Foto (c)Reuters
O Strawberry Fields Memorial em honra de John Lennon no Central Park tem uma estrela em calçada aplicada por um artesão português enquanto homenagem lisboeta à obra do músico.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Virgílio Teixeira (1917 - 2010)
O actor madeirense Virgílio Teixeira, mais conhecido como o galã que contracenava com Amália Rodrigues no cinema, faleceu no dia 5 de Dezembro com 93 anos.
Recordemo-lo aqui; ele é o guitarrista ao centro.
John Lennon foi assassinado há 30 anos
John Lennon foi assassinado há 30 anos em New York. Nas comemorações do dia que hoje se assinala, a sua viúva, Yoko Ono, disse: "Na sua curta vida de 40 anos, ele deu tanto ao mundo. O mundo teve sorte em conhecê-lo — hoje, continuamos a aprender imenso com ele."
Ler aqui, aqui e aqui artigos de Pérola de Cultura sobre John Lennon.
Música de feriado
Música antiquíssima de Roberto Carlos, recriada em toada de reggae por Marisa Monte.
A guerra das rosas
A voz incomparável de Camané com uma letra "terrível" de Manuela de Freitas e música de José Mário Branco.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Ele agora chama "heróis" aos professores
A propósito dos resultados do PISA, o PM diz que os verdadeiros heróis desta melhoria de resultados são os professores portugueses. Um bocadinho tarde demais, não? Depois de tudo fazer para manter Maria de Lurdes Rodrigues de má memória até ao fim do seu sinistro mandato, tudo isto cheira a falsidade, a demagogia, a cinismo, a propaganda barata.
Agradecemos, mas dispensamos os cumprimentos de quem só nos tem vindo a dar cabo da vida e da carreira. Ouça aqui his master's voice.
A juventude dos líderes
Barack Obama - EUA
Gordon Brown - UK
Nicholas Sarkozy - França
Silvio Berlusconi- Itália
José Luis Zapatero - Espanha
Vladimir Putin - Rússia
Angela Merkl - Alemanha
Kevin Rudd - Austrália
Mahmoud Ahmadinejad - Irão
Robert Mugabe - Zimbabwe
(Enviado por Becas)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Karl Lagerfeld no Olympo
Inspirado na Mitologia grega e romana, Karl Lagerfeld, nesta sumptuosa produção, pretende não retratar os deuses gregos e romanos mas as modelos que, de certa forma, são as deusas de hoje. Entre os modelos encontra-se a actriz Julianne Moore, que diz sentir-se lisonjeada com este convite de Lagerfeld, com quem gostou imenso de trabalhar neste projecto.
Karl Lagerfeld sente-se “feliz por poder fazer para a Pirelli algo que ainda não tinha sido feito: a recriação completa da Mitologia grega e romana, mas numa abordagem moderna, pois já ninguém acredita neste tipo de deuses. Mas os deuses do Calendário Pirelli são uma espécie de deuses de hoje. A Mitologia grega e romana é, de certa forma, o passado de Roma e de Itália e eu vi aí o assunto perfeito para a Pirelli”.
Making off do calendário Pirelli para 2011, intitulado “MYTHOLOGY by Karl Lagerfeld”Anja Rubik - Hermes e Therpsicore
Bianca Balti, Isabelli Fontana, Erin Wasson e Lakshmi Menon – Bacantes
Garrett Neff – Bacchus
Daria Werbowy – Artemis e Penthesilia
Elisa Sednaoui – Flora e Echo
Erin Wasson – Ajax
Freja Beha Erichsen – Apollo, Opheus e Castor
Abbey Lee Kershaw - Eurydice e Pollux
Brad Kroenig – Zeus
Heidi Mount – Ampithrite e Aurora
Iris Strubegger – Athena
Jake Davies – Achilles
Baptiste Giabiconi – Apollo e Narcissus
Jeneil Williams – Hades
Julianne Moore – Hera
Lara Stone – Aphrodite
Sebastien – Marte
Magdalena Frackowiac – Hestia
Natasha Poly - Melpomene
domingo, 5 de dezembro de 2010
Nadir Afonso, o último dos líricos
Aos 90 anos, o pintor Nadir Afonso foi objecto de uma homenagem no Salão de Outono do Casino Estoril.
Este artista, que começou pela Arquitectura, mas foi na Pintura que encontrou a essência da sua criação artística, explica-nos o seu percurso com estas palavras:
"Toda a minha vida procurei as leis que regem a obra de arte. Dizem que o artista é intuitivo e faz o que faz sem perceber, que o faz por intuição. Eu cometi a gaffe de tentar fazer e compreender o que faço. E, porque tenho uma estética, tentei depois explicar porque faço".
Nadir chegou a trabalhar com arquitectos muito importantes do século XX, como Le Corbusier e Oscar Niemeyer, mas é como pintor que é fundamentalmente conhecido em Portugal.
Nadir Afonso procura que todas as formas e cores obedeçam a leis matemáticas, subjacentes, segundo ele, às artes plásticas, independentemente do pintor.
Ler a notícia aqui.
Redescobrir o prazer dos livros
Sem Logs, sem Twits, sem Password, sem sinais sonoros, sem falta de ligação ao servidor...
Dá para ler horas e horas a fio sem falta de bateria!
Um achado, a redescobrir!
(In)diferença
"Qual a fronteira entre a diferença e a indiferença, aquela que nos toca o quotidiano, que submete os sentimentos e reacções?
O mundo real, globalizado ou não, está repleto de preconceitos: indiferença, violência, pobreza, violação dos direitos humanos, racismo e xenofobia, depressões.
O que será mais prejudicial em sociedade: ser céptico e apenas viver o mundo real, ou ser fantasioso, utópico e daí não arredar pé?
A violência não é um acaso numa sociedade que fervilha em desigualdades. Ela, a violência, não se justifica mas, fruto da desigualdade, acaba justificada.
A falta de instrução, a falta de afectos, a ignorância, o desemprego, a corrupção, o compadrio e os acomodados são os maiores geradores de instabilidade social.
Atitudes geradas na indiferença das famílias, dos políticos, da sociedade em geral. Sociedade acometida de esquizofrenia que impede a conquista do direito à diferença mas, por outro lado e ainda que faça confusão, agrava a indiferença.
No ano internacional contra a Pobreza que agora findará, era difícil que os homens tivessem gerado novas leis que criminalizassem as expressões de ódio, a prepotência, o racismo, a xenofobia, a escravatura do século XXI, sobretudo sobre Crianças e Mulheres e essa diferença abissal de pobreza/riqueza que divide os hemisférios Norte e Sul.
A luta contra a (in) diferença começa em cada indivíduo, nos seus sentimentos mais íntimos, nas suas relações, nos seus ímpetos, nos seus sonhos, na sua vontade.
Poderá, então, fazer toda a mudança, poderá ser o anseio de Primavera que há-de explodir no coração do Homem.
No último mês do ano talvez um balanço nos leve a novos projectos, novos relacionamentos, a uma nova alma como a pequena sereia do conto de Andersen.
Dezembro é época de consumismo; somos atraídos pelos brilhos, as cores, as luzes, o que, momentaneamente, ofusca a gravidade da crise.
É, também, a época em que mais se sofre com a Diferença e com a Indiferença.
Dos que terminam com a vida por se recusarem a apodrecer de pé, julgados pelos moralistas ou pelos apóstolos habituados ao bafio, todos empedernidos ao perdão pela própria indiferença.
Consiga o Homem uma trégua de Natal inocente a amenizar a agonia de um qualquer Cristo diferente."
O mundo real, globalizado ou não, está repleto de preconceitos: indiferença, violência, pobreza, violação dos direitos humanos, racismo e xenofobia, depressões.
O que será mais prejudicial em sociedade: ser céptico e apenas viver o mundo real, ou ser fantasioso, utópico e daí não arredar pé?
A violência não é um acaso numa sociedade que fervilha em desigualdades. Ela, a violência, não se justifica mas, fruto da desigualdade, acaba justificada.
A falta de instrução, a falta de afectos, a ignorância, o desemprego, a corrupção, o compadrio e os acomodados são os maiores geradores de instabilidade social.
Atitudes geradas na indiferença das famílias, dos políticos, da sociedade em geral. Sociedade acometida de esquizofrenia que impede a conquista do direito à diferença mas, por outro lado e ainda que faça confusão, agrava a indiferença.
No ano internacional contra a Pobreza que agora findará, era difícil que os homens tivessem gerado novas leis que criminalizassem as expressões de ódio, a prepotência, o racismo, a xenofobia, a escravatura do século XXI, sobretudo sobre Crianças e Mulheres e essa diferença abissal de pobreza/riqueza que divide os hemisférios Norte e Sul.
A luta contra a (in) diferença começa em cada indivíduo, nos seus sentimentos mais íntimos, nas suas relações, nos seus ímpetos, nos seus sonhos, na sua vontade.
Poderá, então, fazer toda a mudança, poderá ser o anseio de Primavera que há-de explodir no coração do Homem.
No último mês do ano talvez um balanço nos leve a novos projectos, novos relacionamentos, a uma nova alma como a pequena sereia do conto de Andersen.
Dezembro é época de consumismo; somos atraídos pelos brilhos, as cores, as luzes, o que, momentaneamente, ofusca a gravidade da crise.
É, também, a época em que mais se sofre com a Diferença e com a Indiferença.
Dos que terminam com a vida por se recusarem a apodrecer de pé, julgados pelos moralistas ou pelos apóstolos habituados ao bafio, todos empedernidos ao perdão pela própria indiferença.
Consiga o Homem uma trégua de Natal inocente a amenizar a agonia de um qualquer Cristo diferente."
Maria Teresa Góis, Bancária
Diário de Notícias, 5 de Dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Vai aparecer uma nova casta nas escolas
Já não há professores titulares, mas vai passar a existir uma casta de "eleitos" para a classificação dos exames.
A sua correcção exige formação específica, mas não será remunerada. Em contrapartida (?) dispensa os docentes do serviço não-lectivo. Só nos faltava mais esta cereja.
Já para se ser avaliador dos colegas, tarefa muito mais específica (e diferente) do que corrigir provas de exame, parece que não é preciso formação alguma, já que a letra da lei deixa a coisa cair como "preferencial" ou "desejável", já não me lembro bem, algo que remete para o tradicional esquecimento.
Resumo do Despacho n.º 18060/2010 de 3 de Dezembro: novidades sobre os professores classificadores de exames…
1 – Numa escola com 4 turmas, por exemplo, haverá que designar apenas dois professores classificadores, mas com 5 turmas três professores classificadores (arredondamento por excesso)… (Nº 2 do Artigo 2.º)
2 – A selecção será feita pelo Director, de entre os professores que, prioritariamente:
a) Tenham exercido a função de classificador em, pelo menos, três dos últimos cinco anos e estejam a leccionar a disciplina no ano de exame.
b) Tenham exercido a função de classificador em, pelo menos, três dos últimos cinco anos e tenham leccionado a disciplina no ano de exame em, pelo menos, um dos dois anos lectivos antecedentes ao ano em que decorre o exame.
c) Tenham exercido a função de classificador em, pelo menos, um dos últimos cinco anos e estejam a leccionar a disciplina no ano de exame.
d) Nunca tenham exercido a função de professor classificador, mas estejam a leccionar a disciplina no ano de exame e a tenham igualmente leccionado no ano lectivo antecedente.
e) Nunca tenham exercido a função de professor classificador, mas estejam a leccionar a disciplina no ano de exame. (Nº 1 do Artigo 3.º)
3 – A formalização do processo de designação dos professores classificadores será feita pelo Director, até ao final do mês de Novembro do ano em que decorre o respectivo processo de selecção, através de preenchimento de formulário electrónico, na página do GAVE. (Nº 1 e 2 do Artigo 4.º)
4 – Os professores seleccionados para a bolsa de classificadores estabelecem com o GAVE um acordo de colaboração com a vigência de quatro anos (Nº 3 do Artigo 4.º) não havendo lugar a qualquer remuneração adicional pelo exercício destas funções. (Nº 2 do Artigo 5.º)
5 – O nº máximo de provas será: 60 provas de exame por chamada/fase para cada professor classificador. (Nº 1 do Artigo 5.º)
6 – O professor classificador é dispensado das tarefas não lectivas durante o período em que decorre a classificação. Este período tem início no dia de distribuição, na escola sede do respectivo agrupamento de exames.
(Nº 3 do Artigo 5.º)
7 – Ao professor classificador que, durante o período de classificação das provas, tenha funções lectivas apenas poderá ser atribuído um número máximo de 25 provas de exame por chamada/fase. (Nº 5 do Artigo 5.º)
8 – Se o nº de candidatos que reúnam as condições para integrar a bolsa de professores classificadores do GAVE exceder o número de classificadores necessários para assegurar o processo, aplicam-se os seguintes critérios de selecção/ desempate, pela ordem indicada:
a) Número de anos de experiência de professor classificador;
b) Número de anos de leccionação da disciplina sujeita a exame nacional;
c) Última avaliação do desempenho (menção quantitativa). (Nº 4 do Artigo 6.º)
9 – O professor classificador seleccionado terá de frequentar acções de formação acreditadas em cada um dos anos do período de vigência do acordo a que se refere o n.º 3 do artigo 4.º (4 anos). (Nº 5 do Artigo 6.º) A frequência dos módulos de formação em regime presencial é equiparada a serviço oficial, com dispensa de serviço na escola. (Nº 7 do Artigo 6.º) A avaliação destes formandos é anual e finaliza-se mediante a entrega de um relatório crítico que consubstancie uma apreciação sobre a experiência individual relativa ao exercício da função de classificador, nos termos que vierem a ser definidos pelo GAVE. (Nº 8 do Artigo 6.º) Este relatório crítico deve ser entregue ao GAVE, anualmente, até ao 10.º dia útil do mês de Setembro, usufruindo o professor classificador, para este efeito, de dispensa das tarefas não lectivas por um período máximo de três dias. (Nº 9 do Artigo 6.º)
10 – O início do processo de constituição de bolsas de classificadores obedece à seguinte calendarização:
a) Ano lectivo de 2010-2011 — professores classificadores dos exames nacionais do ensino secundário.
b) Ano lectivo de 2012-2013 — professores classificadores dos exames nacionais do ensino básico. (Artigo 8.º)
(Resumo publicado aqui.)
A sua correcção exige formação específica, mas não será remunerada. Em contrapartida (?) dispensa os docentes do serviço não-lectivo. Só nos faltava mais esta cereja.
Já para se ser avaliador dos colegas, tarefa muito mais específica (e diferente) do que corrigir provas de exame, parece que não é preciso formação alguma, já que a letra da lei deixa a coisa cair como "preferencial" ou "desejável", já não me lembro bem, algo que remete para o tradicional esquecimento.
Resumo do Despacho n.º 18060/2010 de 3 de Dezembro: novidades sobre os professores classificadores de exames…
1 – Numa escola com 4 turmas, por exemplo, haverá que designar apenas dois professores classificadores, mas com 5 turmas três professores classificadores (arredondamento por excesso)… (Nº 2 do Artigo 2.º)
2 – A selecção será feita pelo Director, de entre os professores que, prioritariamente:
a) Tenham exercido a função de classificador em, pelo menos, três dos últimos cinco anos e estejam a leccionar a disciplina no ano de exame.
b) Tenham exercido a função de classificador em, pelo menos, três dos últimos cinco anos e tenham leccionado a disciplina no ano de exame em, pelo menos, um dos dois anos lectivos antecedentes ao ano em que decorre o exame.
c) Tenham exercido a função de classificador em, pelo menos, um dos últimos cinco anos e estejam a leccionar a disciplina no ano de exame.
d) Nunca tenham exercido a função de professor classificador, mas estejam a leccionar a disciplina no ano de exame e a tenham igualmente leccionado no ano lectivo antecedente.
e) Nunca tenham exercido a função de professor classificador, mas estejam a leccionar a disciplina no ano de exame. (Nº 1 do Artigo 3.º)
3 – A formalização do processo de designação dos professores classificadores será feita pelo Director, até ao final do mês de Novembro do ano em que decorre o respectivo processo de selecção, através de preenchimento de formulário electrónico, na página do GAVE. (Nº 1 e 2 do Artigo 4.º)
4 – Os professores seleccionados para a bolsa de classificadores estabelecem com o GAVE um acordo de colaboração com a vigência de quatro anos (Nº 3 do Artigo 4.º) não havendo lugar a qualquer remuneração adicional pelo exercício destas funções. (Nº 2 do Artigo 5.º)
5 – O nº máximo de provas será: 60 provas de exame por chamada/fase para cada professor classificador. (Nº 1 do Artigo 5.º)
6 – O professor classificador é dispensado das tarefas não lectivas durante o período em que decorre a classificação. Este período tem início no dia de distribuição, na escola sede do respectivo agrupamento de exames.
(Nº 3 do Artigo 5.º)
7 – Ao professor classificador que, durante o período de classificação das provas, tenha funções lectivas apenas poderá ser atribuído um número máximo de 25 provas de exame por chamada/fase. (Nº 5 do Artigo 5.º)
8 – Se o nº de candidatos que reúnam as condições para integrar a bolsa de professores classificadores do GAVE exceder o número de classificadores necessários para assegurar o processo, aplicam-se os seguintes critérios de selecção/ desempate, pela ordem indicada:
a) Número de anos de experiência de professor classificador;
b) Número de anos de leccionação da disciplina sujeita a exame nacional;
c) Última avaliação do desempenho (menção quantitativa). (Nº 4 do Artigo 6.º)
9 – O professor classificador seleccionado terá de frequentar acções de formação acreditadas em cada um dos anos do período de vigência do acordo a que se refere o n.º 3 do artigo 4.º (4 anos). (Nº 5 do Artigo 6.º) A frequência dos módulos de formação em regime presencial é equiparada a serviço oficial, com dispensa de serviço na escola. (Nº 7 do Artigo 6.º) A avaliação destes formandos é anual e finaliza-se mediante a entrega de um relatório crítico que consubstancie uma apreciação sobre a experiência individual relativa ao exercício da função de classificador, nos termos que vierem a ser definidos pelo GAVE. (Nº 8 do Artigo 6.º) Este relatório crítico deve ser entregue ao GAVE, anualmente, até ao 10.º dia útil do mês de Setembro, usufruindo o professor classificador, para este efeito, de dispensa das tarefas não lectivas por um período máximo de três dias. (Nº 9 do Artigo 6.º)
10 – O início do processo de constituição de bolsas de classificadores obedece à seguinte calendarização:
a) Ano lectivo de 2010-2011 — professores classificadores dos exames nacionais do ensino secundário.
b) Ano lectivo de 2012-2013 — professores classificadores dos exames nacionais do ensino básico. (Artigo 8.º)
(Resumo publicado aqui.)
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Agora temos de ensinar a "Ressuscitação"?
Depois da educação moral e religiosa católica, veio a prevenção rodoviária, a área de projecto, a educação financeira (no 1º ciclo), recentemente a educação sexual, e não contentes com tudo isso, agora ainda querem que os alunos adquiram competências nos procedimentos de suporte de vida, a que chamam "ressuscitação"! Eu só conhecia a "Ressurreição"!
Não tarda nada, temos o professor "Faz-Tudo" e deixam de fazer sentido os grupos disciplinares!
Estou realmente desfazada, ou melhor será mesmo dizer ultrapassada, pois ainda tenho pretensões a "ensinar" as áreas curriculares em que os alunos "aprendem conhecimentos" (em vez de "adquirir competências") acerca dos saberes - alguns deles tradicionais - que lhes fazem realmente muita falta para uma educação sólida e eficaz.
Refiro-me àquilo que acho que importa mesmo saber, como a língua materna e uma ou duas línguas estrangeiras, a História, a Geografia, a Filosofia e as Ciências Naturais, a Física, a Química, as Matemáticas, as Artes e a Geometria.
Agora a "Ressuscitação" ?!!!! Não há quem ponha travão a mais delírios? Pelo amor da Santa!!!!Só faltava mais esta...
Leia aqui as novidades.
Ainda sobre a avaliação dos professores
Escola Secundária Luiz de Camões
Os Professores da Escola Secundária de Camões vêm, mais uma vez, expressar a sua preocupação pelo modo como o processo de avaliação tem vindo a ser conduzido.
O artigo 40º do Estatuto da Carreira Docente, intitulado “Caracterização e objectivos da avaliação do desempenho” refere, no ponto 3, alíneas a), b) e h), respectivamente: “contribuir para a melhoria da prática pedagógica do docente”; “contribuir para a valorização do trabalho e da profissão docente” e “promover o trabalho de cooperação entre os docentes, tendo em vista a melhoria do seu desempenho”.
Somos induzidos a pensar que a implementação do actual modelo de avaliação não só é exequível, mas sobretudo a esperar que, na prossecução dos seus objectivos, se constitua como um instrumento auxiliar da prática pedagógica, do trabalho docente e, deste modo, contribua para a melhoria do desempenho dos professores da qual beneficiariam os alunos, a instituição e a comunidade escolar. Contudo, a realidade da escola, no decurso do seu labor quotidiano, corre ao risco de comprometer esse objectivo. As tarefas burocráticas exigidas ao professor/relator vêm ocupar o tempo destinado à preparação das actividades lectivas, à construção de materiais didácticos que se querem inovadores, ao acompanhamento de projectos diversos. Além disso, a existência de quotas vai perturbar a vida escolar pois suscita a competição entre pares e põe em causa o trabalho colaborativo. Como poderia este modelo de avaliação – em que se é relator de um seu parceiro e em que se concorre com ele por meio de quotas – contribuir para a melhoria da função docente?
1-A aplicação deste modelo de avaliação tem implicações negativas no funcionamento da escola, nomeadamente a nível das relações interpessoais e da redução das horas de acompanhamento dos alunos.
O modelo envolve, de forma continuada, todos os professores como avaliados e muitos como avaliadores, num processo complexo em que os avaliadores não estão legitimados, e mesmo o questionável critério da senioridade, imposto pela lei, é, por vezes, de impossível aplicação;
A avaliação é feita pelos pares. Avaliados e avaliadores concorrem às mesmas quotas sem que estejam garantidos os princípios da isenção e de ausência de conflito de interesses;
A prioridade estabelecida para este processo e o tempo que inevitavelmente consumirá conduzirá à redução das horas de acompanhamento dos alunos. Na nossa escola apoios a alunos nas disciplinas de Matemática e Física e Química, desenvolvidos em todas as turmas, desde há alguns anos, e de que fazemos um balanço positivo, ficam comprometidos, bem como a Sala de Estudo ou outros apoios e projectos. O tempo necessário para fazer o acompanhamento de todos os professores, tendo em conta padrões de desempenho, definição de instrumentos de avaliação, preenchimento das fichas de avaliação, realização de reuniões da Comissão de Avaliação e Júri de Avaliação, assistências a aulas, entrevistas, etc…, acabará inevitavelmente também por recair sobre a componente de trabalho individual dos professores tão essencial à preparação de aulas, produção de materiais, correcção de trabalhos, etc…
2- Apesar de estarmos a poucos meses do fim do ciclo de avaliação em curso e cuja duração foi fixada em dois anos, existem inúmeras dúvidas, lacunas e incongruências legais:
Sendo as quotas (% de Muito Bons e Excelentes) por escola, como se resolve o conflito de interesses existente quando elementos da Comissão de Avaliação e relatores concorrem à mesma quota dos professores a quem atribuem Excelente ou Muito Bom?
Que padrões de desempenho/critérios estão na base da avaliação do Director e dos outros elementos das direcções das escolas? Os elementos das Direcções, que leccionam, como vêem esse trabalho avaliado? Os elementos das Direcções também concorrem às quotas da escola?
Qual a legitimidade de os coordenadores poderem assistir a aulas dos relatores e o Director dos coordenadores, não avaliando a qualidade científica do trabalho? Faz sentido separar a dimensão pedagógica da científica, quando se observa uma aula?
O Despacho n.º 14420/2010 estabelece em pormenor as regras para o preenchimento da ficha de avaliação nele publicada, define os domínios a avaliar, a escala de classificação (1 a 10) e a forma de determinação da classificação final, calculada pela “média aritmética ponderada das pontuações atribuídas aos domínios avaliados, arredondada às milésimas”. Simultaneamente, exige que a “Proposta de classificação final tem de garantir o cumprimento das percentagens máximas estabelecidas para a atribuição das menções de Excelente e Muito bom”. Como se pode aceitar “mudar” avaliações feitas, falseando classificações nas fichas, para que o valor da média seja o desejado? Como se faz este “ajuste”?
3- A legislação sucessivamente publicada e os esclarecimentos que a DGRHE tem vindo a dar às escolas, por vezes de legalidade duvidosa, não ajudam e confirmam que o modelo não é exequível.
Por exemplo, no que respeita ao tempo, o Decreto Regulamentar nº 2/2010 de 23 de Junho, refere explicitamente no artigo 14º, ponto 3 “Os relatores que não exerçam em exclusividade as funções … beneficiam da redução de um tempo lectivo por cada três docentes a avaliar.” O despacho n.º 11120-A/2010 de organização do ano lectivo, publicado em 6 de Julho de 2010, refere no Artº 8º, ponto 1 “Para efeitos de avaliação do desempenho do pessoal docente deve considerar-se o critério, por relator, de um tempo lectivo semanal para avaliação de três docentes” e a informação da DGRHE – ORGANIZAÇÃO DO ANO ESCOLAR, de 26 de Julho de 2010 – refere “As horas de redução a que os relatores têm direito para o exercício das funções de avaliação de desempenho de outros docentes aplicam‐se em 1º lugar sobre as horas de redução da componente lectiva que o docente beneficia ao abrigo do art.º 79 do ECD e sobre horas da componente não lectiva de estabelecimento e só depois, em caso de insuficiência, na componente lectiva”. A circular B10015847T, só enviada a algumas escolas, estabelece que “a função de avaliação dos relatores pelo coordenador de Departamento curricular integra-se nas funções de coordenação deste, não existindo qualquer previsão legal para uma redução específica de componente lectiva em razão desta função”. Ou seja os coordenadores de departamento não têm qualquer tempo destinado ao desempenho das funções de relator, embora possam ter de avaliar 10, 15 ou mais professores/relatores? Como podem desenvolver, de forma séria, este e todo o trabalho de coordenação previsto na lei e no Regulamento interno da escola? Afinal há ou não direito a redução da componente lectiva de 1 hora para 3 professores avaliados?
Esta última circular da DGHRE vai mais longe e estabelece inúmeras situações de excepção às condições previstas na lei para o exercício das funções de Relator que, por um lado, põem em causa o único (questionável) critério da senioridade defendido no Decreto nº2/2010 (possibilitando que praticamente qualquer professor mesmo de grupo diferente possa assistir a aulas de outro desde que este concorde) e, por outro, provam não ser possível a aplicação do modelo.
4- As recomendações da Comissão de Avaliação podendo, em abstracto, fazer sentido do ponto de vista teórico, não ajudam à concretização da implementação do modelo por não estarem minimamente reunidas condições para a sua aplicação, tornando-se por isso inúteis.
Conclusão
Pelo que foi dito não restam dúvidas que o actual modelo de avaliação é injusto, confuso e não exequível. Em vez de “contribuir para melhorar a prática pedagógica, valorizar o trabalho e a profissão, promover o trabalho de colaboração” fomenta conflitos e, em virtude da sua questionável exequibilidade, tem implicações negativas na prática pedagógica e na qualidade da escola pública.
Parece evidente que o único objectivo atingível é a introdução de quotas para efeitos de progressão na carreira docente. Como mesmo este objectivo está colocado em causa pelo congelamento anunciado, perguntamos porque não se suspende e se procura construir um modelo credível e justo de avaliação de professores?
O Grupo de Trabalho constituído na RGP
Adelina Precatado
Claudina Coelho
Emília Paço
Irene Resende
Jorge Saraiva
José Madureira
Manuel Valongueiro
Maria João Conde
Posted by Paulo Guinote in A Educação do Meu Umbigo
Hibernação: recomenda-se
Deve ser do frio. Ou dos dias curtos.
O relógio biológico está a enviar-me sinais de alerta para entrar urgentemente em hibernação!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
1 de Dezembro - dia da restauração da independência
"Por um outro Portugal, dimensionado à escala planetária, que se especialize no universal, no abraço ao mundo e a todos os seres vivos: o Portugal que urge fundar, por sobre as ruínas do velho Portugal e do velho mundo que agonizam."
Paulo Borges
Há que comemorar o 1º de Dezembro, enquanto nos deixarem ter este feriado e enquanto existe (alguma) independência nacional. Leia aqui a história contada por Luís Diferr no seu livro "Portugal", Edições ASA, Junho de 2010.
Fernando Pessoa morreu há 75 anos
Fernando António Nogueira Pessoa
Lisboa, 13 de Junho de 1888 - 30 de Novembro de 1935.
Morreu com apenas 47 anos, vítima de cirrose hepática fulminante por abuso de absinto e outras bebidas super-alcoólicas.
Havia nele muitas pessoas, todas elas de muito talento. Recordemos aqui uma delas:
Encostei-me
Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos,
E o meu destino apareceu-me na alma como um precipício.
A minha vida passada misturou-se com a futura,
E houve no meio um ruído do salão de fumo,
Onde, aos meus ouvidos, acabara a partida de xadrez.
Ah, balouçado
Na sensação das ondas,
Ah, embalado
Na idéia tão confortável de hoje ainda não ser amanhã,
De pelo menos neste momento não ter responsabilidades nenhumas,
De não ter personalidade propriamente, mas sentir-me ali,
Em cima da cadeira como um livro que a sueca ali deixasse.
Ah, afundado
Num torpor da imaginação, sem dúvida um pouco sono,
Irrequieto tão sossegadamente,
Tão análogo de repente à criança que fui outrora
Quando brincava na quinta e não sabia álgebra,
Nem as outras álgebras com x e y's de sentimento.
Ah, todo eu anseio
Por esse momento sem importância nenhuma
Na minha vida,
Ah, todo eu anseio por esse momento, como por outros análogos
Aqueles momentos em que não tive importância nenhuma,
Aqueles em que compreendi todo o vácuo da existência sem inteligência para o compreender
E havia luar e mar e a solidão, ó Álvaro.
Álvaro de Campos
Pintura: Ernâni Oliveira
(Poema enviado por Ana C. Silva)
Já professor não sou!
«A docência, aquela docência que me trouxe para os trilhos vitalícios da Escola, está completamente esfrangalhada. Da docência que fazia dos professores mestres, apenas restam alguns resquícios que já não chegam para enganar uma vocação. Tal como o poeta, também eu estou tentado a dizer:
«Já Bocage não sou!... À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento...».
Ser professor, hoje, é viver um frustrante paradoxo: é ter a profissão às costas, a tempo inteiro, como um caracol, e sentir que não há tempo para pensar na espinal medula da nossa missão. Ser professor, hoje, é ter um dia-a-dia quadriculado, uma essência fragmentada em centenas de folhas de papel, de registos vesgos que nada sabem de pedagogia e que detestam os alunos. Ser professor, hoje, é… uma vertigem.
A um ritmo alucinante — louco — tudo muda constantemente, diariamente, como um vulcão ansioso, em constante rodopio, prestes a eclodir: são as leis, os decretos, os despachos, as circulares, as escolas, os agrupamentos, os cursos, os programas, as terminologias, os regulamentos, os projectos, as actas, as grelhas, os grelhados, os assados, os cozidos… Tudo muda, tudo se complexifica, tudo se complica, como uma bola de neve que rola e engorda, enquanto desce, sem saber porquê. A Escola de hoje é um impossível vulcão de neve!
A docência, aquela docência que me trouxe para os trilhos vitalícios da Escola, está completamente esfrangalhada. Já professor não sou!»
Publicada por Luís Costa em Da Nação
terça-feira, 30 de novembro de 2010
A NASA pode ter descoberto vida extra-terrestre
Esta pode ser uma etapa fundamental da pesquisa da existência de formas de vida fora do planeta Terra, um sonho perseguido pelos cientistas desde a chegada do Homem à Lua em Julho de 1969.
Leia aqui a notícia.
Uma hipótese semelhante já tinha sido referida aqui.
Umbigo faz 5 cinco anos - parabéns!
A Educação do Meu Umbigo - um Blogue de um amigo, onde também me sinto em casa.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
O cérebro das mulheres é mais activo que o dos homens
"A descoberta foi feita por acaso, quando uma investigadora canadiana estudava doentes de esquizofrenia."
Leia aqui.
Leia aqui.
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