sexta-feira, 20 de maio de 2011
Síndrome de burnout nos professores
Este assunto já foi abordado aqui em Outubro de 2010 pela Becas, uma das colaboradoras deste Blogue. Vale a pena ficarmos atentos e aos primeiros sintomas tomar algumas providências, conforme sugere o vídeo.
Retórica - curso de Verão
No Centro de Estudos Clássicos
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Curso de Verão 2011: 'Retórica'
Responsável: Rui Miguel Duarte
14 a 23 Junho 2011
(inscrições até 9 de Junho)
2.ª-feira: 16:00-20:00
3.ª, 4.ª e 5.ª-feira: 16:30-20:00
Quem gostar da Cultura Clássica, tem agora a oportunidade de analisar textos e documentos da Grécia e Roma Antigas, instrumentos de comunicação/persuasão e também estudar a relação da Retórica com a Filosofia, a Pedagogia, a Dialéctica e a Hermenêutica. Só existem 18 vagas.
(inscrições até 9 de Junho)
2.ª-feira: 16:00-20:00
3.ª, 4.ª e 5.ª-feira: 16:30-20:00
Quem gostar da Cultura Clássica, tem agora a oportunidade de analisar textos e documentos da Grécia e Roma Antigas, instrumentos de comunicação/persuasão e também estudar a relação da Retórica com a Filosofia, a Pedagogia, a Dialéctica e a Hermenêutica. Só existem 18 vagas.
O preço é a parte menos agradável, mas provavelmente este curso vale a pena. Custa 50 euros e não já 90 como diz o cartaz, de acordo com a informação que recebi do Centro de Estudos Clássicos.
O que valem as sondagens?
Sondagem do dia 13/05 - Público e TVI
No dia 5 de Junho teremos a resposta a esta velha questão.
Só é pena não dispormos de dados relativos às intenções de abstenção, um fenómeno crescente nas sociedades europeias e sobre o qual deveríamos reflectir.
Sou levada a crer que estarão a passar de validade as tradicionais fórmulas de seduzir o eleitorado, mediante uma retórica já gasta e inadequada a um tempo em que as velhas dicotomias esquerda/direita deixaram, eventualmente, de fazer sentido.
Não será tempo de repensar um novo homem político, mais humano, mais sensível e menos calculista?
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Titanic em 3D
O que eu chorei com esta história, lá longe no ano de 1997! As vezes que revi o filme, o que me extasiei com a beleza de Leonardo Di Caprio (e também Kate Winslet, porque não dizê-lo?) e a admiração que senti pelo trabalho exaustivo e rigoroso de James Cameron, fizeram de Titanic, indubitavelmente, um dos filmes da minha vida.
Assim que saíu em vídeo fui a correr comprá-lo e emprestei-o às minhas amigas todas. Uma delas francesa, que não tinha visto ainda nenhum filme com Leonardo Di Caprio, ao devolver-me o vídeo exclamava com visível excitação: "Oh, qu'il est beau!!! Hou la la!!!"
Ao que respondi: "Mas... não choraste?" - "Ah oui, tout le temps!... Mais qu'il est beau!"
Agora fiquei a saber com prazer que esta película de excelência vai regressar com novo formato em 3D. Então aí é que vai ser, sentir aquela água toda a vir em direcção a mim e eu a fazer força para que o rapaz não se afogue... E que depois a rapariga não case com o outro cafageste!
Além de Tintin pelo Natal, também em 3D, vamos ter, na primavera de 2012 este presente. Recomendado aos piegas com eu.
"O sucesso de bilheteiras Titanic vai voltar aos ecrãs de cinema, a 6 de abril de 2012, desta feita em 3D, anunciou hoje a produção.
A Paramount Pictures, a Twentieth Century Fox e a Lightstorm Entertainment explicaram em comunicado que a data de estreia foi escolhida propositadamente, já que a 10 de abril de 2012 faz cem anos que o navio transatlântico zarpou do porto de Southampton, no Reino Unido, antes de chocar, a 15 de abril de 1912, com um icebergue e se afundar, no trajecto para Nova Iorque.
Exibido em 1997, o filme Titanic, do realizador James Cameron, ganhou 11 Óscares da Academia de Hollywood."
Por Lusa, 19.05.2011 - 22:01
Os partidos sem representação parlamentar
Este Blogue muito raramente se aventura na análise política, fazendo raramente comentários acerca de actividades político-partidárias. Não é essa a sua vocação. Ao contrário de vários colegas da blogosfera docente, que vão puxando a brasa aos seus partidos de eleição, este Blogue não faz campanha por ninguém e não dá indicações de voto. Porém, vê-se que os que o fazem, se centram nos cinco partidos com assento no parlamento. Pela Lei de Hondt, os pequenos partidos nunca deixarão de o ser e as hipóteses de eleger deputados são mínimas.
A propósito do debate de ontem na RTP1 com responsáveis de partidos sem representação parlamentar, decidi partilhar convosco o meu sentir a respeito das diversas prestações. Para mim, o debate revelou aquilo de que já suspeitava: alguns deles mereciam, sem dúvida lá estar, constitundo uma mais valia para a democracia parlamentar, enquanto outros é melhor que de lá continuem arredados.
- Garcia Pereira do PCTP/MRPP foi o mais eloquente, assertivo e certeiro; dono de uma capacidade retórica difícil de ultrapassar, é um jurista muito bem conceituado no mundo do Direito do Trabalho e tem muitos anos de experiência na militância política. Daí que não seja surpreendente a sua eficácia no discurso sobre os problemas que mais afligem o país neste momento.
- Paulo Borges, do PAN (Partido pelos Animais e pela Natureza) foi o maior defensor da Ética. Filósofo de formação humanista, tem vasta obra de reflexão sobre Agostinho da Silva, Fernando Pessoa e muitos outros. É professor universitário de Filosofia e presidente da União Budista Portuguesa, seguindo muitos dos ensinamentos do Dalai-Lama.
- Rui Marques, do Movimento Esperança Portugal, tem uma intervenção notável ao nível da Juventude, da Emigração e de várias causas sociais e humanitárias. Defende os direitos de protecção à família.
- Pedro Quartin Graça, do Movimento Partido da Terra, defende uma linha de ambientalismo antropocentrista, como partido ecologista que é, com provas dadas.
- Paulo Estevão do Partido Popular Monárquico, defende uma monarquia constitucional, com aliança aos valores da Igreja e a manutenção do número de deputados por distrito.
Todos estes representantes estiveram bem, demonstrando estar perfeitamente à altura de participar num debate televisivo. Foram correctos, esclarecedores, educados, respeitando as ideias alheias.
Chegámos a José Manuel Coelho, do Partido Trabalhista Português, e ficou tudo, mas mesmo tudo estragado: provocação, insulto, boçalidade, impreparação, enfim, uma participação ao mais baixo nível. Estas atitudes fizeram por mais de uma vez perigar a continuação do debate. Deplorável!
Por fim o representante do sector mais à extrema-direita, como eu pensava já não existir em Portugal: José Pinto Coelho, do Partido Nacional Renovador puxou dos valores mais retrógrados que se possa imaginar, defendendo a saída da zona euro, o fechamento das fronteiras aos emigrantes, imputando-lhes a culpa da criminalidade crescente em Portugal, a revogação da lei do aborto e do casamento dos homossexuais, chamando-lhes aberrações; sempre numa perspectiva de regresso ao nacionalismo, em tudo faz recordar o isolamento dos tempos de Salazar, em que vivíamos "orgulhosamente sós". Uma tristeza sem tamanho, fora do tempo e de toda a razoabilidade, como se o tempo pudesse, alguma vez, voltar para trás!
Espero muito sinceramente que estes dois partidos não elejam um único deputado. Para bem da democracia e da liberdade, num caso, e do civismo e educação para a cidadania, no outro.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Centenário de Alves Redol
(c)José Ruy
Uma página da adaptação do conto "Porque não hei-de acreditar na Felicidade?" Esta Banda Desenhada foi feita para ser publicada exclusivamente em jornais regionais.
Alves Redol nasceu em 29 de dezembro de 1911, em Vila Franca de Xira, tendo exercido desde os 16 anos várias profissões modestas, inclusivé em Angola, onde permaneceu 3 anos, tentando melhores condições de vida. A vocação literária de Alves Redol manisfestou-se desde a juventude e as suas raízes vinham de longe. Destacou-se como romancista e dramaturgo e logo em "Gaibéus" se verifica a sua grande preocupação social, sentimento que se reforça em "Marés", seu segundo livro. O movimento neo-realista refletiu-se em Portugal a partir de finais da década de trinta e na literatura optou pela ficção em virtude do regime ditatorial vigente. Alves Redol aproxima-se das ideias interventivas de Zola, Steinbeck, Jorge Amado, Ferreira de Castro, entre outros, mas foi o primeiro da sua geração a assumir nas suas obras (Gaibéus, Avieiros, Fanga) a missão de escritor do povo, abrindo uma grande porta a grandes valores da nossa literatura contemporânea. Barranco de Cegos, romance de grande dramatismo e belíssima narrativa, considerado por alguns a sua obra-prima, faz parte de uma nova fase, uma vez que a intervenção política, que lhe havia custado perseguições políticas, prisão e tortura é secundarizada, dando lugar a uma atenção maior à evolução psicológica das personagens . Alves Redol foi, sem dúvida, um escritor importantíssimo do neo-realismo português. Alves Redol faleceu, em Lisboa, em 29 de novembro de 1969.
O centenário do seu nascimento está a ser comemorado e assim continuará durante todo o corrente ano, através de várias iniciativas promovidas pela autarquia de Vila franca de Xira, sua cidade natal, e o Museu do Neo-Realismo, situado naquela cidade, que programou um "Ciclo de Cinema Imagens e Palavras de Alves Redol", a ter lugar no seu auditório. Tita Fan
(c)José Ruy
Pode saber mais sobre o escritor Alves Redol aqui e sobre o seu Centenário aqui.
terça-feira, 17 de maio de 2011
As aventuras de Tintin: o segredo do Licorne
A Paramount vai fazer-nos esperar até ao Natal para gozar esta película, que promete ser uma delícia. Pela mão de Steven Spielberg, que dirigiu, Peter Jackson, que co-produziu e Daniel Craig, que emprestou a sua voz, veremos Tintin, Milou, o Capitão Haddock e os irmãos Dupond & Dupont em 3D.
Ler aqui a notícia.
domingo, 15 de maio de 2011
Ah, bando de hipócritas!
Então não era a exposição do corpo da mulher um dos pomos da crítica à cultura do Ocidente???
Não tinham os apoiantes de Bin Laden 70 virgens à sua espera no paraíso, sendo essa uma das justificações para o suicídio em nome da Jihad???
Para quê então uma colecção de filmes pornográficos em casa???
Que tenha embarcado com bilhete só de ida para o inferno, o hipócrita!
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Amok no blogger
A Pérola de Cultura passou, por uma extraordinária sorte, quase incólume, ao breakdown sofrido ontem no blogger. Nenhuma das publicações desapareceu nem o Blogue deu qualquer indicação de ausência dos monitores.
Após uma ou duas tentativas para dar conta da pirueta de Passos Coelho sobre as alterações a introduzir no programa da Educação que tinha decepcionado muita gente, desisti. O acesso à postagem de uma nova mensagem foi-me negado.
Tenho de confessar que até fiquei contente por não conseguir fazer nada no Blogue, o que me deixou tempo e espaço para fazer outras coisas, mais prementes e menos desgastantes do que bater no Passos.
O amok durou 20 horas, diz o Público, mas depois, tudo, dizem eles, será reposto.
Blogues como Anovis Anophelis, Luís Diferr e João Amaral parecem ter entrado em panne total, arreliando os seus editores. Don't worry, friends! Isto é mesmo tudo virtual e temos de estar preparados para a eventualidade de poder desaparecer todo um trabalho de vários anos enquanto o diabo esfrega um olho e sem qualquer explicação.
Felizmente, há mais vida para além dos Blogues!
quinta-feira, 12 de maio de 2011
64º Festival de Cannes
Um dos anúncios-sensação deste Festival, este ano presidido por Robert De Niro, é o filme Tintin, de Spielberg. Outro é a nova criação de Woody Allen, Midnight in Paris.
(Daqui)
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Bob Marley morreu há 30 anos
Este músico marcou gerações como um dos percursores do reaggae jamaicano, por ser um pacifista e pela sua morte prematura, aos 36 anos.
Recordemo-lo hoje quando passam 30 anos sobre o seu desaparecimento.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Dois Passos atrás
- Reforçar o papel das Autarquias na representação dos Conselhos Gerais das Escolas;
- Prosseguir e consolidar o processo dos Agrupamentos verticais;
- Regulamentar a carreira dos Directores como percurso separado da Carreira Docente.
Eis algumas das medidas do programa do PSD para a Educação.
Tudo aquilo que eu não queria ter lido!
1. Dar mais poder aos autarcas significa retirá-lo aos professores, que um dia destes serão uma ínfima minoria nos Conselhos Gerais. Daí a nada está a contratação dos docentes a ser feita pelos autarcas e aí... é melhor arranjar rapidamente cartão do Partido (aquele que for o dominante na Autarquia, bem entendido!). Isto vai dar lugar a clientelismos e compadrios de toda a espécie, coisa que com os concursos não acontecia.
2. Os Agrupamentos, em muitos casos, aniquilam a qualidade das escolas, descaracterizando-as e tornando a sua gestão num pandemónio. Além disso, dá lugar à fragmentação de horários de professores que se vêem obrigados a trabalhar em mais do que um estabelecimento no mesmo ano, ou transitar entre estabelecimentos de acordo com as necessidades.
3. Transformar a carreira dos Directores em algo autónomo da carreira docente é o mais completo e perigoso absurdo que imaginar se possa. Só quem nunca trabalhou numa escola pode propôr semelhante coisa. Se os Directores forem simplesmente Gestores e não Professores, como o PSD propõe, as Escolas transformar-se-ão definitivamente em empresas, quais unidades fabris de série, em que os seus dirigentes perderão de vez a noção do que é ser professor, com todas as dimensões humanas e relacionais que o exercício docente implica.
Penso que estas propostas, se forem adiante, vão resultar em situações tão graves para o funcionamento das escolas e complicar tão seriamente a vida dos professores, que a velha questão do modelo de Avaliação de Desempenho, no meio disto tudo, é de somenos importância.
Cega e irresponsável miopia, a de quem não se preocupa minimamente com a qualidade da Escola pública e nada mais fará do que continuar a afundá-la, trabalho iniciado há seis anos pela equipa de Maria de Lurdes Rodrigues de má memória.
Moura BD 2011, as dedicatórias
Caricatura de Carlos Rico pelo cartoonista Carlos Laranjeira
Desenho de João Amaral no livro de honra do Festival
Desenho de Luís Diferr no livro de honra do Festival
Moura BD 2011, a exposição de Tintin
Fotos: Pérola de Cultura, Moura 2011
Um dos polos do Festival que mais visitantes atraiu foi a exposição dedicada a Tintin, personagem criada por Hergé, que além de mostrar reproduções e capas antigas, exibia também os produtos derivados da conhecida série.
Nas fotos vemos os autores Luís Diferr e João Amaral.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Moura BD 2011, os autores
O Salão de Banda Desenhada de Moura é um festival internacional que já vai na sua XVII edição e vai passar a ser bienal. Reune os melhores autores de Portugal e tem sempre convidados estrangeiros ilustres. Este ano foi o caso de Tito, autor espanhol, residente em França.
O seu director, Carlos Rico, é um excelente anfitrião, que proporciona aos convidados o melhor da terra em termos culturais, como visitas aos museus, concertos de música, provas gastronómicas e também visitas guiadas aos pontos especiais da exposição.
Deixo aqui alguns apontamentos do fim de semana do encerramento deste festival, a não perder.
Momentos de cumplicidade entre Luís Diferr e Tito
O autor português João Amaral e esposa
Autores (da esq. p/ dir.) Victor Mesquita, José Pires e José Ruy
Em cima (por trás): Jorge Magalhães e Nelson Dona, director do Festival da Amadora.
Ao centro (da esq. p/dir.): José Ruy, Luís Diferr, Geraldes Lino, Victor Mesquita, Tito e Luiz Beira, comissário da exposição.
Em baixo (da esq. p/ dir.) João Amaral, Carlos Rico, director do Salão Moura BD e Catherine Labey.Tito, Monique, (viúva de Carlos Roque, desenhador que trabalhou nas revistas Spirou e Tintin), Carlos Rico, Victor Mesquita e Luiz Beira
Fotos: Pérola de Cultura, Moura, 2011
domingo, 8 de maio de 2011
A Luta é Alegria
Os Homens da Luta explicam a sua filosofia à imprensa alemã.
Já tinha percebido que não são parvos nenhuns, embora às vezes componham o cromo do Zé povinho meio-pacóvio. Citam Martin Luther King, Gandhi e Jesus Cristo. Assumem-se como pacifistas. São bem dispostos e despretensiosos. Querem contagiar os alemães com a sua alegria.
É já na terça-feira que começarão em Dusseldorf as eliminatórias do Festival da Eurovisão.
É desta que recomeço a ver este concurso e a torcer por uma representação de Portugal.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Rio de Janeiro, a 5ª melhor cidade do mundo para visitar
Foto: Pérola de Cultura, Rio de Janeiro ao início da manhã
Os problemas de segurança, um dos maiores óbices à visita dos turistas, parecem ter diminuído substancialmente nos últimos tempos, o que vem aumentar as expectativas para os Jogos Olímpicos de 2016.
Veja aqui uma belíssima galeria de fotos da cidade maravilhosa.
Além de servir para fazer bebés ainda é anti-depressivo
Vivendo e aprendendo. Espantosas as potencialidades do esperma humano, para além das funções procriativas, o contentamento que - afinal! - parece causar às mulheres. Para ler aqui.
Ideia luminosa
E se, perante uma greve de funcionários, fossem os professores a assumir as funções dos auxiliares de acção educativa? A brilhante ideia é da Associação dos Dirigentes Escolares (ANDE).
Manuel Pereira, o seu presidente, sugere que os professores tenham as chaves das escolas, etc. Brilhante!
Assim, já agora, os funcionários poderiam bem ir dar as nossas aulinhas quando houvesse greve de professores!
A menos que combinassem fazer ambos greve ao mesmo tempo, obrigando assim os dirigentes a fazer eles o serviço completo!
Aqui a notícia da TSF.
Aqui a análise desta ideia peregrina.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
É o que se chama isenção e imparcialidade
«· No dia 25 de Março de 2011, o deputado socialista Osvaldo Sarmento e Castro, presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, votou contra a revogação do modelo de avaliação de desempenho de professores.
· Dias depois, o mesmo Osvaldo Sarmento e Castro escrevia no jornal digital “Setúbal na Rede”, a respeito da decisão do parlamento, o seguinte: “Algo recheado de violações à Constituição, designadamente por invasão das competências reservadas do Executivo, entre outras, e que, seguramente, não resistirá ao mais que provável escrutínio do PR ou do Tribunal Constitucional.”
· A 29 de Abril de 2011, o Tribunal Constitucional (TC) declarou inconstitucionais os quatro artigos do diploma aprovado na Assembleia da República.
· Tomou parte na deliberação, votando no mesmo sentido da maioria dos membros do TC, a juíza conselheira Catarina Sarmento e Castro, filha do deputado socialista.
· Antes da sua eleição para o TC em Janeiro de 2010, a referida juíza ocupara, entre outros, os cargos de assessora do Ministro da Administração Interna (Primeiro-ministro: António Guterres) e de assessora da Secretária de Estado para a Modernização Administrativa (Primeiro-ministro: José Sócrates).»
Retirado daqui.
Nem vale a pena comentar, o jogo está todo ele viciado!
terça-feira, 3 de maio de 2011
O poder curativo dos professores
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Ser professor acarreta uma profunda carga de utopia e de imaginário. Com o lento passar do tempo e da memória coletiva, gerações após gerações ajudaram a elaborar a imagem social de uma profissão de dádiva absoluta e incontestável entrega. O poder simbólico da atividade docente leva a que os professores sintam sobre os seus ombros a tarefa hercúlea de mudar, para melhor, o mundo; de traçar os novos caminhos do futuro e de preparar todos e cada um para que aí, nesse desconhecido vindouro, venham a ser cidadãos de corpo inteiro e, simultaneamente, mulheres e homens felizes. É obra! Ao mesmo tempo que a humanidade construiu uma sociedade altamente dependente de tecnologias dominadoras, transferiu da religião para a escola a ingénua crença de que o professor, por si só, pode miraculosamente desenvolver os eleitos, incluir os excluídos, saciar os insatisfeitos, motivar os desalentados e devolvê-los à sociedade, sãos e salvos, com certificação de qualidade e garantia perpétua de atualização permanente. O emergir da sociedade do conhecimento acentuou muitas assimetrias sociais. Cada vez é maior o fosso entre os que tudo têm e os que lutam para ter alguma coisa; entre os que participam e os que são marginalizados e impedidos de cooperar; entre os que protagonizam e os que se limitam a aplaudir; entre os literatos dos múltiplos códigos e os que nem têm acesso à informação. E é este mundo de desigualdades que exige à escola e ao professor a tarefa alquímica de homogeneizar as diferenças. Os professores podem e estão habituados a fazer muito e bem. Têm sido os líderes das forças de sinergia que mantêm os sistemas sociais e económicos em equilíbrio dinâmico. São eles que, no silêncio de cada dia, e sem invocar méritos desnecessários, evitam que muitas famílias se disfuncionalizem, que as sociedades se desagreguem, que os estados se desestruturem, que as religiões se corroam. Mas não podem fazer tudo. Melhor diríamos: é injusto que se lhes peça que façam mais. Particularmente quando quem o solicita sabe, melhor que ninguém, que se falseia quando se tenta culpabilizar a escola e os professores pelos mais variados incumprimentos imputáveis ao sistemático demissionismo e laxismo das famílias, da sociedade e do próprio estado tutelar. É bom que se repita: os professores, por mais que se deseje, infelizmente não têm esse poder curativo. Dizemos infelizmente porque, se por milagre o tivessem, nunca tamanho domínio estaria em tão boas e competentes mãos. E é precisamente porque nunca foram tocados por qualquer força divina que os professores, como qualquer outro profissional, também estão sujeitos à erosão das suas competências; que, como qualquer técnico altamente qualificado, também necessitam de atualização permanente. E é por isso que os docentes reclamam uma avaliação justa do seu desempenho. Uma avaliação em que se revejam, que os estimule a empreender e que os ajude no seu crescimento profissional. Todas as escolas preparam impreparados. Até as que formam professores. Sempre foi assim e, daí, nunca veio mal ao mundo. É a sequência e a consequência da evolução dialética das sociedades e das mentalidades. Por isso, centrar a discussão na impreparação profissional dos docentes, como se tal fosse estigma exclusivo desta classe e justificasse as perversas iniciativas que lançam a suspeita pública sobre a responsabilidade ética dos educadores no insucesso do sistema educativo e no desaire das políticas educativas que não têm vindo a sancionar, isso, dizíamos, traduz uma inqualificável atitude de desprezo pela verdade e pela busca de soluções credíveis e partilhadas. Admitir que a educação pode resolver todos os problemas e contradições da sociedade, resulta em transformá-la em vítima evidente do seu próprio progresso. Repetimos: os professores não têm esse poder curativo. Os docentes não podem solucionar a totalidade dos problemas com que se confrontam as sociedades contemporâneas, sobretudo se não tiverem os contributos substanciais dos outros agentes educativos e das forças significativas da sociedade que envolvem a comunidade escolar. Evidentemente que a escola e os professores podem e devem contribuir para o progresso da humanidade e para o seu desenvolvimento político, económico, social e cultural. Porém, tal não é atingível apenas com meros instrumentos educacionais porque eles, por si só, não são capazes de estilhaçar o mundo de crescentes desigualdades e uma cúpula política sob a qual coexistem a injustiça, o desemprego e a exclusão social. Os professores não têm esse poder curativo e, por favor, não os obriguem a ser mais do que são ou nunca serão o que o futuro lhes exige que venham a ser. Prof. João Ruivo, 2011-05-02 |
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Bin-Laden, a morte por encomenda
(Imagem cujo autor não foi possível identificar)
Agora que finalmente está cumprido o desígnio da morte do leader da Al-Qaeda, Osama Bin-Laden, não posso deixar de temer um recrudescimento de atentados terroristas por parte daquela organização.
Matar o leader não significa mais do que eliminar um símbolo. Não se aniquila o monstro decapitando-lhe a cabeça. Ele terá certamente deixado bem preparados outros chefes, talvez até ainda mais perigosos e capazes de organizar outros atentados, como o nº 2 da organização Ayman Al-Zawahri, médico egípcio e braço direito de Bin-Laden, considerado um estratega por excelência.
Bin-Laden já era mais um leader ideológico-religioso do que propriamente um operacional. Ele foi o terrorista mais procurado do mundo até hoje e liderou a Al-Qaeda durante vinte anos! Durante os dez em que foi objecto de uma caça sistemática por parte das forças norte-americanas, Bin-Laden teve muito tempo para espalhar as suas sementes e fazê-las germinar. Haverá muitos discípulos seus espalhados por aí, até eventualmente, na Europa.
Apesar de achar que pessoas deste calibre não fazem falta nenhuma no mundo, não posso concordar com manifestações públicas de regozijo perante uma execução encomendada.
Também não me parece que se possa respirar de alívio a ainda menos baixar a guarda. Pelo contrário. A atitude sensata, do meu ponto de vista, seria o silêncio prudencial e uma atenção redobrada à hipótese de retaliações muito em breve contra alvos americanos e não-só.
Só espero e desejo que não se aplique o provérbio "Atrás de mim virá quem de mim bom fará"!
domingo, 1 de maio de 2011
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