segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Defenestração precisa-se...

Maluda - janela de Lisboa
... para quem tem o mau gosto e a triste ideia de abolir do calendário dos dias comemorativos aquele que foi o da restauração da independência de Portugal. Espanha já pousava aqui o seu poder desde há 60 longos anos. E chegou o dia de dizer basta!
Sem o dia 1 de dezembro de 1640, já todos falaríamos castelhano há muito tempo, já não seríamos país e nenhuma das outras datas que ainda nos restam seriam comemoradas.
Conseguiram abolir dois dos mais simbólicos feriados para a identidade de Portugal: o 1 de dezembro e o 5 de outubro; e assim, com eles, numa penada só, remeter para as brumas os ideais republicanos e a ideia de independência.
Depois das demências sebastiânicas, temos os desmandos de um bando de imbecis que só vêem cifrões diante do nariz e para quem até os mais significativos eventos da História bem podem ser apagados da memória coletiva. 
São uns tristes, para quem a cultura é um superavit de luxo para distração de intelectuais! E nós que os aturemos!

2 comentários:

  1. Como disse o professor Marcello Rebelo de Sousa no seu comentário dominical da TVI, trata-se de uma ideia "infrene, ridícula e demagógica", que em termos económicos não traz benefícios nenhuns ao País... além de demonstrar como estes senhores olham para o passado, fazendo tábua-rasa da nossa identidade civilizacional e de algumas das datas históricas que, de facto, ainda têm relevância no nosso presente.
    O que, além de ser sinónimo de incultura e falta de patriotismo, revela também um desprezo total pelo povo, cuja memória colectiva está a ser atacada de todas as formas possíveis e imagináveis.
    Quantos dos nossos jovens aprenderão a amar a sua Pátria sem o conhecimento da sua História?
    Já não seremos castelhanos à força, mas estamos a ser arrastados pelo turbilhão desta União Europeia sem rei nem roque, onde só o poder económico conta e as leis mais demagógicas e absurdas se impõem aos cidadãos.

    JM

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  2. Estou absolutamente de acordo, Jorge. Isto não é só falta de patriotismo, é incultura e fazer tábua-rasa da memória coletiva.
    Obrigada pelo teu comentário e um abraço.
    Um beijinho para a minha "mana"... ;-)

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