sexta-feira, 6 de maio de 2011
Além de servir para fazer bebés ainda é anti-depressivo
Vivendo e aprendendo. Espantosas as potencialidades do esperma humano, para além das funções procriativas, o contentamento que - afinal! - parece causar às mulheres. Para ler aqui.
Ideia luminosa
E se, perante uma greve de funcionários, fossem os professores a assumir as funções dos auxiliares de acção educativa? A brilhante ideia é da Associação dos Dirigentes Escolares (ANDE).
Manuel Pereira, o seu presidente, sugere que os professores tenham as chaves das escolas, etc. Brilhante!
Assim, já agora, os funcionários poderiam bem ir dar as nossas aulinhas quando houvesse greve de professores!
A menos que combinassem fazer ambos greve ao mesmo tempo, obrigando assim os dirigentes a fazer eles o serviço completo!
Aqui a notícia da TSF.
Aqui a análise desta ideia peregrina.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
É o que se chama isenção e imparcialidade
«· No dia 25 de Março de 2011, o deputado socialista Osvaldo Sarmento e Castro, presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, votou contra a revogação do modelo de avaliação de desempenho de professores.
· Dias depois, o mesmo Osvaldo Sarmento e Castro escrevia no jornal digital “Setúbal na Rede”, a respeito da decisão do parlamento, o seguinte: “Algo recheado de violações à Constituição, designadamente por invasão das competências reservadas do Executivo, entre outras, e que, seguramente, não resistirá ao mais que provável escrutínio do PR ou do Tribunal Constitucional.”
· A 29 de Abril de 2011, o Tribunal Constitucional (TC) declarou inconstitucionais os quatro artigos do diploma aprovado na Assembleia da República.
· Tomou parte na deliberação, votando no mesmo sentido da maioria dos membros do TC, a juíza conselheira Catarina Sarmento e Castro, filha do deputado socialista.
· Antes da sua eleição para o TC em Janeiro de 2010, a referida juíza ocupara, entre outros, os cargos de assessora do Ministro da Administração Interna (Primeiro-ministro: António Guterres) e de assessora da Secretária de Estado para a Modernização Administrativa (Primeiro-ministro: José Sócrates).»
Retirado daqui.
Nem vale a pena comentar, o jogo está todo ele viciado!
terça-feira, 3 de maio de 2011
O poder curativo dos professores
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Ser professor acarreta uma profunda carga de utopia e de imaginário. Com o lento passar do tempo e da memória coletiva, gerações após gerações ajudaram a elaborar a imagem social de uma profissão de dádiva absoluta e incontestável entrega. O poder simbólico da atividade docente leva a que os professores sintam sobre os seus ombros a tarefa hercúlea de mudar, para melhor, o mundo; de traçar os novos caminhos do futuro e de preparar todos e cada um para que aí, nesse desconhecido vindouro, venham a ser cidadãos de corpo inteiro e, simultaneamente, mulheres e homens felizes. É obra! Ao mesmo tempo que a humanidade construiu uma sociedade altamente dependente de tecnologias dominadoras, transferiu da religião para a escola a ingénua crença de que o professor, por si só, pode miraculosamente desenvolver os eleitos, incluir os excluídos, saciar os insatisfeitos, motivar os desalentados e devolvê-los à sociedade, sãos e salvos, com certificação de qualidade e garantia perpétua de atualização permanente. O emergir da sociedade do conhecimento acentuou muitas assimetrias sociais. Cada vez é maior o fosso entre os que tudo têm e os que lutam para ter alguma coisa; entre os que participam e os que são marginalizados e impedidos de cooperar; entre os que protagonizam e os que se limitam a aplaudir; entre os literatos dos múltiplos códigos e os que nem têm acesso à informação. E é este mundo de desigualdades que exige à escola e ao professor a tarefa alquímica de homogeneizar as diferenças. Os professores podem e estão habituados a fazer muito e bem. Têm sido os líderes das forças de sinergia que mantêm os sistemas sociais e económicos em equilíbrio dinâmico. São eles que, no silêncio de cada dia, e sem invocar méritos desnecessários, evitam que muitas famílias se disfuncionalizem, que as sociedades se desagreguem, que os estados se desestruturem, que as religiões se corroam. Mas não podem fazer tudo. Melhor diríamos: é injusto que se lhes peça que façam mais. Particularmente quando quem o solicita sabe, melhor que ninguém, que se falseia quando se tenta culpabilizar a escola e os professores pelos mais variados incumprimentos imputáveis ao sistemático demissionismo e laxismo das famílias, da sociedade e do próprio estado tutelar. É bom que se repita: os professores, por mais que se deseje, infelizmente não têm esse poder curativo. Dizemos infelizmente porque, se por milagre o tivessem, nunca tamanho domínio estaria em tão boas e competentes mãos. E é precisamente porque nunca foram tocados por qualquer força divina que os professores, como qualquer outro profissional, também estão sujeitos à erosão das suas competências; que, como qualquer técnico altamente qualificado, também necessitam de atualização permanente. E é por isso que os docentes reclamam uma avaliação justa do seu desempenho. Uma avaliação em que se revejam, que os estimule a empreender e que os ajude no seu crescimento profissional. Todas as escolas preparam impreparados. Até as que formam professores. Sempre foi assim e, daí, nunca veio mal ao mundo. É a sequência e a consequência da evolução dialética das sociedades e das mentalidades. Por isso, centrar a discussão na impreparação profissional dos docentes, como se tal fosse estigma exclusivo desta classe e justificasse as perversas iniciativas que lançam a suspeita pública sobre a responsabilidade ética dos educadores no insucesso do sistema educativo e no desaire das políticas educativas que não têm vindo a sancionar, isso, dizíamos, traduz uma inqualificável atitude de desprezo pela verdade e pela busca de soluções credíveis e partilhadas. Admitir que a educação pode resolver todos os problemas e contradições da sociedade, resulta em transformá-la em vítima evidente do seu próprio progresso. Repetimos: os professores não têm esse poder curativo. Os docentes não podem solucionar a totalidade dos problemas com que se confrontam as sociedades contemporâneas, sobretudo se não tiverem os contributos substanciais dos outros agentes educativos e das forças significativas da sociedade que envolvem a comunidade escolar. Evidentemente que a escola e os professores podem e devem contribuir para o progresso da humanidade e para o seu desenvolvimento político, económico, social e cultural. Porém, tal não é atingível apenas com meros instrumentos educacionais porque eles, por si só, não são capazes de estilhaçar o mundo de crescentes desigualdades e uma cúpula política sob a qual coexistem a injustiça, o desemprego e a exclusão social. Os professores não têm esse poder curativo e, por favor, não os obriguem a ser mais do que são ou nunca serão o que o futuro lhes exige que venham a ser. Prof. João Ruivo, 2011-05-02 |
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Bin-Laden, a morte por encomenda
(Imagem cujo autor não foi possível identificar)
Agora que finalmente está cumprido o desígnio da morte do leader da Al-Qaeda, Osama Bin-Laden, não posso deixar de temer um recrudescimento de atentados terroristas por parte daquela organização.
Matar o leader não significa mais do que eliminar um símbolo. Não se aniquila o monstro decapitando-lhe a cabeça. Ele terá certamente deixado bem preparados outros chefes, talvez até ainda mais perigosos e capazes de organizar outros atentados, como o nº 2 da organização Ayman Al-Zawahri, médico egípcio e braço direito de Bin-Laden, considerado um estratega por excelência.
Bin-Laden já era mais um leader ideológico-religioso do que propriamente um operacional. Ele foi o terrorista mais procurado do mundo até hoje e liderou a Al-Qaeda durante vinte anos! Durante os dez em que foi objecto de uma caça sistemática por parte das forças norte-americanas, Bin-Laden teve muito tempo para espalhar as suas sementes e fazê-las germinar. Haverá muitos discípulos seus espalhados por aí, até eventualmente, na Europa.
Apesar de achar que pessoas deste calibre não fazem falta nenhuma no mundo, não posso concordar com manifestações públicas de regozijo perante uma execução encomendada.
Também não me parece que se possa respirar de alívio a ainda menos baixar a guarda. Pelo contrário. A atitude sensata, do meu ponto de vista, seria o silêncio prudencial e uma atenção redobrada à hipótese de retaliações muito em breve contra alvos americanos e não-só.
Só espero e desejo que não se aplique o provérbio "Atrás de mim virá quem de mim bom fará"!
domingo, 1 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
O melhor do dia de ontem
Entre o aborrecimento (já previsto) que me causou a decisão (mais política do que jurídica) do Tribunal Constitucional sobre a avaliação dos professores e as dúvidas sobre a canonização de João Paulo II, o melhor do dia foi o casamento de conto de fadas da era moderna do herdeiro do trono do Reino Unido.
Só se fala de Kate Middleton, agora duquesa ou princesa, cujo vestido de noiva era muito inspirado no de Grace Kelly, etc, etc.
Mas ninguém fala do príncipe? Tão bonito, cheio de valores e tal, solidário, amigo dos pobres e desvalidos, valente e tudo? Andou pela África acudindo à SIDA e pelo Chile aos desalojados do terramoto e até limpou latrinas!
Que importa que agora dê boleias ao irmão em helicóptero e saia do copo-de-água (por terras de Sua Majestade chama-se wedding breakfast) a rugir un Aston Martin, tal qual James Bond com uma das suas girls? Só lhe falta mesmo pedir um dry martini e piscar o olho!
Eu cá gosto de William e até o acho parecido com a sua mãe, que foi colhida pela tragédia tinha ele 15 aninhos, amadurecidos à força de pai seco e madrasta, além de internato à boa maneira inglesa, e de crescer a poder da endurance...
Desejo que o jovem casal seja muito feliz e que consiga quebrar o enguiço da casa real britânica em matéria de casamentos infelizes, ora pois!
(Fotos da web via revista Sábado)
O Papa João Paulo II canonizado?
Pareceu-me ouvir esta notícia do Vaticano ontem. Ao longo da história do catolicismo muitos têm sido aqueles que, por uma razão ou por outra, levam a chancela de santos pela mão dos doutores da Igreja. Sempre que o Vaticano se pronuncia, eu tenho arrepios. Desta vez são mesmo dúvidas aquilo que me assalta: - quem pode, em consciência, ter critérios fiáveis para considerar alguém como santo?
Supondo que Deus exista, só ele poderia definir os padrões da santidade, uma vez que a qualidade de ser santo é transcendente ao humano!
Supondo que Deus exista, só ele poderia definir os padrões da santidade, uma vez que a qualidade de ser santo é transcendente ao humano!
Para amanhã, domingo, está previsto o primeiro passo para a canonização, que é beatificação.
Para que João Paulo II seja considerado santo é necessária a confirmação de um novo milagre.
Por agora, e enquanto esse milagre não for encontrado, o Papa será beato, mas não santo.
Veja aqui a notícia.
Para que João Paulo II seja considerado santo é necessária a confirmação de um novo milagre.
Por agora, e enquanto esse milagre não for encontrado, o Papa será beato, mas não santo.
Veja aqui a notícia.
Ela está a rir-se. Claro!
O espúrio e iníquo modelo de avaliação revogado na AR foi considerado inconstitucional pelo Tribunal Constitucional. Não admira que Isabel Alçada se esteja a rir. Enquanto ela ri, os professores engolem mais uma humilhação decorrente de mais esta derrota.
Certamente foram cometidos erros estratégicos. Os partidos da oposição e os Sindicatos têm, a meu ver obrigação de reflectir sobre os erros cometidos e propôr as estratégias adequadas.
Sobre o Presidente da República, a única coisa que posso dizer é que nunca tive confiança na figura, como tal, não posso dizer que estou desiludida.
Em todo este processo há falta de seriedade, certamente interesses escusos, clientelismos, panelinhas e faltas de lisura. Apurem-se as responsabilidades, pois não há paciência nem energia para levar anos e anos de lutas inglórias, em que os professores vêem sistematicamente a sua vida piorar, o seu salário diminuir, a sua progressão congelar e a sua carreira regredir! Os muitos milhares de reformas antecipadas e as muitas baixas psiquiátricas são o sintoma óbvio do ataque sem precedentes que a classe docente tem vindo a sofrer nos últimos anos dos governos destas pessoas que, de socialistas, efectivamente, nada têm.
Ler a notícia aqui.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Evocar Mário de Sá Carneiro
Um pouco mais de azul - eu era além
Para atingir, faltou-me um golpe de asa ...
Se ao menos eu permanecesse aquém ...
Assombro ou paz ? Em vão ... Tudo esvaído
Num grande mar enganador d´espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor ! - quasi vivido ...
Quasi o amor, quase o triunfo e a chama,
Quasi o princípio e o fim - quasi a expansão ...
Mas na minh´alma tudo se derrama ...
Entanto nada foi só ilusão !
De tudo houve um começo ... e tudo errou ...
- Ai a dor de ser-quasi, dor sem fim ...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou ...
Momentos de alma que desbaratei ...
Templos aonde nunca pus um altar ...
Rios que perdi sem os levar ao mar ...
Ânsias que foram mas que não fixei ...
Se me vagueio, encontro só indícios ...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos d' heroi, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios ...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí ...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi ...
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe d´asa ...
Se ao menos eu permanecesse aquém ..."
Paris, 13 de Maio de 1913
Poema retirado daqui mesmo.
| Nascimento: 19 de Maio de 1890, Lisboa | |
| Morte: 26 de Abril de 1916, Paris Para saber mais sobre este poeta clique aqui. |
Giardino em tradução portuguesa
Capa: (c)Vittorio Giardino/Edições ASA
RAPSÓDIA HÚNGARA é a primeira obra de Vittorio Giardino traduzida para português a partir do texto original italiano e foi agora publicada pelas Edições ASA em co-edição com o Público.
A acção passa-se em Budapeste no ano de 1938, nos antecedentes da 2ª Guerra Mundial.
Max Fridman é um investigador, discreto e eficaz, que acaba por se envolver, embora contra a sua vontade, com uma rede de espionagem internacional, por ter sido feita chantagem sobre a sua filha de dez anos...
À mistura com as investigações, claro está, nos romances de Giardino, nunca faltam as relações escaldantes com belas mulheres, assim como episódios picarescos e de bom humor, à boa maneira das grandes bandas desenhadas franco-belgas, de quem este autor italiano muito se aproxima, quer no estilo narrativo, quer na linha gráfica.
Giardino é, em todos os aspectos, um grande autor de Banda Desenhada, para mim um dos melhores da contemporaneidade. Recomenda-se a leitura deste livro e uma apreciação detalhada dos desenhos.
25 de Abril, 37 anos depois
Esperamos que todos os leitores e amigos tenham tido uma Páscoa Feliz.
Desejamos ainda que tenham tido um excelente dia 25 de Abril: aqueles para quem a data faz parte das suas memórias, ou outros que, não sendo ainda nascidos, a adoptaram como um símbolo da liberdade de que podem gozar e da democracia em que vivem.
A Pérola de Cultura teve de suspender temporariamente as suas publicações por razões imperativas. Porém, já fez escola e tem discípulos à altura de continuar este trabalho de divulgação cultural e evocação de efemérides e perfis de personalidades ligadas à Cultura. Eles são os Criadores d'Arte e o 25 de Abril está amplamente comemorado por estes amigos, cujo Blogue a Pérola de Cultura recomenda vivamente.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
"Portugal" foi publicado há um ano
Foi lançado há um ano nas Éditions Casterman o álbum "Portugal" de Luís Diferr, o nono da sua autoria.
Neste caso trata-se de uma co-autoria com o já falecido Jacques Martin, o qual, devido a dificuldades de saúde já fez somente a Introdução do livro, ficando todos os restantes textos e desenhos a cargo de Luís Diferr.
"Portugal" não é uma Banda Desenhada, embora o estilo de desenho seja nesse registo. Esta obra visa a História de Portugal romanceada antes do terramoto de Lisboa em 1755.
"Portugal" foi posteriormente publicado em língua portuguesa pelas Edições ASA em Junho de 2010. Do lançamento da edição original demos conta aqui. Pode saber mais sobre o autor e a sua obra aqui.
Imagens: (c) Jacques Martin - Luís Diferr / Éditions Casterman, 2010
Eyjafjallajökull espirrou há um ano
O vulcão islandês teve a 14 de Abril de 2010 a sua segunda erupção no espaço de um mês e foi o caos na Europa.
Os islandeses, a braços com uma crise de bancarrota, tiveram ainda de enfrentar toda a destruição de casas, estradas e campos de cultivo que o desastre causou. Muitos animais foram afectados pela inalação de cinzas e falta de pastos verdes para se alimentar.
O tráfego aéreo bloqueado deixou o país quase isolado e as companhias de aviação europeias perderam milhões de euros.
Assim se vê, tal como agora no Japão, que a Natureza pode mais do que o Homem e não adianta medir forças com ela.
No ano passado este Blogue comentou o fenómeno aqui.
O canal de televisão National Geographic transmite hoje às 20:40 um programa especial para assinalar a passagem de um ano sobre este acontecimento na Islândia.
Os islandeses, a braços com uma crise de bancarrota, tiveram ainda de enfrentar toda a destruição de casas, estradas e campos de cultivo que o desastre causou. Muitos animais foram afectados pela inalação de cinzas e falta de pastos verdes para se alimentar.
O tráfego aéreo bloqueado deixou o país quase isolado e as companhias de aviação europeias perderam milhões de euros.
Assim se vê, tal como agora no Japão, que a Natureza pode mais do que o Homem e não adianta medir forças com ela.
No ano passado este Blogue comentou o fenómeno aqui.
O canal de televisão National Geographic transmite hoje às 20:40 um programa especial para assinalar a passagem de um ano sobre este acontecimento na Islândia.
O tema do beijo na pintura
Francesco Hayez - the kiss
Tomasz Rut
*(* Não foi possível identificar a autoria desta pintura)
Gustave Klimt - The Kiss (detalhe)
René Magritte - Os amantes
Silva Palmeira
Giotto - O beijo de Judas
Um português raro
Destes, nasceu uma vez UM!
Era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos. O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o.
Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso.
Formou-se em Direito.
Foi advogado, professor, escritor, político e deputado.
Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
Foi reitor da Universidade de Coimbra.
Foi Procurador-Geral da República.
Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa.
Com 71 anos foi eleito Presidente da República.
Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país. Seria incapaz de alguma vez me servir dele..."
Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa anexa a este.
Pagou a renda da residência oficial e todo mobiliário do seu bolso.
Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não quis secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado.
Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez questão de o pagar também do seu bolso.
Este SENHOR era Manuel de Arriaga e foi o primeiro Presidente da República Portuguesa.
(Enviado por Becas)
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Otelo Madaleno
Otelo Saraiva de Carvalho, um dos militares obreiros do 25 de Abril diz que se soubesse o que o país é hoje, não teria feito a revolução. Era realmente só o que faltava ouvir!
Um auto de arrependimento?
Era então melhor que continuássemos até hoje no regime do Estado Novo????
Onde irá terminar a crise (que é política, social e ética) não sei, mas a insanidade e os disparates deste calibre é que não são mesmo desejáveis.
Para ler aqui.
Um auto de arrependimento?
Era então melhor que continuássemos até hoje no regime do Estado Novo????
Onde irá terminar a crise (que é política, social e ética) não sei, mas a insanidade e os disparates deste calibre é que não são mesmo desejáveis.
Para ler aqui.
Tudo começou há 50 anos com Yuri Gagarin
Foi a 12 de Abril de 1961 que se iniciou a saga "Star Trek".
Mas a verdadeira!
Abriu-se uma nova era para o mundo: a das viagens espaciais. E nada voltaria a ser como dantes.
Iuri Alekseievitch Gagarin (em russo: Юрий Алексеевич Гагарин, 9 de março de 1934 — 27 de março de 1968, foi um cosmonauta soviético e o primeiro homem a viajar pelo espaço, em 12 de Abril de 1961, a bordo da Vostok I, uma nave que pesava 4 725 quilos.
(Wikipédia)
Para saber mais clique aqui.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Japão um mês após o Tsunami
Já demos conta deste projecto aqui.
O site que tomou esta iniciativa de solidariedade é francês e encontra-se aqui.
Entretanto, já terminou o prazo para o envio de ilustrações de autores/desenhadores que desejassem participar no leilão de ilustrações a favor do Japão. Contudo, continua a ser possível colaborar neste projecto, enviando as suas criações para publicação no Blogue.
A Pérola de Cultura e o Blogue de Luís Diferr enviaram as duas ilustrações abaixo, como oferta a favor das vítimas da catástrofe do dia 11 de Março no Japão, sobre a qual se completa hoje um mês.
Fica aqui a nossa homenagem a todos esses homens e mulheres de muita coragem, que enfrentam a enorme destruição das suas casas e dos seus postos de trabalho e também a nossa admiração pela sua postura cívica e ética exemplares.
Perante todos os que desaparecerm na tragédia, o nosso silêncio reverencial.
Que os desenhos possam expressar aquilo que as palavras não conseguem dizer.
Lelé Batita e Luís Diferr
(Veja as imagens do antes e do depois aqui).
domingo, 10 de abril de 2011
Ilustração para o Projecto Tsunami 1
"SENDAI" - Desenho a lápis e coloração em Phtoshop (c)Luís Diferr
(Clique sobre o desenho para ampliar)
Enviado para o site TSUNAMI, LE PROJET, a favor das vítimas no Japão.
Ilustração para o Projecto Tsunami 2
"HOPE" - Desenho a lápis: (c)Lelé Batita
Coloração em Photoshop de (c)Luís Diferr
(Clique sobre o desenho para ampliar)
Enviado para o site TSUNAMI, LE PROJET, a favor das vítimas no Japão.
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