sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A morte de Vaclav Havel e as incongruências do PCP


"O PCP ficou isolado na oposição a um voto de pesar pela morte de Vaclav Havel, herói da revolução de Veludo na antiga Checoslováquia. Os deputados comunistas levantaram-se quando a presidente da mesa perguntou quem vota contra e foram vaiados pelas bancada à direita.
A mensagem de pesar foi apresentada em conjunto por BE, CDS, PS e PSD. Os deputados dos quatro partidos - com excepção de alguns bloquistas - levantaram-se e bateram palmas quando o voto foi aprovado. Os Verdes, partido que corre coligado com o PCP, abstiveram-se.
Depois do aplauso o socialista José Lello lançou uma farpa aos comunistas perguntando à mesa se não teria dado entrada "nenhum voto de pesar para o Querido Líder", o líder da Coreia Norte Kim-Jong Il, que morreu esta semana.
Enquanto dramaturgo, Havel destacou-se pelas peças que satirizavam o antigo regime comunista da Checoslováquia, que integrava o Pacto de Varsóvia. Reconhecido como líder da resistência pacífica, Havel tornou-se presidente em 1989 e liderou a transição para a democracia que antecedeu a cisão do país na República Checa e Eslováquia."

Notícia do DN.


Tinha jurado, nos tempos conturbados que estamos a viver, não tornar a pronunciar-me sobre política neste Blogue. Mas esta notícia é revoltante. Não só porque apreciava bastante a pessoa de Vaclav Havel - pelo que faz todo o sentido o voto de pesar pela sua morte - como porque pensava que no PCP já havia sido varrida a mentalidade sectária e dogmática dos velhos tempos de inflência estalinista e quejandos. Afinal, um Partido que eu quereria jovem e renovado, ainda não fez a sua perestroyka!
Pode saber mais sobre Vaclav Havel aqui 

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