sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O acordo ortográfico em doses homeopáticas


Não vale a pena alimentar o medo de que vamos chegar a um dia em que constatamos não saber escrever.
O acordo ortográfico já não está sujeito a "desacordos", pois ele já é um facto consumado (foi assinado em 1990) e veio para ficar.

Presume-se que a 1 de Setembro de 2011 o acordo será começado a introduzir nas escolas, mas a nova grafia já circula abundantemente na melhor imprensa. Temos até 2014 para adoptar (adotar) a nova grafia e deixar de escrever com erros.

Há que não confundir a língua com a ortografia e o melhor será irmo-nos desde já tentando adaptar, para daqui a alguns meses não depararmos com tantas dúvidas ao escrever.

Este acordo é um instrumento regulador da grafia, mas não é um acordo de unificação a língua. Ela continuará a ter diferenças nos planos sintáctico e lexical consoante os países. Noutros países onde há vocabulário e construções gramaticais diversas de Portugal,  como é o caso do Brasil, que tem 180 milhões de falantes, é óbvio que a superioridade numérica pesa sobre os 10 milhões de falantes de Portugal, mas ninguém nos irá obrigar a falar como os brasileiros.

Dispomos de algumas publicações especificamente dedicadas à divulgação das alterações introduzidas pelo acordo ortográfico, nomeadamente, alguns livros:
- de autoria de Sandra Duarte Tavares e Sara de Almeida Leite, que se pretende um guia temático para a resolução de grandes dúvidas intitulado SOS Língua Portuguesa;
- de Paulo Feytor Pinto, O Essencial sobre Política de Língua;
- um Dicionário de dúvidas, dificuldades e subtilezas da Língua Portuguesa, da autoria de Edite Estrela, Maria Almira Soares e Maria José Leitão;
- um novo Dicionário da Língua Portuguesa coordenado por João Malaca Casteleiro, à luz do novo acordo.
Dispomos ainda do Portal da Língua Portuguesa.

No programa "Sociedade Civil" da RTP2 às 14 horas, todas as sextas-feiras passará a haver uma rubrica dedicada à divulgação das alterações consignadas no acordo ortográfico. Hoje o programa contou com as presenças de Henrique Monteiro, director (diretor) do jornal Expresso, Hermínio Corrêa da CONFAP, Paulo Feytor Pinto, da Associação de Professores de Português e Sandra Duarte Tavares, consultora do site Ciberdúvidas.

Pode ver aqui a emissão de hoje.

MINHA PÁTRIA É MINHA LÍNGUA

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