quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A esperança ou a falta dela em mais um Natal


Há muitos meses que não vinha aqui escrevinhar. Mais exatamente desde Março passado.
Está a chegar mais um Natal e é sempre tempo de balanços. Vou omitir propositadamente as piores coisas que aconteceram, quer a mim, quer ao mundo durante o ano de 2015.
Do meu país, perdoem-me lá, também não falarei a não ser indiretamente e naquilo que me diz respeito.
Entretanto, nenhum de nós teve a desdita de sofrer um AVC ou um acidente nalgum fim-de-semana em que não há certos serviços de urgência. Nenhum de nós foi à falência, embora tenhamos de pagar as dos Bancos. Nenhum de nós foi preso, nem morto por algum jihadista com a pontaria afinada. Temos sido muito explorados, isso sim, e empobrecidos pela austeridade, afinal mal ou tardiamente testada, e com consequências funestas. Não recuperaremos o nosso nível de vida anterior, embora não tenhamos gasto acima das nossas possibilidades nem nos tenhamos endividado. Só que vivíamos com expetativas e até essas nos foram sonegadas. Porém, sobrevivemos, com mais ou menos cabelos brancos, mais anti-depressivo, menos ansiolítico, às frustrações e desenganos de uma meia-idade mais frustrada do que realizada.
Apesar de tudo, há a família. Há os miúdos que vão crescendo e já parecem homens e jovens mulherzinhas. E há meia dúzia de bons amigos que nunca se esquecem de nós.
Apesar de tudo, isso junto já conforta um pouco a alma nesta quadra.
Boas Festas a todos.

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