segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Escrever à mão ou no teclado? Eis a questão


  

Debate-se aqui essa questão. Há medicos que defendem o abandono do uso dos computadores.

De colegas professoras do primeiro ciclo do ensino básico ouvi muitas queixas sobre o computador Magalhães na sala de aula, cujo uso quase em exclusivo, a breve prazo se traduz numa grande dificuldade em ensinar as crianças a escrever à mão. Acredito que se ganhe facilmente dependência do teclado, até porque, com a luz radiante que emite, as cores, as barras e as janelas, convenhamos, que para uma criança, se pode tornar muito mais apelativo do que uma simples página de caderno.

Confesso que desde sempre senti fascínio pelos cadernos, livros e revistas e ainda hoje retiro grande prazer da escrita à mão, infelizmente cada vez menos frequente. A brancura imaculada de um caderno, o seu cheiro e o seu toque, a maciez da caneta que faz nascer a escrita, construída pelo movimento da mão em sucessivos arabescos, são algo que nada substitui.
As conexões intectuais da escrita manual não são entrecortadas pela busca sucessiva das letras no teclado e tudo parece ganhar uma textura mais uniforme.

Porém, não poderia abandonar a escrita no computador. Nada como ele nos permite tantas correcções em tempo mínimo, a substituição de páginas ou documentos por inteiro, ou a inserção de excertos, imagens ou hiperligações. Concordo, contudo, que se evite o seu uso excessivo pelas crianças, antes de estas obterem um bom domínio da escrita manual e conseguirem estruturar uma caligarfia própria. Ainda continuo a sofrer muito com a correcção das provas escritas dos alunos cuja escrita é de difícil decifração e manifesta uma ausência quase total de treino de caligrafia.

1 comentário:

  1. Subscrevo por inteiro o teu post e partilho das tuas preocupações e opiniões.
    Os meus alunos, por norma, não recebem fotocópias e mesmo os dos CEF recebem-nas muito raramente. Qual é a alternativa? Pois, escrever. E os meus alunos escrevem, e quero lá eu saber se é antiquado! Mas também não os privo do uso do santo computador... que eu já nem saberia viver sem ele... acho eu...
    Beijocas

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