sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dia de Portugal, de Camões e das comunidades


A Associazione Culturale Luís de Camões publicou aqui um texto belíssimo e muito completo de Domenico Condito sobre o Dia de Portugal, de Camões e das comunidades. O blogue daquela associação italo-lusófona junta-se assim aos portugueses nas comemorações do 10 de Junho.
Muito obrigada, amigos!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"Querem-me casado, vil, quotidiano..."


A coisa parece que surge num manual de Estudo do Meio: pede-se aos alunos que realizem uma espécie de cronograma da sua vida e dos seus antecedentes, para o qual se pede não só a data do casamento dos seus pais, como para adicionar uma foto do casamento.
As crianças cujos pais vivam em união de facto ou sejam filhas de mãe solteira, ou de famílias monoparentais, podem ver-se numa situação no mínimo embaraçosa e no máximo discriminatória. Serão os modelos do Estado Novo a voltar aos manuais escolares?

Ler aqui o artigo do Rerum Natura sobre este assunto.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Celebrando o dia mundial dos oceanos


"A primeira década deste século foi “devastadora” para os mares, denuncia hoje, Dia Mundial dos Oceanos, uma organização internacional. Nesses dez anos, 70 milhões de toneladas de peixe foram deitadas fora e apenas um por cento das espécies marinhas em extinção tem planos de conservação.
Se não forem tomadas acções decisivas a curto prazo, “os danos serão irreversíveis”, alerta a Oceana, organização internacional para a conservação da vida marinha, em comunicado.


terça-feira, 7 de junho de 2011

Abaixo os Professores

"Abaixo os professores porque é deles a culpa do estado do país. Quando se esperam anos por uma justiça ineficaz, não é do legislador a culpa de não mexer num sistema que não funciona. É dos professores que não conseguiram incutir nos seus alunos a correcta noção da legalidade.

Quando grassa corrupção, é culpa dos professores porque falhou o ensino da ética. Se há desemprego é porque os professores não desenvolveram o espírito de iniciativa nos estudantes. Se há fome é culpa dos professores não terem ensinado a pescar. Se está escuro, é culpa dos professores não terem ensinado a fazer luz. Quando há problemas, é culpa dos professores não aparecerem soluções.


Tivemos a “paixão pela educação” de Guterres e a carnificina da avaliação docente com Sócrates. Vamos em mais de 10 anos de políticas para resolver os problemas do país mexendo na educação. Melhorámos? Basta olhar para as parangonas para se ler a resposta.

Em todas estas décadas, pese embora tantas “mudanças”, há uma aldeia de irredutíveis gauleses onde as fundações continuam inabaláveis: o sistema judicial. Um país onde a justiça seja incapaz de responder em tempo útil nunca poderá ter níveis de desenvolvimento aceitáveis. Se se perde um concurso devido a truques, de nada vale, passados anos, esgrimir argumentos em tribunal. Incumprimentos contratuais precisam de ser resolvidos na hora, não é num futuro incerto. Direitos violados assim continuarão até que, tantas vezes tarde demais, seja possível obrigar à reparação de danos. A incerteza quanto ao tempo necessário para que se faça justiça é um campo fértil para quem se disponha à ilegalidade.

Os governos têm passado e a justiça fica. Em contrapartida, a mensagem “abaixo os professores” trazida pela enxurrada de reformas após reformas tem sido uma constante, como se isso resolvesse os problemas do país. É mais do que tempo de parar com o faz de conta. Quando é que se reforma a justiça, começado pelas bases processuais?"

Publicado por Fliscorno em 15 de Fevereiro de 2011

Não resisti a republicar este texto, de novo tão oportuno. Obrigada, Jorge!

Bom fim de noite



Dedico esta belíssima canção de Caruso a todos os amigos que por aqui têm aparecido, mantendo vivo este espaço.
Vi voglio bene assai! È una catena ormai!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Do Inimigo Público

Filas na sede do PSD para pedir um tacho chegam aos 24 quilómetros

          
A vitória do PSD nas eleições legislativas já está a causar o caos na cidade de Lisboa.
Entusiasmados com o novo ciclo político, centenas de milhares de pessoas começaram durante a madrugada a formar filas à porta da sede do PSD para entregar o curriculum vitae com uma fotocópia do cartão do partido anexada. Face ao elevado tempo de espera, várias pessoas estão a deslocar-se à sede do CDS, onde a fila para pedir um tacho é de apenas 10 quilómetros. Passos Coelho já mandou suspender a inscrição de novos militantes. O trânsito está completamente paralisado na Grande Lisboa, as tendas de campismo estão esgotadas em todas as lojas Decathlon, os lugares nas filas da São Caetano à Lapa já estão a ser transaccionados a preços astronómicos e a rede telefónica está entupida em todo o país depois da avalanche de chamadas de candidatos a boys a perguntar se o doutor precisa de alguém. JH

Por João Henrique

O day after - 2



Apesar de sentir alívio pela queda deste PS, sinto, em vez de júbilo (como muitos colegas nossos), uma profunda apreensão. Um partido do governo que é o mesmo do presidente, só se pode traduzir num perigoso monolitismo político.

Cavaco Silva, por exemplo, começou já hoje por fazer uma coisa muito pouco de acordo com a Constituição: em vez de ouvir todos os partidos, como é devido, e depois então indigitar o primeiro-ministro, recebeu o putativo primeiro-ministro, ainda não-indigitado formalmente, e antes de todos os procedimentos regulamentares, para lhe pedir "que se apresse a formar governo".

Percebo a urgência, mas o que é isto senão um atropelo da Constituição?
Se houver muitos destes atropelos, o que irá acontecer na presível revisão constitucional?

Deixa-me rir!


José Lello, do Partido Socialista, no seu melhor, afirma peremptoriamente na televisão que "quem abriu caminho à vitória da direita foram os partidos de esquerda, designadamente o PCP e o Bloco de Esquerda"!

Esta é de mestre! Quer dizer: o PS andou seis anos a governar com políticas de direita e não tem qualquer responsabilidade nesta viragem? Não assume qualquer responsabilidade pelos erros cometidos e nem a criação de decepções sucessivas no eleitorado de esquerda!

Não terão muitas pessoas preferido uma direita real do que uma direita encapotada, que de esquerda só ostentava o nome?

O day after

Foto: Pérola de Cultura, 5 de Junho de 2011

Os conturbados dias de governação de José Sócrates terminaram. O próprio líder do PS aceitou esta derrota. Ela era algo que, ao longo dos últimos meses, foi aparecendo cada vez com mais clareza e evidência na minha cabeça como uma inevitabilidade.

Se me perguntarem se estou aliviada, estou. Mas se me perguntarem se estou feliz, nem por sombras posso estar feliz com a subida da direita no meu país e em todos os países europeus.

Porém, nos aspectos que me tocam, sobretudo a nível profissional, penso que nenhum ME fez tão mal à classe docente como os destes dois últimos governos. Nem David Justino ou Manuela Ferreira Leite conseguiram desferir golpes tão duros e penosos à classe docente e à escola pública. Ever! Nem sequer Roberto Carneiro, do CDS chegou nunca, nem de perto, à prepotência, autoritarismo e arrogância de Maria de Lurdes Rodrigues e os seus secretários de estado. Nenhum ministro da Educação foi tão incompetente como Isabel Alçada. Claro está, em ambos os casos, com o beneplácido deste líder carismático chamado José Sócrates.

O day after preocupa-me. É evidente. E muito. Mas esta liderança doente tinha mesmo de cair. Para isso uma grande parte dos professores se mobilizou. Se se mobilizou para o sítio certo ou não, isso não sei, já será outra discussão. Mas como primeira etapa, imprescindível para a sobrevivência dos professores, a derrota de Sócrates foi-se construindo na mente de muitos como uma necessidade inquestionável. Por isso esta noite houve tantos professores felizes, a comemorar.

O que virá a seguir, só a partir de amanhã se pensará. E, se for preciso, a luta continuará pela recuperação da nossa dignidade e do nosso estatuto de trabalhadores da educação de plenos direitos, a quem os mesmos têm vindo sem pudor a ser roubados.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Joana Amaral Dias sobre Passos Coelho


"Tirar o Sócrates do poder será o único serviço que Passos Coelho prestará ao país. A partir dai só trará malefícios. Por uma questão de democracia, está na hora de Sócrates sair do poder." (...) 

"O falso ingénuo (...) Aparece como naïf a apresentar as suas ideias, mas depois acaba por avançar com movimentos quase predatórios sobre conquistas sociais. Há nesta coreografia alguma coisa que é construída. Aproveitando uma característica inata do líder do PSD, aparece como alguém que não tem a noção exacta do que está a dizer, mas que vai lançando o barro à parede. Veja-se o caso do aborto."


São palavras de Joana Amaral Dias sobre Pedro Passos Coelho.
A ex-deputada do Bloco de Esquerda foi afastada da mesa nacional daquele partido por ter apoiado Mário Soares nas penúltimas presidenciais, em vez de Francisco Louçã, e é tida por alguns como uma "quase-dissidente" do BE, tal como Daniel Oliverira e Rui Tavares, cuja participação na campanha foi muito escassa.

Leia aqui a entrevista.

"Arquitectura: a mais democrática forma de Arte"



O Presidente Obama na entrega do Prémio Pritzker 2011 caracterizou o trabalho do Arquitecto Eduardo Souto Moura como uma "perfeita combinação entre forma e função" com "formas simples e linhas clean", num "estilo belo".

Obama evocou outros nomes que estão à mesma altura em talento e obras, como Frank Ghery e Frank Loyd Wright.

A Pérola de Cultura já aqui tinha referenciado este acontecimento.

José Ruy hoje desenha para as crianças


O mestre desenhador José Ruy estará hoje, sexta-feira, a desenhar e a pintar na escola com o seu nome na Amadora, onde almoça com as crianças, na festa de encerramento das "Semana das Artes".

Previsões

A Última Ceia

Henrique Monteiro
Henrique Monteiro


As fontes

Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser, vivo e total,
À agitação do mundo do irreal,
E calma subirei até às fontes

Irei até às fontes onde mora

A plenitude, o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor

Irei beber a luz e o amanhecer,
Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um vôo me atravessa,
E nela cumprirei todo o meu ser.

Sophia de Mello Breyner (1919-2004)


Poema enviado por L.A.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dia da espiga

Foto: (c)Carlos Briones

Evocando ainda o Dia da Criança

Criança na aldeia Namche Bazar nos Himalaias
Fotografia por Laurence Tan/Reuters

Estertor do regime?

"O Portugal do Sucesso" - Pintura de Linda Girassol

O fundo ao tacho


Não há paciência para os boys and girls socratinos/as que, para além de pouco fazerem, ainda se arrogam o direito de demolir o trabalho dos outros, como quem tudo sabe.
Espero que após o dia 5 de Junho muitos destes tachistas voltem a saber na pele o que é trabalhar no duro, tenham mais humildade e deixem de lado a mania de superioridade.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia Mundial da Criança



Respeitemos os direitos fundamentais das crianças: ter um lar, uma família, direito à saúde, educação e segurança. Eu acrescentaria: direito aos afectos, sem os quais nenhuma criança cresce de forma equlibrada.

A criança que em nós subsiste

Lelé Batita, assim auto-denominada aos 3 anos, observadora e interrogativa.
(Pronto: aqui têm finalmente o rosto da blogger!)

Guardemos a criança que há em nós, pelo menos uma certa pureza, inocência e generosidade!

Homenagem às crianças


(c) Luís Diferr, 1988