às minhas amigas todas. Uma delas francesa, que não tinha visto ainda nenhum filme com Leonardo Di Caprio, ao devolver-me o vídeo exclamava com visível excitação: "Oh, qu'il est beau!!! Hou la la!!!"
Ao que respondi: "Mas... não choraste?" - "Ah oui, tout le temps!... Mais qu'il est beau!"

Agora fiquei a saber com prazer que esta película de excelência vai regressar com novo formato em 3D. Então aí é que vai ser, sentir aquela água toda a vir em direcção a mim e eu a fazer força para que o rapaz não se afogue... E que depois a rapariga não case com o outro cafageste!

Além de Tintin pelo Natal, também em 3D, vamos ter, na primavera de 2012 este presente. Recomendado aos piegas com eu.

"O sucesso de bilheteiras Titanic vai voltar aos ecrãs de cinema, a 6 de abril de 2012, desta feita em 3D, anunciou hoje a produção.

A Paramount Pictures, a Twentieth Century Fox e a Lightstorm Entertainment explicaram em comunicado que a data de estreia foi escolhida propositadamente, já que a 10 de abril de 2012 faz cem anos que o navio transatlântico zarpou do porto de Southampton, no Reino Unido, antes de chocar, a 15 de abril de 1912, com um icebergue e se afundar, no trajecto para Nova Iorque.

Exibido em 1997, o filme Titanic, do realizador James Cameron, ganhou 11 Óscares da Academia de Hollywood."


Por Lusa, 19.05.2011 - 22:01