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domingo, 9 de novembro de 2014

25º aniversário da queda do muro de Berlim


"O Muro de Berlim era uma barreira física construída pela República Democrática Alemã durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental." (Wikipédia)



A 9 de novembro de 1989 esta estrutura foi derrubada, ante o regozijo de milhares de berlinenses dos dois lados. O que dela resta é uma herança simbólica da Guerra Fria, da separação Leste-Oeste, não só dentro da Alemanha, mas por todo o mundo, para onde foram exportadas dezenas de fragmentos.
Estimulada pela Perestroyka de Gorbachov, a Europa de Leste viria a conhecer uma nova era de liberdade; e a queda do muro simbolizou a destruição da "cortina de ferro" sob a qual os países do leste tinham vivido, com a cidade de Berlim aprisionada por um muro desde 1961, ano da sua construção. 
Uma aurora de esperança nascia com o seu derrube, há 25 anos.
Hoje o troço do muro que está preservado foi transformado em galeria de arte a céu aberto, com centenas de graffiti que retratam a opressão, o racismo, as prisões, a censura, mas também a liberdade, a mudança e a esperança. 
Em 2000, de visita a Berlim, senti que a capacidade criativa e regeneradora dos povos e das gentes que confluem na capital alemã fizeram do muro de Berlim um Museu vivo e em constante evolução. Ele constitui um testemunho histórico importantíssimo para a memória dos seus antigos habitantes, mas também promove uma aprendizagem sobre o passado, junto das gerações de jovens que nasceram após a sua queda. 


Porta de Brandenburgo
Os 16 km originalmente ocupados pelo muro em Berlim, estão durante este fim de semana reconstituídos através de uma fileira de balões luminosos para comemorar este aniversário. 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Aniversário da Revolução Francesa

A tomada da Bastilha ocorreu a 14 de Julho de 1789. Convém assinalar o aniversário da Revolução Francesa, sobretudo em tempos como estes, em que os seus valores fundamentais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade às vezes parecem envoltos num véu de esquecimento.
Eles foram referências inspiradoras para a Revolução Republicana que viria a ocorrer em Portugal em 1910.

sábado, 7 de junho de 2014

Dia D, 70 anos

Foto: Pérola de Cultura, Normandia, Agosto de 2012

Recordamos hoje o Dia D nas praias do desembarque na Normandia, 70 anos depois. 
No dia 6 de Junho de 1944 deu-se o princípio do fim do nazismo.
Hoje na Normandia, mais propriamente na praia de Arronches-les-bains, juntaram-se muitas personalidades dos países envolvidos e também antigos combatentes que participaram na operação, uma das mais bem planeadas e inteligentes das forças aliadas. 
Muitos meses e muitos mortos depois era assinalado o fim da II Guerra Mundial, uma das mais mortíferas, sangrentas e cruéis que a História já conheceu.
Pela componente racista e paranóide dessa guerra, que permitiu o extermínio de milhões de seres humanos, hoje mais do que nunca, é preciso ler precocemente os sinais e evitar a todo o custo que estas memórias se apaguem. Para que o mundo nunca mais assista nem suporte algo de semelhante.

domingo, 1 de dezembro de 2013

A Independência e a Restauração - texto de Carmela


Este senhor, que dá pelo nome de Miguel de Vasconcelos e a quem de nada valeu esconder-se num armário, acabou de ser defenestrado. Foi assim que se fez a Restauração e se proclamou a independência. Dantes era feriado, agora já não é - a independência anda pelas ruas da amargura e a restauração tem o IVA a 23%, salvo erro e, salvo erro, com tendência para subir; os vasconcelos é que não tendem a descer e as conjuras perdem-se inter-conjurados, com golpes palacianos em que se arrecadam as pratas, em vez de as atirarem pela janela. 

1º de Dezembro, apesar de já não ser feriado

Convém não deixar que nos apaguem as memórias de um país que sempre lutou pela sua independência.

Ver texto e imagem daqui

terça-feira, 21 de maio de 2013

Eurovisão - Dinamarca porque sim


Palavra que gostei mesmo. A canção era muito bonita. Foi aquela que preferimos logo desde o início. 
E que a Alemanha tenha evocado razões políticas para não ganhar, não me importa nada; aliás nem acredito. Além da supremacia económica e política, também estava com pretensões ao troféu da Eurovisão. Nada como um país periférico como a Dinamarca para fazer engolir as peneiras aos habituais grandes Alemanha, Rússia, etc.
É verdade: não basta um par de pernas (e outros "pares" avantajados) de uma cantora com aspeto de lutadora na lama como a Cascada para ganhar a Eurovisão, desde que os votantes tenham ouvidos. 
Prefiro as sonoridades das flautas que evocam mesmo florestas; e prefiro cantoras com aspeto de fadas; as fadas têm cabelos louros naturais, andam descalças e usam vestidos esvoaçantes. A Emmelie evocou tudo isso, além de cantar bem. E depois, vinha de um país da minha simpatia: a terra de Kierkegaard, de Andersen, da pequena sereia. Para já não falar da Lego e da Carlsberg...
Por todas as razões fiquei contente de não ser a Alemanha a levar a bicicleta e sim a Dinamarca. 
Ah, e já agora, gosto mesmo da canção, dos tambores, das flautas, do visual e dos recursos cénicos. Despojado, belo e simples. 

domingo, 17 de junho de 2012

Grécia, uma canção de amor



Simbólica a posição das bandeiras, não é?...



Pela Grécia



Neste dia de eleições legislativas na Grécia, aquilo que espero e desejo do fundo do coração é que este país encontre o seu caminho de salvação, junto do resto da Europa e não longe dela, já que foi o seu berço político e cultural. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Fernando Pessoa em chinês


Fernando Pessoa é universal e é do conhecimento geral que se encontra traduzido em várias línguas.
Em língua chinesa a primeira versão feita de uma obra de Pessoa, foi de “A Mensagem”, embora não completa.
O tradutor foi o macaense Luís Gonzaga Gomes (11-07-1907/20-03-1976), que, de entre outros, foi aluno de Camilo Pessanha. Durante os seus estudos liceais foi colaborador do jornal estudantil “A Academia”, que lhe proporcionou a oportunidade de conhecer alguns escritores portugueses.
Exerceu vários e diversificados cargos, além de tradutor, pelo que tinha um profundo conhecimento da língua chinesa. Autor de vasta bibliografia, a tradução parcial de “A Mensagem” (os poemas na íntegra são poucos), destinou-se a uma edição comemorativa do 24º aniversário da morte do poeta e destinava-se à divulgação aos alunos do Liceu onde na altura lecionava.
Posteriormente, por altura do quinquagésimo aniversário da morte de Fernando Pessoa, e com o patrocínio do Instituto Cultural de Macau, foi publicada a “Antologia Poética de Fernando Pessoa”, resultado da colaboração do Dr. Jin Guo Ping com o do Dr. Gonçalo Xavier (na altura estudante macaense na Universidade de Pequim), e a versão integral de “A Mensagem” em chinês, de autoria de Jin Guo Ping (Lic. em português pela Universidade de, Estudos Estrangeiros de Pequim; bolseiro da Gulbenkian e do Instituto Cultural de Macau; tradutor e autor de vários temas de Literatura portuguesa.
A abertura de Pessoa ao povo chinês iniciou-se, na verdade, com o trabalho pioneiro de Luís Gonzaga Gomes, mas, o movimento pró Pessoa tem tido um grande desenvolvimento nos últimos anos. As edições bilingues na china têm tido grande sucesso e a genial criação dos heterónimos tem sido motivo de grande interesse por parte dos chineses.
Além destas obras o Instituto Cultural de Macau lançou em junho de 1988, uma “Antologia de Fernando Pessoa”, edição bilingue de autoria de Zhang Weimin.

FERNANDO PESSOA 
POEMAS TRADUZIDOS PARA O CHINÊS


AUTOPSICOGRAFIA


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

28.02.1929




Fontes:
-Comunicação do Dr. Jin Guo Ping ao III Congresso Internacional de Estudos Pessoanos - Universidade de S. Paulo 1988, publicada no Número Especial da “Revista Cultura”, edição do ICM, Dedicado à Memória Portuguesa na Índia.
-Wikipédia.
Tita Fan

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Memórias de Auschwitz


Photo/Fot. Paweł Sawicki 
"The 70th anniversary of the mutiny and escape of prisoners from penal company in Auschwitz II-Birkenau (10 June 2012). August Kowalczyk, the last living participant of the escape was an honorary guest of the ceremony. He gave his testimony and commemorated the victims of the camp at the site of the escape. 
The Museum is a state institution, reporting directly to the Polish Minister of Culture and National Heritage. On December 31, 2008, there were 253 people employed at the Museum. This number does not include approximately 230 rigorously trained guides, who work in 15 languages. The International Center for Education about Auschwitz and the Holocaust has been operating at the Museum for several years."


Para que a memória nunca nos falte, é útil de vez em quando reavivar as mentes sobre aquele que foi talvez um dos maiores genocídios da História da Humanidade: o Holocausto nazi. 
Auschwitz é um dos lugares de memória, na Polónia, que já foi vandalizado mais de uma vez. 
Não podemos deixar que sejam destruídos lugares como este, pois o objetivo é obviamente destruir provas onde as memórias do terror nazi estão justamente mais vivas. Hoje é um Museu, a preservar e apoiar.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Jubileu de Diamante de Isabel II, festa em Londres


*Londres, rio Tamisa


Os britânicos parecem levar muito a sério esta coisa da monarquia. Faz 60 anos que a rainha Isabel II está no trono e os festejos em Londres encheram as televisões do mundo. 
Esta comemoração, a par dos Jogos Olímpicos, é um dos acontecimentos importantes do ano em Inglaterra, tendo justificado quatro dias de feriado. 
Uma barcaça real, que transportava a monarca e alguns familiares, encabeçou um desfile no rio Tamisa com mais de mil embarcações. Decorada com mais de 10000 flores dos jardins reais, a barcaça "Spirit of Chartwell" desfilou ao longo de 11 km do Tamisa até Tower Bridge, o que demorou duas horas.
Algumas das outras embarcações transportavam os filhos mais novos e vários dos netos da rainha; e até havia barcos da Holanda no desfile. 
As televisões registaram a presença de cidadãos do Canadá, um dos países pertencentes à Commonwealth.
O milhão de cidadãos postados nas margens do rio, nas pontes e nas varandas dos edifícios, mesmo debaixo de chuva, dão a dimensão de quanto esta monarca, umas das mais idosas do mundo (86 anos), é popular entre os ingleses.
Esta regata foi a maior no Reino Unido desde há 350 anos. Em 1662 Carlos II casou-se com a portuguesa Catarina de Bragança o que deu lugar a uma regata deste tipo.
Contudo, não podemos esquecer, que esta pompa, preparada  desde há dois anos, custou à Coroa britânica cerca de 13 milhões de euros, dos quais uma parte sairá dos cofres do Estado.






* Fotos de (c) Getty Images via Caras

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Carta de Alexis Tsipras a Durão Barroso

10 de Maio de 2012
Caro Sr. Presidente,
Envio esta carta depois de devolver o mandato exploratório que o presidente da República Helénica me deu para tentar formar um governo que conseguisse a maioria no Parlamento, de acordo com a nossa Constituição. Esta carta segue a de 21 de Fevereiro.
O voto do povo grego no domingo, dia 6, retira legitimidade política ao Memorando da Troika (MoU/MEFP), que foi co-assinado pelo anterior governo de Lucas Papademos e os dois partidos políticos que constituíram uma maioria parlamentar para esse governo. Esses dois partidos registaram perdas, aproximadamente 3,5 milhões de votos e 33,5 por cento da votação total.
De notar que, antes disso, o Memorando da Troika já perdera a legitimidade em termos de efectividade económica. Não apenas porque o Memorando falhou nos seus próprios objectivos. Falhou igualmente em resolver os desequilíbrios estruturais da economia grega e agudizou as desigualdades sociais. Durante os últimos anos, Syriza tem alertado para essas falhas endógenas. As nossas propostas para reformas concretas foram ignoradas por todos os governos com os quais a União Europeia colaborou intimamente.
De notar ainda que por causa do Memorando da Troika a Grécia é o único país europeu em tempo de paz que até 2012 viveu cinco anos consecutivos de recessão. Além disso, falhou em assegurar com credibilidade a sustentabilidade da crescente percentagem de dívida pública grega em relação ao PIB. A austeridade não pode ser a cura para a recessão. É imperativa e socialmente justa, no imediato, uma inversão dos caminhos da nossa economia.
Necessitamos urgentemente de assegurar a estabilidade económica e social no nosso país. Com este objectivo temos que tomar todas as medidas necessárias para reverter a austeridade e a recessão. Porque, além de carecer de legitimidade democrática a aplicação deste programa de "desvalorização interna" está a dirigir a nossa economia para um caminho catastrófico, o qual anulará, ao mesmo tempo, todos os pré-requisitos para a recuperação. A desvalorização interna provocou uma crise humanitária.
Além disso, necessitamos de reexaminar globalmente a estratégia actual na perspectiva de saber se representa uma ameaça para a coesão e a estabilidade social da Grécia e de toda a Zona Euro.
O futuro comum dos povos da Europa está a ser ameaçado por estas escolhas catastróficas e, por isso, a solução está a um nível Europeu.
Com os melhores cumprimentos,
Alexis Tsipras*
(Daqui)  
*Alexis Tsipras, líder da coligação Syriza. 

Resolvi transcrever esta carta só porque sim, para ser do contra. Há alturas em que me apetece ser contra a corrente. E neste caso fartei-me de assistir boquiaberta ao chorrilho de nomes e rótulos que colocaram a esta figura de um político grego, de 37 anos, engenheiro civil e pai de filhos. Desde radical, a extremista, passando por inconsciente, irresponsável, kamikase e suicida, de tudo vi e li. Repito, boquiaberta.
Tendo em conta que ainda não decidi fechar este Blogue, acho que me assiste o direito de discordar dessa torrente de insultos e dar o benefício da dúvida a quem escreve com correção e fala civilizadamente e com elegância. Não me importo que simpatize com o Panathinaikos e goste de andar de bicicleta como qualquer cidadão normal. Não tem cara, modos ou escrita de um perigoso extremista. E o facto de ser um rapazola, não constitui, pelo que se vê atualmente, óbice algum para ser primeiro-ministro. Ou constitui? 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ter filhos: os melhores e os piores países



Pela segunda vez comento o relatório do estudo anual sobre as condições da maternidade em alguns países do mundo. Portugal ocupa um honroso 15º lugar; embora no ano passado estivesse em 14º lugar, em 2012 estava em 19º. 
Efetivamente, desde há algumas décadas, sobretudo com a criação do Serviço Nacional de Saúde (que devemos, entre outros, ao Dr. António Arnauld), a mortalidade infantil decresceu enormemente. Com o acesso aos cuidados de saúde primários nos Centros de Saúde da área da residência (dos quais, em teoria, todos os cidadãos devem poder usufruir), monitoriza-se a gravidez, ensina-se a contraceção e acompanha-se o crescimento das famílias.


Embora as taxas de natalidade só se mantenham neste momento à custa das famílias de imigrantes residentes em Portugal, as crianças que nascem dispõem de bons cuidados de neonatologia e as mães podem contar com um acompanhamento com uma razoável eficácia de meios durante o período da gestação.


Também a educação ocupa um papel importante neste ranking, pelo que é expectável que as raparigas portuguesas, antes de serem mães, tenham frequentado a Escola pelo menos até aos 16 anos e sejam portanto alfabetizadas. 

Segundo o State of the World's Mothers 2012, a lista está assim ordenada:


1. Noruega 
2. Islândia
3. Suécia
4. Nova Zelândia
5. Dinamarca
6. Finlândia
7. Austrália
8. Bélgica
9. Irlanda
10. Holanda
11. Reino Unido
12. Alemanha
13. Eslovénia
14. França
15. Portugal
16. Espanha
17. Estónia
18. Suiça
19. Canadá
20. Grécia
21. Itália
25. EUA
27. Áustria


Nas posições finais surgem países como:
- Afeganistão
- Iémen
- Guiné-Bissau
- Mali
- Eritreia
- Chade
- Sudão
- Sudão do Sul 
- República Democrática do Congo 
- Níger


O documento de estudo que serve de suporte a este ranking assenta em diversos critérios: 
1. as condições imediatas, como a nutrição e o estado de saúde das mães; 
2. as condições intermédias, como a facilidade de acesso aos bens alimentares, aos cuidados de saúde materno-infantil e as condições de higiene e de serviços de saúde em geral;
3. as causas subjacentes à maternidade, como as instituições, o enquadramento político e ideológico, a estrutura económica e os recursos humanos, tecnológicos e ambientais.


Não admira pois que a Noruega seja o melhor país para ter filhos e o Níger o pior do mundo. Olhando para as classificações melhores e para as piores, o que se constata, é o de sempre: as melhores condições encontram-se nos países ricos, com predomínio para o Norte da Europa e Oceania e os piores em África. Este continente cheio de assimetrias, tem ainda regiões onde a pobreza e a fome continuam a ser os campeões, aliados de excelência das condições de higiene deficitárias, a doença, a falta de escolaridade e de instituições de apoio em todas estas áreas de intervenção prioritárias.


Notícia aqui.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Que vive la France! 2

"La liberté guidant le peuple" - Eugène Delacroix - Louvre

Aos valores da Revolução Francesa - Liberdade, Igualdade e Fraternidade - o vencedor das eleições em França, François Hollande, veio hoje no seu discurso afirmar ainda outras bandeiras que, esperemos, sejam para para pôr em prática: Solidariedade, Dignidade, Igualdade de Género, Justiça e Educação, afirmando ainda que os problemas da Juventude são uma das suas prioridades.

O Partido rosa teve quase 52% dos votos, apenas mais (cerca de) 4% do que Sarkozy e afirma-se presidente de todos os franceses. A "unidade na diversidade" é uma das suas palavras de ordem, fazendo lembrar alguns dos chavões utilizados por Mário Soares, ao afirmar o pluralismo.

Este ex-assessor de François Miterrand e ex-marido de Segolène Royale, é formado em Direito e Ciência Política e traz de novo o socialismo democrático para a França, 17 anos depois. Espero que Hollande não me desiluda muito, como fizeram Sócrates e Zapatero abaixo dos Pirinéus. E, já agora, que não ajude a França a tornar-se uma nova Grécia e a mandar ao fundo a Europa toda.

Daqui a algum tempo começaremos a perceber a nova correlação de forças na Europa, depois desta eleição e do novo mosaico parlamentar - complicadíssimo - da Grécia, onde vão sentar-se deputados de extrema-direita pró-nazi, o que é francamente assustador, e, para mim, inédito. Felizmente Marine Le Pen não conseguiu passar à segunda volta nas presidenciais francesas...

A melhor notícia da noite foi a impossibilidade de continuar a perpetuar-se a "santa aliança" Merkel-Sarkozy. Oxalá este novo presidente não venha a tornar-se um novo lacaio da "Frau-Chancelerina". Sempre lhe achei um aspeto de dona-de-casa da RDA, com a mania de mandar cortar rente a relva daquilo que ela pensa ser  o perímetro do seu quintal.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Que vive la France!



Gosto da França. E não só por ser o país de um dos meus antepassados. 
Lembro-me bem das lições de francês na cozinha da casa grande, onde menina descobri, pela mão da minha mãe, as delícias de aprender uma língua estrangeira, "a língua do avôzinho". Depois foram as canções e os artistas da música de intervenção francesa. E mais tarde os poetas e os filósofos. O cinema francês, ainda e sempre. 
Embora hoje se esteja a perder essa tradição em Portugal, ainda sinto grande afinidade com a cultura francófona. Por todas estas razões e mais outras, tão ou mais subjetivas, gostaria que as eleições na França realizassem efetivamente os desígnios teóricos da sua revolução. 
Bisou, "mana" Catherine!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O papel dos Blogues culturais

Foto: Renny B. Amundsen - Hunting Easter bunny eggs

O papel dos Blogues culturais não é reconhecido em todos os países da mesma forma. 
Já aqui falei do caso da Noruega, onde, em agosto de 2010, me juntei com um grupo de Bloggers de vários países do mundo, no Oslo Blog Gathering, acontecimento que considerei muito enriquecedor. Éramos cerca de 20 pessoas, de 10 países, o que só por si, é uma grande experiência de partilha, comunicação e conjugação de esforços para um objetivo comum.
Fomos gentilmente recebidos na Câmara Minicipal de Oslo por Sua Exc.ª o Mayor Fabian Stang, em reconhecimento daquilo que pessoas como nós fazem pela divulgação da Cultura dos nossos países no mundo, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento da Cidadania e da aproximação entre os povos. Enfim, tudo aquilo que Anders Breivik deploraria. 

O grupo de bloggers no Parque Gustav Vigeland, em Oslo-2010


Eu, Luís Diferr, Renny Amundsen, Diane, Tor Aabö, Maribel Sanchez, Li Kruse, Claudie, Saskia William e muitos outros, teríamos a nossa sentença de morte assegurada, por difundir Cultura, História, Artes, costumes e tradições dos nossos países na blogosfera, envolvidos em valores de tolerância, partilha, inclusão e amizade entre os povos. 
Mas tudo bem, o tipo está preso e espero que por lá continue durante, pelo menos os 21 anos da pena prevista, naquele que para mim é dos países mais tolerantes e com uma democracia mais direta na Europa.


(falado em norueguês; até ao minuto 6:40)


Recentemente Renny Amundsen, do Blogue Terella, e anfitrião do Oslo Blog Gathering de 2010, foi convidado para ir à TV norueguesa, exatamente para explicar o que faz no seu Blogue em prol da divulgação das tradições, dos costumes, da gastronomia, da História e da Cultura do seu país. O programa chama-se "Postal da Noruega" e versa sobre temas que vão da música a outros eventos culturais. 
Renny explicou uma das tradições mais antigas da Noruega: na semana passada, como é habitual, as famílias juntaram-se para organizar "caçadas" aos ovos da Páscoa, que previamente esconderam entre as árvores da floresta, ainda nevada, mas já com Sol.    
Segundo uma antiga lenda da mitologia nórdica, era uma lebre que trazia uma cesta com os ovos, cheios de presentes e guloseimas, escondendo-os na floresta durante a noite. Na manhã da Páscoa, as crianças e os adultos, pesquisavam por entre as folhas e os arbustos, esses tesouros reluzentes deixados pela lebre, que era uma espécie de "emissária" da deusa da Primavera, que assinalava assim a renovação da Natureza. O coelho teria sido o animal escolhido pela deusa por ser extremamente fértil e essa ideia estar associada à Primavera. 


Foto: Renny B. Amundsen - Hunting Easter bunny eggs 2


Ainda hoje muitas famílias se divertem com esta tradição, construindo com antecedência as mais belas caixinhas em forma de ovos, que ao abrir-se, deixam entrever belos presentes, chocolates, rebuçados, moedas e outros mimos. Ao mesmo tempo, o passeio fora de portas marca o fim do Inverno e o regresso às atividades da vida ao ar livre, como por exemplo, os piqueniques na floresta, coisa muito apreciada pelos noruegueses, dado que os rigores do clima os obrigam a vários meses de muito agasalho e pouco tempo de permanência na rua.


Leiam aqui o post do Renny, no seu Blogue Terella:
HUNTING EASTER BUNNY EGGS OUTDOORS IN NORWAY

quarta-feira, 16 de março de 2011

Itália comemora 150 anos como país unificado


No dia 17 de Março, comemora-se os 150 anos da unificação italiana. Ver toda a história aqui.
As comemorações também vão ter lugar em Portugal, conforme nos dá a conhecer a Associazione Culturale Luís de Camões.


Várias são as iniciativas que vão ter lugar em Portugal para celebrar esta data; conferências e projecções de filmes no Istituto Italiano di Cultura in Portogallo e na Faculdade de Letras de Lisboa são algumas delas. Com fui aluna nas duas instituições e só tenho a dizer bem de ambas, recomendo vivamente que consulte estes programas, sobretudo se se interessar pela História Europeia Contemporânea.