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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Além de servir para fazer bebés ainda é anti-depressivo


Vivendo e aprendendo. Espantosas as potencialidades do esperma humano, para além das funções procriativas, o contentamento que - afinal! - parece causar às mulheres. Para ler aqui.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Síndrome de Burnout

É um Distúrbio Psíquico de carácter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como "(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional".

A síndrome de Burnout (do inglês: to burn out, queimar por completo), também chamado de síndrome do esgotamento profissional, foi assim denominado pelo psicanalista Freudenberger, após constatá-lo em si mesmo, no início dos anos 1970.

Dedicação exagerada à actividade profissional é uma característica marcante de Burnout, mas não a única.

O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar um alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a auto-estima pela capacidade de realização e sucesso profissional.

O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estádio, a necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional transforma-se em obstinação e compulsão.

Síndrome associada a um tipo de stress ocupacional e institucional relacionado com profissões que mantêm uma relação constante e directa com outras pessoas, principalmente quando esta actividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores).

Becas

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

António Damásio e a questão da consciência

"Um dos maiores mistérios da natureza está dentro da cabeça de cada um de nós. Como é que o nosso cérebro gera a consciência? Como consegue articular a nossa percepção do mundo com o nosso sentir do mundo e de nós próprios? Como fabrica subjectividade, esse atributo exclusivamente humano da mente consciente?"
Ler artigo completo no Público.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Stress e Coping


O stress um fenómeno, vital, inerente à condição humana e fundamental do ponto de vista dos processos adaptativos.

Factores de Stress (Stressores)

 Representam exigências de adaptação consideráveis e comportam o risco de formação de padrões de coping desadaptativos.

 Processos de coping associados ao stress determinam resultados diferentes em termos de adaptação.

 Em algumas fases da vida, o coping é o melhor preditor do bem-estar psicológico

 Necessidade de mudança de uma perspectiva ligada ao stress à prevenção da doença, para uma perspectiva ligada ao coping e à promoção da saúde e bem-estar.

 Os programas de prevenção dirigidos às crianças e adolescentes têm vindo a incorporar estratégias de promoção de formas de coping adaptativas, a par das mais tradicionais técnicas de gestão do stress.
 
BECAS

domingo, 14 de março de 2010

Síndrome de La Tourette 2


Quadro Clínico

Esta doença está classificada (...) no grupo das Perturbações Emocionais e de Comportamento com Início habitualmente na Infância e Adolescência (...) e descrita como Perturbação de tiques vocais e motores múltiplos combinados.

Sendo a descrição supracitada bastante explícita dos sinais que se podem observar, importa contudo referir que os múltiplos tiques motores e vocais, incluindo coprolalia, podem aparecer em simultâneo ou em diferentes períodos da doença. Numa primeira fase da doença, esta manifesta-se por episódios de tiques simples, normalmente faciais.

A doença manifesta-se quase sempre na infância e adolescência e tem sido observado que é mais frequente em indivíduos do sexo masculino. Os tiques podem ser simples - piscar de olhos ou pigarrear – ou complexos – movimentos faciais, dos membros, ou coprolalia. São movimentos súbitos, rápidos, estereotipados, recorrentes e não ritmados.

Os tiques fónicos iniciam-se cerca de dois anos após os sintomas motores, com características simples como grunhidos, gritos agudos e curtos. Não raramente, a criança passa a receber apelidos conforme o som que desenvolve. Por exemplo, muitas crianças passam a ser conhecidas na escola por “hic”, porque ao apresentar o tique motor, emitem este som agudo e breve.

A coprolalia enquadra aqueles indivíduos que, além de outros sintomas de Tourette, se vêm obrigados a repetir palavras obscenas e/ou insultos. Obviamente, a consequência desse tipo de comportamento traduz-se em diferentes graus de desvantagens no âmbito social. As situações que provoquem stress podem agravar os sintomas.

Esta perturbação pode ainda estar associada à Perturbação Obsessivo Compulsiva, podendo o doente apresentar ambas em simultâneo.

Hoje, sabe-se que esta síndrome tem origem genética, no entanto os cientistas não possuem certezas sobre as causas da Síndrome de Tourette. Sabe-se que é hereditária, na maioria dos casos, mas desconhece-se a forma exacta de como é herdada. Ainda não foi descoberto um gene específico da Síndrome de Tourette.

No entanto, os cientistas que se debruçam sobre o estudo desta síndrome, parecem concordar num ponto: os tiques da Síndrome resultam de anomalias no cérebro, tendo sido apontado por alguns investigadores, doenças no tálamo, gânglios da base e córtex frontal do cérebro e também disfunções nos neurotransmissores entre as células nervosas do cérebro.

Não existe cura para a Síndrome de La Tourette, mas existem várias formas de a controlar. Os tratamentos incluem terapia comportamental, medicações diárias e estimulação profunda do cérebro. A escolha do tipo de tratamento depende do quanto a Síndrome afecta a vida do paciente.

Texto de autoria de Becas.

sábado, 13 de março de 2010

Síndrome de La Tourette 1


A Síndrome de La Tourette representa um transtorno neuropsiquiátrico ou uma desordem neurológica caracterizada por tiques involuntários, ou seja, é um transtorno de tique grave, progressivo, no qual tiques motores múltiplos e vocais (tiques fónicos) ocorrem combinados. A maioria das pessoas afectadas é do sexo masculino.

Tem início precocemente na infância, com características benignas, observando-se apenas crises passageiras de tiques motores simples, como piscar de olhos ou movimentos bruscos do pescoço/cabeça, podendo surgir e desaparecer, ou tornar-se persistentes, a ponto de já desencadear efeitos nocivos na criança.

À medida que a Síndrome se desenvolve, os tiques motores, inicialmente simples, adquirem características mais complexas e múltiplas. Ficam camuflados na forma de actividade motora intencional (como remover o cabelo da testa com o braço), mas acaba sendo identificado como tique pelo seu carácter repetitivo.

Coprolalia: é a tendência involuntária para proferir palavras obscenas ou fazer comentários geralmente considerados socialmente depreciativos e, portanto, inadequados. Representa uma característica rara de pessoas afectadas pela síndrome de Tourette. Coprolalia é um termo emprestado do idioma grego (ou κόπρος) que significa "fezes" (dejectos fecais) e λαλία, que significa "tagarelas, conversa sem sentido".

Coprolalia comporta todas as palavras e frases que são consideradas tabus sociais ou que são tidas como inaceitáveis fora de certos contextos e geralmente é expressa fora de contexto social e emocional. A verbalização de palavras tidas por obscenas em grande maioria dos casos está relacionada com o contexto psíco-emocional a que o indivíduo acometido pelo distúrbio possa estar inserido. Em certos casos a pessoa com coprolalia consegue repetir as palavras características de sua condição na sua mente. No entanto, essas subvocalizações podem ser extremamente angustiantes.

(Continua)

Texto de autoria de Becas.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Défice de Atenção e Hiperactividade 5


Na sequência do estudo aqui apresentado (quarta parte) sobre esta desordem, publico hoje a Conclusão.

"Conduzir a avaliação psicológica da criança e recolher informações, através dos meios anteriormente descritos, são procedimentos que podem ser morosos. No entanto, a informação recebida através deste processo é muito importante para ajudar os membros da equipa de avaliação a chegarem a um diagnóstico e a fazerem as necessárias recomendações sobre a melhor forma de tratamento da criança. A escola desempenha, portanto, um papel vital na avaliação da criança e do adolescente suspeito de ter DDA. Os professores podem observar directamente como um aluno se comporta em situação de grupo e podem comparar o desempenho desses alunos com o de outros com a mesma idade. As escolas devem ter acesso a informações, tanto actuais como passadas, acerca do desempenho do aluno na sala de aula, nos seus aspectos académicos, no âmbito da atenção, assim como outras características de ordem social, emocional e comportamental. As escalas de avaliação comportamental aplicadas na escola e as entrevistas aos professores, a análise do processo individual do aluno, a análise de resultados de testes e a observação directa do aluno na sala de aula são procedimentos típicos usados para recolher informações acerca do aluno sendo muito importantes na detecção deste problema."

Texto de Becas

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Défice de Atenção e Hiperactividade 4


Eis mais uma parte do estudo realizado pela nossa colaboradora Becas no âmbito desta patologia que afecta muitos dos nossos alunos nas Escolas e para a qual muitos de nós professores não temos preparação adequada.

Pela pertinência do tema, tenho vindo a publicar este trabalho em partes, aqui, aqui e aqui. Hoje são abordadas as formas de tratamento. A seguir publicarei a Conclusão deste importante trabalho.



Formas de Tratamento

"Após a avaliação, já referida anteriormente, os membros da equipa devem reunir e chegar a conclusões relativamente ao diagnóstico e ao tratamento, através de um relatório que visa elaborar um plano de tratamento para todas as áreas que requerem intervenção. O médico poderá administrar medicação à criança, o psicólogo pode recomendar aconselhamento, a saber, procurar modificar o comportamento e treinar as competências sociais. A escola poderá recomendar mudanças ambientais ou adaptações pelo professor na sala de aula, para apoiar o aluno com DDA, ou disponibiliza programas especiais, no âmbito da educação especial.

Devem existir avaliações de rotina para avaliar e determinar a forma como a criança está a progredir. A DDA, sendo uma condição crónica requer com frequência cuidados a longo prazo e monitorização regular. Os pais necessitam de coordenar as actividades com os membros da equipa de tratamento de forma a trabalharem em conjunto no melhor interesse da criança. Assim, devem existir as seguintes vertentes: acompanhamento médico, planeamento educacional, modificação de comportamento e aconselhamento psicológico.

O acompanhamento médico consiste na gestão da medicação para controlar os sintomas. A classe de medicamentos mais comummente descritas são psicoestimulantes e os antidepressivos tricíclicos. Desde 1937 que estes fármacos têm sido usados para tratar a hiperactividade, na sequência da utilidade da Benzedrine, a Ritalina (metilfenidato), o Retard, o Norpramin e o Catapres são os fármacos que podem ser encontrados no mercado nacional. A dextroanfetamina (Dexedrine) e a pemolina (Cylert) são os fármacos normalmente prescritos. Calcula-se que os psicoestimulantes têm efeito nos neurotransmissores do organismo permitindo, assim, que a criança focalize melhor a sua atenção, controle a impulsividade, regule a actividade motora e exiba um comportamento mais intencional e orientado para objectivos. Estima-se que entre as crianças com PDDA que tomam psicoestimulantes, em 70% dos casos registam-se melhorias. Estes fármacos provocam efeitos secundários que podem incluir falta de apetite, perturbações de sono, irritabilidade, náuseas, cefaleias e obstipação.

Os antidepressivos tricíclicos, como a imipramina (Tofranil) e a desipramina (Norpramin) têm sido igualmente prescritos no tratamento da DDA, nos casos em que as crianças apresentam sinais de ansiedade e depressão. Os efeitos secundários deste gruopo de antidepressivos incluem secura na boca, falta de apetite, cefaleias, dores de estômago, tonturas, obstipação, e taquicardia ligeira.

Relativamente ao tratamento psicoterapêutico, a psicoterapia parece ter um papel muito significativo no tratamento da DDA sendo, contudo, uma terapia mais directiva, objectiva, estruturada e orientada por metas. A psicoterapia mais eficaz é a cognitivo-comportamental que pretende levar a uma mudança nos afectos e nos comportamentos, através de uma reestruturação cognitiva, levando o indivíduo com DDA a substituir as suas crenças, pensamentos e comportamentos negativos e disfuncionais por outras formas, menos depressivas, e ansiosas de perceber a realidade."


Texto de Becas

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Avatar pode ser prejudicial para crianças



"Neurologistas alertam que filmes 3D podem prejudicar as crianças e a Comissão de Classificação de Espectáculos admite reclassificar "Avatar" para 12 anos.
(...) O filme "Avatar" tem actualmente classificação para maiores de seis anos."


Visão, 12 de Janeiro de 2010

Leia aqui a notícia completa.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Défice de Atenção e Hiperactividade 3


Esta é a terceira e última parte de um estudo sobre a Desordem Défice de Atenção e Hiperactividade que temos vindo a publicar neste Blogue aqui e aqui.

Hiperactividade/Impulsividade

"Nem todas as crianças com DDA são impulsivas ou hiperactivas. No entanto, as que são não passam despercebidas pois são muito irrequietas e mostram um excesso de actividade bastante marcante, a impulsividade reflecte-se na incapacidade para controlar as suas emoções e o seu comportamento sendo esta característica exibida num grau muito superior ao que é típico de outras crianças da mesma idade.

Trata-se de um comportamento que é facilmente observável em crianças em idade pré-escolar. Nesta idade a criança com DDA vive num turbilhão de excitação e de energia, estão sempre a mexer em algo, andam constantemente de um lado para o outro, nunca estão satisfeitas, nem se interessam por algo durante muito tempo, mostram-se sempre curiosas e necessitam de supervisão constante. Apresentam um maior índice de hiperactividade e impulsividade na idade jovem que depois tende a acalmar com o passar dos anos. No 1º e 2º ciclo o nível de actividade da criança hiperactiva decresce, apesar de continuar a possuir uma constante fonte de energia.

A criança com DDA de tipo predominantemente hiperactivo apresenta pelo menos seis das seguintes características: mexe excessivamente as mãos e os pés ou contorce-se na cadeira; na sala de aula ou noutras situações em que se espera que permaneça sentada, levanta-se muitas vezes da cadeira; corre de um lado para o outro ou tem comportamentos de forma excessiva e em situações em que tal é inadequado; tem, com frequência, dificuldade em brincar ou em envolver-se em actividades de lazer, de forma sossegada; está quase sempre com energia e fala, muitas vezes, excessivamente.

Relativamente à impulsividade, a criança responde, muitas vezes, incorrectamente a questões, antes de estas terem sido concluídas; tem frequentemente dificuldade em esperar em filas ou em esperar pela sua vez nos jogos ou em situações de grupo; interrompe e incomoda os outros porque se intromete nas conversas ou nos jogos."


Texto de Becas

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Défice de Atenção e Hiperactividade 2


Publico hoje a segunda parte de um interessante estudo que comecei a publicar aqui, sobre a Desordem conhecida como Défice de Atenção e Hiperactividade:

A Atenção

"A atenção é normalmente o sintoma que causa maiores problemas na escola embora não seja tão visível como a hiperactividade e a impulsividade. Uma criança com o Défice de Atenção/Hiperactividade que se insira no tipo predominantemente caracterizado por estados de desatenção exibe, pelo menos seis das seguintes características: não presta muita atenção aos pormenores ou comete erros nas tarefas escolares, nos trabalhos ou noutras actividades; tem dificuldades em fixar a atenção nas tarefas ou actividades lúdicas; parece não ouvir o que lhe dizem directamente; tem dificuldades em seguir instruções e não conclui os trabalhos escolares e as tarefas (não devido a desobediência ou a não compreender as instruções); tem dificuldade em organizar tarefas e actividades; evita ou mostra-se relutante em se envolver em tarefas que requerem esforço mental continuado; perde frequentemente coisas necessárias para a realização de tarefas ou actividades; distrai-se com facilidade e frequência com estímulos irrelevantes e esquece-se com frequência de actividades diárias. Apesar de frequentemente afectada por estados de desatenção, a criança com DDA não é incapaz de se fixar em situações que vão ao encontro dos seus interesses. Normalmente estas crianças denotam possuir uma ampla reserva de atenção quando realizam actividades que lhes são extremamente agradáveis, tal como as que envolvem jogos de vídeo ou ver televisão. No decurso de actividades individualizadas em que a criança com Desordem por Défice de Atenção está a ser observada de perto, o seu âmbito de atenção pode ser normal."

Texto de Becas

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Défice de Atenção e Hiperactividade


A desordem chamada "Défice de Atenção" afecta alguns dos alunos que tenho este ano e anda associada à Hiperactividade; pode ainda aparecer concomitantemente com a Dislexia, outra perturbação cada vez mais frequentemente diagnosticada entre os nossos jovens alunos.

Neste contexto tem cabimento a publicação de um importante trabalho de uma das colaboradoras deste Blogue, a Becas, que se dedica ao estudo desta e de outras patologias no âmbito dos seus estudos de Neurobiologia do Comportamento.

Uma vez que o texto é extenso, vou dividi-lo em partes e irei publicando um capítulo de cada vez. Começaremos com as definições e os sintomas, mais adiante a Becas prometeu enviar-nos as formas de tratamento.

Penso que pode ser útil e interessante para os professores, mesmo aqueles que não se movem na área da Psicologia.


Desordem de Défice de Atenção e Hiperactividade

"A Desordem de Défice de Atenção e Hiperactividade sendo, muitas vezes, confundida com dificuldades de aprendizagem e com perturbações emocionais é, no entanto, referida de forma diferente como distúrbio ou como desordem. Trata-se de um distúrbio neurológico que se caracteriza pelo inadequado desenvolvimento das capacidades de atenção, pela impulsividade e pela hiperactividade. Proveniente da tradução literal do inglês Attention Deficit Hyperactivity Desorder (ADHD) ou, ainda Perturbação Hiperactiva por Défice de Atenção (PHDA) esta Desordem é caracterizada pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) como um padrão persistente de falta de atenção e/ou impulsividade e hiperactividade, com uma intensidade mais ou menos grave e frequente que o observado habitualmente em sujeitos com semelhantes níveis de desenvolvimento.

Durante bastante tempo, a hiperactividade era considerada por muitos autores como sendo a característica da DDA mais marcante. No entanto, compreendeu-se que, provavelmente, existem diferentes tipos de DDA, Algumas pessoas com DDA são excepcionalmente hiperactivas e impulsivas, outras são mais notoriamente afectadas por estados de desatenção e outras, ainda, apresentam uma combinação dos três traços. Existem, portanto, diferentes tipos de desordem de atenção que estão descritas na Fourth Edition of the Diagnostic and Satistical Manual for Mental Disorders (DSM – IV) e de acordo com a American Psychiatric Association existem três tipos de DDA, a saber: a Desordem por Défice de Atenção/Hiperactividade, tipo predominantemente caracterizado pela desatenção; a Desordem por Défice de Atenção/Hiperactividade, tipo predominantemente caracterizado por Hiperactividade-Impulsividade e a Desordem por Défice de Atenção/Hiperactividade, tipo misto.

O tipo que se caracteriza pela predominância da hiperactividade - impulsividade e o tipo que apresenta uma combinação dos diferentes traços representam a maior parte das crianças com desordem de atenção/hiperactividade. O tipo que se caracteriza pela predominância de estados de desatenção e não apresenta sinais de impulsividade ou de hiperactividade seria de um terço de todas as crianças com Desordem por Défice de Atenção.

Para que um indivíduo se qualifique para diagnóstico, deve apresentar (antes dos sete anos de idade) os sintomas da desatenção, de hiperactividade ou impulsividade descritos no DSM-IV. A interferência dos sintomas tem de se fazer sentir em dois ou três contextos, isto é, na escola, em casa ou noutra circunstância, assim como devem existir provas do funcionamento social, académico ou ocupacional. Além disso, convém sublinhar que os sintomas não devem resultar de uma outra desordem do foro psiquiátrico."


Texto de Becas