segunda-feira, 4 de julho de 2011

Rainha de Sabá


Ainda hoje, apesar de nenhum testemunho arqueológico o ter comprovado, o sonho dos Iémenitas é sem dúvida encontrar o rasto da sua lendária soberana, a muito citada Rainha de Sabá. O nome de Sabá encontra-se mencionado centenas de vezes nas inúmeras inscrições já decifradas, além disso, segundo os arqueólogos iémenitas,  a reforçar a ideia da lenda existe  o facto dela perdurar no Iémen desde há 3000 anos até à actualidade, sendo aceitável que o reino de Sabá tenha sido governado por uma rainha. Apontam também a descrição bíblica da visita sumptuosa feita ao rei Salomão há 30 séculos.  Parece que fascinada pela sabedoria e poder daquele rei, a rainha deixara o seu país longinquo e teria empreendido a viagem para o visitar e pôr à prova através de vários  enigmas, pois segundo lhe constara nenhuma pergunta era para o sábio rei suficientemente difícil. A grande quantidade de valiosos presentes em ouro e especiarias  que levou, na sua faustosa caravana, demonstravam quanto o seu reino, terra  dos perfumes e do incenso,  era próspero e bem sucedido.



Esta mítica rainha foi celebrada  em pinturas, vitrais e em outras formas de arte nomeadamente num dos painéis que compõem o portal do Batistério de Florença. Terá realmente existido? De qualquer forma perpetuou, sem dúvida, o nome do seu reino.

A prosperidade do reino de Sabá assentava na agricultura e no comércio das especiarias. A fertilidade do oásis de Mareb (Mar'ib), a capital, ficou lendária. O Corão para além de citar A rainha de Sabá, evoca também Mareb (Mar'ib), numa sura, como sendo um excelente país que possui dois maravilhosos jardins.


Efectivamente, passavam por Mareb (Mar'ib) todas as grandes caravanas, que do porto de Hadramawt, percorriam toda a borda do deserto em direção ao norte, formando uma rota, com a proteção dos reinos ao longo do caminho, através de impostos,  que se tornou conhecida como a "rota do ouro e do incenso". Ligava a Índia ao Egipto e ao norte da Síria. Chegavam a Petra. Transportavam especiarias, seda, ébano, ouro, peles de animais, etc.


Os vestígios da antiga capital Mar'ib, construída entre o 2º e o 1º milénio A.C., numa zona bastante estratégica, encontram-se a um km da cidade moderna, em torno da velha aldeia de Mareb abandonada. Os arqueólogos estão atualmente convencidos de que sob as suas ruinas permanecerão ainda vestígios do palácio real de Sabá e quem sabe alguma informação da sua raínha,  já que os principais lugares de culto, fora da cidade no meio do oásis, como era uso, já estão sendo estudados, incluindo um templo com 3000 anos, encontrado no deserto,  considerado o mais antigo da arábia e que terá, certamente, muitos segredos a serem desvendados.


Mas não são só os iémenitas que reivindicam ser a pátria desta tão lendária rainha, os etíopes também acreditam ser dela descendentes, pelo menos de um seu filho com o rei Salomão. Em 2008, arqueólogos alemães anunciaram ter encontrado, em Axum, os restos de um sumptuoso palácio pertencente  à Rainha de Sabá.

Mais uma descoberta para ajudar a desvendar um dos maiores mistérios da historia antiga......

Tita Fan

3 comentários:

  1. La reine de Saba et le roi Salomon, une belle histoire!

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  2. Ainda hoje e por muitos séculos adiante a história desta Rainha encanta e desperta a imaginação sobre si e tudo que lhe diz respeito.
    Muito interessante o post com as imagens e as informações colocadas.Aprendi mais sobre esta instigante lenda/histórica.
    Um abração,
    Calu

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  3. São fantásticas, as histórias da História!

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