terça-feira, 10 de junho de 2014

Contrastes

Alguém dizia que a vida está cheia de contrastes e matizes e nos fascina por todas as partes que encerra.
A mim fascina-me a beleza destes dias de final de verão, a luz e a claridade que se desprende de um dia de sol como este, dando-me uma alegria de viver que é por vezes contagiante.
À noite a escuridão aprisiona-me e fecha-me. Mas hoje, vi uma estrada de luz no lago, azul profundo, iluminado pela lua, e a sua magia encheu-me de felicidade.
A atmosfera única do pôr-do-sol, carregado de tons violeta e rosa, cedeu lugar ao brilho leitoso da lua que desprendia poalhas de cristal sobre as águas do lago, manso e tranquilo.
Esta minha atração pelos opostos, o sol e a lua, o dia e a noite, o calor e a frescura, a agitação e a tranquilidade, fazem de mim uma espécie de animal de instintos, quase selvagens, ao mesmo tempo pueris.
Suspiro e sinto-me bem. Vivo ao sabor dos ritmos da natureza e fico feliz.
Dá-me uma tranquilidade enorme adormecer com a lua, acordar com o cantar dos galos, mergulhar nas águas, respirar com a brisa.
Penso, respiro, leio e escrevo. E amo. 
Dentro em breve começarei também a falar, falar…
Para ti, vinte e cinco anos depois, sempre a minha palavra, a minha lembrança, o meu afeto. 
Sempre tu. E ela. E poucos mais. Muito poucos. 
Porque a amizade não trai, não morre, não passa. 
Como tudo o que é genuíno e puro.

Lelé Batita
07/09/2003

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