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sábado, 5 de maio de 2012

Guia islâmico para bater na mulher

(Foto e artigo daqui
"Puxa a tua mulher pelas orelhas e bate-lhe com a mão. Ou com um siwak [espécie de escova de dentes em madeira]." É um dos conselhos de A Gift for Muslim Couple (Prenda para casal muçulmano), guia matrimonial islâmico escrito pelo académico Maulavi Ashraf Ali Thanvi. Disponível em várias lojas muçulmanas online, e até há poucos dias no eBay, o livro esgotou numa livraria canadiana pouco depois de um jornalista do Toronto Sun o ter encontrado à venda.
De acordo com algumas interpretações radicais do Corão, a violência doméstica sobre as mulheres é permitida e até incentivada pela sharia, lei religiosa islâmica. Mas um livro de conselhos maritais é uma novidade.
Tudo depende da forma como os académicos e juristas muçulmanos interpretam o verso 4.34 de uma das 114 suras (espécie de capítulos) do Corão. Nele, afirma-se que quando a mulher provoca problemas maritais, deve ser advertida, afastada da cama e, em última instância, “idribu”. É esta última palavra que gera a polémica. Onde os moderados lêem evitada ou afastada (eles acreditam que Alá condena a violência), os radicais interpretam espancada.
Publicado pela Idara Impex, editora indiana de Nova Deli, o livro sugere que não se bata na cara e não se deixe marcas nas mulheres. A Gift for Muslim Couple tem 160 páginas e destina-se a ajudar a “gerir com sucesso a instituição do casamento”. A noção de “sucesso” é explicada logo no início: “O marido deve tratar a sua mulher com carinho e amor, mesmo que ela tenha tendência a ser por vezes lenta e estúpida.” Se insistir nessa atitude, “pode ser necessário refreá-la à força, e ameaçá-la”. Entre os deveres da mulher citados no livro estão a necessidade de pedir “autorização” ao marido sempre que sai e a obrigação de “se pôr bonita para ele”.Relativamente aos castigos físicos, há algumas regras: não se deve bater na cara ou de forma a deixar marcas no corpo. E a agressão “não deve ser muito violenta”.
Segundo o Daily Mail, o guia tem causado indignação entre os muçulmanos moderados, que protestam contra o “incitamento à violência” que ele contém.Em 2011, o UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) revelou que há mais vítimas femininas de violência doméstica na Turquia do que em qualquer outro país europeu. Um levantamento do próprio Governo turco admite que 41,9% das mulheres são submetidas a violência física e sexual. 

Comentem, pois eu, depois de ler isto, já fiquei quase sem palavras... É simplesmente intolerável e nem sequer parece que estamos a falar no século XXI... Não há Allah, Jeová ou qualquer outro deus que possa legitimar semelhante estupidez e violência.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Inveja

(c) Tacci

“Amigas e amigos, companheiros, correligionários e outros avulsos não especificados:
Dantes, quando eu era puto, a jogar à bola na rua, havia sempre alguém que marcava um golo «àqueles gajos» e gritava «arrecada! trê-zó-Moscavide!» 
Nunca percebi bem o que queria dizer a frase, nem de onde vinha, mas era bem expressiva.
Usava-se para mostrar um soberano desdém para com o «inimigo», fosse ele quem fosse, desde que defendesse a outra baliza. 
É o comentário que os nossos deputados devem estar a fazer uns com os outros, se for verdade o que se diz aí em baixo. 
E a gente «arrecada».
Que remédio: a baliza é nossa, o inimigo somos nós.”
Ilustração e texto de Tacci 

Afinal há subsídios de férias e Natal... mas na função pública só para os deputados e funcionários da Assembleia da República. Saiu o Orçamento para a Assembleia da República e eles lá estão: o Subsídio de Férias e de Natal. 
Deputados e funcionários da Assembleia da República contemplados com subsídios de férias e de natal em 2012 no orçamento APROVADO por TODOS os partidos! À semelhança do que foi justificado para a TAP PORTUGAL e para a Caixa Geral de Depósitos...
(Dados aqui)