segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Os Derviches rodopiantes da Turquia



O restaurante Dervixe, na Avenida 24 de Julho, em Lisboa, tem a informação que transcrevo abaixo no verso da sua ementa. Não pude resistir à tentação de copiá-la e trazê-la para o Blogue. Fui jantar a este agradável restaurante no verão, mas entretanto perdi de vista o apontamento, agora reencontrado; partilho convosco este aspeto curioso da cultura turca, da qual conheço ainda tão pouco.



O espaço do restaurante é agradável, com recantos de decoração tradicional turca e a cozinha é uma revelação de sabores de influência decididamente mediterrânica, provavelmente de predominância grega, misturada com influências do norte de África. O acolhimento é muito simpático e os mais supersticiosos têm a possibilidade de obter a leitura das borras do seu café, feita pelo próprio proprietário do restaurante, que já se expressa num português satisfatório.



«Os Mevlani, derviches rodopiantes, são os seguidores de Mevlana Jelaleddin Rumi, que nasceu em 1207 no seio de uma família de teólogos. Fundou a ordem Mevlana Sufi, que defendia que a melhor via para se chegar à divindade era através da poesia, da música e da dança.

Uma das suas características é a aceitação de outros credos e perspetivas, bem refletida no convite que Rumi faz à participação no sema:
"Quem quer que sejas, vem
 Mesmo que sejas
Um infiel, um pagão, ou um adorador do fogo". » 

Agrada-me particularmente esta abertura a outros credos... 
Fundamentalistas sectários, o mundo já tem de sobra.




A dança dos derviches rodopiantes foi reconhecida como património cultural imaterial da humanidade pela UNESCO. Para saber mais sobre este bailado clique aqui.



(A dança rodopiante começa por volta do minuto 5. Até lá aprecie a música). 


Tive a oportunidade de assistir a uma destas espantosas danças cerimoniais na Expo 98 em Lisboa. Observei estupefacta este bailado, ao som de uma música inebriante, perguntando-me como aguentavam eles, sem cair, aquele interminável rodopio. 
A explicação está em alguma coisa parecida com uma espécie de transe religioso, que também pude observar de perto num artista chamado Bali, pertencente a uma tribo Tuareg, que assentou o seu acampamento durante 15 dias próximo da Torre Vasco da Gama.


Contacto do restaurante aqui.

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