domingo, 22 de janeiro de 2012

Psicologia da Saúde


“É a área disciplinar da Psicologia que diz respeito
ao comportamento humano no contexto da saúde e da doença”
Weinman (1990) .


É o agregado das contribuições educacionais científicas e
profissionais da psicologia para a promoção e manutenção da
saúde, a prevenção e tratamento da doença , a identificação da
etiologia e o diagnóstico das doenças e disfunções associadas e
a análise e melhoria do sistema de saúde e das políticas de
saúde” .


A Psicologia da Saúde tem um propósito preventivo
pois objetiva a permanência da condição de saúde
e o evitamento possível da doença, enquanto que a
Psicologia da Doença tem um propósito de adaptação
do doente ao processo de doença – Joyce-Moniz e Barros, 2005.

Becas

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Há 30 anos Elis Regina foi cantar para as estrelas



É caso para dizer que partiu cedo demais desta vida descontente. Porém, a sua voz, sensibilidade e energia fazem-me recordá-la para sempre na galeria dos intemporais. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Euro a naufragar?

(c) Clou

"O capitão ainda está a bordo?"
"Qual capitão?"
"A 13 de janeiro, no mesmo dia em que a agência de notação Standard & Poor's baixou a classificação da dívida de vários países da zona euro, o navio Costa Concordia naufragou ao largo da ilha de Giglio, na Toscana, causando a morte a onze pessoas e mais de vinte desaparecidos."
AUTOR

"Clou é um desenhador belga, nascido em 1952, cujo verdadeiro nome é Christian Louis. Formou-se em banda desenhada, em Bruxelas e em sociologia, em Louvain, e colabora como ilustrador e desenhador de imprensa com La Libre Belgique, desde 1992. Em junho de 2010, ganhou o prémio do público no prestigiado."

Não sou dada a fazer humor com situações de tragédia, mas tenho de reconhecer neste cartoon um particular sentido de oportunidade na comparação. Superstição ou apenas uma triste coincidência,  foi na sexta feira 13...

Os premiados com os Globos de Ouro

Meryl Streep

George Clooney acompanhado de Stacey Keibler


Melhor Realizador – Martin Scorsese, em ‘Hugo’
Melhor Filme – Drama – ‘Os Descendentes’
Melhor Atriz – Drama – Meryl Streep em ‘The Iron Lady’
Melhor Ator - Drama - George Clooney em 'Os Descendentes'
Melhor Filme – Comédia ou Musical – ‘O Artista’
Melhor Atriz num filme de comédia ou musical - Michelle Williams em 'A Minha Semana com Marilyn'
Melhor Ator num filme de Comédia ou Musical - Jean Dujardin, em 'The Artist'
Melhor Atriz secundária - Octavia Spencer em 'As Serviçais'
Melhor Ator Secundário - Christopher Plummer, em 'Assim é o Amor'.
Melhor Argumento - Woody Allen, em 'Meia Noite em Paris' 
Melhor Canção Original - Madonna, com 'Masterpiece', de 'WE'
Melhor Banda Sonora Original - 'The Artist'
Melhor Filme de Animação – ‘As Aventuras de Tintin – O Segredo de Licorne’, de Steven Spielberg
Melhor Filme em Língua Estrangeira – ‘Uma Separação’, de Asghar Faradhi (Irão) 

Luís Diferr na lista dos melhores Blogues de 2011



O Blogue de Luís Diferr, dedicado às Artes e ao Humor, encontra-se na lista para eleição dos melhores Blogues do ano de 2011, na categoria de Humor. Podem votar aqui, no Blogue Aventar, até sábado, dia 21.

See you in court, dear!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Os melhores Blogues de 2011

("La perle et le chaton", desenho de Catherine Labey para Pérola de Cultura)


Disponíveis para votação aqui, no Blogue Aventar, as listas para os melhores Blogues do ano de 2011, até dia 21 de Janeiro. 
Poderá escolher os seus preferidos e votar apenas uma vez em cada uma das categorias. 
A Pérola de Cultura consta na lista dos Blogues de Literatura e Poesia. Curioso, não? ;-)

sábado, 14 de janeiro de 2012

Week-end Tube from India



Não olhem somente para a bailarina; convém assinalar que a tocadora de sitar (a que se encontra sentada no almofadão maior ao centro), é filha do grande Ravi Shankar e, consequentemente, irmã de Norah Jones. Descubram as parecenças.

Formação Cívica, a crónica de uma morte precoce

A morte é sempre difícil de aceitar. Mas a morte em tenra idade é ainda mais chocante. A disciplina de Formação Cívica morrerá, segundo a nova reforma anunciada pelo ministro Nuno Crato, antes mesmo de completar um ano de idade. Convenhamos que, de asneira em asneira, esta é de molde a fazer-me pensar que, se o argumento de acabar com o modelo de avaliação de desempenho de professores antes de o mesmo ser testado não tinha cabimento, neste caso terá.


A disciplina, criada em 2011 para o 10º ano, à abertura do ano letivo, não tinha programa, nem manuais, nem critérios de avaliação, nem quaisquer materiais específicos. Foram as equipas de professores e o coordenador da nova disciplina a criar tudo, praticamente a partir do zero e em tempo recorde para que tudo fosse operacionalizado o melhor possível na primeira semana de aulas. 


Alunos e docentes necessitam evidentemente de balizas de apoio ao seu trabalho e documentos para lecionar. Alguns tiveram de comprá-los do seu bolso e com muita imaginação e troca de ideias, ir às apalpadelas, fazendo a construção de algo que se afigurava relevante na formação dos nossos jovens.


Para quê, afinal? Quando estes alunos descobrirem que a disciplina tem a sua morte anunciada, quererão desenvolver mais algum trabalho? E os docentes, continuarão motivados a desenvolver as suas pesquisas e perder horas a procurar materiais e documentos para tornar as aulas mais apelativas? 


Pergunto-me se isto é respeitar o seu trabalho, ou, pelo contrário, deitar por terra todas as suas expetativas e investimento pessoal e profissional. O plano era para três anos e anuncia-se a sua morte antes mesmo de completar o primeiro.


Como, infelizmente, tem vindo a constituir uma constante em outros casos, estou em crer que os motivos desta supressão são meramente contabilísticos e não de natureza pedagógica. 


O argumento de que os conteúdos da Formação Cívica são transversais às outras disciplinas é pura falácia. Não estou a ver os professores de Matemática darem a Carta Universal dos Direitos Humanos, os de Literatura se preocuparem com a prevenção das infeções sexualmente transmissíveis, os de Educação Física analisarem a Constituição da República Portuguesa, os de Geometria Descritiva analisarem as propostas da Amnistia Internacional ou os de TIC o estatuto das Pessoas com Deficiência e as formas de inclusão social, o Racismo, a Xenofobia, etc, etc, etc. Poderia aqui dar muitos mais exemplos deste absurdo, só possível de ser dito por quem não está efetivamente por dentro dos assuntos.


A Formação Cívica no 10º ano, veio assim constituir-se como um espaço próprio (curto, é certo, apenas 45 minutos semanais), para o tratamento da Cidadania, Educação para a Saúde e para a Sexualidade. A sua lecionação foi atribuída com bastante critério e de acordo com perfis disciplinares adequados, no caso da minha Escola, a professores especialmente vocacionados e motivados para estas temáticas. Esses mesmos que agora só poderão ver as suas expetativas e investimento defraudados. 


Bom, parece que existem alguns diretores da região do Alentejo tão zangados quanto eu.

Olimpíadas nacionais da Filosofia

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Palavra de psicóloga

"Aqueles que julgam o outro com base nos 'seus valores' já não têm valores nenhuns; estão simplesmente a fazer julgamentos, anulando a performance do outro, inibindo a sua criatividade e a sua capacidade de inovação."

















(c) Clytie

sábado, 7 de janeiro de 2012

Milan Kundera e a questão da inexperiência


O Planeta da InexperiênciaPrimeiro título pensado para A Insustentável Leveza do Ser: «O Planeta da Inexperiência». A inexperiência como uma qualidade da condição humana. Nascemos uma vez por todas, nunca poderemos recomeçar uma outra vida com as experiências da vida anterior. Saímos da infância sem sabermos o que é a juventude, casamo-nos sem sabermos o que é ser casado, e mesmo quando entramos na velhice, não sabemos para onde vamos: os velhos são crianças inocentes da sua velhice. Neste sentido, a terra do homem é o planeta da inexperiência. 

Milan Kundera, in "A Arte do Romance"

País pequeno, dizia Saramago


O País é Pequeno e a Gente que nele Vive também não é GrandeEm tempos disse que Portugal estava culturalmente morto. Talvez o tenha dito em determinado momento, mas também o diria hoje porque Portugal não tem ideias de futuro, nenhuma ideia do futuro português, nem uma ideia que seja sua, e vai navegando ao sabor da corrente. A cultura, apesar de tudo, tem sobrevivido e é aquilo que pode dar do país uma imagem aberta e positiva em todos os aspectos, seja no cinema, na literatura ou na arte - temos grandes pintores que andam espalhados pelo mundo. Mas o Almeida Garrett definiu-nos de uma vez para sempre e de uma maneira que se tem de reconhecer que é uma radiografia de corpo inteiro: «O país é pequeno e a gente que nele vive também não é grande.» É tremenda esta definição, mas se tivermos ocasião de verificar, desde o tempo do Almeida Garrett e, projectando para trás, efectivamente o país é pequeno (...), mas o que está em causa não é o tamanho físico do país mas a dimensão espiritual e mental dos seus habitantes. 

José Saramago, in 'Uma Longa Viagem com José Saramago (2009)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os Reis Magos em crise

Homenagem a Pedro Osório (1939-2012)

Aventar lança concurso de Blogues



Quem melhor escreveu, desenhou ou fez humor em 2011? Quais as melhores análises em Educação, Política ou Cultura? Estas e outras mais categorias, como Desporto ou Saúde passam pelo crivo rigoroso do AVENTAR. Será votado o melhor Blogue em cada categoria no ano de 2011.
Poderão consultar a lista de concorrentes aqui e informar-se como participar nesta votação.
Obrigada ao Jorge Fliscorno por ter inscrito a Pérola de Cultura. Fico honrada por este espaço fazer parte da lista dos nomeados entre os melhores.

Bom Dia de Reis

Sejam lá eles quem forem, os Gaspares, Belchiores e Baltazares de hoje. Talvez não fosse má ideia oferecer-lhes uma bússola para se orientarem, dado que o brilho das caudas estelares pode bem andar ofuscado com tanta poluição.


Seja como for, um bom Dia de Reis aos meus amigos e leitores deste Blogue.

Noite de Natal por Sophia de Mello Breyner Andresen



Hoje, dia de Reis, faz todo o sentido recordar este conto de Natal de Sophia de Mello Breyner Andresen.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Quem sou

Night, by Jacques Roate 
"...É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo... Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar. Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas concerteza não serei a mesma para sempre." 
 Clarice Lispector

Recomeça se puderes



Recomeça…
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…

Miguel Torga

sábado, 31 de dezembro de 2011

Isto este ano não vai lá com doze passas



Vai ser preciso um cacho inteiro. E não só às doze badaladas. Vai ter de ser durante horas... 
Eu prefiro as brancas. E vocês?

2011 - Tout est bien qui finit bien!



2011 chega hoje ao fim. Não vivi bem este último trimestre. Não estou feliz, nem contente, nem esperançosa em dias bons ou vida facilitada. Antes pelo contrário, sei que as dificuldades serão várias e em diversos níveis em 2012. Mas, apesar de tudo, há que conservar a esperança de que, pelo menos as coisas boas que temos dentro de nós, e valores como a amizade, a solidariedade e a verdade, possam subsistir a todo o caudal de contrariedades que poderemos ter de vir a enfrentar.
Termino 2011 com tranquilidade, mas não em clima de festa. Tenho contudo a sensação de que a mente serena e a consciência em paz consigo própria, são condições básicas para enfrentar com lucidez e ponderação as lutas e desafios que irei ter pela frente. 
Faço votos sinceros de que aos meus amigos os dias sorriam, neste ano que agora vai iniciar-se.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo com luz



Este último trimestre do ano de 2011 não me correu bem em termos pessoais. Por isso não estou com grande espírito de festejos. Na verdade, acho que não há muito o que celebrar. Também não cedo à habitual tentação de fazer balanços ou contabilidades dos aspetos negativos e positivos deste ano na vida política e social do país. Prefiro sobre isso guardar silêncio. Do ponto vista material, o ano seguinte será certamente ainda pior do que este foi. 


Em termos de saúde, espero consolidar algumas melhoras e obter esclarecimentos importantes para reaprender a viver e a trabalhar de outros modos. 


Mas, importantes mesmo nestas circunstâncias são os afetos: uns, conseguem cimentar-se justamente nos momentos difíceis; outros, por se revelarem demasiado frágeis, falsos ou inconsistentes, o que em termos práticos, vai dar ao mesmo, quebram na primeira oportunidade. E toda a aparente afinidade se esboroa em... nada! Por conseguinte, muito agradecida fico a estes últimos por se terem distanciado, já que assim me proporcionaram decisivos momentos de reflexão e auto-crítica, com o consequente amadurecimento e aprendizagem.


Os que ficaram são afinal aqueles com que posso contar, quais rochas, que ano após ano resistem às tempestades com a força que só os autênticos sabem demonstrar. Quando se está à beira do mergulho, esses sabem puxar para cima, em vez de empurrar ainda mais para baixo, nos instantes cruciais. Para eles aqui ficam abaixo duas belíssimas ofertas, com todo o amor e carinho. Bem hajam por existir!

Bolero de Ravel e Happy New Year