quarta-feira, 18 de abril de 2012

170 anos do nascimento de Antero de Quental


Antero de Quental-pintura de Rafael Bordalo Pinheiro
Museu do Chiado

Antero Tarquínio de Quental, poeta, filósofo e político nasceu em Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, Açores, em 18 de Abril de 1842.
Frequentou a Universidade de Coimbra, tendo passado depois algum tempo em Paris. Viajou pelos Estados Unidos e Canadá, fixando-se em Lisboa.
Desde jovem que se destacou pelas suas opiniões revolucionárias e pela forma de estar na vida. Lutador e muito coerente com os seus ideais inovadores e socialistas, tão avançados para a época, que seguiu rigorosamente, Antero foi admirado e respeitado. O seu pensamento encontra-se distribuído pela poesia, filosofia e política.
Frequentou a Universidade de Coimbra, tendo passado depois algum tempo em Paris. Viajou pelos Estados Unidos e Canadá, fixando-se em Lisboa.
Foi um dos fundadores do Partido Socialista Português. Em 1869, fundou o jornal A República, com Oliveira Martins, e em 1872, juntamente com José Fontana, passou a editar a revista O Pensamento Social.
Antero defendia a poesia como Voz da Revolução, como forma de alertar as consciências para as desigualdades sociais e para os problemas da humanidade.
Para Antero de Quental, os ideais da fraternidade e solidariedade não poderiam ser em vão. Foi dos primeiros a trazer o socialismo, o republicanismo e o marxismo para a discussão pública.
Foi o maior poeta do Realismo português. Pertenceu à chamada Geração de Setenta, grupo que pretendia renovar a mentalidade portuguesa. Nota-se nas suas obras preocupação com os problemas filosóficos e sociais de seu tempo.
Casa de Antero de Quental
Ponta Delgada, S. Miguel, Açores

Antero atinge um maior grau de elaboração em seus sonetos, considerados por muitos críticos, dos melhores da língua portuguesa. Os sonetos de Antero têm inegável sabor clássico, quer na sua muita musicalidade quer na análise de questões universais que afligem o homem.
Em 1886 foram publicados os Sonetos Completos, coligidos e prefaciados por Oliveira Martins.
Em 1874 adoeceu de psicose maníaco-depressiva, que desde então o afligiu e o seu estado de depressão era permanente. Em Junho de 1891, regressou a Ponta Delgada, acabando por suicidar-se dia 11 de Setembro de 1891, com um tiro no ouvido, disparado num banco de jardim de um convento, no Campo de São Francisco Xavier.
Os seus restos mortais encontram-se sepultados no Cemitério de São Joaquim, em Ponta Delgada.
Devido à sua estadia em Vila do Conde, foi criada nesta cidade, em 1995, o "Centro de Estudos Anterianos".
Fontes:
- Antero de Quental-Bibliografia e Iconografia-1º. Centenário da Morte, publicação da Câmara Municipal da Amadora-Pelouro da Cultura; -FOCUS  Enciclopédia Internacional; - Wikipedia
Tita Fan

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