Mostrar mensagens com a etiqueta Mulheres. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mulheres. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de março de 2019

A verdade sobre o Dia Internacional da Mulher


Durante séculos, o papel da mulher incidiu sobretudo na sua função de mãe, esposa e dona de casa. Ao homem estava destinado um trabalho remunerado no exterior do núcleo familiar. Com o incremento da Revolução Industrial, na segunda metade do século XIX, muitas mulheres passaram a exercer uma atividade laboral, embora auferindo uma remuneração inferior à do homem. Lutando contra essa discriminação, as mulheres encetaram diversas formas de luta na Europa e nos EUA.
A lenda do Dia Internacional da Mulher como tendo surgido na sequência de uma greve, realizada em 8 de Março de 1857, por trabalhadoras de uma fábrica de fiação ou por costureiras de calçado - e que tem sido veiculada por muitos órgãos de informação - não tem qualquer rigor histórico, embora seja uma história de sacrifício e morte que cai bem como mito.
Em 1982, duas investigadoras, Liliane Kandel e Françoise Picq, demonstraram que a famosa greve feminina de 1857, que estaria na origem do 8 de Março, pura e simplesmente não aconteceu, não vem noticiada nem mencionada em qualquer jornal norte-americano, mas todos os anos milhares de órgãos de comunicação social contam a história como sendo verdadeira («Uma mentira constantemente repetida acaba por se tornar verdade»).
Verdade é que em 1909, um grupo de mulheres socialistas norte-americanas se reuniu num "party’, numa jornada pela igualdade dos direitos cívicos, que estabeleceu criar um dia especial para a mulher, que nesse ano aconteceu a 28 de Fevereiro. Ficou então acordado comemorar-se este dia no último domingo de Fevereiro de cada ano, o que nem sempre foi cumprido.
A fixação do dia 8 de Março apenas ocorreu depois da 3ª Internacional Comunista, com mulheres como Alexandra Kollontai e Clara Zetkin. A data escolhida foi a do dia da manifestação das mulheres de São Petersburgo, que reclamaram pão e o regresso dos soldados. Esta manifestação ocorreu no dia 23 de Fevereiro de 1917, que, no Calendário Gregoriano (o nosso), é o dia 8 de Março. Só a partir daqui, se pode falar em 8 de Março, embora apenas depois da II Guerra Mundial esse dia tenha tomado a dimensão que foi crescendo até à importância que hoje lhe damos.
A partir de 1960, essa tradição recomeçou como grande acontecimento internacional, desprovido, pouco e pouco, da sua origem socialista.
Se consultarmos o calendário perpétuo e digitarmos o ano de 1857, poderemos verificar que o 8 de Março calhou a um domingo, dia de descanso semanal, pelo que, em princípio, nunca ocorreria uma greve nesse dia. Há quem argumente, no entanto, que, durante o século XIX, a situação da mulher nas fábricas dos Estados Unidos era de tal modo dramática que trabalharia 7 dias por semana.
Desde 1975, em sinal de apreço pela luta então encetada, as Nações Unidas decidiram consagrar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher.

Fonte: www.leme.pt
- Pesquisa efectuada por Maria Luísa V. Paiva Boléo

Cortesia de Tita Fan

Em honra do Dia Internacional da Mulher


Vamos celebrar as contribuições das mulheres que mudam o nosso mundo e o nosso futuro. 
"Não esperem que outra pessoa venha falar por vocês. As vossas ações é que mudam o mundo."
Malala Yousafzai

Às Mulheres


“A mulher não é só casa
mulher-loiça, mulher – cama
ela é também mulher-asa,
mulher-força, mulher-chama
E é preciso dizer
dessa antiga condição
a mulher soube trazer
a cabeça e o coração
Trouxe a fábrica ao seu lar
e ordenado à cozinha
e impôs a trabalhar
a razão que sempre tinha
Trabalho não só de parto
mas também de construção
para um filho crescer farto
para um filho crescer são
A posse vai-se acabar
no tempo da liberdade
o que importa é saber estar
juntos em pé de igualdade
Desde que as coisas se tornem
naquilo que a gente quer
é igual dizer meu homem
ou dizer minha mulher”
(José Carlos Ary dos Santos)

A todas as mulheres do mundo.

(Pintura de autor que não foi possível identificar)
Agora que sinto amor
Tenho interesse no que cheira.
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.
Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.
Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia. 
São coisas que se sabem por fora.
Mas agora sei com a respiração da parte de trás da cabeça.
Hoje as flores sabem-me bem num paladar que se cheira.
Hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver.
Alberto Caeiro, in "O Pastor Amoroso"

À memória de Maria João Seco, que partiu a 27 de Fevereiro de 2018.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Recordar Marie Curie em homenagem ao Dia da Mulher




Em resposta ao deputado polaco do Parlamento Europeu, que defendeu que as mulheres, "por serem inferiores, mais pequenas, mais fracas e menos inteligentes, devem ganhar menos", só me apetece recordar ao senhor e a todos os machistas e retrógrados da Polónia que foi uma polaca a única mulher da História a ganhar dois prémios Nobel da Física, Marie Curie.
Foi Maria Sklodosvska Curie quem descobriu a radioatividade.
E era uma mulher pequenina! Mas uma grande cientista.
Tome lá, senhor deputado Korwin-Mikke, para lhe avivar a memória.
E tenha vergonha e juízo, que já tem idade suficiente para isso.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Outra boa surpresa do mundo árabe


Ainda a respeito de surpresas provenientes do mundo árabe, não poderia deixar de assinalar esta atitude de mais uma mulher corajosa. Enfim alguma coisa parece estar a mudar no que diz respeito ao domínio dos homens mais conservadores sobre as mulheres. 
Sem dúvida só as mais instruídas conseguem ter a coragem e a assertividade necessárias para enfrentar as atitudes de prepotência, arrogância a autoritarismo tradicionais de muitos homens do mundo árabe, particularmente os mais religiosos, conservadores e retrógrados. Este foi um sheik sunita...
Rima Karaki, jornalista libanesa é um exemplo a seguir. Veja aqui

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Do horror em Paris e algumas boas suspresas

Já foi dito e escrito quase tudo sobre os trágicos acontecimentos dos últimos dias em Paris.
A intolerância e o racismo, a violência e obscurantismo, a liberdade de imprensa ou os seus limites, o retrocesso civilizacional de quem quer reinstaurar a pena de morte, o circo mediático em torno de dezenas de chefes de Estado, uns mais sinceros, outros mais hipócritas, e uns que mais valia terem ficado em casa, já que, direitos humanos são coisa com a qual não costumam propriamente tomar o pequeno almoço.

De qualquer modo saliento duas ou três notas positivas a respeito do desempenho de alguns políticos:

1ª) a comparência (quase imediata) junto do escritório do Charlie Hebdo, vandalizado e objeto de uma carnificina, do presidente da república François Hollande.

2ª) a assunção (quase imediata) das responsabilidades pela falha na segurança nacional que permitiu a ocorrência de atentados perpetrados por criminosos já referenciados, por parte do primeiro-ministro Manuel Vals.

3ª) a participação na manifestação de Pedro Passos Coelho e Assunção Esteves, em representação de do Estado português. Não simpatizo com nenhum dos dois, mas gostei de vê-los por lá nesta ocasião.

4º) a participação do casal real da Jordânia, do qual já tinha boa impressão, em particular de Rânia, sobre quem já tinha escrito aqui em 2009 por ocasião da sua visita a Portugal.
Ao contrário das tradicionais rainhas árabes, que sempre vivem à sombra dos maridos e submetidas à tradição, Rânia da Jordânia continua a surpreender-me pela positiva.
Foi a primeira vez que vi uma rainha a desfilar numa manifestação, ainda mais sendo uma mulher árabe. A sua posição permite-lhe, felizmente, lutar e defender alguns direitos das mulheres no mundo árabe, como o direito à instrução e a uma participação ativa no mundo do trabalho.
Ficam aqui as suas palavras na página oficial do Facebook:
"As a Muslim, it pains me when someone derides Islam and my religious beliefs. It also pains me when someone derides other religions and other people’s religious beliefs. But what offends me more, much more, are the actions of the criminals who, this week, dared to use Islam to justify the cold-blooded murder of innocent civilians. This is not about Islam or being offended by the Charlie Hebdo magazine. This is about a handful of extremists who wanted to slaughter people for any reason and at any cost.
Islam is a religion of peace, tolerance and mercy. It is a source of comfort and strength for more than 1.6 billion Muslims – the same people who are shocked, saddened and appalled by the events in Paris this week.

Today, I join His Majesty King Abdullah in Paris to stand in solidarity with the people of France in their darkest hour... To stand in unity against extremism in all its forms and to stand up for our cherished faith, Islam. And so that the lasting image of these terrible events is an unprecedented outpouring of sympathy and support between people of all faiths and cultures."

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Hannah Arendt faria hoje 108 anos


A Google homenageia hoje a filósofa Hannah Arendt, no dia do seu 108º aniversário, com este curioso grafismo. Há pessoas que nunca passam de moda. Hannah Arendt é um desses casos.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Homenagem a Cristina Beckert

Um aluno da Cristina deixou esta mensagem no FB:
"Mais um ponto de luz que passou pela Terra para nos iluminar."
Que o seu brilho perdure para sempre na nossa memória:

“Infelizmente, hoje em dia a indiferença em relação ao destino cruel de milhões de animais criados para consumo humano instala-se cada vez mais, a par de uma crescente preocupação e cuidado por aqueles que nos fazem companhia. […]
Porém, continuam a ser os outros animais que não deixam de nos surpreender e de nos dar “lições de moral”, ao franquear as barreiras da espécie. Um hipopótamo que perde a progenitora num cataclismo ambiental e é adoptado por uma tartaruga gigante; uma leoa que cuida de uma gazela recém-nascida, vinda à luz no exacto momento em que a fêmea é morta pela mesma leoa; uma cadela, Ginny, que percorre incansavelmente as ruas de Nova Iorque, recolhendo gatos feridos e trazendo-os ao dono a fim de serem tratados. Estes e outros mais são exemplos de compaixão animal que indicia a existência de uma ética dos animais e não apenas de uma ética para os animais, da nossa exclusiva responsabilidade”

- Cristina Beckert, “O espelho invertido. Reflexões sobre a relação do ser humano com os outros animais”, Philosophica, nº40, com o tema “Ética animal e ética ambiental” (Lisboa, 2012), pp.20 e 22-23.

Texto: cortesia do querido colega Paulo Borges.
Os meus sentidos pêsames ao marido, Carlos João Correia.

O corpo da nossa querida colega Cristina Beckert, Professora na Faculdade de Filosofia da Universidade de Lisboa, está em velório na Igreja de S. João de Deus, em Lisboa e a missa é dita amanhã, sábado, às 9:00, pelo nosso estimado Professor Padre Joaquim Cerqueira Gonçalves na mesma Igreja.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dia Mundial dos Direitos Humanos

Este ano a Amnistia Internacional lançou uma campanha para que as pessoas escrevessem cartas massivamente às entidades responsáveis, com vista à libertação (ou reabilitação) de personalidades que estejam a ser, ou tenham sido, objeto de violação dos direitos humanos, em qualquer das suas formas. 
Um dos vários exemplos foi a birmanesa Aung San Suu Kyi, Prémio Nobel da Paz, que ficou presa injustamente em casa durante vários anos e privada dos seus direitos de cidadania. 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Dia Internacional da Filosofia


A atriz Barbara Sukowa no filme "Hannah Arendt"

Não queria deixar de assinalar este dia, significativo para mim e para um núcleo de colegas meus.
Assim, e porque a season cinematográfica nos presenteou este ano com um filme que parece ter mexido com professores e alunos, escolho o filme "Hannah Arendt", da alemã Margarethe Von Trotta, sobre a figura da filósofa judia alemã do século XX, que coloca algumas questões, quanto a mim bastante controversas, sobre as suas teorias do mal. 
Ainda uma outra sugestão que aqui deixo a quem interessar: um documentário no qual Hannah Arendt é entrevistada, começando por negar-se filósofa.


Hannah Arendt (1906-1975)
Durante alguns dias deixarei aberta a todos, incluindo leitores anónimos e/ou não registados, a caixa de comentários, sem qualquer tipo de espera nem moderação, para que possam comentar e partilhar as suas reflexões, se assim o desejarem.
Espero que não deixem de ver o filme e se divirtam com as vossas reflexões e discussões. Quer gostem ou não de Filosofia. 
A política, a sociedade e os Estados padecem de vários males que têm vindo a manchar a História. O século XX diz-nos a todos respeito. Os nossos pais viveram o tempo da guerra e como tal, não podemos nunca branquear os acontecimentos.
Aos meus colegas e amigos envio uma saudação especial neste Dia Internacional da Filosofia.







domingo, 24 de março de 2013

A censura da "primavera árabe"

"A jovem Amina, de 19 anos, acreditou na democracia da Tunísia, depois da "Primavera Árabe" de 2011, e foi condenada à morte pela justiça islâmica por colocar esta foto profana no seu blog.
A frase escrita em árabe significa “meu corpo pertence a mim e não é a fonte da honra de ninguém”, o bastante para ser perseguida pelas autoridades muçulmanas.
O Forum Social Mundial 2013 começará em Túnis na terça-feira, mas a jovem não poderá ir, pois a família internou-a num manicómio para que escapasse da execução da sentença."
É esta a liberdade de que se goza nos países onde se diz ter existido uma revolução democrática. Sem liberdade de expressão, sem direitos para as mulheres, com condenações à morte por crimes que não o são, enfim, mais do mesmo no mundo onde os fundamentalismos islâmicos continuam a fazer lei, à revelia do direito internacional e da salvaguarda dos direitos humanos fundamentais.

(A notícia e a foto são do Facebook e já foram retirados no Brasil. Aqui também não tardará a ser retirada. Por isso resolvi reproduzi-la aqui, antes que seja tarde demais. Continuo a pensar que a denúncia é a melhor forma de lutar contra a discriminação das mulheres.)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A capacidade de adaptação dos portugueses


A Capacidade de Adaptação dos PortuguesesOs observadores estrangeiros maravilham-se de que Portugal resista à crise política e económica com tal poder de adaptação. Há nos Portugueses uma sinceridade para com o imediato que desconcerta o panorama que transcende o imediato. O infinito é o que eu situo - dizem. E assim vivem. Protegidos talvez por essa condição de afecto pelas coisas, pelos seus próprios delitos, que não consideram dramáticos, só ao jeito das necessidades. De resto — quem se apresenta a salvar-nos que não esteja suspeitamente indignado? Os que muito se formalizam muito escondem; os que acusam demasiado privam-se de ser leais consigo próprios. O país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo. 

Agustina Bessa-Luís, in 'Dicionário Imperfeito'
Agustina Bessa-Luís, fotografia de Francisco Rodrigues

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Goodbye Emmanuelle

Sylvia Kristel em "Emmanuelle"
"Goodbye Emmanuelle". Assim se chamava um dos filmes da série adaptada de um dos mais famosos clássicos do erotismo francês, da autoria de Emmanuelle Arsan e protagonizada por Sylvia Kristel. 
A modelo e atriz holandesa deixou ontem de lutar contra um cancro, aos 60 anos de idade. 
Para sempre associada a esta série que encheu os cinemas europeus nos anos 70, Sylvia Kristel ainda protagonizou "O Amante de Lady Chaterley" e "Mata Hari" na década de 80. Ao todo entrou em dezenas de filmes, tendo protagonizado o último em 2010 para a televisão.
Que descanse em paz.

Notícia aqui.






Sylvia Kristel em 1975 e em 2000

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Parabéns Agustina!


Agustina Bessa-Luís, pseudónimo literário de Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa, faz hoje 90 anos. Nasceu no norte a 15 de Outubro de 1922 de uma família de tradições rurais e com 10 anos mudou-se para o Porto para estudar e mais tarde para Coimbra durante cinco anos. Estreou-se como romancista com a obra "Mundo Fechado" e em 1954 publicou aquela que ainda hoje é a sua obra mais emblemática "A Sibila", que já vai na sua 25ª edição.
Agustina é considerada uma escritora neo-romântica influenciada pelo estilo de Camilo Castelo-Branco. Além de ter escrito também peças de teatro e guiões para televisão, Agustina viu ainda adaptados a cinema alguns dos seus livros pela mão do grande cineasta centenário Manoel de Oliveira. Foi ainda diretora do jornal "O Primeiro de Janeiro" no Porto e do Teatro D. Maria II em Lisboa.
"Também fez parte da Alta Autoridade para a Comunicação Social e da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras).
Agustina-Bessa Luís foi distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres atribuído pelo governo francês (1989).
Assinou mais de 50 obras, desde romances, contos, peças de teatro, crónicas de viagem, livros infantis e biografias. Com 81 anos, conquistou, em 2004, o prestigiado Prémio Camões, por “traduzir a criação de um universo romanesco de riqueza incomparável que é servido pelas suas excecionais qualidades de prosadora, assim contribuindo para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum”, de acordo com o júri. Hoje, assinala-se o aniversário de Agustina-Bessa Luís."
(Daqui)
Da minha parte aqui fica a homenagem a esta grande escritora, a preferida da minha avó Matilde. Tudo o que era de Agustina ela devorava, e sempre com redobrado gosto; recordá-la-ei para sempre com enorme saudade; fui eu que lhe ofereci "A Sibila", o livro que iniciou esta grande admiração. (Não só nas origens rurais como até fisicamente era parecida com Agustina...)

terça-feira, 26 de junho de 2012

"Poemas com sabor a Sol, a Sal e A-mar"

Ilustração e projecto de capa (c) Luís Diferr


Decorreu hoje no Museu da Música em Lisboa o lançamento do livro "Poemas com sabor a Sol, a Sal e A-mar" da autoria da Dra. Isabel Ribeiro Monteiro, uma conceituada poetisa, cronista e blogger. 
Esta querida amiga e colega é professora de Língua e Literatura Portuguesas  na Universidade de Lisboa para a 3ª idade e esta é a sua sétima obra literária publicada.
Este livro contou com uma ilustração inédita de autoria de Luís Diferr*, concebida especialmente para se harmonizar com a temática dos afectos, que este conjunto de poemas retrata.
É sempre com enorme prazer e honra que partilho os momentos em que os livros da Isabel Ribeiro Monteiro vêem a luz do dia; e hoje foi mais um belíssimo momento em que os mais chegados puderam ouvir alguns dos seus poemas recitados e peças de música a envolver este lançamento.
Obrigada Isabel por continuares a oferecer-nos tanta beleza e sentimento. Esperamos que o faças muitas mais vezes e durante muitos anos. Cá estaremos para te apoiar e ajudar a difundir o teu talento e a força telúrica da tua poesia, tão humanamente sensível e tão profundamente feminina.
"A poesia é para ler, dizer, cantar", dizia hoje uma das representantes das Edições Esgotadas
Eu acrescentaria: a poesia é para mastigar, digerir, sentir, embriagar-nos e encantar-nos. Até às entranhas, como a Isabel sabe tão bem fazer!


* Ver aqui a homenagem do ilustrador à autora do livro.


Foto (c) Pérola de Cultura
Luís Diferr com Isabel Ribeiro Monteiro no lançamento do livro "Poemas com sabor a Sol, a Sal e A-mar"  publicado por "Edições Esgotadas", Museu da Música, em Lisboa. (26 de Junho de 2012)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mulheres gladiadoras?


Tudo leva a crer, segundo dizem os estudiosos, que esta estátua feminina pode representar uma mulher gladiadora, a julgar pela forma com está vestida e o tipo de espada que empunha (sica), em atitude de saudação, após uma situação vitoriosa.


Há um artigo muito interessante para ler aqui.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Joana Vasconcelos em Versailles

(c) Joana Vasconcelos-Versailles

(c) Joana Vasconcelos-Versailles

"A Noiva" (c) Joana Vasconcelos - censurada

Sapato de Marilyn (c) Joana Vasconcelos

"Coração Independente" (c) Joana Vasconcelos

Joana Vasconcelos com o chef José Avilez

De 19 de junho a 30 de setembro, a exposição de Joana Vasconcelos estará patente ao público no Palácio de Versailles, próximo de Paris. 
Não deixa de ser motivo de orgulho para Portugal e para as mulheres portuguesas; porém, há uma nota desagradável, que não posso deixar de referir: a peça "A Noiva" (na foto do meio), que representa um lustre construído com tampões, foi censurada e Joana impedida de a expor. 
A direção do Palácio considerou a peça inapropriada, até porque Joana desejava colocá-la no quarto da rainha. 
Desde há muito tempo que Joana Vasconcelos gosta de usar materiais de uso comum nas suas instalações, como por exemplo, garfos de plástico, panelas, fios, garrafas, lâmpadas, plumas, etc. Segundo a própria artista referiu o universo das suas criações gira em torno de objetos femininos.
Ninguém parece ter reclamado por Joana ter construído os sapatos de Marilyn Monroe com tachos e tampas. Mas o lustre foi proibido; não por ser um lustre, mas por ser feito de tampões. Isto demonstra que os preconceitos dos franceses ainda estão mais firmes do que os nossos em Portugal, a respeito de certas coisas. Mas não de outras, pois já vi instalações feitas com lixo no Centre Pompidou e todos pareceram achar muito natural aquele montão de porcarias estar exposto numa galeria de arte, como se fosse realmente uma escultura, numa sala ao lado de desenhos de Picasso. Barafustei imenso junto dos que me acompanhavam, dizendo que se quisesse ver pneus velhos, sapatos rotos, cafeteiras furadas, trapos a desfazer-se, pratos partidos, chaves ferrugentas e toda a sorte de desperdícios inúteis, iria a uma lixeira e não a um Centro de Exposições de Arte. Achei horrível e de mau gosto. Senti-me quase insultada e apeteceu-me reclamar de volta o dinheiro do bilhete, que ainda era em francos. Não é por acaso que ainda hoje me lembro disto. Aquela foi a primeira vez que visitei o Centre Pompidou e fiz questão de com ele me reconciliar anos mais tarde com uma exposição sobre a obra de Hergé.
Pelo menos os tampões do lustre da Joana estavam limpinhos! Não são mais do que rolinhos de algodão branco com um fio na ponta; nada mais! Qual a diferença para tachos, rendas ou sedas, escovas de cabelo, enfim, coisas em que as mulheres mexem no seu dia-a-dia? 
Ela não gostou nada da proibição e disse às televisões que no conjunto da sua coleção, "A Noiva" não era apenas mais uma obra, era "a obra".

Notícias sobre a exposição aquiaquiaqui e aqui.