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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Fernando Pessoa, 125 anos


Desenhado pelos alunos da Escola Secundária José Gomes Ferreira, Lisboa
ULISSES

“O mito é um nada que é tudo
O mesmo sol que abre os céus
É um mito brilhante e mudo –
O corpo morto de Deus,
Vivo e desnudo.

Este, que aqui aportou,
Foi por não ser existindo.
Sem existir nos bastou.
Por não ter vindo foi vindo
E nos criou.

Assim a lenda se escorre
A entrar na realidade,
E a fecundá-la decorre.
Em baixo, a vida, metade
De nada, morre.”

Fernando Pessoa, A Mensagem, 1934

sexta-feira, 8 de março de 2013

Pelas Mulheres, no seu Dia Internacional

(Imagem cuja autoria não foi possível identificar)

Há que valorizar algumas das coisas boas que ainda temos: por exemplo, a liberdade de nos vestirmos, maquilharmos e pentearmos como queremos, seja pela moda, pelo gosto, ou para agradar aos nossos companheiros. Temos a liberdade de ter amigos do sexo oposto sem que isso seja obsceno ou criticável. Podemos ir ao café e estar com amigos e grupos, sem que isso seja socialmente condenado. Podemos escrever, falar, comunicar e ir a manifestações. Para chegar até aqui, houve atrás de nós gerações e gerações de mulheres e homens sem esses direitos que lutaram para que nós deles pudéssemos vir a usufruir. Temos a liberdade de escolher uma carreira e tentar encontrar um emprego compatível com as nossas aptidões. Temos a liberdade de poder tirar carta de condução e ir onde queremos; as mulheres em Portugal conquistaram, a poder de muitas lutas o direito ao voto e outras formas de paridade. Hoje há mulheres taxistas, para-quedistas, condutoras de camião, pilotos de aviação, polícias, atletas de alta competição, juízas... Valorizemos aquilo que ainda temos e que conseguimos; lutemos para vir a conseguir ainda maior paridade e não permitamos que ninguém nos retire aquilo que é e será nosso por direito próprio. 
Bom Dia das Mulheres!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Crepes, a magia da culinária



Considero os crepes, uma invenção de origem francesa, uma das ideias mais geniais para fazer render a comida e também um prodígio de versatilidade. Quando tenho alguma paciência e inspiração, gosto do exercício de tecer aquela finura, qual tecido, que depois enrolo com carinho, dobro em quatro ou franzo, tentando fazer habilidades culinárias.
Hoje tive a ideia de fazer crepes e aproveitá-los para "desenrascar" um jantar e um lanche.
Para a massa usei apenas 150 gr de farinha, 1 ovo, 1 chávena de leite, 1 colher de sopa de azeite e 1 pitada (mínima) de sal de cozinha. Deu para fazer 10 crepes finos, numa frigideira pequena. É necessário que o fundo seja mesmo anti-aderente. 
O resto vem de acordo com a inspiração do momento e os ingredientes que na altura existirem em casa. Deixo aqui as "fases" do procedimento, que não pode ser mais simples; até uma criança faz.



Uma parte dos crepes foi recheada com queijo creme com ervas e 200 gr de salmão fumado em fatias finas, que temperei previamente com sumo de limão e endro. 


Deu para enrolar 7 crepes, o que rende uma boa refeição para três pessoas.


Cobri com molho bechamel e levei ao forno a gratinar um pouco (10 minutos). 
É importante não juntar sal ao molho porque o salmão fumado e o queijo creme já têm sal mais do que suficiente. Senão corre-se o risco de que o prato resulte salgado, o que não faz nada bem à saúde. Para acompanhar preparei entretanto uma salada de alface, pepino e tomate, com coentros. 


O sumo de laranja ou a limonada combinam muito bem com este prato. Mas quem preferir, pode acompanhar com vinho branco ou rosé, cerveja ou até sangria.


Aos crepes que sobraram juntei morangos cortados em quartos e gelado caseiro de banana, maçã e kiwi sem açúcar (foto do topo).
Fotos (c) Pérola de Cultura 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Culinária fresca para os dias quentes de Verão



Às vezes tenho poucas condições físicas ou apetência para me pôr ao fogão a fazer refeições muito elaboradas. Nessas ocasiões, a solução é optar pela confeção de pratos simples e rápidos. Este ano, por vários condicionalismos, comi mais em casa do que fora dela. Percebi como isso se traduz em poupança de dinheiro, o que neste momento, faz mais falta do que nunca.
Agora, que chegaram os dias quentes, as saladas, as sopas frias e as frutas (na foto de cima são cerejas do Fundão) são sempre boas opções a considerar. A carne continua a fazer visitas cada vez mais esporádicas cá a casa. 
Hoje partilho convosco uma salada, duas sopas e duas sobremesas, que também podem servir de lanche. Com estas opções também se poupa tempo e ganha-se em termos de saúde.

Salada de abacate, camarão, tomate-cereja e duas alfaces. 
Temperada com um fio de azeite e umas gotas de limão.

 Broscht: sopa fria de beterraba e vegetais com iogurte.
Ameixas pretas.

Gaspacho, cebolinho e torrada em pão de sementes.

Maçãs reinetas cozidas em vapor com pau de canela.

Framboesas com iogurte grego de limão e tangerina.

Fotos (c) Pérola de Cultura

domingo, 10 de junho de 2012

Ele há grandes vidas!




Pippa e Bijou

Estes lordes vivem na casa da minha mãe com carinho e mordomias. Há por aí gente com muito pior vida do que estes dois. Quando a dona se ausenta por uns dias ocorre frequentemente fazerem birras, chantagens, andarem à tareia e terem descompensações diversas. Só vendo! No meio de amuos e protestos, não se fazem esperar algumas retaliações após a chegada dela. 
Quem diz que os gatos não são espertos? A estes só lhes falta começar a mandar emails.

Fotos: (c) Pérola de Cultura

Cozinha mais saudável

Iogurte grego sem açúcar com morangos aos quartos

Tostas integrais, queijo fresco e chá verde com menta

Sopa de beterraba, courgette, beringela e cenoura

Salada de abacate com camarão e molho de iogurte

Broa de milho aromatizada com alho e salsa

Bolo de cacau amargo com aspartame e Becel

Bacalhau com broa no forno, castanhas e tangerinas

Não é por uma questão de fundamentalismo, mas sim de saúde. Há que tornar a cozinha o mais saudável que for possível. Não há mistérios: substituam-se apenas alguns ingredientes e o sabor estará lá, não direi o mesmo, mas outro, equivalente e gostoso, embora light.
Algumas das substâncias que tenho vindo a alterar na minha forma de cozinhar provêm de conselhos de saúde do Professor Fernando Pádua ou do Dr. Mehmet Oz; outras resultaram de experiências feitas cá em casa, com vista a eliminar parte dos "inimigos" que frequentemente acabam por nos intoxicar. 
Assim tenho vindo a fazer, sem prejuízo de sabor, as seguintes substituições:


- sal por limão ou alho 
- pimenta por gengibre
- manteiga por margarina vegetal (preferencialmente de girassol)
- natas de vaca por natas de soja
- açúcar por aspartame
- chocolate por cacau amargo
- maionese por azeite
- chantilly por iogurte
- pão branco por pão integral, de centeio ou broa de milho
- refrigerantes por chá verde com menta e tangerina
- queijos gordos por queijo fresco
- Uso frequentemente como temperos ervas aromáticas (tomilho, cebolinho, estragão, endro, manjericão, oregãos, louro, rosmaninho, salsa e coentros).
- Os vegetais mais aromáticos, como alho francês e aipo, dispensam muitos temperos.


Tenho vindo a tornar-me cada vez menos "carnívora"; gostaria de saber fazer bem sushi, por exemplo, mas não é das coisas mais fáceis e acessíveis para fazer em casa.
Ficam as sugestões "visuais", embora com um aspeto muito caseiro. Desculpem a falta de adereços, mas nunca tive possibilidade de fazer nenhum curso de foodstyling!


Fotos: (c) Pérola de Cultura

terça-feira, 10 de abril de 2012

Últimas fotos do Titanic antes do naufrágio

Last picture of the Titanic leaving Queenstown, Ireland to New York, April 12, 1912. 

Reading and writing room aboard the Titanic, 1912.

Woman selling Irish lace aboard the Titanic, April 11, 1912


São documentos históricos que hoje cabe recordar, em homenagem àqueles que fizeram a última viagem das suas vidas, sobretudo os que partiram da sua terra em busca de uma vida melhor do outro lado do Atlântico.
Aqui.

sábado, 31 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

"Sui monti di pietra può nascere un fiore"

Fotos de Pérola de Cultura (na rua, ao pé da minha Fisioterapia)

Para a minha amiga Gabi, que me chama a atenção para as coisas bonitas deste mundo.