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sábado, 17 de março de 2012

sábado, 24 de setembro de 2011

As barracas maiores da ADD ainda estão debaixo dos panos

(c) Pérola de Cultura, Alqueva, 2011 

A respeito da ADD, estou firmemente persuadida de que as dores de cabeça maiores porventura ainda estão para chegar, quando nas escolas, por mais que se tape, hão-de (forçosamente!) destapar-se as assimetrias, as injustiças e os absurdos nas classificações, só possíveis num modelo que não acautela situações de oportunismo.

Cá para nós, que ninguém nos ouve, hoje mesmo fiquei a saber que, numa escola bem conhecida neste país, e que tem professores efetivamente muito competentes, há um professor que é uma "nódoa", segundo parece rezar a fama generalizada entre os alunos.

E ai, meu Deus, os alunos!!!! Eles, neste tipo de coisas são terríveis, têm olhos de lince, e, sobretudo aos melhores de entre os melhores, não escapam os muitos e repetidos atentados pedagógicos de alguns, felizmente uma escassa minoria de docentes.

Vai daí, que, para espanto geral, o dito professor vai ter Excelente ou Muito Bom na sua avaliação de desempenho. Para isso teve o cuidado de atempadamente negociar com os alunos uma colaboração e comportamento irrepreensíveis, em troca de notas altíssimas, para que nas duas aulas assitidas que pediu, tudo corresse de forma "espetacular"! E assim foi: um espetáculo, nunca antes presenciado pelos alunos. "As duas únicas aulas decentes em dois anos", disseram os alunos, que são os nossos melhores avaliadores.

O professor avaliador, de outra área disciplinar, ficou literalmente "maravilhado" e não tem dúvidas sobre a menção a atribuir, que prometeu, será "a mais alta possível"! Ora bem, passada a conveniente encenação, tudo voltou à mediocridade habitual naquelas aulas.

O saldo é que a criatura, entre saltos e flic-flacs à retaguarda, lá conseguiu passar a brilhantina nos olhos do avaliador, esteta de expressões plásticas e não de trampolins, que vai afinfar-lhe com a menção de mérito. O dito cujo será assim glorificado por duas aulitas, e continuará no seu cinzento exercício de um mister que visivelmente não aprecia, com notas que o catapultam para um pódio superior aos comuns mortais!

Os bons professores continuarão a ser bons professores, mesmo sem menções de mérito, a estar em todas as reuniões, a preparar as suas aulas cuidadosamente e a manter uma boa relação com os alunos. Diz-me a experiência de várias décadas de ensino que só pela competência e pela dedicação os professores são merecedores do respeito e admiração dos alunos. Sempre assim foi e sempre assim será. Independentemente de qualquer sistema de avaliação de desempenho, só esses ficam na sua lembrança de forma positiva e indelével.

Os professores que todos os dias se esfalfam a trabalhar, não só nas aulas, como em casa, para ensinar os seus alunos a aprender com prazer e satisfação, e com os quais têm, efetivamente, uma relação pedagógica, muito provavelmente não andam a correr atrás de notas, mas vão ser por elas injustiçados. Numa qualquer escola perto de si.

Os buracos da ADD


Os diretores das escolas parecem não ter quem os avalie. Criou-se um vazio de poder, ou quê?
As trapalhadas somam e seguem, num processo que já nasceu mal e mesmo já defunto, ainda continua a dar barraca.

Ler aqui a notícia.

sábado, 10 de setembro de 2011

Fumo branco no Ministério da Educação


O ministro Nuno Crato, após quase 15 horas de negociações com os sindicatos, não parecia dar sinais de cansaço, antes de satisfação. Chegou a um entendimento com sete das treze representações sindicais, a saber, a FNE e a Pró-Ordem, entre outras, acerca da avaliação docente. A Fenprof ficou fora do acordo, pelas razões divulgadas por Mário Nogueira nos últimos dias, nomeadamente a manutenção das quotas e das cinco menções classificativas, além dos os efeitos da avaliação nos concursos. 
Finda a fase da negociação, vai proceder-se à regulamentação de um novo modelo de ADD.
Não sendo radicalmente diferente do modelo anterior, introduz contudo alguns aspectos que me parecem relevantes e que não devem ser menosprezados, como a dilatação dos ciclos avaliativos e a obrigatoriedade de o avaliador ser do mesmo grupo disciplinar do avaliado.
Com mais tempo elaborarei um comentário crítico mais detalhado sobre este novo modelo.

Ler aqui a notícia.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

ADD - proposta em nova versão

A terceira versão do modelo de avaliação de desempenho docente foi ontem entregue aos sindicatos e vai dar origem a uma nova ronda negocial. No essencial nada se alterou: as quotas mantêm-se, as cinco menções de classificação também e serão os diretores a avaliar os professores dos últimos escalões.
Para ler aqui.
Já há quem lhe chame Simplex 3. Porque efectivamente nada de profundamente diferente foi introduzido no regime de avaliação dos docentes.
A mim apetece-me evocar a velha máxima da "primavera marcelista" Evolução na Continuidade. Lembram-se?
Era algo que parecia que tinha mudado, mas não tinha...
Ou como diz o colega Mário Carneiro, esta pretensamente nova ADD é "pano velho". Leia aqui.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ADD - novos episódios deste polémico folhetim



O dia 15 de Agosto, que antes evocava a Nossa Senhora da Assunção, padroeira de Portugal, este ano teve o ministro Nuno Crato a falar do novo modelo de Avaliação de Desempenho.
Pelo que me posso aperceber a polémica continua, prometendo mais uma vez uma acesa conflitualidade entre os docentes no início de mais um ano lectivo.
Mas nunca mais haverá sossego para se trabalhar sem estes stresses permanentes?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A suspensão da ADD que não foi



Ontem na AR: Michael Seufert do CDS a ficar muito mal na chapa pela ignorância demonstrada. E Amadeu Albergaria do PSD em pleno processo falacioso. Acácio Pinto do PS, uma lástima. Miguel Tiago do PCP, muito correcto, a apontar as contradições do PSD, mas a falar para o boneco. Subscrevo completamente as palavras de Rita Calvário do BE: "este modelo é injusto, pouco rigoroso, não é transparente e teve regras de aplicação muito tardias". Mesmo assim não há modo de cair. A vitória é do populismo eleitoralista, contra todo o bom senso.
Ai, meu Deus, como é difícil desalapar certas coisas em Portugal!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

ADD, mais erros e a cereja no topo do bolo


Tinha jurado não escrever mais nada sobre esta abominação, mas há situações que o mais pacífico dos cristãos não pode deixar de denunciar. São incontáveis as irregularidades e os erros deste sistema e não vale a pena retomar os rios de tinta que eu e outros já fizemos correr para denunciá-los. Mas há aspectos que, não sendo irregulares, são de uma completa falta de bom senso e cujos pressupostos decorrem da ausência de uma linha de orientação uniforme para todas as escolas.
Não sei quais foram as mentes brilhantes do socialismo de inspiração lurdina que tiveram a ideia de fazer depender em 10% a avaliação dos coordenadores de departamento de uma ficha preenchida pelos avaliados. Estes devem entregá-la ANTES de serem conhecidos os resultados da sua própria avaliação.

Fazendo ou não resistência à sua entrega, o que é facto é que os mesmos foram compelidos a classificar parâmetros de desempenho do cargo de coordenador, alguns dos quais desconhecem por completo, como por exemplo a articulação com os diversos coordenadores de disciplina, ou o apoio dado aos relatores na avaliação dos docentes. Trata-se de um jogo viciado à partida, pois a maioria nada sabe sobre isto.

O modelo de ficha aqui descrito, que nem sequer é anónimo e onde se pede uma classificação pontuada até às décimas, é a cereja no topo do bolo. A perversidade deste sistema é inominável.

O Ministério da Educação insiste tanto numa maior objectividade na avaliação dos alunos e depois permite-se aos professores todo o tipo de arbitrariedades na avaliação dos seus pares. Dois pesos e duas medidas?
 
Se por um lado conheço bem a verticalidade e o rigor de alguns relatores, também prevejo que algumas das decisões de avaliação tomadas pelo júri final das escolas possam ser de natureza política. O banho-maria que agora se vive poderá transformar-se a partir de Setembro numa panela de pressão, quando as propostas de classificação forem dadas a conhecer à maioria dos professores, e surjam fatalmente os incómodos recursos.
Mesmo que Nuno Crato faça substituir este modelo de avaliação, mal nascido e mal criado, por outro, as feridas causadas por esta ADD continuarão a ter efeitos para além da sua morte nominal.

sábado, 23 de julho de 2011

"Novas da mal-parida ADD", por Anabela Magalhães

"A ADD só agorinha mesmo saiu da porta da igreja e ainda vai no seu adro e eis que os problemas surgem por todos os lados, estoirando quais foguetes em estoiranços piromusicais, muito lindos, está bom de ver.
Como em muitos agrupamentos tomaram decisões ILEGAIS, tal como distribuir as quotas equitativamente por departamentos, coisa não prevista na lei e que de facto não tem lógica absolutamente nenhuma já que num departamento pode haver dois professores Muita Bons e um Xalente e no outro ao lado pode haver zero Xalentes e cinco Muita Bons, eis que agora, avaliados os avaliandos por diferentes relatores e atribuídas as classificações, a distribuição das quotas por departamentos está a fazer estragos e a dar a burricada prevista.
Pois não é que um professor com 8,2 corre o risco de ter Muita Bom e outro ao lado, com 8,8, vai ter apenas Bom? Lá está, por causa da distribuição equitativa das quotas por departamento?! Mas onde está a lógica disto? E como remendar o imbróglio agora que ele estoira entre os dedos das cabeças pensantes que nas escolas pensaram tamanha idiotice? Ai meus deuses que as soluções são ainda mais mal cheirosas do que o cheiro até agora exalado - Manter tudo assim tal e qual e aguentar com os pedidos de recurso que por certo choverão? Alterar as classificações atribuídas, presumo que atribuídas em consciência? E digo presumo porque os meus olhos já viram cada coisa e os meus ouvidos já ouviram cada coisa que é de deixar qualquer um, que tenha a coluna vertebral minimamente no sítio, de cara completamente à banda. Esta última opção é particularmente desonesta e temo que não faltem relatores a amouxar... (...)"


Daqui.

Obrigada, amiga por mais este alerta!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Modelo de ADD moribundo


É o que diz o Jornal I, aqui.

Pela minha parte gastei duas semanas a pensar e escrever alguma coisa coerente, já que detestaria entregar algo mal-amanhado, que me envergonhasse e não correspondesse, efectivamente, ao meu perfil.
Apesar de a Auto-Avaliação me ter servido essencialmente como exercício organizativo, obrigou-me a alguma reflexão e auto-análise. Contudo, não terei classificação de mérito por não ter pedido aulas assistidas. Espero cumprir mais esta etapa da minha carreira sem danos de maior a nível das relações pessoais, que são para mim coisa muito importante no ambiente de trabalho em equipa.
Mas, já aqui afirmei várias vezes, não acredito na justeza desta avaliação.
Se realmente estiver moribunda, paz à sua alma, porque a minha consciência já a tem!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ADD e a guerra fria nas Escolas

"Apelo ao Ministro Nuno Crato"

Um texto lúcido de Regina Gouveia, professora aposentada de Física e Química, mas ainda assim muito activa e interventiva.
Vale a pena ler, assim como os comentários.

No Blogue De Rerum Natura

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ADD - o indicador mais "fofinho" para certos bloggers



"ATITUDE INFORMADA E PARTICIPATIVA FACE ÀS POLÍTICAS EDUCATIVAS"

Ah, pois não! Alguém por aí falou em objectividade de critérios? Hã??

terça-feira, 12 de julho de 2011

1º Anel do Inferno


"Passei o portal. Acabo de entrar no primeiro anel do Inferno. É, certamente, o maior, uma vez que venho de fora e todos eles são concêntricos. E é também, de certeza, o mais povoado. Digo isto, porque está apinhado. Parece um autocarro da Carris em hora de ponta.

O ambiente que se respira é fétido, muito fétido mesmo, mas deve ser o menos escaldante, pois ainda o consigo suportar em mangas de camisa e calças de ganga. Suponho que o pior será o que está mais próximo do núcleo. Deve ser algo semelhante a estar em Mercúrio. Quem serão os desgraçados que lá estão? Veremos, paciente leitor! Comecemos então o reconhecimento do terreno. Vai ser canja ― a queimar, claro ― porque as almas estão rotuladas. Vejamos então quem aqui está.

Há incontáveis criaturas com uma placa de aço reluzente ao pescoço, com a seguinte palavra: “Resignado”. Mas também há muitos rendidos, acobardados, subservientes… Que mal terão feito para estarem aqui? Olha, vai ali um diabrete. Vou fazer-lhe umas perguntonas.

― Boa… Bo… Bem, Sr. Diabrete, pode dizer-me por que razão estas almas vieram aqui parar?
― Aqui não se diz “bem”, diz-se “mal”. E quem és tu, pá?
― O editor do Danação!
― Então és colega, mano!!! Mas olha qu’és a cara chapada do do Dardomeu!
― Pura coincidência!
― Mal, volta lá a repetir a pergunta, que já me esqueci, enquanto espetava aqui o tridente nesta alminha!
― Eu pergun…
― Estava a reinar, patego! Atão tu achas qu’eu m’olvidava?! Mal, aqui há mais variedade do que numa drogaria… eheheheh!!! Há aqui gente que s’agachou, outros que me venderam a alma, outros que diziam imundos e profundos nos comentários dos blogues e no Facebook, e depois iam para as suas escolas praticar o mais devoto e fundamentalista dos submissos carreirismos. A esses até me dá mais prazer espezinhá-los. Só m’apetecia fazer deles uma espetada e comê-los ao lanche. Também há aqui muitos dos que foram em romagem à Capital. Enfim, há de tudo como na farmácia.
― Então não era como numa drogaria?
― Que mais dá, catano?!
― Mas esta gente só está aqui porque se “desvinculou”?
― O qu’é isso, pá, “desvinculou”?
― É…
― Eu sei, ó labrego! Estou só a… infernizar-te! Esta maralha… enquanto tu e outros lorpas como tu andáveis a derrubar moinhos de vento, eles acumularam papelada qu’eu sei lá: formação, pseudoformação, créditos e mais créditos, louvores, relatórios de todas as sortes, fichas de auto-avaliação… Fizeram tudinho, tudinho mesmo, enquanto vós vos babáveis com as palavras baratas que vos diziam, com as palmadinhas nas costas…
― Então presumo que nós não viremos para aqui!
― Heheheheheheh! Inda és mais tamanco do que eu pensava! Heheheheh!
― Ei, espere aí, ainda tenho uma… Foi-se! Dan…

Isto tresanda a suor, mas quem aqui está não mostra evidências de sofrimento relevante. Há até uma música de fundo nesta ígnea espelunca: “Sultans of Swing”, dos Dire Straits”. Estranho!!!"


Luís Costa, Blogue DaNação

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Alguma justeza e algum pudor na ADD. E consciência crítica q.b.

(Clique para ampliar e ler)

BE e PCP pela suspensão da ADD



O Bloco de Esquerda segue o PCP e apresenta também um Projecto de Lei para suspensão do processo de Avaliação de Desempenho Docente (ADD) na Assembleia da República.
Pode ler-se no preâmbulo do Projecto de Lei que o mesmo:
"Suspende o processo de avaliação de desempenho e estabelece a não inclusão dos resultados da avaliação de desempenho docente para efeitos de graduação dos candidatos aos concursos para selecção e recrutamento de pessoal docente da educação pré-escolar e do ensino básico e secundário".

Leia a fundamentação dos motivos do Bloco de Esquerda aqui.

O Projecto de Lei apresentado pelo PCP pode ler-se aqui.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mais uma proposta para derrubar esta ADD

Desta vez partirá do PCP mais uma tentativa para derrubar o actual modelo de avaliação de desempenho docente (ADD). Miguel Tiago comunicou que o PCP apresentará a proposta no parlamento na segunda-feira. Cá por mim, já me tornei como S. Tomé.

Ler aqui.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

ADD - ainda haverá quem acredite na seriedade deste processo?


Hoje estive numa reunião com pessoas de muitas escolas diferentes e fiquei boquiaberta com aquilo que ouvi em discurso directo: desde relatores que tencionam atribuir a nota máxima de 10 a todos os colegas avaliados, até outros colegas em cujas escolas todos os professores vão ser "corridos a 7", medida já anunciada e que desconsidera completamente o papel dos relatores.

Há de tudo. Escolas que admitem dezenas de evidências, incluindo filmes e fotografias, até outras onde há Relatórios de Auto-Avaliação a ser devolvidos se não forem devidamente mastigados com "a papinha toda feita", isto é: neste caso exige-se o preenchimento de todos os itens correspondentes a cada um dos domínios, caso contrário o relator "não sabe onde enquadrar a informação", e logo, atribuir a classificação...

Outras há que admitem um Relatório em texto normal; outras em que o querem agrupado nas dimensões.... uns com tabelas e quadrinhos, cabeçalho e esquadrias. Outras em folhas brancas sem nada a não ser o número da página em rodapé. Outras onde ainda ninguém fez nada porque todos estão à espera que a ADD caia!

O que se está a passar é verdadeiramente surrealista, ultrapassa as minhas piores expectativas e é gerador de muitas desigualdades por esse país fora. E só por isso esta ADD merecia ser impugnada.

Vim para casa estarrecida! E estarrecida continuei depois de confirmar aqui aquilo que já sabia e ler ainda outras coisas que mais parecem piadas de mau gosto.

Vão desculpar-me os colegas que são pessoas honestas, que as há, e que têm tentado encarar este trabalho com seriedade, mas isto não passa de mais uma farsa! E só me ocorre perguntar: ainda haverá quem acredite na bondade deste processo?