Mostrar mensagens com a etiqueta Sindicalismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sindicalismo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Aos professores do ensino público



Creio que a nossa situação de funcionários públicos é caótica. Nunca me lembro de um retrocesso desta natureza após o 25 de Abril. Alguém disse ontem que é a maior perda de poder de compra de sempre e que a nossa condição social será como se voltássemos ao Estado Novo. Penso que há nisto alguma razão, pois pelo que me lembro, e alguns de vós deveis lembrar-vos também, no tempo de Salazar fazia-se a apologia da pobreza. A miséria era inerente à submissão, logo conveniente. Infelizmente, penso que estamos a aproximar-nos perigosamente dessa apologia da pobreza. Do conformismo, do come e cala-te. Fiquemos pois pequeninos, pobrezinhos e honradamente conformados. Não nos pagam para pensar, menos ainda para opinar. Qualquer dia não nos pagam, ponto. Então, muita sorte em - ainda - termos emprego, é o que nos dizem.
Não sei bem o que se pode fazer numa circunstância tão séria como esta. 
Já me esmoreceu a fé em manifestações e greves. Por enquanto, estou doente. 
Deixem-me hibernar até 2014, que assim não pago despesas de Hospital...
Escravizados, mas conscientes de que o estamos a ser. É o mínimo.

sábado, 10 de setembro de 2011

Fumo branco no Ministério da Educação


O ministro Nuno Crato, após quase 15 horas de negociações com os sindicatos, não parecia dar sinais de cansaço, antes de satisfação. Chegou a um entendimento com sete das treze representações sindicais, a saber, a FNE e a Pró-Ordem, entre outras, acerca da avaliação docente. A Fenprof ficou fora do acordo, pelas razões divulgadas por Mário Nogueira nos últimos dias, nomeadamente a manutenção das quotas e das cinco menções classificativas, além dos os efeitos da avaliação nos concursos. 
Finda a fase da negociação, vai proceder-se à regulamentação de um novo modelo de ADD.
Não sendo radicalmente diferente do modelo anterior, introduz contudo alguns aspectos que me parecem relevantes e que não devem ser menosprezados, como a dilatação dos ciclos avaliativos e a obrigatoriedade de o avaliador ser do mesmo grupo disciplinar do avaliado.
Com mais tempo elaborarei um comentário crítico mais detalhado sobre este novo modelo.

Ler aqui a notícia.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Lula, um homem da luta


Lula da Silva é verdadeiramente um homem da luta. Lula era um operário metalúrgico, sindicalista e foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhores, que acabou por chegar ao poder como o 35º presidente do Brasil, cargo que exerceu até ao dia 1 de Janeiro de 2011.

Veio a Portugal receber um prémio pela sua luta a favor dos direitos humanos e receberá um doutoramento honoris causa na Universidade de Coimbra. Está acompanhado de Dilma Rousseff, a sua sucessora, também ela uma mulher da luta.

Convém lembrar que o Brasil é uma república federativa de regime presidencialista e o partido do presidente da república é quem na prática detém a orientação política dominante.


Lula, que nasceu em Pernambuco e trabalhou desde os sete anos, assumiu que foi apenas "um encarregado do povo brasileiro, o verdadeiro herói das Terras de Vera Cruz e o inquilino do Palácio do Planalto". 

Ninguém, aparentemente, à excepção dos brasileiros que o elegeram para dois mandatos consecutivos, acreditava ser possível a um operário vindo dos bairros periféricos de S. Paulo e quase sem instrução académica, dirigir o maior país da América do Sul, com muitos milhões de habitantes.


Lula andou nas greves e manifestações de rua, assim como Lech Valesa. Lula fez crescer o PT nas ruas dos bairros paulistas industriais conhecidos como ABC (Santo André, S. Bernardo e S. Caetano). Valesa esteve na linha da frente do crescimento do Solidarnosc na Polónia, a partir dos estaleiros de Gdansk.

Este homem, contra todas as expectativas da velha Europa, elevou nos últimos anos o Brasil a uma potência em desenvolvimento, com um crescimento económico extraordinário, com a democracia mais consolidada e os direitos sociais mais distribuídos.

Lula foi considerado pelo Financial Times uma das 50 "personalidades que moldaram a década", a Time referiu-o como um dos 25 líderes mais influentes do mundo em Abril de 2010, e os seus concidadãos classificam-no como "o líder mais popular da história do país", pelo seu "charme e habilidade política".



Ao contrário do que diz o inenarrável Miguel Sousa Tavares, as revoluções podem fazer-se na rua. Fazem falta os homens da luta. Em Portugal, no Brasil, no Magrebe, no Médio Oriente, em toda a parte. Os grandes movimentos sociais fazem-se de uma componente fundamental de rua. O resto vai atrás.

É pena que alguns movimentos de rua tenham acabado em massacres como Tiananmen e que um homem da luta com Lui Xiao Bo continue preso nas malhas de uma ditadura fora do tempo, sem que a comunidade internacional deixe de se vergar aos "superiores" interesses económicos do comércio com a China.

Foi pena também que os movimentos de rua da Checoslováquia conhecidos como "Primavera de Praga" tenham acabado num interminável inverno cinzento, sob o domínio neo-estalinista.

Mas algumas das revoluções podem fazer-se na rua. Não foi na rua a Revolução Francesa, com a tomada da Bastilha? Não foram na rua as recentes revoluções da Tunísia e do Egipto?

Que vivam todos os homens da luta, pois eles muitas vezes são capazes de transformar as sociedades, libertar os povos e fazê-los crescer!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Avaliação de desempenho suspensa pela A.R.


Recebi da Direcção do SPGL o seguinte comunicado que passo a divulgar:

«Com os votos favoráveis do BE, PCP, PEV, PSD e CDS e contra do PS e do deputado Pacheco Pereira, foi hoje, dia 25 de Março de 2011, suspenso o actual modelo de avaliação de desempenho. Em sua substituição, e até ao final do ano lectivo, foi aprovado um mecanismo avaliativo de que aqui daremos nota assim que seja conhecido.

Vale a pena lutar! Como sublinharam vários deputados nas suas intervenções, a luta dos professores e dos seus sindicatos foi decisiva para este desfecho positivo. Quando a luta é consequente mais cedo ou mais tarde ela dará os seus frutos!

A Direcção»



(Ilustração acima: o único protagonista da triste figura, à excepção dos deputados do PS, hoje na A. R., retratado numa criação do Kaos)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Comunicado da Fenprof acerca de Miguel Sousa Tavares

A MENTIRA (é uma) CONSTANTE DE (em) MIGUEL SOUSA TAVARES

M.S.Tavares pronunciou-se na SIC, no dia 27 de Setembro, sobre o “acordo de princípios” assinado, em Janeiro, entre os professores e o Ministério da Educação. Sousa Tavares está no direito de emitir os juízos que bem entender. Não devia porém, pelo respeito à sua deontologia profissional, recorrer a mentiras – talvez resultantes da preguiça de não recolher informação fidedigna.

De facto, no processo de avaliação de desempenho que o ME impôs às escolas – e que continua a merecer o desacordo da FENPROF – os docentes (professores e educadores) não terão todos “muito bom e óptimo” (sic!). Como em todos os serviços da Administração Pública, 5% terão Excelente e 20% Muito Bom. Bastaria que o M.S. Tavares, no respeito pela profissão de jornalista, se desse ao trabalho de ler a legislação que, alegadamente, pretende combater.

Também é falsa a sua afirmação de que “passam a ganhar todos mais automaticamente”! Decorrente daquele acordo por que os professores muito lutaram, todos poderão atingir o topo da carreira – e essa foi uma importante vitória dos professores –, mas tal acontecerá com ritmos diferenciados e excessivamente lentos: demorarão, regra geral, 36 anos a atingi-lo! (Recorde-se que, pelo estatuto de 1998, o topo se atingia com 26 anos de serviço e que a média, na OCDE, é de 24 anos). Não é, de resto, verdade que tenham passado todos a ganhar mais, para além de não serem automáticas as progressões na carreira, pois dependem de avaliação e formação contínua.

Como todas as discussões, também esta só faz sentido se os interlocutores assumirem uma atitude séria e intelectualmente honesta. Sempre que fala de professores, M.S.Tavares revela-se incapaz de assumir tal atitude. O que é lamentável...

O Secretariado Nacional da FENPROF
28/09/2010

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Concursos 2010-11 - Texto da APEDE


CONCURSOS 2010-11 - UMA PÁGINA NEGRA DO SINDICALISMO DOCENTE - TEXTO DA APEDE

A APEDE acaba de publicar um post com uma tomada de posição sobre a consideração da ADD no concurso para 2010/11.

É uma posição clara e inequívoca de repúdio pela postura leviana das direcções sindicais no decurso do processo negocial, nomeadamente da FENPROF, no que respeita a esta situação concreta. Está em causa a vida e o futuro de milhares de professores, assunto muito sério que deveria ter merecido outro cuidado, atenção e empenho na sua resolução. A APEDE expressa a sua revolta e indignação pois sempre alertou para este problema e para as graves consequências que poderia provocar. Naturalmente, agradeço-vos que divulguem, da forma que melhora entenderem, esta posição da APEDE. Obrigado.

Abraço

Ricardo Silva

Para ler clique aqui.