segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Eleições presidenciais


“A maior paixão da humanidade é iludir a realidade”
Sigmund Freud, 1856-1939


Quem ganhou as aleições presidenciais foi a abstenção, superior a 50%. Mais exactamente 53, 37%, o que corresponde a 5.139.483 de portugueses.

Só se pode concluir que a participação dos cidadãos é cada vez menor na vida da pólis.
A Democracia está doente, a Cidadania deficiente, ou simplesmente, devemos conjecturar a falência de um modelo de representatividade?

Aníbal Cavaco Silva foi eleito por pouco mais de dois milhões de portugueses; de entre os dez milhões que compõem o país, mesmo excluindo os menores que não votam, assim como os doentes e idosos acamados, não se pode dizer que este número seja muito expressivo, pelo que a real representatividade de Cavaco Silva é mesmo de uma minoria. 

Se a maioria do povo não quer eleger um presidente da República, talvez seja altura de reflectir nas suas razões.

Desde que a participação dos cidadãos na Democracia e as liberdades fundamentais sejam garantidas, não abomino a ideia de uma monarquia parlamentar como as da Escandinávia. Assim neste marasmo suicida é que não! 

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