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sábado, 9 de março de 2019

Pedro Álvares Cabral partiu a 9 de Março


Caravelas da armada de Pedro Álvarez Cabral utilizadas na viagem de descoberta do Brasil. 
Livro de Lisuarte de Abreu, c.1558. The Pierpont Morgan Library, Nova York.

Depois de uma missa celebrada na ermida do Restelo, a que assistiram o rei D. Manuel e toda a Corte, a armada de Pedro Álvares Cabral zarpava da barra do Tejo, neste dia de 9 de Março de 1500, rumo a Calecut, viagem que resultou na “descoberta” do Brasil. 
O comandante, que então teria pouco mais de trinta anos, tinha a seu mando uma poderosa armada de 13 naus. O objetivo era realmente a cidade de Calecut, na Índia, onde era preciso reafirmar a dominação portuguesa depois da viagem de exploração que Vasco da Gama tinha realizado dois anos antes.

 Foto acima: Nau de Pedro Álvares Cabral/Wikipédia
Uma réplica da nau Capitânia da armada de Pedro Álvares Cabral pode ser visitada no cais do Centro Cultural da Marinha, no Rio de Janeiro.
É uma cópia, feita a partir de fontes iconográficas do século XVI, de uma das 13 embarcações que constituíam a frota de Pedro Álvares Cabral. A nau capitânia alberga agora uma exposição que pretende mostrar como era a vida a bordo na época. 


Partida de Pedro Álvares Cabral em 1500. Faiança Portuguesa- Prato da Fábrica de Alcântara, finais séc. XIX. 
Cortesia de Tita Fan

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A propósito da greve dos professores

Ilustração: (c) Luís Diferr, Kallilea, imagem 4, pág.4 (a publicar)

Carta aberta de um estudante grego

O meu nome é K. M., sou aluno do último ano num liceu em Drapetsona, Pireu.
Decidi escrever este texto porque quero exprimir a minha fúria, a minha revolta pelo atrevimento e pela hipocrisia daqueles que nos governam e daqueles jornalistas e media mainstream que os ajudam a pôr em prática os seus planos ilegais e imorais em detrimento dos alunos, dos estudantes e de todos jovens.
A minha razão para escrever é a intenção dos meus professores de fazer greve durante o período dos exames de admissão à Universidade e os políticos e jornalistas que choram lágrimas de crocodilo sobre o meu futuro, o qual "estaria em causa" devido à greve.*
De que falam vocês? Que espécie de futuro tenho eu devido a vocês? E quem é que verdadeiramente pôs em causa o meu futuro?
Deitemos uma vista de olhos sobre quem, já há muito tempo, constrói o futuro e toda a nossa vida:
  • Quem construiu o futuro do meu avô?
  • Quem vestiu o seu futuro com as roupas velhas da administração das Nações Unidas para a ajuda de emergência e reconstrução e o obrigou a emigrar para a Alemanha?
  • Quem governou mal e estripou este país?
  • Quem obrigou a minha mãe a trabalhar do nascer ao pôr-de-sol por 530 euros por mês? Dinheiro que, uma vez paga a comida e as contas, nem chega para um par de sapatos, para já não falar num livro usado que eu queria comprar numa feira de rua.
  • Quem reduziu a metade o ordenado do meu pai?
  • Quem o caluniou, quem o ameaçou, quem o obrigou a regressar ao trabalho sob a ameaça da requisição civil, quem o ameaçou de despedimento, juntamente com todos os seus colegas dos serviços de transportes públicos quando eles, que apenas queriam viver com dignidade, entraram em greve?
  • Quem procurou encerrar a universidade que o meu irmão frequenta para atingir alguns dos seus sonhos?
  • Quem me deu fotocópias em vez de manuais escolares?
  • Quem me deixa enregelar na minha sala de aula sem aquecimento?
  • Quem carrega com a culpa de os alunos das escolas desmaiarem de fome?
  • Quem lançou tanta gente no desemprego?
  • Quem conduziu 4.000 pessoas ao suicídio?
  • Quem manda de volta para casa os nossos avós sem cuidados médicos e sem medicamentos?
Foram os meus professores que fizeram tudo isto? Ou foram VOCÊS que fizeram tudo isto?
Vocês dizem que os meus professores vão destruir os meus sonhos fazendo greve.
Quem vos disse alguma vez que o meu sonho é ser mais um desempregado entre os 67% de jovens que estão no desemprego?
Quem vos disse que o meu sonho é trabalhar sem segurança social e sem horários regulares por 350 euros por mês, como determinam as vossas mais recentes alterações às leis laborais?
Quem vos disse que o meu sonho é emigrar por razões económicas? Quem vos disse que o meu sonho é ser moço de recados?
Gostaria de dirigir algumas palavras aos meus professores e aos professores em toda a Grécia:
Professores, vocês NÃO devem recuar um único passo no vosso compromisso para connosco. Se recuarem agora na vossa luta, então sim, estarão verdadeiramente a pôr em causa o meu futuro. Estarão a hipotecá-lo.
Qualquer recuo vosso, qualquer vitória que o governo obtenha, roubará o meu sorriso, os meus sonhos, a minha esperança numa vida melhor e em combater por uma sociedade mais humana.
Aos meus pais, aos meus colegas e à sociedade em geral tenho a dizer o seguinte:
Quereis verdadeiramente que aqueles que nos ensinam vivam na miséria?
Quereis que sejamos moldados nas salas de aulas como mercadorias de produção maciça?
Quereis que eles fechem cada vez mais escolas e construam cada vez mais prisões?
Ides deixar os nossos professores sozinhos nesta luta? É para isso que nos educais, para que recusemos a nossa solidariedade?
Quereis que os nossos professores sejam para nós um exemplo de respeito por nós próprios, de dignidade e de militância cívica? Ou preferis que nos dêem um exemplo de escravidão consentida?
Finalmente, quereis que vivamos como escravos?
De amanhã em diante, todos os alunos e pais deviam ocupar-se de apoiar os professores com uma palavra de ordem: "Avançar e derrotar a tirania fascista!"
Lutemos juntos por uma educação de qualidade, pública e livre. Lutemos juntos para derrubar aqueles que roubam o nosso riso e o riso dos vossos filhos.
PS: Menciono as minhas notas do ano lectivo 2011/12, não por vaidade mas para cortar a palavra àqueles que avançarem com o argumento ridículo de que "só quero escapar às aulas": Comportamento do aluno: "Muito Bom". Classificação média: 20 ("Excelente") [a nota mais alta nos liceus gregos].
Traduzida de "Echte Democratie Jetzt"

domingo, 24 de fevereiro de 2013

4º aniversário da Pérola de Cultura


Ilustração: (c) Ziba Karbassi

Não fosse o Sol estar presente para alegrar esta manhã fria de inverno, nem me teria lembrado que hoje é dia 24 de fevereiro e que, precisamente há 4 anos, decidi criar este espaço de partilha e prazer. 
Ter-me lembrado deste aniversário fez-me por momentos voltar a estas páginas, das quais, por via de muitos afazeres e alguns constrangimentos impostos pelo maravilhoso mundo da Internet, me tenho mantido arredada.
Não houve jantar com os amigos que tão gentilmente colaboraram, nem bolo de aniversário como habitualmente, mas a crise tem-nos deixado a todos num tal estado de torpor e desânimo que não admira que não haja nem espírito nem euros para a festa.
Não quero porém deixar passar esta data sem vos dar a todos um abraço com muito carinho e gratidão: aos que lêem, aos que comentam, mas especialmente àqueles que durante quatro anos fizeram deste Blogue um conjunto de páginas dignas, de divulgação da Cultura, das Artes ou das Ciências, sempre com bom gosto e, sobretudo, bastante autenticidade no que escreveram ou desenharam. 
Bem hajam pelas vossas colaborações e até sempre. Vemo-nos por aí.
Por hoje fica um brinde à vossa saúde, em noite de Lua cheia!
Com amor,

Lelé Batita

Obrigada Luís Diferr, pela simpática dedicatória "4 anos de Pérolas rolantes, contra ventos e Miguéis".

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A Peregrinação


(c) José Ruy /Meribérica Liber

A propósito da exposição “Peregrinação”, que se encontra no CNBDI inserida no tema – Autobiografia – do Festival Amadora BD 2012…



Fernão Mendes Pinto "Peregrinação" 
1ª página, 1ª edição

É muito conhecida a expressão “Fernão mentes? Minto” que durante muitos anos acompanhou a obra “Peregrinação”, depreciando-a.

A Peregrinação é, hoje, considerada por estudiosos e investigadores uma obra-prima da literatura portuguesa do século XVI, ombreando com “Os Lusíadas”.
“Os Lusíadas” é uma obra clássica, uma epopeia que celebra e enaltece o povo português, isenta de críticas, contemplando, também, a ficção.
Fernão Mendes Pinto criou outro género de literatura, mais realista, talvez com menos técnica. Ele relata a sua história, o que sentia na pele, o que via com os seus próprios olhos, denuncia intrigas, corrupção, analisa os comportamentos dos homens, a possível intervenção divina, sempre na primeira pessoa.
Segundo alguns analistas a “Peregrinação” não poderá ser lida no sentido restrito de uma viagem pois os símbolos de fé e acontecimentos nela contidos conduzem também, a uma leitura de jornada missionária. Outros, ainda, admitem que poderá ser considerado o primeiro livro de viagens da literatura portuguesa, sendo, no entanto, superior como obra.
As suas descrições sobre animais e paisagens exóticas e situações difíceis de conceber eram extraordinárias e um desafio à imaginação dos leitores da época, que desconheciam completamente o mundo asiático.
Existem dúvidas de que todas as descrições tenham sido, realmente, vivenciadas por Fernão Mendes Pinto, calculando-se que ele utilizou relatos de outras pessoas, que soube incorporar muitíssimo bem, e que utilizou alguma ficção. Contudo, cotejando a “Peregrinação” com obras de autores eruditos e reconhecidos como João de Barros, Fernão Lopes de Castanheda ou Gaspar da Cruz, e, ainda, com base em estudos de documentos asiáticos, foi ficando confirmado que todas as informações estavam certas, que Fernão Mendes Pinto relatou a realidade e que todo o texto é considerado fiável e uma inestimável fonte de informação para se conhecer tudo por que passavam os navegadores e aventureiros que embarcavam nas caravelas portugueses a caminho do oriente.
Foi no contexto a seguir à assinatura do Tratado de Tordesilhas, quando Espanha e Portugal dividiram as terras descobertas e a descobrir, numa época de navegação no auge, Portugal apostando na expansão do comércio e da fé, no oriente, que Fernão Mendes Pinto resolveu embarcar para a Índia. Tinha então 28 ou 30 anos. Durante 21 anos, exerceu funções diplomáticas entre outros cargos, foi 13 vezes cativo e 17 vendido e entre muitas mais coisas protagonizou a entrega da primeira espingarda ao “Daimio” japonês, episódio que ainda hoje é celebrado e perdura na memória cultural japonesa.
Encontrou paz ao conhecer São Francisco Xavier e resolveu ingressar como noviço, na ordem religiosa dos jesuítas. Por fim, em 1558, desiludido, regressou à pátria, instalou-se no Pragal-Almada onde escreveu a sua epopeia realista.
A “Peregrinação” só viria a ser publicada em 1614, 31 anos após a sua morte, não sendo talvez alheios a esse facto o “Santo Ofício” e a própria Companhia de Jesus a que pertencera. Apesar das omissões, cortes ou alterações que o original poderá
ter sofrido a edição obteve de imediato um enorme sucesso. Dezanove edições em 6 línguas.

Fontes:- Documentário sobre a Peregrinação de Fernão Mendes Pinto da Série da RTP “Os Grandes Livros”-2009. Neste documentário foram incluídas páginas e vinhetas da BD de José Ruy.
-Wikipédia

Tita Fan

terça-feira, 17 de julho de 2012

"O Infante Portugal" de José de Matos-Cruz no CNBDI

Ilustração: (c) Daniel Maia

Já falei aqui e aqui desta obra e da mostra de ilustrações a ela associada, em Cascais. 
Agora o 3º livro da trilogia de José de Matos-Cruz dedicada ao Infante Portugal, "O Infante Portugal e as sombras mutantes", será objeto de um lançamento oficial no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, na Amadora no dia 19, pelas 19 horas. Trata-se de uma obra de ficção, profusamente ilustrada por cerca de três dezenas de artistas portugueses do mundo da Banda Desenhada.

Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem
Av. do Brasil, nº 52-A
2700-134 Amadora
T: 214369057 Fax: 214962353

terça-feira, 10 de julho de 2012

"O Infante Portugal e as sombras mutantes"

Inauguração da mostra Entre.Visões, respeitante ao 3º livro da série "O Infante Portugal", de autoria de José de Matos-Cruz, hoje, no Centro Cultural de Cascais, às 19 horas. 
Esta obra contou com a participação de 31 ilustradores e autores de Banda Desenhada. Eis alguns deles:
- Daniel Maia (autor da capa e contracapa e de muitas das ilustrações do livro)
- Daniel Henriques
- Susana Resende (autora de muitas ilustrações do livro)
- Renato Abreu
- Pedro Massano
- Luís Diferr
- José Garcês
- Zé Manel
- Eugénio Silva
- Baptista Mendes
- Teotónio Agostinho
- João Amaral
- João David
- J. Mascarenhas
- Catherine Labey
- Sara Franco
- Isabel Aboim
- Fernando Filipe
- Fernando Vilhena de Mendonça
- Cação Biscaia
- Augusto Trigo
- José Ruy


"O Infante Portugal" visto por Luís Diferr

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Lendas de Wenceslau de Moraes por José Ruy (5)

Lenda japonesa "Inguwa" *




Desenhos inéditos de (c) José Ruy, 2000 (todos os direitos reservados)
Wenceslau de MoraesSerões no Japão

"É dramática, um pouco tétrica até, mas quanto a mim, define bem a alma japonesa, a aceitação do karma, do destino e das penas sofridas por pecados praticados em vidas anteriores. É a lenda mais profunda e triste que li nos escritos de Wenceslau de Moraes. É a minha preferida."  
José Ruy

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Lendas de Wenceslau de Moraes por José Ruy (4)

Lenda O Crime de Kadzutoyo* 






Desenhos inéditos de (c) José Ruy, 2000
(todos os direitos reservados)
Wenceslau de MoraesSerões no Japão

terça-feira, 3 de julho de 2012

Lendas de Wenceslau de Moraes por José Ruy (3)

Lenda Amaterasu*







Ilustrações: (c) José Ruy, todos os direitos reservados.
Wenceslau de MoraesSerões no Japão
1ª versão 1949, in revista "Flama" suplemento "O Papagaio"
In «Selecções BD» segunda série, Edições Meribérica, 2000

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Lendas de Wenceslau de Moraes por José Ruy (2)

Lenda Hurashima o Pescador *







Ilustrações: (c) José Ruy, todos os direitos reservados.
In Cadernos de Banda Desenhada, Edição de Catherine Labey, 1987
Wenceslau de MoraesSerões no Japão 

Lendas de Wenceslau de Moraes ilustradas por José Ruy

Ilustração de capa (c) Catherine Labey

Por ocasião do aniversário de Wenceslau de Moraes, tenho o privilégio de publicar algumas lendas deste autor ilustradas pelo mestre desenhador José Ruy. Primeiramente publicadas na revista "Flama" de 1950, foram depois republicadas nos Cadernos de Banda Desenhada, uma Edição de Catherine Labey, em 1987.

Lenda Yamabushi e a Serpente *







(c) José Ruy, todos os direitos reservados.
In Cadernos de Banda Desenhada, Edição de Catherine Labey, 1987
* Wenceslau de Moraes, Serões no Japão

terça-feira, 26 de junho de 2012

"Poemas com sabor a Sol, a Sal e A-mar"

Ilustração e projecto de capa (c) Luís Diferr


Decorreu hoje no Museu da Música em Lisboa o lançamento do livro "Poemas com sabor a Sol, a Sal e A-mar" da autoria da Dra. Isabel Ribeiro Monteiro, uma conceituada poetisa, cronista e blogger. 
Esta querida amiga e colega é professora de Língua e Literatura Portuguesas  na Universidade de Lisboa para a 3ª idade e esta é a sua sétima obra literária publicada.
Este livro contou com uma ilustração inédita de autoria de Luís Diferr*, concebida especialmente para se harmonizar com a temática dos afectos, que este conjunto de poemas retrata.
É sempre com enorme prazer e honra que partilho os momentos em que os livros da Isabel Ribeiro Monteiro vêem a luz do dia; e hoje foi mais um belíssimo momento em que os mais chegados puderam ouvir alguns dos seus poemas recitados e peças de música a envolver este lançamento.
Obrigada Isabel por continuares a oferecer-nos tanta beleza e sentimento. Esperamos que o faças muitas mais vezes e durante muitos anos. Cá estaremos para te apoiar e ajudar a difundir o teu talento e a força telúrica da tua poesia, tão humanamente sensível e tão profundamente feminina.
"A poesia é para ler, dizer, cantar", dizia hoje uma das representantes das Edições Esgotadas
Eu acrescentaria: a poesia é para mastigar, digerir, sentir, embriagar-nos e encantar-nos. Até às entranhas, como a Isabel sabe tão bem fazer!


* Ver aqui a homenagem do ilustrador à autora do livro.


Foto (c) Pérola de Cultura
Luís Diferr com Isabel Ribeiro Monteiro no lançamento do livro "Poemas com sabor a Sol, a Sal e A-mar"  publicado por "Edições Esgotadas", Museu da Música, em Lisboa. (26 de Junho de 2012)

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Versos sem título


É o verão que chega a quem não deve.
Um aroma que se exala com doçura...
Manjerico redondo, fofo e leve
Que na janela virada a sul
Da terra húmida e escura
Se espraia para o céu azul.

Assim é botão Matilde, que eu amo,
Em cujo peito descanso a cabeça,
Em cujo ser descanso a alma.
Pelo mar afora vai o barco que eu chamo,
Na viagem que em cada dia recomeça.
Nele vamos nós, para além donde cresce a palma!
Texto e desenho (c) Luís Diferr

sexta-feira, 1 de junho de 2012

sábado, 26 de maio de 2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

VIII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja


 Entre os dias 26 de Maio e 10 de Junho Beja volta a fazer uma grande festa em torno da Banda Desenhada, reunindo autores do Mundo inteiro. O Festival, que se estende por toda a Casa da Cultura de Beja, inaugura dia 26, sábado, às 15h00 (o primeiro dia encerra às 04h00 da manhã). O fim-de-semana da inauguração será preenchido com apresentações, lançamento de livros, sessões de autógrafos, debates, cinema, música, visitas guiadas, etc. Mas a programação estender-se-á até dia 10 de Junho, com destaque para o Mercado do Livro. Durante os 15 dias do Festival estarão patentes ao público 10 exposições e 2 mostras. Com pranchas e desenhos de autores tão conceituados como Alberto Breccia, Dave McKean ou Harold Foster (o desenhador de Tarzan), mas também com trabalhos de autores que começam agora a emergir na área da banda desenhada, como Carla Rodrigues ou Diogo Carvalho.
Também podem seguir-nos em http://festivalbdbeja.net/ onde encontrará toda a informação sobre as exposições, os nomes dos artistas participantes, os locais, os horários, etc .

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Inveja

(c) Tacci

“Amigas e amigos, companheiros, correligionários e outros avulsos não especificados:
Dantes, quando eu era puto, a jogar à bola na rua, havia sempre alguém que marcava um golo «àqueles gajos» e gritava «arrecada! trê-zó-Moscavide!» 
Nunca percebi bem o que queria dizer a frase, nem de onde vinha, mas era bem expressiva.
Usava-se para mostrar um soberano desdém para com o «inimigo», fosse ele quem fosse, desde que defendesse a outra baliza. 
É o comentário que os nossos deputados devem estar a fazer uns com os outros, se for verdade o que se diz aí em baixo. 
E a gente «arrecada».
Que remédio: a baliza é nossa, o inimigo somos nós.”
Ilustração e texto de Tacci 

Afinal há subsídios de férias e Natal... mas na função pública só para os deputados e funcionários da Assembleia da República. Saiu o Orçamento para a Assembleia da República e eles lá estão: o Subsídio de Férias e de Natal. 
Deputados e funcionários da Assembleia da República contemplados com subsídios de férias e de natal em 2012 no orçamento APROVADO por TODOS os partidos! À semelhança do que foi justificado para a TAP PORTUGAL e para a Caixa Geral de Depósitos...
(Dados aqui)

domingo, 15 de abril de 2012

Álbum "Portugal" foi lançado há dois anos

"Portugal" EDIÇÃO PORTUGUESA
Texto e Desenhos de Luís Diferr
Introdução de Jacques Martin
Edições ASA, Junho de 2010


De Luís Diferr, em co-autoria com Jacques Martin, o álbum "Portugal" apareceu a 14 de abril de 2010 pelas Éditions Casterman, em França e na Bélgica. Em junho do mesmo ano viu a sua tradução em língua portuguesa publicada nas Edições ASA.
Está à venda nas livrarias da Leya, FNAC, Bertrand e outras. Também pode ser adquirido on-line, por exemplo na Amazon.fr .