quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A tradição da Candelária


La Chandeleur en France


"No dia 2 de Fevereiro, 40 dias depois do Natal, festeja-se a "Chandeleur", Candelária em português.
Esta festa era em honra da Virgem, na tradição católica (apresentação do menino ao templo). Nesse dia as mulheres acendiam velas (em latim "candella") que tinham mandado benzer para atrair sorte e protecção para o seu lar.

Os romanos e os celtas festejavam a Candelária que representava o regresso ao sol e à luz...

A tradição é fazer crepes, esse disco dourado, tão semelhante a um pequeno sol. Não se deve virar o crepe com a ajuda de um utensílio mas com um simples manejar da frigideira; e deve-se fazer o primeiro com uma moeda na mão para ter dinheiro todo o ano..."


PROVÉRBIOS ASSOCIADOS À CHANDELEUR:

- À la Chandeleur, l'hiver se meurt ou prend vigueur.
- À la Chandeleur, grande neige et froideur.
- À la Chandeleur, le froid fait douleur.
- À la Chandeleur, le jour croît de deux heures.
- Si la chandelle est belle et claire, nous avons l'hiver derrière.
- Chandeleur à ta porte, c'est la fin des feuilles mortes.


Deixo aqui este interessante testemunho do trabalho das professoras do grupo disciplinar de Francês da Escola Secundária José Gomes Ferreira, que hoje surpreenderam todos os colegas com uma requintada mesa de deliciosos crepes e compotas variadas, velas sobre seda vermelha e cenário decorado com bandeiras de França.

Um placard explicava a história desta tradição e nas mesas de trabalho havia palavras cruzadas em francês e exercícios de texto para completar com a história da tradição da "Chandeleur en France", muito interessante, quer para alunos quer para professores.

Quem disser que a Escola não é um lugar de prazer está (mesmo!) enganado, pois o trabalho, quando é empenhado e nos mobiliza as boas energias, dá muito, mas muito prazer!

Estou firmemente convencida de que trabalhar na escola com alegria dá melhores frutos, quer para quem aprende, quer para quem ensina. E conseguir que o local de trabalho seja um local de prazer torna as pessoas muito mais felizes e capazes de trabalhar com mais vontade durante mais anos.

Isto pode ser uma utopia pessoal, mas acredito que consegui-lo passa, entre outras coisas, pela cultura dos afectos e pela boa convivência entre colegas, sobretudo nesta fase tão triste, talvez o pior momento da nossa carreira, em que nos estão (a tentar) tirar quase tudo! 
Ao exemplo destas professoras tiro o meu chapéu.

2 comentários:

  1. Subscrevo tudo o que dizes e faço-o atendendo à minha própria experiência.
    Gostei de ler este teu texto optimista. Apesar do ME.
    beijocas

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  2. Optimista, porque acredito na capacidade de o ser humano lutar para superar as adversidades e cultivar aquilo que de melhor existe em si.
    Apesar do ME estar a fazer de tudo para nos tornar a vida num inferno, é preciso não deixar que isso possa deteriorar as relações.
    Beijo grande.

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