segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Os Miseráveis


Para os amantes da História, aqui está uma excelente metáfora dos dias conturbados pós-Revolução Francesa. 
Jean Valjean, entre a tortura dos trabalhos forçados e as constantes fugas do seu inimigo de longa data Javert, encontra a ternura de uma menina, órfã de uma antiga empregada sua, dos tempos de anonimato, cuja candura o faz mudar para sempre. 
Por dentro do sobrevivente aventureiro existe a ternura de um pai, um amigo e companheiro de lutas, que fica inesquecível na memória de todos os que tenham lido este épico maravilhoso de Victor Hugo. 
Têm sido muitas as adaptações ao cinema e mais recentemente ao teatro musical, de cuja peça nasceu esta última produção. 
Desde 1958, com Jean Gabin, até 2000 com Gérard Depardieu e John Malkovitch, passando pela criação de Claude Lélouch com Jean-Paul Belmondo em 1995, e uma outra com Liam Neeson, Geoffrey Rush, Uma Thurman e Clare Danes em 1998, o público cinéfilo tem vindo a apreciar as várias versões de "Os Miseráveis". 
Esta última, nomeada para vários Óscares, encantou-me, não só pela excelência das reconstituições, como também pelas metáforas, belíssimas, da Revolução. 
A cena final evoca claramente "A Liberdade guiando o Povo" de Delacroix, enquanto a primeira cena nos remete para filmes como o "Ben-Hur" ou "Quo Vadis", pelos planos e pelas cenografias esplendorosas.
Mas a verdadeira e melhor surpresa são atores como Russell Crowe ou Hugh Jackman a cantarem mesmo bem e sem dobragem. 
Anne Hathaway é comovedora pela forma convincente como canta. 
E claro, a bela e dotada Amanda Syfried, que desde "Mamma Mia", cada vez canta melhor. 
Vale a pena ver este filme, do mesmo produtor de "O Fantasma da Ópera" e do realizador de "O Discurso do Rei", Tom Hooper
Três horas de pura excelência e encanto.  


2 comentários:

  1. E esta versão, hein?! :-)

    http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/2013/01/miseria-e-miseraveis.html

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    1. Eh eh eh! Excelente, como sempre, o Kaos!
      Obrigada, Ana.
      Um beijo.

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