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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dia Mundial dos Direitos Humanos

Este ano a Amnistia Internacional lançou uma campanha para que as pessoas escrevessem cartas massivamente às entidades responsáveis, com vista à libertação (ou reabilitação) de personalidades que estejam a ser, ou tenham sido, objeto de violação dos direitos humanos, em qualquer das suas formas. 
Um dos vários exemplos foi a birmanesa Aung San Suu Kyi, Prémio Nobel da Paz, que ficou presa injustamente em casa durante vários anos e privada dos seus direitos de cidadania. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Direitos Humanos, a história



Comemora-se todos os anos a 10 de dezembro, dia em que a ONU ratificou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948. 
Embora haja ainda regiões no mundo em que todos os dias eles são ignorados ou claramente violados, um longo caminho já se fez. Mas muito mais há por fazer. Se cada um de nós fizer a sua parte, tudo poderá melhorar. Para garantir que todos os seres humanos sejam iguais em direitos e oportunidades, cada um de nós tem de começar por encarar o próximo com igual dignidade. 
Ou, como dizia Kant, considerar o outro como um fim em si mesmo, nunca como um meio.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Dia Mundial dos Direitos Humanos


"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade."
Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ONU, 10 de dezembro de 1948 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Liv Ullman lê emocionada texto de Xiaobo


A actriz norueguesa Liv Ullman, que conheci nos anos 70 nos filmes de Ingmar Bergman, apareceu hoje na entrega (que não foi...) do Prémio Nobel da Paz, a ler um texto de Liu Xiaobo, a quem estava a representar.
A sua cadeira vazia foi repetidamente focada pelas televisões e o teor do texto deixam transparecer que não há ódio no coração do seu autor contra aqueles que o oprimem e o impediram de ir pessoalmente receber o prémio.


O Ódio Corrói a Consciência e Sabedoria das Pessoas

"Eu não tenho inimigos, nem odeio ninguém. Nem os polícias que me vigiaram, prenderam e me interrogaram, nem os advogados que me processaram, nem os juízes que me condenaram, são meus inimigos. Embora eu não possa aceitar a vigilância, prisão, processos ou condenação, respeito as suas profissões e as suas personalidades. O ódio corrói a consciência e sabedoria das pessoas; a mentalidade de hostilidade pode envenenar o espírito de uma nação, incitar a uma vida violenta e a conflitos de morte, destrói a tolerância e humanidade de uma sociedade, e bloqueia o progresso de uma nação na senda da liberdade e democracia.

Contudo, eu tenho esperança de conseguir transcender as minhas vicissitudes pessoais na compreensão do desenvolvimento do estado e de mudanças na sociedade, e de denunciar a hostilidade do regime com a melhor das intenções, e de acabar com o ódio através do amor..

Eu não me sinto culpado por seguir os meus direitos constitucionais e o direito de liberdade de expressão, e por exercer em pleno a minha responsabilidade social como cidadão chinês. Mesmo que esteja acusado por causa disso, não tenho queixas.

A reforma política da China deve ser gradual, pacífica, ordenada e controlável, e deve ser interactiva, desde cima a baixo e de baixo a cima. Desta forma terá o custo mais baixo e conduzirá aos resultados mais eficazes. Eu conheço os princípios básicos das mudanças políticas, e que mudanças sociais controladas e feitas de forma ordeira são melhores que aquelas que são feitas de forma caótica e sem qualquer controle. Por isso oponho-me a sistemas de governo que sejam ditaduras ou monopólios. Isto não é incitar à subversão do poder do Estado. Oposição não é equivalente a subversão."

Liu Xiaobo - Nobel da Paz 2010

Fotos: (c)Pérola de Cultura

Liu Xiaobo ausente da cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz hoje em Oslo - vergonha!


Conforme se pode ver na imagem, a cadeira de Liu Xiaobo está vazia, ao lado de Thorbjoern Jagland, o presidente do Comité Nobel para a Paz, na Câmara Municipal de Oslo, esta manhã, por ocasião da cerimónia de entrega do prémio.

"Liu Xiaobo, condenado em dezembro de 2009 a 11 anos de prisão por "actividades subversivas", foi distinguido pelo Comité Nobel norueguês "pela sua longa e não violenta luta pelos direitos fundamentais na China". (...)
A vigilância policial era hoje especialmente apertada nas imediações da casa de Liu Xiaobo, onde a sua mulher, Liu Xia, está retida desde que o Comité Nobel norueguês anunciou a atribuição do Prémio da Paz ao marido, há dois meses.
A imprensa oficial chinesa acentuou hoje as criticas ao Comité Nobel norueguês, mas omitindo as últimas declarações do presidente da instituição, Thorbjoern Jagland, que rejeitou que o Prémio da Paz 2010 seja considerado um ataque à China.
"Não é um prémio contra a China. É um prémio que homenageia pessoas na China (...) Em larga medida, o futuro do mundo está nas mãos deste grande país", disse Jagland.(...)" 

Foto: VisitOslo.com

A emissão da CNN foi bloqueada na China e milhões de pessoas ficaram sem acesso aos sites daquela estação a fim de evitar a visualização da cerimónia e diminuir o impacto da ausência de Liu Xiaobo em Oslo. 
Os noruegueses, por sua vez, à tarde iniciaram uma vigília em honra de Xiaobo no centro da cidade.
De salientar que Xiaobo continua ainda hoje a ser considerado pelo governo chinês um terrorista, assim como o Dalai Lama, também ele premiado com o Nobel da Paz. Hoje no Facebook pude ler estas suas palavras:


"Today, the values of democracy, open society, respect for human rights, and equality are becoming recognized all over the world as universal values. To my mind there is an intimate connection between democratic values, such as transparency, the rule of law and freedom of information, and the fundamental values of human goodness."
Dalai Lama

Dia Mundial dos Direitos Humanos


"A Casa Branca defendeu hoje que o Prémio Nobel da Paz deste ano, o dissidente chinês Liu Xiaobo, devia poder receber em pessoa o galardão na cerimónia a realizar na sexta-feira em Oslo, Noruega. Na ronda diária com a imprensa, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, indicou que o governo norte-americano estará representado na cerimónia pelo embaixador na Noruega, Barry White.
A cerimónia de entrega do prestigiado prémio será simbólica, uma vez que o dissidente chinês e ex-professor Liu Xiaobo não estará presente, bem como nenhum dos seus familiares, incluindo a sua mulher Liu Xia, atualmente em prisão domiciliária."

Washington, 09 dez (Lusa)

Que vergonha! Esta é a má notícia que vem ensombrar o Dia Mundial dos Direitos Humanos.

domingo, 13 de dezembro de 2009

A vida de Haminetu Haidar pode estar por um fio




Há 29 dias em greve da fome, tomando apenas água com açúcar, a saúde da militante sarauhi parece estar a entrar numa fase de danos irreversíveis, que podem custar-lhe a vida.

Presa a 13 de Novembro no aeroporto no de El Aaiun, capital do Sahara Ocidental, quando descia do avião proveniente das Canárias, encontra-se em Lanzarote, onde tem recebido algumas personalidades que fizeram questão de cumprimentá-la e manifestar-lhe o seu apoio, como José Saramago, Miguel Portas, João Ferreira (do PCP), Duarte Cordeiro, secretário-geral da JS e Deputado à Assembleia da República, Pedro Vaz, vice-presidente da JS e Pedro Delgado Alves, vice-presidente da ECOSY – Young European Socialists, que levaram uma carta da Deputada Socialista Europeia Ana Gomes. Também António Guterres pediu a intervenção das Nações Unidas neste caso.

Aqui ao lado, na Espanha, personalidades da vida artística e intelectuais como Pilar Bardem, Pedro Almodóvar, Juan Diego Botto, Javier Bardem, Penélope Cruz, Alberto San Juan, Ignacio Ramonet, Carlos Taibo e Fernando Sánchez Drago apelaram para a que o Rei Juan Carlos intervenha para salvar a vida da activista sarauhi.

Haidar escreveu uma carta aos filhos a dizer que os ama muito, que mais parece uma despedida. Os médicos que a acompanham restringiram as visitas em virtude da sua extrema fragilidade.

A Amnistia Internacional já apelou para o governo de Marrocos, aparentemente sem sucesso.


Quem é Haminetu Haidar

"Em 1987, com 21 anos de idade, Aminetu Haidar foi um dos 700 manifestantes detidos por participar numa manifestação pacífica em que se reclamava o referendo de autodeterminação. A activista foi dada como “desaparecida”, não tendo sido apresentada a tribunal nem confirmada como presa, permanecendo durante quatro anos em centros secretos de detenção onde, juntamente com outras 17 mulheres saharauis, foi sujeita a diversas formas de tortura. Após ter sido libertada, em 2005, a policía marroquina deteve-a e espancou-a após a sua participação numa manifestação pacífica. Foi libertada 7 meses depois, graças à pressão internacional de organizações como a Amnistia Internacional e o Parlamento Europeu.
Desde então, Aminetu Haidar tem percorrido o mundo denunciando a ocupação militar marroquina e defendendo o direito do seu povo à autodeterminação.

Aminetu nasceu em 1967 em El Aaiún, Sahara Ocidental. É mãe de dois filhos e tem um bacharelato em literatura moderna. Foi galardoada com o Prémio de Direitos Humanos Robert F. Kennedy 2008, o 2007 Silver Rose Award (Áustria), e o Prémio de Direitos Humanos 2006 Juan María Bandrés (Espanha). Foi nomeada pelo Parlamento Europeu para o Prémio de Direitos Humanos Andrei Sakarov. A Amnistia Internacional (EUA) apresentou a sua candidatura ao Prémio Fondo Ginetta Sagan, tendo sido igualmente nomeada para o Prémio Nobel da Paz."


Fonte: Associação de Amizade Portugal – Sahara Ocidental


Imagens: Haminetu Haidar: antes e depois da greve da fome e com José Saramago.

Post actualizado às 20:25 do dia 14 de Dezembro:

"O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Angel Moratinos, aconselhou a activista sarauí Aminatu Haidar a abandonar a greve de fome que mantém desde 16 de Novembro e a prosseguir de outra forma a luta pela sua causa “justa e legítima”.

Ler a notícia completa no Público.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

61 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem



«On December 10, 1948 the General Assembly of the United Nations adopted and proclaimed the Universal Declaration of Human Rights.

Following this historic act the Assembly called upon all Member countries to publicize the text of the Declaration and "to cause it to be disseminated, displayed, read and expounded principally in schools and other educational institutions, without distinction based on the political status of countries or territories."»


Na imagem vemos Eleanor Roosevelt com a versão espanhola da "Universal Declaration of Human Rights", ratificada em 10 de Dezembro de 1948 no Palais de Chaillot em Paris pela Assembleia Geral das Nações Unidas.