quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A árvore de Natal começou com D. Fernando II


Querendo trazer para Portugal a tradição germânica, o rei D. Fernando II fez pela primeira vez em Portugal uma árvore de Natal. Colocou num dos salões do Palácio da Pena, em Sintra, um pinheiro, enfeitou-o com velas, bolas e frutos. Sentou-se ao piano e cantou, na boa tradição germânica. Os seus sete filhos deliraram e a rainha D. Maria II, ficou encantada.

Em Inglaterra estávamos no reinado da rainha Vitória, casada com Alberto, primo de Fernando, que era alemão (Fernando Augusto Francisco António de  Saxe Coburgo Gotha Koháry, 1816-1885) e ficou conhecido em Portugal como o "Rei-Artista".

Este rei possuia vários talentos, entre os quais a pintura e o desenho. Mas, pelos vistos, também as artes decorativas, pois as suas árvores de Natal fizeram história. Isto pode ter marcado os costumes em Portugal, pois esta decoração era originária do mundo germânico e só praticado pelos nobres.

Talvez este tenha sido o primeiro passo para que o Natal tenha deixado de ser uma festa exclusivamente religiosa e tenha passado a ser também uma festa da família. Hoje a árvore de Natal é um hábito que se generalizou a um grande número das famílias portuguesas.


"Podemos imaginar o que seriam os presentes dos príncipes graças a outra gravura de D. Fernando que mostra o príncipe D. João, pequenino, com uma camisa de noite comprida e segurando um cavalinho na mão, a olhar para uma mesa enfeitada com a árvore de Natal, e rodeado de bonecos - um tambor, um estábulo com animais, um soldado de chumbo montado num cavalo. O Natal deixava de ser apenas uma festa religiosa e passava a ser uma festa das crianças."

Leia o resto da notícia num texto de Alexandra Prado Coelho aqui.

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