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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Isto é muito grave!


(imagem do jornal Sol)

O mais grave de tudo é que não se trata de uma medida pontual, mas algo para durar anos, quem sabe, para sempre. Mas ninguém do governo parece muito preocupado com o empobrecimento real das pessoas. A bem dizer, ninguém está preocupado com as pessoas. Só com os números.
Isto é um roubo legal. É o roubo institucionalizado. O Estado rouba àqueles a quem pode roubar e que não lhe podem roubar a ele; os funcionários públicos são aqueles que justamente não fogem ao fisco, têm sempre os seus impostos em dia, retidos a tempo e horas, quase sempre a mais. 
Os funcionários públicos não têm participações nos lucros, não entram nas empresas por cunhas, sujeitaram-se a concursos, em muitos casos têm décadas de tempo de serviço prestado ao Estado, que agora se torna um rigoroso e castigador padrasto.
Foi apresentada uma queixa sobre estes cortes ao Provedor de Justiça, que entretanto já revelou que a análise pode demorar muito tempo...
Sorry, mas hoje estou mesmo muito amarga!

Roubo sem precedentes



Pela primeira vez na minha vida profissional, que já soma 30 anos, vejo-me na situação inusitada de não receber o subsídio de férias, sem o qual as mesmas dificilmente se realizarão. 
Sempre tive direito a ele e nada fiz para perdê-lo. Não esbanjei, não me endividei, não gastei mais do que podia e, no entanto, dizem que devo, assim como todos os cidadãos, não sei quanto...
A função pública vê-se, deste modo, espoliada de um direito conquistado há muitos anos; e em muitos casos esta falta é mesmo vital para as famílias, tal como o subsídio de Natal. E não me refiro só às férias, a que todo o trabalhador deve ter direito, mas a despesas a cujo rendimento mensal (normal) não consegue fazer face, como por exemplo seguros, gastos de saúde e outros.  
Mais valia dizerem logo de uma vez "a bolsa ou a vida". 
Por pouco esta situação não leva a bolsa e a vida. Até ver.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Pancadão


Só agora vi o dito cujo pancadão: foram 6,8%, a doer, até quando, sabe Deus.
Hipoteca certa de férias e bens culturais, que da comida, roupa e calçado não pode a gente prescindir. E passar frio também não. Não se vê luz alguma ao fundo do túnel...
Trabalhar para não contar tempo de serviço e não progredir, não faz bem o meu género. É como se tivesse voltado de novo ao antigo 8º escalão, ou seja, nos últimos 8 anos trabalhei só porque sim. 

(Imagem daqui)