Continua a fazer sentido a defesa dos ideais republicanos. A República portuguesa faz hoje, dia 5 de Outubro, 107 anos e, felizmente, o feriado nacional foi reposto. É uma questão de História e de valores. E sobretudo de respeito pela memória de um povo.
É importante manter este feriado, tal como o do dia 1 de Dezembro, em que uns bravos restauraram a independência nacional face ao domínio espanhol.
Infelizmente, Castela, até hoje, em 2017, ainda não perdeu as tendências de domínio ibérico a todo o custo, nem que para isso tenha de usar a força. São tristes os conflitos na Espanha e oxalá não se repita uma guerra civil de má memória. Se a Catalunha decretar a independência, isso pode transformar-se num rastilho para outras províncias, como o País Basco ou a Galiza.
Não concordo nada com alguns comentadores portugueses que tenho ouvido nos media, como por exemplo o historiador Jaime Nogueira Pinto, que defende que a posição deve tomar deve ser aquela que for mais vantajosa para Portugal. Portugal recuperou a sua independência em 1640; tem mantido desde então a sua soberania. Se pensássemos apenas em termos de vantagens, talvez fosse vantajoso que fizéssemos parte de uma espécie de União Ibérica, assim tipo um grande país.
Mas é isso que queremos? Não seria isso andarmos para trás uns séculos?
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quinta-feira, 5 de outubro de 2017
quarta-feira, 11 de março de 2015
Outra boa surpresa do mundo árabe
Ainda a respeito de surpresas provenientes do mundo árabe, não poderia deixar de assinalar esta atitude de mais uma mulher corajosa. Enfim alguma coisa parece estar a mudar no que diz respeito ao domínio dos homens mais conservadores sobre as mulheres.
Sem dúvida só as mais instruídas conseguem ter a coragem e a assertividade necessárias para enfrentar as atitudes de prepotência, arrogância a autoritarismo tradicionais de muitos homens do mundo árabe, particularmente os mais religiosos, conservadores e retrógrados. Este foi um sheik sunita...
Rima Karaki, jornalista libanesa é um exemplo a seguir. Veja aqui.
domingo, 9 de novembro de 2014
25º aniversário da queda do muro de Berlim
"O Muro de Berlim era uma barreira física construída pela República Democrática Alemã durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental." (Wikipédia)
A 9 de novembro de 1989 esta estrutura foi derrubada, ante o regozijo de milhares de berlinenses dos dois lados. O que dela resta é uma herança simbólica da Guerra Fria, da separação Leste-Oeste, não só dentro da Alemanha, mas por todo o mundo, para onde foram exportadas dezenas de fragmentos.
Estimulada pela Perestroyka de Gorbachov, a Europa de Leste viria a conhecer uma nova era de liberdade; e a queda do muro simbolizou a destruição da "cortina de ferro" sob a qual os países do leste tinham vivido, com a cidade de Berlim aprisionada por um muro desde 1961, ano da sua construção.
Uma aurora de esperança nascia com o seu derrube, há 25 anos.
Hoje o troço do muro que está preservado foi transformado em galeria de arte a céu aberto, com centenas de graffiti que retratam a opressão, o racismo, as prisões, a censura, mas também a liberdade, a mudança e a esperança.
Em 2000, de visita a Berlim, senti que a capacidade criativa e regeneradora dos povos e das gentes que confluem na capital alemã fizeram do muro de Berlim um Museu vivo e em constante evolução. Ele constitui um testemunho histórico importantíssimo para a memória dos seus antigos habitantes, mas também promove uma aprendizagem sobre o passado, junto das gerações de jovens que nasceram após a sua queda.
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| Porta de Brandenburgo |
Os 16 km originalmente ocupados pelo muro em Berlim, estão durante este fim de semana reconstituídos através de uma fileira de balões luminosos para comemorar este aniversário.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Aniversário da Revolução Francesa
A tomada da Bastilha ocorreu a 14 de Julho de 1789. Convém assinalar o aniversário da Revolução Francesa, sobretudo em tempos como estes, em que os seus valores fundamentais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade às vezes parecem envoltos num véu de esquecimento.
Eles foram referências inspiradoras para a Revolução Republicana que viria a ocorrer em Portugal em 1910.
Eles foram referências inspiradoras para a Revolução Republicana que viria a ocorrer em Portugal em 1910.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Votar nas Europeias
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| (foto: cortesia da Carmela) |
Ao aproximar das eleições europeias, ouvimos muitas vozes dizendo que não vão votar, que não sabem em quem votar ou, pior, que acham que estas eleições não servem para nada.
Sistematicamente estas eleições registam uma taxa enorme de abstenção.
Menospreza-se à boca cheia a importância das decisões tomadas em Bruxelas e Estrasburgo pelos representantes dos países membros da UE, que, na realidade, são por nós eleitos.
Cada vez mais aquilo que nos afeta internamente vem das instâncias europeias, que nos governam não só com diretrizes explícitas, mas também com pressões e influências diretas nas medidas assumidas pelos executivos dos países, incluindo o nosso.
Com a escalada recente e exponencial dos grupos de extrema direita na Europa, é mais do que nunca fundamental o voto nas europeias de forma massiva. É necessário que a participação seja mais expressiva do que o habitual, sob pena de deixarmos que a indiferença tome conta de nós. Ela é o pior de todos os males. Não se deve desperdiçar a oportunidade de votar que nos é dada.
Nem sempre foi assim. O voto foi conquistado a partir de muitas lutas e sacrifícios de outros e outras no passado.
Nem sempre foi assim. O voto foi conquistado a partir de muitas lutas e sacrifícios de outros e outras no passado.
Não deixemos que se perca esta importante conquista, ou que o seu significado fique progressivamente esvaziado de conteúdo. Usemos de um direito civilizacional de construção da cidadania nos países europeus. A democracia e a liberdade não são valores garantidos. Eles têm de ser mantidos e cultivados.
Vamos sair de casa e votar nas eleições europeias!
(Filme: cortesia de Maria Alda Silva)
quinta-feira, 1 de maio de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
domingo, 24 de março de 2013
A censura da "primavera árabe"
"A jovem Amina, de 19 anos, acreditou na democracia da Tunísia, depois da "Primavera Árabe" de 2011, e foi condenada à morte pela justiça islâmica por colocar esta foto profana no seu blog.
(A notícia e a foto são do Facebook e já foram retirados no Brasil. Aqui também não tardará a ser retirada. Por isso resolvi reproduzi-la aqui, antes que seja tarde demais. Continuo a pensar que a denúncia é a melhor forma de lutar contra a discriminação das mulheres.)
A frase escrita em árabe significa “meu corpo pertence a mim e não é a fonte da honra de ninguém”, o bastante para ser perseguida pelas autoridades muçulmanas.
O Forum Social Mundial 2013 começará em Túnis na terça-feira, mas a jovem não poderá ir, pois a família internou-a num manicómio para que escapasse da execução da sentença."É esta a liberdade de que se goza nos países onde se diz ter existido uma revolução democrática. Sem liberdade de expressão, sem direitos para as mulheres, com condenações à morte por crimes que não o são, enfim, mais do mesmo no mundo onde os fundamentalismos islâmicos continuam a fazer lei, à revelia do direito internacional e da salvaguarda dos direitos humanos fundamentais.
(A notícia e a foto são do Facebook e já foram retirados no Brasil. Aqui também não tardará a ser retirada. Por isso resolvi reproduzi-la aqui, antes que seja tarde demais. Continuo a pensar que a denúncia é a melhor forma de lutar contra a discriminação das mulheres.)
terça-feira, 19 de junho de 2012
Aung San Suu Kyi recebeu o Nobel em Oslo
(Clique para ampliar)
Convém lembrar que esta ativista dos Direitos Humanos, birmanesa, de 66 anos, esteve sob prisão domiciliária durante décadas por lutar pela Liberdade ; só recentemente pôde ir a Oslo receber o Prémio Nobel da Paz com que foi agraciada em 1991, há 21 anos!!!
A mesma sorte não teve Liu Xiaobo, que continua preso na China e impedido de receber o mesmo prémio, referente a 2009.
Notícia daqui.
Pode ler o discurso de Aung San Suu Kyi em Oslo quando foi receber o prémio Nobel aqui
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Ter filhos: os melhores e os piores países
Pela segunda vez comento o relatório do estudo anual sobre as condições da maternidade em alguns países do mundo. Portugal ocupa um honroso 15º lugar; embora no ano passado estivesse em 14º lugar, em 2012 estava em 19º.
Efetivamente, desde há algumas décadas, sobretudo com a criação do Serviço Nacional de Saúde (que devemos, entre outros, ao Dr. António Arnauld), a mortalidade infantil decresceu enormemente. Com o acesso aos cuidados de saúde primários nos Centros de Saúde da área da residência (dos quais, em teoria, todos os cidadãos devem poder usufruir), monitoriza-se a gravidez, ensina-se a contraceção e acompanha-se o crescimento das famílias.
Embora as taxas de natalidade só se mantenham neste momento à custa das famílias de imigrantes residentes em Portugal, as crianças que nascem dispõem de bons cuidados de neonatologia e as mães podem contar com um acompanhamento com uma razoável eficácia de meios durante o período da gestação.
Também a educação ocupa um papel importante neste ranking, pelo que é expectável que as raparigas portuguesas, antes de serem mães, tenham frequentado a Escola pelo menos até aos 16 anos e sejam portanto alfabetizadas.
Segundo o State of the World's Mothers 2012, a lista está assim ordenada:
1. Noruega
2. Islândia
3. Suécia
4. Nova Zelândia
5. Dinamarca
6. Finlândia
7. Austrália
8. Bélgica
9. Irlanda
10. Holanda
11. Reino Unido
12. Alemanha
13. Eslovénia
14. França
15. Portugal
16. Espanha
17. Estónia
18. Suiça
19. Canadá
20. Grécia
21. Itália
25. EUA
27. Áustria
Nas posições finais surgem países como:
- Afeganistão
- Iémen
- Guiné-Bissau
- Mali
- Eritreia
- Chade
- Sudão
- Sudão do Sul
- República Democrática do Congo
- Níger
O documento de estudo que serve de suporte a este ranking assenta em diversos critérios:
1. as condições imediatas, como a nutrição e o estado de saúde das mães;
2. as condições intermédias, como a facilidade de acesso aos bens alimentares, aos cuidados de saúde materno-infantil e as condições de higiene e de serviços de saúde em geral;
3. as causas subjacentes à maternidade, como as instituições, o enquadramento político e ideológico, a estrutura económica e os recursos humanos, tecnológicos e ambientais.
Não admira pois que a Noruega seja o melhor país para ter filhos e o Níger o pior do mundo. Olhando para as classificações melhores e para as piores, o que se constata, é o de sempre: as melhores condições encontram-se nos países ricos, com predomínio para o Norte da Europa e Oceania e os piores em África. Este continente cheio de assimetrias, tem ainda regiões onde a pobreza e a fome continuam a ser os campeões, aliados de excelência das condições de higiene deficitárias, a doença, a falta de escolaridade e de instituições de apoio em todas estas áreas de intervenção prioritárias.
Notícia aqui.
sábado, 5 de maio de 2012
Guia islâmico para bater na mulher
(Foto e artigo daqui)
"Puxa a tua mulher pelas orelhas e bate-lhe com a mão. Ou com um siwak [espécie de escova de dentes em madeira]." É um dos conselhos de A Gift for Muslim Couple (Prenda para casal muçulmano), guia matrimonial islâmico escrito pelo académico Maulavi Ashraf Ali Thanvi. Disponível em várias lojas muçulmanas online, e até há poucos dias no eBay, o livro esgotou numa livraria canadiana pouco depois de um jornalista do Toronto Sun o ter encontrado à venda.
De acordo com algumas interpretações radicais do Corão, a violência doméstica sobre as mulheres é permitida e até incentivada pela sharia, lei religiosa islâmica. Mas um livro de conselhos maritais é uma novidade.
Tudo depende da forma como os académicos e juristas muçulmanos interpretam o verso 4.34 de uma das 114 suras (espécie de capítulos) do Corão. Nele, afirma-se que quando a mulher provoca problemas maritais, deve ser advertida, afastada da cama e, em última instância, “idribu”. É esta última palavra que gera a polémica. Onde os moderados lêem evitada ou afastada (eles acreditam que Alá condena a violência), os radicais interpretam espancada.
Publicado pela Idara Impex, editora indiana de Nova Deli, o livro sugere que não se bata na cara e não se deixe marcas nas mulheres. A Gift for Muslim Couple tem 160 páginas e destina-se a ajudar a “gerir com sucesso a instituição do casamento”. A noção de “sucesso” é explicada logo no início: “O marido deve tratar a sua mulher com carinho e amor, mesmo que ela tenha tendência a ser por vezes lenta e estúpida.” Se insistir nessa atitude, “pode ser necessário refreá-la à força, e ameaçá-la”. Entre os deveres da mulher citados no livro estão a necessidade de pedir “autorização” ao marido sempre que sai e a obrigação de “se pôr bonita para ele”.Relativamente aos castigos físicos, há algumas regras: não se deve bater na cara ou de forma a deixar marcas no corpo. E a agressão “não deve ser muito violenta”.
Segundo o Daily Mail, o guia tem causado indignação entre os muçulmanos moderados, que protestam contra o “incitamento à violência” que ele contém.Em 2011, o UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) revelou que há mais vítimas femininas de violência doméstica na Turquia do que em qualquer outro país europeu. Um levantamento do próprio Governo turco admite que 41,9% das mulheres são submetidas a violência física e sexual.
Comentem, pois eu, depois de ler isto, já fiquei quase sem palavras... É simplesmente intolerável e nem sequer parece que estamos a falar no século XXI... Não há Allah, Jeová ou qualquer outro deus que possa legitimar semelhante estupidez e violência.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Children of the Rainbow
"40.000 fighting terror with love, care and roses in Oslo"
(by Renny B. Amundsen)
A cidade de Oslo mobilizou-se debaixo de chuva e frio para entoar uma canção infantil como forma de protestar pelo assassinato de 77 pessoas há quase um ano, enquanto decorre o julgamento de Anders Breivik. O homem é um assassino confesso sem qualquer espécie de arrependimento e odeia o multiculturalismo, aquilo que para os 40.000 noruegueses que se manifestaram nesta praça, é um valor de cidadania indissociável da sua democracia inclusiva.
A Pérola de Cultura, desde o trágico acontecimento, solidarizou-se com a dor destes cidadãos e continua a fazê-lo neste momento, esperando uma punição exemplar para o responsável pela morte crua de adultos e crianças inocentes na Noruega.
Foto de Visit Oslo
quarta-feira, 25 de abril de 2012
25 de abril em Portugal e em Itália
O dia 25 de abril é feriado em Portugal e em Itália. Em ambos os países se assinala o dia da liberdade. Poucas pessoas sabem que a queda do Estado Novo (1974) coincidiu com o dia e o mês em que havia caído o fascismo em Itália.
"O “25 Aprile” deu-se em Itália em 1945. Os "partigiani" (guerrilheiros anti-fascistas) e as forças aliadas protagonizaram a libertação da ocupação das tropas nazis, pondo fim à ameaça do fascismo ressurgir no seu panorama político".
Ler mais aqui.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Recordar Martin Luther King
"Yes, if you want to say that I was a drum major. Say that I was a drum major for justice. Say that I was a drum major for peace. I was a drum major for righteousness. And all of the other shallow things will not matter."Martin Luther King
Este é um extrato do seu discurso na Igreja Batista de Ebenezer, a 4 de fevereiro de 1968. No mesmo ano, a 4 de abril, era assassinado em Memphis este homem, que lutou por manter vivo um sonho: o da igualdade de direitos civis para todos os negros.
"Martin Luther King nasceu em Atlanta, a 15 de janeiro de 1929 e foi um pastor protestante e ativista político norte-americano. Destacou-se na defesa direitos civis dos negros, promovendo uma campanha pela liberdade, contra a violência e a segregação racial."(Daqui)
quinta-feira, 29 de março de 2012
Que cena mais estranha
O que estarão a congeminar estas duas "mentes brilhantes"?
Quererá isto significar a reconciliação do Marxismo com a Igreja???
Pode ver aqui os pedidos que Bento XVI deixou aos governantes comunistas em Cuba.
Desiludido ficou o grupo das "Mulheres de Branco", familiares de presos políticos do regime cubano, que esperavam conseguir chegar à fala com Sua Santidade e pedir-lhe que intercedesse junto das autoridades em prol da liberdade...
Pode ver aqui os pedidos que Bento XVI deixou aos governantes comunistas em Cuba.
Desiludido ficou o grupo das "Mulheres de Branco", familiares de presos políticos do regime cubano, que esperavam conseguir chegar à fala com Sua Santidade e pedir-lhe que intercedesse junto das autoridades em prol da liberdade...
terça-feira, 20 de março de 2012
Honduras: prisão para as mulheres que usarem a pílula do dia seguinte
Este caso absurdo pode estar prestes a acontecer. Caso a proposta de lei seja aprovada, as Honduras, um dos países mais pobres do mundo, com paralelo com o Haiti, torna-se num caso único, já que prevê a prisão até 6 anos das mulheres que usarem a pílula do dia seguinte, mesmo em caso de violação.
Temos de impedir este absurdo por todos os meios, a começar por assinar a petição on-line, aqui.
É muito fácil, basta preencher com o endereço de e-mail.
A petição pede ao "Exmo. Sr. Presidente que não criminalize a contracepção" e exige a "rejeição dessa lei extremista e o respeito pelos direitos básicos das mulheres".
É urgente assinar esta petição, pois a lei pode ser aprovada a qualquer momento.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Solidariedade com o Tibete
"No dia 10 de Março comemora-se o levantamento nacional tibetano contra a ocupação chinesa, em 1959, que foi violentamente reprimido. Desde então o povo tibetano sofre, no seu território e perante a passividade da comunidade internacional, um genocídio étnico e cultural, que ameaça de extinção uma das culturas mais antigas e ricas do planeta. O desespero dos tibetanos tem levado nos últimos dias a várias imolações de monges pelo fogo, numa tentativa de despertar as nossas consciências adormecidas e a solidariedade internacional. No Sábado, 10 de Março, terão lugar mais de 80 iniciativas de solidariedade em 30 países. (...) todas as formas de violência, opressão e exploração, sobre os homens, os animais e a Terra, configuram uma mesma injustiça e devem ser denunciadas e combatidas não-violentamente. É fundamental que a sociedade portuguesa se torne mais consciente e activa no que respeita ao exercício de uma cidadania solidária com todas as formas de vida e com o planeta."
(Daqui)A concentração a favor dos direitos humanos no Tibete é promovida pelo Grupo de Apoio ao Tibete. Tem lugar no sábado, dia 10 de março, às 18h, no Chiado. Uma causa a apoiar.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
O apelo de Mikis Theodorakis
"O nosso combate não é apenas o da Grécia, mas aspira a uma Europa livre, independente e democrática. Não acreditem nos vossos governos quando eles alegam que o vosso dinheiro serve para ajudar a Grécia. (…) Os programas de "salvamento da Grécia" apenas ajudam os bancos estrangeiros, precisamente aqueles que, por intermédio dos políticos e dos governos a seu soldo, impuseram o modelo político que conduziu à actual crise.
Não há outra solução senão substituir o actual modelo económico europeu, concebido para gerar dívidas, e voltar a uma política de estímulo da procura e do desenvolvimento, a um proteccionismo dotado de um controlo drástico das Finanças. Se os Estados não se impuserem aos mercados, estes acabarão por engoli-los, juntamente com a democracia e todas as conquistas da civilização europeia. A democracia nasceu em Atenas, quando Sólon anulou as dívidas dos pobres para com os ricos. Não podemos autorizar hoje os bancos a destruir a democracia europeia, a extorquir as somas gigantescas que eles próprios geraram sob a forma de dívidas.
Não vos pedimos para apoiar a nossa luta por solidariedade, nem porque o nosso território foi o berço de Platão e de Aristóteles, de Péricles e de Protágoras, dos conceitos de democracia, de liberdade e da Europa. (…)
Pedimos-vos que o façam no vosso próprio interesse. Se autorizarem hoje o sacrifício das sociedades grega, irlandesa, portuguesa e espanhola no altar da dívida e dos bancos, em breve chegará a vossa vez. Não podeis prosperar no meio das ruínas das sociedades europeias. Quanto a nós, acordámos tarde mas acordámos. Construamos juntos uma Europa nova, uma Europa democrática, próspera, pacífica, digna da sua história, das suas lutas e do seu espírito. Resistamos ao totalitarismo dos mercados que ameaça desmantelar a Europa transformando-a em Terceiro Mundo, que vira os povos europeus uns contra os outros, que destrói o nosso continente, provocando o regresso do fascismo".
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Definitivamente tenho alma helénica
Até no nome, por decisão acertada da minha mãe. Ainda eu estava na sua barriga e já a estética e os nomes gregos a tinham conquistado. Parecia que adivinhava ela que eu me iria apaixonar por um país, uma paisagem, uma cultura, um berço civilizacional.
Está-me a vir ao de cima um sentimento que não sei se é somente de preocupação com a Grécia, ou com todos os países europeus, que, sendo periféricos, se arriscam a desaparecer do mapa por domínio dos mais fortes.
Hoje sinto-me grega. Não sei fazer cocktails Molotov, só fazia o pudim e mal.
Não aprovo violência nem destruição, mas ia à luta, se preciso fosse, em caso de...
Que ao menos deixassem os gregos encontrar o seu caminho, sem lhes retirar a soberania.
E já agora, se não for pedir muito, a nós também.
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