sábado, 5 de março de 2011

Ascenção e queda de um rufia


Em tempos admirei-o pelo seu talento criativo, arrojado e irreverente. Depois, comecei a não ter muita paciência para os excessos de barroco nos adornos e acessórios.
E por fim, comecei a sentir alguma repulsa pelos exageros no botox e na vaidade de John Galliano.
Agora, a cereja em cima do bolo: o rapaz, perdido de bêbado no bar "La Perle" no Marais, confessa-se afinal racista, anti-semita, diz amar Hitler e provoca uma queixa policial por injúrias a um casal judeu.

O despedimento da casa de alta costura Dior, onde trabalhava há décadas, não se fez esperar. 
Por fim, Galliano arma a tradicional cena de vítima, pede desculpas e faz-se internar por depressão e alcoolismo numa clínica americana. Não há pachorra!

A actriz israelita Nathalie Portman, que acaba de ganhar o Óscar de melhor actriz, desliga-se também da casa Dior com a qual tinha contrato de publicidade de um perfume, alegadamente por não querer o seu nome associado a alguém que se assume com admirador do extermínio que Hitler perpetrou contra os judeus. 

Já estou como diria o diácono Remédios: "Não havia necessidade!" 
Às vezes, em vez de queixas na polícia, que tal deitar tal um balde de água fria pela cabeça abaixo de certas pessoas, a ver se lhes passava a bebedeira?

Vale a pena ler aqui a história completa.

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