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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tanizaki, Deleuze e Fetichismo - curso livre

 Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
10 Fevereiro – 1 de Junho

Organização
Instituto de Filosofia da Linguagem

Inscrições: 17 de Janeiro a 3 de Fevereiro
Docente: Diana Soeiro

Inscrições abertas a todos os interessad
Mais informações sobre o curso aqui e aqui.

Contacto: Instituto de Filosofia da Linguagem: ifl.fcsh@gmail.com

Gabinete de Relações Externas e Comunicação (GREC)

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - FCSH/NOVA
Av. de Berna, 26 C, 1069-061 Lisboa
Portugal
Tel: + 351 217 908 334 Ext.: 1584
E-mail: grec@fcsh.unl.pt
Web: http://www.fcsh.unl.pt/

(Enviado por Becas)



Ciclo de Conferências na Fundação Gulbenkian


A Imagem na Ciência e na Arte


A obra de Sophia de Mello Breyner Andresen 

O novo número da revista Colóquio/Letras é dedicado, em grande parte, à obra de Sophia de Mello Breyner Andresen, no mês em que se realiza o congresso internacional sobre a autora e que decorre nos dias 27 e 28 de Janeiro.

(Enviado por Becas)

Projecto estranhar Pessoa 1º Seminário aberto


Laboratório de Estudos Literários Avançados
FCSH, Universidade Nova de Lisboa
Rede de Filosofia e Literatura
Programa em Teoria da Literatura

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Instituto de Filosofia da Linguagem
FCSH, Universidade Nova de Lisboa

4 de Fevereiro de 2011
Edifício I&D, sala multiusos 2, piso 4

Programa:

10h00-12h00
Pedro Sepúlveda: Heterónimo(s)?
Humberto Brito: O Conto do Vigário
Rita Patrício: Contra Gaspar Simões
Moderação de Abel Barros Baptista

14h30-16h00
Gustavo Rubim: Forma e Heterónimo. Sobre a necessidade de Ricardo Reis
Jorge Uribe: Contar Caeiro «como realmente é»
Moderação de Humberto Brito

16h30-18h00
António M. Feijó: Meteorologia e Burocracia no Livro do Desassossego
Américo Lindeza Diogo: Objectos Obsoletos e Desassossego
Moderação de Abel Barros Baptista

ENTRADA LIVRE

(Enviado por Becas)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Fisco francês diz que Uderzo não é um dos autores de Astérix


Era o que faltava: então agora, passados 51 anos Uderzo não é co-autor de Astérix???
Estes gauleses são doidos! Um artista de incontestável talento, aos 84 anos de idade, devia estar bem longe de sofrer um golpe como este, que está muito para além do prejuízo financeiro: põe em causa uma das coisas fundamentais da sua vida: a autenticidade da sua obra. Uma vergonha!


"Para o fisco francês, Albert Uderzo não é um dos co-autores da banda desenhada Asterix, mas apenas «um ilustrador». E exige que este devolva 203.000 euros ao tesouro gaulês.

'O fisco caiu na cabeça de Uderzo' é o título da notícia do Le Figaro online que dá conta que o homem que com René Goscinny criou a aldeia de irredutíveis gauleses recebeu, no dia 27 de Dezembro, uma nota a exigir a devolução de 203.000 euros. O fisco tinha deixado de o considerar autor dos livros de aventuras, mas apenas um «simples ilustrador», o que alterou a sua situação contributiva.

Uderzo, com 84 anos, sabe que não é o primeiro a sofrer tal 'ataque', baseado em questões técnicas. Mas está indignado: «Ao fim de 51 anos de bons e leais serviços retiram-me o direito de ser autor?», questiona. Acrescenta ainda não ser tanto o aspecto financeiro que o incomoda, diz o Figaro, mas «a brutalidade e falta de respeito com o qual, 51 anos depois da criação de Asterix, o fisco acorda e retira-me o direito de ser o co-autor do meu querido pequeno gaulês. Este é um ultraje que não aceito com a minha idade! Contratei um especialista fiscal e vou bater-me novamente» - Uderzo já tinha sido alvo de três inspecções fiscais, em que saiu vencedor.

O jornal falou com um especialista em direitos de autor que considera a questão «absurda». Diz que «há uma dicotomia entre o direito de autor e o direito fiscal baseada em textos que talvez datem do séc. XIX» e que «considerar que Albert Uderzo não é autor de Asterix não faz qualquer sentido; até parece que um inspector fiscal em Bercy (bairro de Paris onde está sediado o ministério da Finanças) não gosta de BD».

É caso para escrever: já não são os romanos... 'Estes gauleses estão loucos!'"

In Jornal SOL

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Aniversário de Paul Cézanne

Faria hoje 172 anos um dos mais fabulosos pintores pós-impressionistas franceses.


"Paul Cézanne (Aix-en-Provence, 19 de janeiro de 1839 — 22 de outubro de 1906) foi um pintor pós-impressionista francês, cujo trabalho forneceu as bases da transição das concepções do fazer artístico do século XIX para a arte radicalmente inovadora do século XX. Cézanne pode ser considerado como a ponte entre o impressionismo do final do século XIX e o cubismo do início do século XX. A frase atribuída a Matisse e a Picasso, de que Cézanne "é o pai de todos nós", deve ser levada em conta." (Wikipédia)






segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O relativismo da morte


Tinha jurado não falar mais da morte de Carlos Castro e até suprimi deste Blogue um comentário sobre a barbaridade do seu assassinato e a possível premonição a ele associada. Passei uma semana (assim como muitos cidadãos deste país) a ouvir sem cessar uma verdadeira intoxicação noticiosa em todos os canais nacionais sobre tão terrível acontecimento. 

Que foi sinistro, foi, estranho também, mas é melhor não repisar nem chafurdar naquilo que é macabro, sob pena de cair na pretensão de querermos ser todos psiquiatras forenses ou investigadores criminais. Corremos ainda o risco de ter pesadelos com Renato Seabra a trucidar o corpo a Carlos Castro durante horas, depois de este ter - quem sabe? - mortificado a alma daquele, ao ponto de trazer à superfície o que de pior em si havia, num 34º andar de New York!


O impacto desta ocorrência foi suficientemente grande para ter feito quase passar despercebida a morte de alguém muito mais importante para os destinos de Portugal nos últimos 30 e tal anos, a do Coronel Vítor Alves, que, de modo algo chocante, foi perfeitamente secundarizada em termos mediáticos face à tragédia de Carlos Castro. Mesmo o presumível autor do crime merece honras de muitos blocos noticiosos, assim como os seus parentes e amigos, até à exaustão.

É caso para reflectir: estará Portugal mais sensível às crónicas do cor-de-rosa, que de repente se tornam num filme negro, do que à História recente de um país em que alguns homens como Salgueiro Maia e Vítor Alves, por obra valorosa como foi o 25 de Abril, se deviam da lei da morte libertar? 

Fernando Pessoa, John Lennon e Sebastião Salgado



Enviado por L.A.

A história repete-se


Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV

Giulio Raimondo Mazzarino, mais conhecido como Cardeal Mazarino, nasceu em 1602 em Itália mas radicou-se em França, sucedendo no cargo de primeiro-ministro o Cardeal Richelieu, de 1642 até à sua morte em 1661, no reinado de Luís XIV.
Foi seu ministro de Estado e da Economia Jean-Baptiste Colbert, que ficou conhecido pela sua teoria do mercantilismo e das práticas de intervenção estatal na economia.
Eis um diálogo travado entre os dois, em pleno século XVII:


"Colbert:

- Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço.

Mazarino:

- Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert:

- Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino:

- Criam-se outros.

Colbert:

- Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino:

- Sim, é impossível.

Colbert:

- E então os ricos?

Mazarino:

- Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert:

- Então como havemos de fazer?

Mazarino:

- Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres.

É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!

Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável."

Este tipo de conversa poderia ter ocorrido em 2010 na altura da aprovação do Orçamento de Estado, entre Teixeira dos Santos e José Sócrates. 


domingo, 16 de janeiro de 2011

José Ruy e a história do "Mosquito"


"Ainda em actividade, é o autor português com mais álbuns publicados, tendo iniciado o seu percurso aos quadradinhos no "Papagaio", com apenas 14 anos. Depois, passou por quase todas as publicações nacionais, entre as quais o "Mosquito", de que é um dos últimos desenhadores vivos, cujas memórias agora evoca."

«Comemorámos o 75º aniversário da saída d’O Mosquito 1ª série, e o 50º aniversário do que eu editei com o Ezequiel Carradinha, que curiosamente coincidiram», adiantou-me hoje o José Ruy.


Para os amantes da Banda Desenhada, a história toda aqui.

Encerramento da Expo Xangai 2010



Enviado por Tita Fan

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Pérola de Cultura na Peace Globe Gallery


Já deixei aqui testemunho da minha luta pela Paz mundial. Pouco a pouco e à minha maneira, acho que como cidadã, devo ser interventiva e participativa. Há combates que nunca podem deixar de ser travados: são aqueles pelos valores que a nossa consciência não deixa passar ao lado e que fazem de algumas vidas percursos com algum sentido. Este propósito passa para o ano de 2011.

Mimi Lenox, blogger americana, foi a pioneira de um movimento pela Paz Mundial na blogosfera, em que todos os anos há um dia em que muitos de nós se juntam nesse objectivo comum. No ano que acaba de findar foi no dia 4 de Novembro e a Mimi não quis deixar de homenagear a Pérola de Cultura.

O Peace Globe, que personalizei com a ajuda gráfica de Luís Diferr, mereceu honras de figurar como selo da Pérola de Cultura, que foi classificado como o Blogue participante nº 1997, passando a constar da Peace Globe Gallery a 29 de Dezembro de 2010. Ver aqui.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Blog temporariamente encerrado

Desenho do Tacci

O frio e o Inverno trazem-me sempre coisas muito desagradáveis... Devo mesmo ter nascido no sítio errado!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Provérbio Eskimó


"May you have warmth in your igloo, oil in your lamp, and peace in your heart!"

Obrigada à minha amiga Li Kruse, da Suécia, que muito sofre com o frio e visivelmente procura tudo para se convencer de que há coisas piores...

Week-end tube - Yanni

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sucesso dos alunos depende pouco de quem são os pais?


Carro de Bois (c)Oscar Pereira da Silva

O sucesso dos alunos na escola parece não depender muito do grau académico dos pais, segundo um estudo do ISEG relatado aqui. O relatório é alicerçado sobre os resulatdos dos exames nacionais e o posterior cruzamento de dados com a profissão e grau académico dos pais. Enfim, as estatísticas têm o seu valor, mas não em termos absolutos.

A minha experiência dos últimos 20 anos com alunos de zona periférica com cursos de Novas Oportunidades e Tecnológicos e a posterior mudança para uma escola urbana onde chega a haver 90% de pais licenciados ou de grau académico superior, atesta exactamente o contrário desta teoria.

As condições socio-económicas, nunca foram independentes dos resultados obtidos pelos alunos, na medida em que os meios culturais a que têm fácil acesso os predispõem de forma mais evidente à aquisição e produção de conhecimentos. Diz-me a experiência que os alunos mais motivados a trabalhar e obter bons resultados dispõem, em geral, de um ambiente familiar onde a tradição académica se faz mais fortemente sentir. O que não quer dizer, evidentemente, que não haja excepções, porque elas sempre existiram e existirão.

Há casos em que os alunos, à partida, disporiam de todas as condições para o sucesso, mas nem que a Escola e os professores façam malabarismos pedagógico-didácticos os conseguem motivar a um maior empenhamento no trabalho. Porque não há dúvida: para o sucesso é preciso haver bom trabalho por parte dos professores, mas ele não chega se não houver resposta e esforço por parte dos alunos. Afinal ninguém consegue puxar o carro sozinho...!

Leiam o artigo e comentem com as vossas experiências.

Valente Malangatana!


Malangatana Valente Ngwenya, falecido no dia 5 de Janeiro, conforme referi aqui, teve ontem a sua despedida de Portugal, com uma homenagem no Mosteiro dos Jerónimos, onde compareceram muitas personalidades da vida cultural e política.

Na mesma noite a SIC Notícias exibia um documentário, repetido hoje, com Malangatana na sua casa/atelier em Moçambique, com entrevistas e reportagem sobre a sua obra e a sua infância em Matalana, a sua terra-natal.

Malangatana cantou em dialecto local e contou histórias do seu percurso de vida e das várias profissões que exerceu antes de ter condições para se dedicar em exclusivo às artes plásticas. De entre elas destacou por várias vezes e com visível carinho o facto de ter sido "criado de bebés". Suponho que com isso ele queria dizer o mesmo que os americanos chamam "baby-sitter" e os ingleses "nanny". Além disso foi cozinheiro, barman, latoeiro e apanhador de bolas de ténis.



Malangatana salientou o facto de a sua pintura se inspirar nas histórias tradicionais, aquelas que a sua avó lhe contava e nos contos populares que foi conhecendo. Além de pintor e escultor foi poeta e resistente no tempo do colonialismo, tendo chegado a ser preso pela PIDE. Malangatana representa uma forte presença na vida na cultura moçambicana, mas também em toda a lusofonia.

Uma vez questionado por um antigo patrão, num colóquio, sobre a natureza da sua expressão plástica  sobre se seria "naïf", "surrealista" ou "dadísta", classificações que em 1960 Malangatana ignorava por completo, respondeu simplesmente: "Eh, patrão, minha nome não é surrealista, minha nome é Valente"! 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Alteração nos horários nocturnos

Hoje mais do que nunca vivemos no país do devir, na mutabilidade, da transformação onde tudo o que é, já não é, porque no próprio momento em que é, já deixou de ser. A aplicação deste pressuposto é facilmente visível nas alterações dos horários dos docentes em regime nocturno, já a partir do mês de Janeiro de 2011, no centro do ano lectivo, porque o horário nocturno só se inicia às 22 horas e assim podem distribuir mais horas lectivas a todos os professores, de todas as escolas do país.

Becas

2º Colóquio Anual da Rede de Filosofia e Literatura

‘Descrever Arte’

- Instituto de Filosofia da Linguagem FCSH, Universidade Nova de Lisboa
- Programa em Teoria da Literatura FLUL, Universidade de Lisboa
21 de Janeiro de 2011

FCSH U Nova de Lisboa
Av. Berna 26 Edifício I&D
Sala Multiusos 2

Rede de Filosofia e Literatura
FIL&LIT
Philosophy and Literature Network

Programa:

10.00 Carlos Natálio "O cinema como memória de uma memória?"
10.20 Tiago Videira "Descrever música: percepção e metáfora"
11.30 Isabel Lopes "As Funções da Imaginação Simbólica na Análise da obra Paradise Lost de John Milton"
11.50 Teresa Lousa "Descrever arte"
14.30 Edilson Brazil "Uma quase bodyart ou uma quase outra arte: para pensar o corpo travesti como um
objeto artístico"
14.50 Nélio Conceição "Descrever fotografias, descrever a fotografia - entre Husserl, Barthes e Benjamin"
15.45 André Dias "O problema da descrição na crítica de cinema"
16.15 Sara Eckerson "Beethoven and Kierkegaard"
17.30 Nuno Amado "Pretextos"
17.50 Nuno Crespo "De que se fala quando se fala sobre arte?"

ENTRADA LIVRE

Querem que eu dê aulas!?...


"Faço projectos, planos, planificações;
Sou membro de assembleias, conselhos, reuniões;
Escrevo actas, relatórios e relações;
Faço inventários, requerimentos e requisições;
Escrevo actas, faço contactos e comunicações;
Consulto ordens de serviço, circulares, normativos e legislações;
Preencho impressos, grelhas, fichas e observações;
Faço regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações;
Faço cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações;
Participo em actividades, eventos, festividades e acções;
Faço balanços, balancetes e tiro conclusões;
Apresento, relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações;
Defino estratégias, critérios, objectivos e consecuções;
Leio, corrijo, aprovo, releio múltiplas redacções;
Informo-me, investigo, estudo, frequento formações;
Redijo ordens, participações e autorizações;
Lavro actas, escrevo, participo em reuniões;
E mais actas, planos, projectos e avaliações;
E reuniões e reuniões e mais reuniões!...
E depois ouço, alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores, observadores, secretários de estado, a ministra e, como se não bastasse, outros professores, e a ministra!...
Elaboro, verifico, analiso, avalio, aprovo;
Assino, rubrico, sumario, sintetizo, informo;
Averiguo, estudo, consulto, concluo,
Coisas curriculares, disciplinares, departamentais,
Educativas, pedagógicas, comportamentais,
De comunidade, de grupo, de turma, individuais,
Particulares, sigilosas, públicas, gerais,
Internas, externas, locais, nacionais,
Anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?
Que eu dê aulas!?... "

Penso que este texto reflecte o pensar de muitos de nós, que sentem o tempo a fugir e a função primordial a perder-se em nome de uma perversidade. Desconheço a autoria deste texto, mas decidi divulgá-lo pela sua lucidez e oportunidade. Chegou-me por e-mail (de fontes diversas) e foi recentemente publicado no Rerum Natura. Agradeço a quem conhecer a identidade do autor, que ma comunique, para dar aqui os devidos créditos.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Feliz dia de Reis

Wiseman Adoration (c)Murillo

O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "alguns magos do Oriente" que, segundo a lenda, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de Janeiro. A noite do dia 5 de Janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como "Noite de Reis".

A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios - sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.

Em alguns países, como Espanha, é estimulada entre as crianças a tradição de se deixar sapatos na janela com ervas antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos se possam alimentar e retomar viagem. Em troca os Reis magos deixariam doces que as crianças encontrariam no lugar das ervas após acordar.

A tradição também consiste em comer Bolo-Rei, no interior do qual se costumava encontrar uma fava e um brinde escondidos. A pessoa que encontra a fava deveria "pagar" o Bolo-Rei no ano seguinte. Em França come-se "Buché a la Renne" onde também encontram um brinde no seu interior; a buché também costuma trazer uma coroa e quem encontrar o brinde será coroado como rei.

Em Portugal e também noutros países as pessoas que moram em pequenas terras costumam ir cantar os reis de porta em porta para receber goluseimas ou outras ofertas. Esses cânticos ficaram conhecidos como "As Janeiras".


William Shakespeare é autor da peça teatral "Noite de Reis" (no original inglês chama-se Twelfth Night, Or What You Will). Trata-se de uma comédia romântica que conta a história de um triângulo amoroso composto pelo duque de Orsino, Lady Olivia e Viola, sobrevivente de um naufrágio. Como sempre, nas peças de Shakespeare há intrigas e equívocos bem urdidos para prender a atenção do leitor/espectador até ao desenlace final.

(Fonte de informação: Wikipédia)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Big Girls Don't Cry! Right?

Edward Munch - O Grito

Não me convenço da veracidade da sondagem que indica que os portugueses classificam como Muito Bom o Serviço Nacional de Saúde. A minha experiência é em tudo contrária. De cada vez que por imperativos de doença tenho de recorrer a um Centro de Saúde, a conclusão é a mesma de sempre: vai-se doente, volta-se ainda pior!

São horas de espera, em pé, a cair de exaustão, febre e mal-estar, que já não é só físico, passa a ser também anímico, psíquico, sei lá! Por causa de uma vinheta, de uma cruzinha, um carimbo, um formulário, sujeita-se um cidadão que só precisa de se tratar e repousar a uma duríssima prova de resistência!

Tudo isto porque o médico, que é o mesmo, no sossego, na pontualidade e no resguardo discreto do seu consultório, não pode atestar por sua honra que o cidadão está doente e não pode comparecer ao serviço.

Pode estar - ele ou o doente, ou ambos - a mentir, podem estar ambos na Jamaica, ou no Centro Comercial, quiçá os dois a beber um copo nas Docas, num qualquer conluio de ilegalidade, a lesar o erário público à custa de um vírus hipoteticamente existente, mas na realidade fictício!

Porca miséria! Fico-me por aqui, pois este Blogue é um serviço cultural e não divulga o vernáculo!

Fiquem bem, que eu volto para a cama, de onde nunca deveria ter saído...



Big Girls Don't Cry! Rigth?
Not even if they're sick and tired!

Adeus, Malangatana!

O pintor moçambicano Malangatana deixou-nos aos 74 anos.
Faz-me lembrar de outra perda recente, a de alguém através de quem pela primeira vez ouvi falar deste artista: Carlos Pinto Coelho, que o apreciou e divulgou.
Que as suas almas se possam encontrar no repouso eterno.




Ah, Verlaine!










Cai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer.

Tenho uma grande tristeza
Acrescentada à que sinto.
Quero dizer-ma mas pesa
O quanto comigo minto.

Porque verdadeiramente
Não sei se estou triste ou não.
E a chuva cai levemente
(Porque Verlaine consente)
Dentro do meu coração.

Fernando Pessoa, 15-11-1930.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

HOTEL DU PALAIS - BIARRITZ








Para quem gostar do estilo retro, talvez seja uma boa opção para as próximas férias; isto no caso de o leitor conseguir passar por cima dos cortes orçamentais hoje autorizados em Diário da República...
Se não conseguir, como será o meu caso, há sempre a possibilidade, mais em conta, de fazer por aqui mesmo uma visita virtual e viajar para um outro tempo, e quem sabe, talvez cruzar-se por lá com o glamour de Cary Grant, a beleza de Grace Kelly ou o charme de Ingrid Bergman...  

HOTEL DU PALAIS - BIARRITZ (Clique sobre o nome)

Enviado por Tita Fan