domingo, 3 de março de 2013

Marés de Lisboa









Fotos na manifestação de 2 de março (c) Luís Diferr

Quem quiser apoucar e dizer que foi irrelevante ou que não serve para nada, deixem lá: as câmaras de televisão não mentem. No Terreiro do Paço até havia uma dessas telecomandadas, que parecia um ovni, qualquer coisa high-tec, com luzes, pilotada à distância a medir ou contar, a infra-vermelhos, ou coiso e tal, modernices inventadas pela engenharia. Não sei números, nem faço questão de saber. Estive lá, da Fontes Pereira de Melo, onde me integrei na maré da Educação, logo atrás o Sindicato dos Músicos e a seguir a animadíssima maré da Saúde. Pouco passava das três da tarde e às sete ainda a cauda da manifestação não tinha conseguido entrar no Terreiro do Paço. Faça as contas quem souber, eu por mim não tenho quaisquer dúvidas de que foi das maiores manifestações de sempre em Portugal e sem organização institucional/sindical, note-se. Muitos milhares de idosos, a deslocarem-se com sacrifício por alguns km, jovens que já nasceram depois da revolução de abril... o que significa isto? Que tire as devidas ilações quem quiser. 
Do meu ponto de vista o governo deve ir para casa, não tem (MESMO) apoio popular. Não vale a pena continuar a querer tapar o sol com a peneira. 

1 comentário:

  1. Eu ia atrás da banda (sempre me dava música), foi por isso que não te vi!...

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