domingo, 15 de abril de 2012

Que Escola queremos para os nossos jovens?


Em época de reformas no ensino e reestruturações nas escolas, cabe perguntar justamente:
- que tipo de Escola queremos para os nossos alunos? 
Faço a pergunta em primeiro lugar na qualidade de professora, mas também na de cidadã, com jovens em idade escolar na família.
Preocupa-me, evidentemente, que assimilem bem os chamados "saberes fundamentais" que o Sr. ministro tanto acarinha, mas também outros, aos quais porventura se dá menos importância, como as Artes. É com muita pena que vou vendo morrer disciplinas como Teatro ou Educação Musical, assim como a opção de Filosofia no 12º ano, em escolas onde era suposto isso não acontecer. 
Não tenho nada contra os médicos, os engenheiros e os gestores, mas formar jovens também deveria incluir a sensibilização para a criatividade e a imaginação. 
Afinal o mundo também é feito de utopias... ou não? 

4 comentários:

  1. É muito triste, concordo!
    Funciona tudo por modas: agora só se valorizam os gestores e economistas, toca a esquecer o resto...
    Quando até a Filosofia está a ser recrutada para empresas, noutros países!
    Então o que andam a fazer com as Artes é vergonhoso. Quando ainda há poucos anos se concluía que a Arte também é altamente produtiva e até lucrativa numa sociedade, sobrevivendo mesmo em épocas de crise.
    Não se tem uma ideia global da Educação que se quer para as nossas crianças e jovens, não há um perfil de Cultura Geral a atingir, uma ideia do que é a Educação, até!
    Reestruturam-se sistemas educativos começando do fim para o princípio, sem chegar a essa base. Experimentalismos, remendos, uma desgraça!

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  2. Quem não investe na Educação está a cavar a morte cultural do país.
    E não vejo outro caminho: só estão a fazer cortes e mais cortes, com a perda de qualidade que tudo isso implica necessariamente na qualidade do ensino.

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  3. E este senhor ministro não era o mesmo protagonista de alguns programas televisos dedicados aos jovens que até eram interessantes e ligados à imaginação? Chegam a políticos e parecem que se despem de toda a sensibilidade. Arte, música, teatro? Que é isso perguntarão. E pensarão: Coisas do passado, fora de moda e só para quando há muito dinheiro, o tal que, julgam eles, irá ser criado pelos médicos particulares, pelos gestores dos grandes mercados e pelos engenheiros das obras que lhes trarão algum benefício pessolal e depois de terem morrido muitos pobres!

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