quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Compromisso Educação: CDS/PP


Recebemos do PROMOVA o seguinte comunicado que transcrevemos a seguir, da mesma forma como fizemos em relação às posições dos outros partidos, à medida que estes, de alguma forma, se foram comprometendo:

"COMPROMISSO EDUCAÇÃO: transparecem sinais de que o programa eleitoral do CDS/PP também acolhe as principais reivindicações dos professores
Ao que tudo faz supor, o programa eleitoral do CDS/PP estará em sintonia com as principais reivindicações dos professores, nomeadamente, a imediata revogação da divisão da carreira e da figura do professor titular (inútil e contraproducente – só o PS não percebeu), a substituição do actual modelo de avaliação de desempenho, a alteração profunda do Estatuto do Aluno e o reforço da autoridade e do prestígio dos professores.
Se assim for, o CDS/PP torna-se merecedor, no dia 27 de Setembro, do voto dos professores (suas famílias, amigos e portugueses em geral) que se situam politicamente à direita do PS.
Esperamos, igualmente, que o programa eleitoral do PSD se possa juntar ao do CDS/PP, do PCP e do BE, assumindo, inequivocamente, o fim da divisão da carreira e a substituição deste modelo de avaliação.
Os portugueses não vão, no dia 27 de Setembro, desperdiçar uma oportunidade histórica de sancionarem um consenso, nunca visto na sociedade portuguesa, entre todos os partidos da oposição, orientado para a reposição de condições de tranquilidade que propiciem o diálogo e abram a possibilidade de se implementarem, nas escolas, mudanças estruturais que sejam transversais a todas as sensibilidades políticas, evitando-se submeter a escola e os professores a caprichos e a obstinações medíocres de três ou quatro personagens efémeros.
O PS de Sócrates estará isolado na defesa de medidas erradas, injustas e, gratuitamente, destabilizadoras das escolas, como o são, particularmente, a divisão da carreira e este modelo de avaliação.
Votar no PS de Sócrates seria arruinar, a prazo, a qualificação das gerações mais jovens, perpetuar a crispação com os professores, prolongar o clima de instabilidade nas escolas, onde dezenas de milhares de professores se recusam a participar na farsa desta avaliação do desempenho e rejeitam concorrer ao provocatório disparate de Verão que abriu as pré-inscrições para o fantasmático concurso de acesso à categoria de titular, porque exigem a imediata revogação do Estatuto da Carreira Docente e legislação posterior que instituíram a divisão da carreira entre titulares e professores.
Ora, os portugueses estão interessados em verem os seus professores respeitados e a escola pública pacificada e qualificada, contando com todos os docentes motivados e empenhados a trabalharem, não para as estatísticas da falsária autoglorificação de Sócrates, mas para as aprendizagens e as qualificações reais dos alunos.
Será fundamental que, durante o mês de Setembro, os partidos da oposição se comprometam a pôr fim, se forem governo, à divisão da carreira e a este modelo de avaliação ou a proporem no Parlamento a concretização destas duas medidas, se forem oposição.
Porque os professores portugueses vão, novamente, ser decisivos para derrotar Sócrates, ninguém concorre ao concurso para titular e vamos reclamar que uma das primeiras medidas do próximo governo e/ou da Assembleia da República seja a revogação da divisão da carreira, como sinal para a tranquilização das escolas e o retomar da confiança e do diálogo entre a tutela e os professores."

Texto de Octávio Gonçalves

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