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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Professora em greve


Pela defesa da escola pública e da dignidade dos seus professores.
Pelo respeito que sempre devotei aos meus alunos e às suas famílias.
Pelo orgulho que sinto pelo meu trabalho e pela camisola que visto.
Recuso a falta de condições para manter a qualidade do ensino.
Faço greve como forma última de protesto e por consciência profissional.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Demagogias do governo


O QUE ESTÁ EM CAUSA NA GREVE DOS PROFESSORES
"O que está em causa para o governo na greve dos professores   é mostrar ao conjunto dos funcionários públicos, e por extensão a todos os portugueses que ainda têm trabalho, que não vale a pena resistir às medidas de corte de salários, aumentos de horários e despedimentos colectivos sem direitos nem justificações, a aplicar ao sector. É um conflito de poder, que nada tem a ver com a preocupação pelos alunos ou as suas famílias.
Há mesmo em curso uma tentação de cópia do thatcherismo, à portuguesa."
José Pacheco Pereira 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Personalidades da Cultura solidárias com a greve dos professores


Manifesto: Obrigado professores
"Sem Educação não há país que ande para a frente. E é para trás que andamos quando o governo decide aumentar o número de alunos por turma, despedir milhares de professores e desumanizar as escolas, desbaratando os avanços nas qualificações que o país conheceu nas últimas décadas. Não satisfeito, continua a sua cruzada contra a escola pública. Ameaça com mais despedimentos e com o aumento do horário de trabalho dos que ficam.
Ao atacar os professores o governo torna os alunos reféns. Com menos apoios educativos e menos recursos para fazer face à diversidade de estudantes, é a escola pública que sai enfraquecida. Querem encaixotar os alunos em turmas cada vez maiores com docentes cada vez mais desmotivados. Cortam nas disciplinas de formação cívica e do ensino artístico e tecnológico, negando aos jovens todos os horizontes possíveis.
Os professores estão em greve pela qualidade da escola pública e em nome dos alunos e das suas famílias. Porque sabem que baixar os braços é pactuar com a degradação da escola. Os professores fazem greve porque querem devolver as asas aos seus alunos que o governo entretanto roubou. Esta greve é por isso justa e necessária. É um murro na mesa de quem está farto de ser enganado. É um murro na mesa para defender um bem público cada vez mais ameaçado.
Por isso, estamos solidários. Apoiamos a greve dos professores em nome de uma escola para todos e onde todos cabem. Em nome de um país mais informado e qualificado, em nome das crianças que merecem um ensino de qualidade e toda a disponibilidade de quem sempre esteve com elas. É preciso libertar a escola pública do sequestro imposto pelo governo e pela troika. Aos professores dizemos “obrigado!” por defenderem um direito que é de todos."

Para ver quem são os subscritores deste Manifesto, clique aqui

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A propósito da greve dos professores

Ilustração: (c) Luís Diferr, Kallilea, imagem 4, pág.4 (a publicar)

Carta aberta de um estudante grego

O meu nome é K. M., sou aluno do último ano num liceu em Drapetsona, Pireu.
Decidi escrever este texto porque quero exprimir a minha fúria, a minha revolta pelo atrevimento e pela hipocrisia daqueles que nos governam e daqueles jornalistas e media mainstream que os ajudam a pôr em prática os seus planos ilegais e imorais em detrimento dos alunos, dos estudantes e de todos jovens.
A minha razão para escrever é a intenção dos meus professores de fazer greve durante o período dos exames de admissão à Universidade e os políticos e jornalistas que choram lágrimas de crocodilo sobre o meu futuro, o qual "estaria em causa" devido à greve.*
De que falam vocês? Que espécie de futuro tenho eu devido a vocês? E quem é que verdadeiramente pôs em causa o meu futuro?
Deitemos uma vista de olhos sobre quem, já há muito tempo, constrói o futuro e toda a nossa vida:
  • Quem construiu o futuro do meu avô?
  • Quem vestiu o seu futuro com as roupas velhas da administração das Nações Unidas para a ajuda de emergência e reconstrução e o obrigou a emigrar para a Alemanha?
  • Quem governou mal e estripou este país?
  • Quem obrigou a minha mãe a trabalhar do nascer ao pôr-de-sol por 530 euros por mês? Dinheiro que, uma vez paga a comida e as contas, nem chega para um par de sapatos, para já não falar num livro usado que eu queria comprar numa feira de rua.
  • Quem reduziu a metade o ordenado do meu pai?
  • Quem o caluniou, quem o ameaçou, quem o obrigou a regressar ao trabalho sob a ameaça da requisição civil, quem o ameaçou de despedimento, juntamente com todos os seus colegas dos serviços de transportes públicos quando eles, que apenas queriam viver com dignidade, entraram em greve?
  • Quem procurou encerrar a universidade que o meu irmão frequenta para atingir alguns dos seus sonhos?
  • Quem me deu fotocópias em vez de manuais escolares?
  • Quem me deixa enregelar na minha sala de aula sem aquecimento?
  • Quem carrega com a culpa de os alunos das escolas desmaiarem de fome?
  • Quem lançou tanta gente no desemprego?
  • Quem conduziu 4.000 pessoas ao suicídio?
  • Quem manda de volta para casa os nossos avós sem cuidados médicos e sem medicamentos?
Foram os meus professores que fizeram tudo isto? Ou foram VOCÊS que fizeram tudo isto?
Vocês dizem que os meus professores vão destruir os meus sonhos fazendo greve.
Quem vos disse alguma vez que o meu sonho é ser mais um desempregado entre os 67% de jovens que estão no desemprego?
Quem vos disse que o meu sonho é trabalhar sem segurança social e sem horários regulares por 350 euros por mês, como determinam as vossas mais recentes alterações às leis laborais?
Quem vos disse que o meu sonho é emigrar por razões económicas? Quem vos disse que o meu sonho é ser moço de recados?
Gostaria de dirigir algumas palavras aos meus professores e aos professores em toda a Grécia:
Professores, vocês NÃO devem recuar um único passo no vosso compromisso para connosco. Se recuarem agora na vossa luta, então sim, estarão verdadeiramente a pôr em causa o meu futuro. Estarão a hipotecá-lo.
Qualquer recuo vosso, qualquer vitória que o governo obtenha, roubará o meu sorriso, os meus sonhos, a minha esperança numa vida melhor e em combater por uma sociedade mais humana.
Aos meus pais, aos meus colegas e à sociedade em geral tenho a dizer o seguinte:
Quereis verdadeiramente que aqueles que nos ensinam vivam na miséria?
Quereis que sejamos moldados nas salas de aulas como mercadorias de produção maciça?
Quereis que eles fechem cada vez mais escolas e construam cada vez mais prisões?
Ides deixar os nossos professores sozinhos nesta luta? É para isso que nos educais, para que recusemos a nossa solidariedade?
Quereis que os nossos professores sejam para nós um exemplo de respeito por nós próprios, de dignidade e de militância cívica? Ou preferis que nos dêem um exemplo de escravidão consentida?
Finalmente, quereis que vivamos como escravos?
De amanhã em diante, todos os alunos e pais deviam ocupar-se de apoiar os professores com uma palavra de ordem: "Avançar e derrotar a tirania fascista!"
Lutemos juntos por uma educação de qualidade, pública e livre. Lutemos juntos para derrubar aqueles que roubam o nosso riso e o riso dos vossos filhos.
PS: Menciono as minhas notas do ano lectivo 2011/12, não por vaidade mas para cortar a palavra àqueles que avançarem com o argumento ridículo de que "só quero escapar às aulas": Comportamento do aluno: "Muito Bom". Classificação média: 20 ("Excelente") [a nota mais alta nos liceus gregos].
Traduzida de "Echte Democratie Jetzt"

terça-feira, 7 de maio de 2013

Do exame da 4ª


(c) Olinda Gil, Sereia do Ilhéu

Agora é o 4º ano da escolaridade obrigatória. Com exame e tudo, como antigamente, na 4ª classe. 
Estive por lá, vi e participei, apesar de não ser professora do ensino básico.
Logo pela manhã, aportaram à Escola Secundária onde trabalho, magotes de crianças ruidosas, entre o entusiasmado e o curioso, pela novidade. 
Não só o espaço era novo  para aquelas crianças, como os professores e até o mobiliário. 
À sua dimensão, tudo se afigurava um pouco monumental, gigantesco mesmo; cerca de metade destes meninos passaram duas horas com as pernas a balançar no ar, os pés sem chegar a tocar no chão, numa posição de evidente desconforto. Tudo era tão estranho que houve mesmo quem chorasse e não fizesse nada de jeito. Outros, mais maduros, ou com mais capacidade de adaptação, lá se desenrascaram.
Vamos aguardar pela publicação dos resultados para ver quais são os ganhos efetivos que a introdução deste exame veio trazer. Ou se o show-off se saldou apenas por mais uma gigantesca operação de propaganda deste governo, o único que conheci até hoje a mandar pôr o seu símbolo nos cabeçalhos das provas.   
Não faço ideia quais os gastos que toda esta operação de logística acarretou, mas às vezes os gastos para este governo parecem importar muito, outras vezes, não faz mal! 
Na minha Escola várias centenas de alunos ficaram sem aulas e voltarão a ficar na sexta-feira, mas parece que também não faz mal. 
Faz de conta que veio um Papa e se deu tolerância de ponto, prontos!
Escolas houve em que se organizou visitas de estudo em massa para entreter os alunos cujas salas de aula estavam ocupadas com os seus colegas da primária a fazer exame.
Quanto se gastou? Quantas aulas se perdeu? Ora, isso não interessa nada! 
O que interessa é que se introduziu mais uma "medida de rigor", para preparar a criançada para a vida, ora pois! 
E, sobretudo, nada de confiar nesses "zecos" que enrouquecem nas salas de aula, para fazer das crianças homenzinhos e mulherzinhas, cultos e educados q.b. 
Essa malta, a quem o cabelo teima em embranquecer, e que despede a família às noites e aos fins-de-semana para fazer autênticas maratonas de correção de provas, na realidade só precisava era de uma boa desculpa para atrasar em cerca de dois dias mais uma dessas etapas, deixando no repouso da mesa de trabalho umas resmas de papel. 
E os alunos sempre estavam a precisar de uns feriados, pois isto de União Europeia só tem o nome e por cá nem sequer há férias de neve; assim sempre deu para um salto a Carcavelos a apanhar um valente escaldão! 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1 de maio, dia do trabalhador


Comemoro o dia do trabalhador trabalhando. 
Tenho 60 testes intermédios de Filosofia para classificar, com outros tantos descritores para, criteriosamente, estabelecer uma "avaliação externa".
Pergunto-me se a mesma é dos conhecimentos dos alunos ou da paciência - leia-se "resistência" - dos professores!
Ainda que de mau humor, vos desejo a todos um feliz dia do trabalhador! (Versejei!)

sábado, 2 de março de 2013

Hoje há marés de Grândolas para todas as cores



Para quem pergunta repetidamente para que servem manifestações, só tenho uma hipótese de resposta:
- em termos práticos, pode não servir para nada se os nossos governantes continuarem com a surdez obsessiva que vêm demonstrando. 

Já no tempo da Dona Maria de Lurdes de má memória era isso mesmo que se passava: autismo, pseudo-indiferença e obstinação pelo poder.
A senhora chegou a dizer a frase temerária que era irrelevante ter 120000 professores em protesto na rua. Era o mesmo que 20000! Coitada, odiada se tornou e caiu, como todos caem. E estes também cairão. É uma questão de tempo.  Só que está na mão de todos aqueles que, como eu se sentem espoliados e compelidos de forma ilegítima a pagar dívidas que não contraíram, protestar e mostrar a sua indignação perante a insensibilidade, para não dizer desumanidade, dos que nos desgovernam. 

Participarei na maré da Educação. Contra tudo o que seria lógico, a Educação é um dos sectores mais sacrificados da sociedade. Desinvestir na Educação é hipotecar o futuro das novas gerações, condenando-as ao abandono escolar e ao insucesso; é condenar os docentes mais qualificados a uma profunda decepção e a sacrifícios incomportáveis para a sua idade e indignos do seu percurso; por fim, é lançar para o desemprego muitos dos que apostaram numa carreira condigna, por gosto e legítima escolha.

Contudo, a manifestação que hoje terá lugar reunirá muitas outras marés, muitos outros sectores da população, desde jovens estudantes até pessoas aposentadas, passando por desempregados, mal empregados, precários e suas famílias.

Não é altura para ficar no sofá. Amanhã pode ser tarde e poderás ver-te com uma carta de demissão na mão, quando menos esperavas, ou constatares que não tens como pagar as contas ou as propinas dos teus filhos. 

Andar faz bem e ainda podes ver alguns amigos que não contavas encontrar.
Vamos evocar aqui o ano de 68, pois faz todo o sentido recuperar alguns dos seus princípios. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

É assim que vamos ficar em 2013

(Pintura cujo autor não foi possível identificar)

Amigas professoras, mesmo aquelas que ainda têm emprego: não tenham ilusões - não seremos mais classe média; se dependermos apenas da situação que temos na função pública, seremos apenas pobres, como uma grande parte da população portuguesa, espanhola e grega. 
Fomos escolhidas para boi do sacrifício. O futuro não é apenas incerto, é negro. Andaremos à míngua,  a pagar para trabalhar. 
Apesar da falência dos modelos já demonstrada noutros sítios, temos mais do mesmo, com tendência para pior...

sábado, 29 de setembro de 2012

Mailinda

(c) Antero Valério

Eu que o diga, que recomecei a trabalhar há um mês e já parece que me passou um autocarro por cima!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Isto é muito grave!


(imagem do jornal Sol)

O mais grave de tudo é que não se trata de uma medida pontual, mas algo para durar anos, quem sabe, para sempre. Mas ninguém do governo parece muito preocupado com o empobrecimento real das pessoas. A bem dizer, ninguém está preocupado com as pessoas. Só com os números.
Isto é um roubo legal. É o roubo institucionalizado. O Estado rouba àqueles a quem pode roubar e que não lhe podem roubar a ele; os funcionários públicos são aqueles que justamente não fogem ao fisco, têm sempre os seus impostos em dia, retidos a tempo e horas, quase sempre a mais. 
Os funcionários públicos não têm participações nos lucros, não entram nas empresas por cunhas, sujeitaram-se a concursos, em muitos casos têm décadas de tempo de serviço prestado ao Estado, que agora se torna um rigoroso e castigador padrasto.
Foi apresentada uma queixa sobre estes cortes ao Provedor de Justiça, que entretanto já revelou que a análise pode demorar muito tempo...
Sorry, mas hoje estou mesmo muito amarga!

Roubo sem precedentes



Pela primeira vez na minha vida profissional, que já soma 30 anos, vejo-me na situação inusitada de não receber o subsídio de férias, sem o qual as mesmas dificilmente se realizarão. 
Sempre tive direito a ele e nada fiz para perdê-lo. Não esbanjei, não me endividei, não gastei mais do que podia e, no entanto, dizem que devo, assim como todos os cidadãos, não sei quanto...
A função pública vê-se, deste modo, espoliada de um direito conquistado há muitos anos; e em muitos casos esta falta é mesmo vital para as famílias, tal como o subsídio de Natal. E não me refiro só às férias, a que todo o trabalhador deve ter direito, mas a despesas a cujo rendimento mensal (normal) não consegue fazer face, como por exemplo seguros, gastos de saúde e outros.  
Mais valia dizerem logo de uma vez "a bolsa ou a vida". 
Por pouco esta situação não leva a bolsa e a vida. Até ver.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Metade dos professores sofre de exaustão


Metade dos professores portugueses sofre de stress, ansiedade e exaustão

11.06.2012 - 08:28 Por João d´Espiney 
"Investigadoras do ISPA inquiriram mais de oitocentos docentes de todo o país. A indisciplina e o desinteresse dos alunos, o excesso de carga lectiva e a extrema burocracia nas escolas são os principais motivos apontados."
Notícia no Público 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Carolina Beatriz Ângelo


(c) José Ruy 
PP 01 – Carolina Beatriz Ângelo em 1911 conseguiu o direito ao voto, embora num ato isolado.

Muitas foram as mulheres que tiveram grande envolvimento histórico na implantação da República, embora “esta” não lhes tenha depois facilitado a vida. Associaram-se, intervieram, lutaram e algumas tiveram grande visibilidade política e social.
É o caso de Carolina Beatriz Ângelo (1877-1911), uma das mulheres mais marcantes do início do século XX.
(c) José Ruy
 PP 08 – Desde 1907 Carolina Beatriz Ângelo exerceu cirurgia, um ato pioneiro em Portugal. Durante o seu estágio nos hospitais Carolina Beatriz Ângelo preparou a sua tese sobre «dissertação inaugural prolapsos genitais (apontamentos)», passando com distinção.

Licenciada em medicina, foi pioneira no exercício de cirurgia, apesar da oposição familiar, tendo-se depois dedicado à especialidade de ginecologia, atividade a que se dedicou intensamente e com grande entusiasmo. 
Simultaneamente envolveu-se em vários projetos de intervenção cívica, empenhou-se na aprovação da lei do divórcio e foi uma lutadora pela obtenção do sufrágio feminino.


(c) José Ruy 
PP 22 –Foi grande e desigual a sua luta pelo direito ao voto para as eleições legislativas de 1911. 

Carolina Beatriz Ângelo aproveitando uma omissão da lei vigente, lutou pelo seu recenseamento para as eleições legislativas de 1911, mas só depois de recurso e por decisão do Tribunal da Boa Hora lhe foi autorizado. Assim, em 28 de Maio de 1911, vota para a Assembleia Constituinte, facto com muita repercussão nacional e internacional. Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher em Portugal, a conseguir exercer o seu direito de voto numas eleições legislativas.

Bibliografia: 
”Carolina Beatriz Ângelo” de Maria Regina Tavares da Silva - Coleção Fio de Ariana

Artigo: Tita Fan
Desenhos inéditos de José Ruy, da obra "Carolina Beatriz Ângelo, pioneira na cirurgia e no voto", a publicar.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Emigração



"Em Portugal a emigração não é, como em toda a parte, a transbordação de uma população que sobra; mas a fuga de uma população que sofre".
Eça de Queiroz

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A falácia dos feriados



A propósito do “mito” do “Excessivo número de feriados” em Portugal, reparem no número de feriados dos vários países da União Europeia.

Roménia 6
Holanda 10
Itália 11
Polónia 11
Bélgica 12
Dinamarca  12     
Hungria 12     
Irlanda 12     
Luxemburgo 12     
França  13     
Finlândia 13     
República Checa 13     
Suécia  13     
Malta   14     
Portugal 14     
Áustria 15     
Grécia  15     
Eslováquia 16     
Alemanha 17     
Grã-Bretanha 18     

A média dos feriados é 13.

Portugal tem 14, apenas 1 a mais do que a média.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011