terça-feira, 18 de outubro de 2011

Aos professores do ensino público



Creio que a nossa situação de funcionários públicos é caótica. Nunca me lembro de um retrocesso desta natureza após o 25 de Abril. Alguém disse ontem que é a maior perda de poder de compra de sempre e que a nossa condição social será como se voltássemos ao Estado Novo. Penso que há nisto alguma razão, pois pelo que me lembro, e alguns de vós deveis lembrar-vos também, no tempo de Salazar fazia-se a apologia da pobreza. A miséria era inerente à submissão, logo conveniente. Infelizmente, penso que estamos a aproximar-nos perigosamente dessa apologia da pobreza. Do conformismo, do come e cala-te. Fiquemos pois pequeninos, pobrezinhos e honradamente conformados. Não nos pagam para pensar, menos ainda para opinar. Qualquer dia não nos pagam, ponto. Então, muita sorte em - ainda - termos emprego, é o que nos dizem.
Não sei bem o que se pode fazer numa circunstância tão séria como esta. 
Já me esmoreceu a fé em manifestações e greves. Por enquanto, estou doente. 
Deixem-me hibernar até 2014, que assim não pago despesas de Hospital...
Escravizados, mas conscientes de que o estamos a ser. É o mínimo.

2 comentários:

  1. olá Lelé!
    só para dizer q. "o vento q passa" agora está aqui: http://oventoquepassa.blogspot.com/
    bjis,
    ana lima

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  2. obrigada por teres passado pelo Em@ em dia de aniversário e pelos parabéns que lá deixaste deixo-te um beijo, também.

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