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sexta-feira, 1 de março de 2013

Parabéns ao Rio de Janeiro


A cidade maravilhosa faz hoje 448 anos da sua fundação oficial. 
Muitos parabéns a todos os cariocas! Eis aqui um pouco da História:

Aniversário da Cidade
1º de março ou 20 de janeiro? - Muitos ficam indecisos entre as duas datas. Por isso, inúmeras vezes se tem comemorado o aniversário do Rio de Janeiro no dia do santo padroeiro. Para afastar quaisquer dúvidas, fica aqui registado sucintamente o episódio de fundação da cidade. Em 1555, os franceses invadiram o Rio de Janeiro pretendendo aqui fundar uma colónia. Em 1564, os portugueses resolveram, enfim, organizar uma expedição para expulsá-los e fundar uma cidade fortificada com o objetivo de impedir para sempre outras investidas. Estácio de Sá, sobrinho do governador Mem de Sá, chegou em terras cariocas no dia 28 de fevereiro com alguns navios e soldados, desembarcando na praia entre o morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar. No dia seguinte, 1º de março de 1565, fundou oficialmente a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao rei menino de Portugal e escolheu o santo de mesmo nome para padroeiro, a quem se presta homenagem no dia 20 de janeiro. A lenda diz que o mordomo encarregado de cuidar da capela do santo foi atacado por índios. Invocou seu nome e imediatamente chegaram reforços. Em uma das canoas um moço louro lutou bravamente, desaparecendo depois de finda a batalha. Foi identificado como sendo o santo padroeiro que lutara em defesa de sua cidade.
Por feliz coincidência (?), um grande mestre do samba, natural do Rio de Janeiro e ele próprio um símbolo da cultura carioca, o pagodeiro Jorge Aragão, faz também hoje 64 anos. Desejo-lhe muitos mais anos de vida, para nos brindar com o seu talento e as suas músicas inigualáveis. Parabéns! 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

The Shard rasgando os céus da Europa

In "Fugas"-Público


The Shard parece daquelas construções imponentes da China ou dos Emiratos Árabes Unidos. Mas não, desta vez o desafio está em Londres, próximo da Tower Bridge.
A obra foi imaginada pelo arquiteto Renzo Piano, autor do muito contestado (na época) Centre Pompidou em Paris.
Há 12 anos que Piano imaginou este edifício, a partir de um gurdanapo, quando estava à mesa de um restaurante em Berlim.
Ele pretende que esta torre se torne num ex-libris de Londres, tal como aconteceu com o Empire State Building em New York.
The Shard tem escritórios de empresas, apartamentos, Hotéis e vários pisos de miradouros. Dispões de 44 elevadores para servir os 95 pisos, que se elevam a 310 metros de altura.
Apesar de os mais conservadores terem reagido mal a este arranha-céus, ele foi inaugurado a tempo dos Jogos Olímpicos, que começam no dia 27 de julho. 
Alguns defendem que ele compromete a vista para a St. Paul Cathedral ou que está demasiado próximo da Tower Bridge. Mas o certo é que a skyline de Londres não mais será a mesma.


Ver notícia aqui.

terça-feira, 3 de julho de 2012

O Rio de Janeiro continua lindo


"O Rio de Janeiro continua lindo, e agora a sua capital consta na lista dos Patrimónios Culturais da Humanidade. A classificação da paisagem cultural urbana da "Cidade Maravilhosa" - incluindo a Baía de  Guanabara, a floresta, as praias, o "calçadão", as montanhas e o Cristo Redentor - foi anunciada ontem pela UNESCO.
É a primeira vez que uma cidade inteira é eleita Património da UNESCO. O conceito "paisagem cultural urbana" foi criado em 1992. 
A candidatura da cidade do Rio de Janeiro, apresentada em 2009, foi aprovada durante a 37ª Reunião do Comité do Património Mundial da Unesco, realizado em São Petrsburgo, na Rússia."

Ler mais aqui.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Jubileu de Diamante de Isabel II, festa em Londres


*Londres, rio Tamisa


Os britânicos parecem levar muito a sério esta coisa da monarquia. Faz 60 anos que a rainha Isabel II está no trono e os festejos em Londres encheram as televisões do mundo. 
Esta comemoração, a par dos Jogos Olímpicos, é um dos acontecimentos importantes do ano em Inglaterra, tendo justificado quatro dias de feriado. 
Uma barcaça real, que transportava a monarca e alguns familiares, encabeçou um desfile no rio Tamisa com mais de mil embarcações. Decorada com mais de 10000 flores dos jardins reais, a barcaça "Spirit of Chartwell" desfilou ao longo de 11 km do Tamisa até Tower Bridge, o que demorou duas horas.
Algumas das outras embarcações transportavam os filhos mais novos e vários dos netos da rainha; e até havia barcos da Holanda no desfile. 
As televisões registaram a presença de cidadãos do Canadá, um dos países pertencentes à Commonwealth.
O milhão de cidadãos postados nas margens do rio, nas pontes e nas varandas dos edifícios, mesmo debaixo de chuva, dão a dimensão de quanto esta monarca, umas das mais idosas do mundo (86 anos), é popular entre os ingleses.
Esta regata foi a maior no Reino Unido desde há 350 anos. Em 1662 Carlos II casou-se com a portuguesa Catarina de Bragança o que deu lugar a uma regata deste tipo.
Contudo, não podemos esquecer, que esta pompa, preparada  desde há dois anos, custou à Coroa britânica cerca de 13 milhões de euros, dos quais uma parte sairá dos cofres do Estado.






* Fotos de (c) Getty Images via Caras

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Um tiro em Atenas



 "Era um velho decente, formal e limpo. E havia nele memórias, sofrimento e grandeza. Olhou em volta. Nem a sombra de um remorso nem aquele limite denso e excessivo que a idade costuma expor. Olhou em volta e talvez estivesse a lembrar-se dos vendedores de esponjas de antigamente, que ofereciam o produto na praça da Constituição; ou das tavernas com parreiras, na Plaka, sob as quais comera queijo de cabra e bebera resinato, nos longos dias de calor. E de mulheres com quem dançara, pelas festas perdidas para sempre.
Passara por muitas coisas de infortúnio e por algumas alegrias selvagens e dispersas. Transfigurada de ventos e de silêncios, a cidade fora invadida pelos nazis, envolvendo de medo e atrocidades o chão sagrado dos deuses, dos poetas e dos filósofos.
Atravessara o luto criado pelos coronéis, com a consciência de que a adversidade era fruto da falta de bondade e de compaixão, aparentemente inexplicável. Fora preso por querer ser livre. Conhecera as rudezas do desemprego, e os ténues acenos de uma esperança obstinada. Depois, como se a sociedade precisasse de um mundo de compensações, haviam-lhe reduzido o ordenado, e aumentado tudo o que pertencia aos domínios da sobrevivência estrita. Mais tarde, extorquiram-lhe os subsídios e limitaram-lhe os proventos de uma reforma escassa.
Suportou as gradações da infelicidade, porque aprendera que a infelicidade nunca é lisa, e dispunha sempre de diferentes medidas de circunstância. Chegara, assim, ali: àquele plaino com relvado, de onde se divisava o que desejasse ser divisado. E descobrira, exausto e triste, de que pouquíssimas vezes o tinham deixado ser feliz e livre.
Soltou um grito. Como se quisesse desabafar a dor insuportável que sobre ele tombara, lhe vergara os ombros e lhe ferira o mais secreto da sua fé. As coisas são como são, diziam. Mas ele não queria que as coisas fossem como queriam que elas fossem.
A partir de certa altura, decidira manter uma atitude respeitosa e marginal. Nem mesmo assim obtivera paz e sossego. A verdade é que um homem está sempre ligado ao seu passado. O aparente apaziguamento interior não domesticara a ira, a cólera e a indignação que sentia, sobretudo quando a sua terra deixara de ser a lenda e a história e fora transformada numa litografia imbecil.
Quando gritou, gritou para aqueles que o não ouviam ou não desejavam ouvir. Assaltara-o o medo de ter, num futuro próximo, de esgaravatar nos caixotes de lixo, em busca de comida. E de deixar aos filhos e aos netos o peso de dívidas e a impossibilidade de as pagar. Sentou-se na relva. Ninguém o olhou. Há muito que as pessoas não se cruzavam: trespassavam-se.
Gritou: eles não respeitam nada nem ninguém!
E disparou o revólver na cabeça.
Dimitris Christoulas, 77 anos, reformado, grego. Nosso irmão."
Baptista Bastos

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Atenas e a simbologia do fogo

(c) Bicanski/Getty Images

Ver o que se está a passar em Atenas causa-me tristeza e apreensão. A cidade-símbolo da cultura helénica, que tanto ofereceu ao mundo ocidental, em chamas, é arrepiante e a sensação é a do fim de um ciclo que se aproxima.
Ao ver Atenas a arder não posso deixar de pensar no fogo como o arché de todas as coisas de que Heraclito falava: uma substância geradora de ciclos de criação e mutação, transformadora do ser das coisas. 
Pode ser essa a alegoria de Atenas nestes dias. A de uma cidade que quer desesperadamente transformar a vida e os seres noutra coisa. E usa o fogo como símbolo dessa vontade indomável. Manifestamente, algo está em permanente, ou iminente, mudança.

Não sei se era ou não possível  evitar cair neste momento na vertente trágica que os gregos carregam no seu ADN. Mas se o crescendo de tensão que se vive na pólis levou a que as coisas chegassem a este ponto, nada ficará como era dantes. 
Então, que os filhos de Atena façam do fogo a sua substância redentora, o seu arché primordial, criador de uma nova era. E que haja a suficiente clarividência para fazer emergir uma nova ordem a partir do caos.

"Heraclito atribuiu o fogo como princípio de todas as coisas. "O fogo transforma-se em água, sendo que uma metade retorna ao céu como vapor e a outra metade transforma-se em terra. Sucessivamente, a terra transforma-se em água e a água, em fogo." Mas Heraclito era mobilista e afirmava que todas as coisas estão em movimento como um fluxo perpétuo. Ou seja, usa o fogo apenas como símbolo de todo este movimento. Heraclito imaginava a realidade dinâmica do mundo sob a forma de fogo, com chamas vivas e eternas, governando o constante movimento dos seres."
Heraclitus-Johannes Moreelse

"πάντα ῥεῖ " (Tudo flui), Heraclito de Éfeso, 535-475 a.C.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Dos omnibus até ao Chora

Os Omnibus, Os americanos, O Chora e a Carris

Na Lisboa dos nossos avós a deslocação por via motorizada era um verdadeiro sonho. Em meados do século XIX começaram a circular os primeiros transportes coletivos de tração animal.
Por volta de 1835, foram os “omnibus” (em latim, transporte para todos) os primeiros transportes coletivos que começaram a circular dentro da cidade. Eram carros grandes e desajeitados, com janelas de cada lado e porta nas traseiras, com lotação para 15 pessoas sentadas em bancos corridos, puxados por duas parelhas de animais.
A rede alargou-se em 1845 aos arredores (Lisboa-Belém, Lisboa- Sintra, Lisboa-Mafra).
Entre 1860 e princípios da década de 1890 os transportes públicos foram assegurados por 15  companhias de omnibus e uma companhia de transportes a CCFL.


Contemporâneos foram os “Char-à-bancs” e os “Ripperts”, que eram abertos e só para o verão e ainda o Jacinto, o Florindo e o Chora.


O escritor Luciano Cordeiro e seu irmão Francisco, diplomata, obtêm os direitos de um sistema de transporte do tipo americano denominado “viação-carril urbana” a força animal, ­­cuja concessão trespassaram a um grupo de investidores brasileiros em 1871 (a Empresa Companhia Carris de Ferro teve sede no Brasil até 1876).

Em 17 de Novembro de 1873 foi inaugurada a primeira linha de “Americanos” (comprados a uma firma de Nova Iorque), que ia desde a Estação da Linha Férrea do Norte e Leste (Sta. Apolónia) e o extremo Oeste do aterro da Boa Vista (Santos).
Em 1878, Eduardo Jorge, então com 18 anos, vindo, como tantos, do interior pobre, empregou-se como moço de cavalariça nos “americanos”.


Em 1888, criou a sua pequena empresa de transportes, que fazia a carreira entre o Intendente e Belém, com tarifas económicas. Era o “Carro do Chora”, que veio a tornar-se o mais famoso concorrente dos "americanos". “Chora” foi a alcunha que lhe puseram os colegas por frequentemente se lamentar de ao fim de cada dia os seus ganhos serem sempre poucos.
Em 1892 foram eliminados os “”omnibus” e iniciou-se a monopolização progressiva da rede dos transportes públicos por parte da Carris.


Em 1900 Eduardo Jorge tinha já 24 carros “Chora” em Lisboa.
Chegaram a circular em simultâneo os “Americanos”, o “Jacinto”, a “Lusitânia”, e o ”Chora”.
Em 1901 apareceram os elétricos, os “amarelos”, da poderosa Carris e todos se lhe juntaram menos o “Chora” e o Jacinto, que preferiram­­­­­­­­­ continuar sozinhos. Eduardo Jorge colocou nos seus carros um letreiro “Esta Empresa Não Se Vende”.
A partir de 1905 toda a rede estava eletrificada, “os americanos” desapareciam de Lisboa, mas o Chora resistia.


Em 1910, tinha 38 carros e o Governo da República, reconhecendo o seu contributo para o desenvolvimento da cidade, reduziu os impostos à sua empresa. Resolveu, então, fazer uma distribuição pelos seus colaboradores, correspondente a 50% do que poupava com essa redução.
Veio a guerra e vieram as dificuldades, contudo, o Chora só renunciou aos seus carros em 1917. Vendeu os cavalos e as mulas, pagou ao pessoal e incendiou todos os carros, para não irem parar à Carris, sua eterna rival.
De todos os concessionários de carreiras urbanas, somente Eduardo Jorge o “Chora”, conseguiu, à força de persistência e luta, circular os seus carros de tração animal, durante três décadas, sem nunca ter aumentado os bilhetes, ficando os seus carros tão conhecidos, que ainda hoje são lembrados.


Aos 69 anos veio viver para a Venda Nova, Amadora, onde fundou uma nova empresa de viação, mas já com camionetas, todas iguais, amarelas, tal e qual como os carros elétricos, aos quais não perdoava a sua derrota.
Em 1929 inaugurou a primeira carreira entre as Portas de Benfica e Amadora, que depois se prolongou até Queluz.
Em 1937 entrou com as suas carreiras em Lisboa, de onde, contra sua vontade, havia saído.
Morreu em 1940, mas as carreiras Eduardo Jorge continuaram ainda por muito tempo…

Fontes: “Páginas da História da Amadora” de Vasco Callixto;
“História da Carris” (página da internet);
“Lisboa Desaparecida”- Volume 3    

Tita Fan

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Larmanjat


O Caminho de Ferro Larmanjat de Sintra foi uma via ferroviária em monocarril que ligava Lisboa (Portas do Rego) a Sintra, numa extensão total de 26 km, tendo funcionado entre 1873 e 1877.
A 2 de Julho de 1873, pelas 9 horas, foi inaugurada a linha de Sintra. Para realizar este percurso a locomotiva demorava 1 hora e 55 minutos.
A abertura ao público foi feita 3 dias depois. A linha de Sintra, com 26 km de extensão, tinha como estações: Porta do Rego, Sete Rios, Benfica, Porcalhota (Amadora), Ponte de Carenque, Queluz, Cacém, Rio de Mouro, Ranholas e Sintra.
As composições eram compostas por carruagens de 1ª e 3ª classes. Os preços eram de 550 e 400 reis respectivamente.
Os descarrilamentos constantes, as avarias sucessivas, as quedas frequentes dos passageiros e os grandes atrasos fez com que muitos voltassem a optar pelas diligências, apesar destas serem bem mais morosas.
Foram infrutíferas as tentativas para cativar passageiros (mais horários e preços mais baixos), pelo que o serviço foi suspenso a 8 de Abril de 1875. Tendo sido retomado mais tarde, sem sucesso, encerrou definitivamente, em 1877, com a falência da "Lisbon Steam Tramways company".
A designação "Larmanjat", deve-se ao seu criador o Engenheiro Mecânico francês J. Larmanjat.
Ao contrário dos tradicionais dois carris paralelos, o sistema Larmanjat baseava-se num único carril, no qual encaixavam rodas localizadas no eixo central da locomotiva a vapor e das carruagens. Para que a composição não tombasse existiam ainda rodas laterais de apoio que deveriam assentar numa superfície plana, preferencialmente passadeiras de madeira colocadas ao paralelamente ao carril em ambos do lados.
Era, por isso, um sistema mais económico pois circulava pelas estradas, não necessitando, por consequência, de caminho próprio.

Fonte: Wikipédia

Tita Fan

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Atenas a ferro e fogo



Literalmente. Aquela que foi outrora o berço da mais florescente civilização ocidental, berço da cultura, das artes e da primeira forma de democracia, está hoje transfigurada. Palco de revolta, tornou-se nos últimos tempos num cenário dantesco, de pancadaria, incêndios, pedradas e cargas policiais. A população de todas as classes sociais, em desespero, vira-se para a violência.




Confesso que, independentemente do risco do "efeito dominó" que estas revoltas possam vir a acarretar no resto da Europa, causa-me muita tristeza e consternação ver Atenas a ser palco de semelhante cenário. Ela foi a primeira cidade que visitei com a poupança do meu primeiro ano de salários como professora. Atenas, a cidade da Filosofia, onde me sentia em casa, onde cada pedra me contava uma história, corre o risco de transformar-se numa nova Beirute em tempos de guerra.

Ler aqui a notícia.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

100 anos da descoberta de Machu-Picchu


Assinalou-se com pompa e circunstância o centenário da descoberta da cidade Inca pelos americanos. Situada no Peru em local de difícil acesso, na zona de Cuzco, antiga capital do Império Inca, Machu-Picchu foi construída a 2430 metros de altitude.

A cidade foi desconhecida de quase todo o mundo até 1911, altura em que as suas ruínas foram descobertas por Hiram Bingham. Em 1983 foi considerada pela Unesco como património mundial da humanidade e em 2007 foi eleita uma das sete maravilhas do mundo construídas pelo homem.

"Hiram Bingham, um académico de Yale (...) chegou ao local no dia 24 de julho de 1911 à frente de uma expedição científica.

O país decidiu fazer a festa no dia 7 de Julho porque se assinalam os quatro anos desde que Machu Picchu foi considerada uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno pela fundação New7Wonders."
(TVI24)



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Rio de Janeiro, a 5ª melhor cidade do mundo para visitar

Foto: Pérola de Cultura, Rio de Janeiro ao início da manhã

A cidade do Rio de Janeiro acaba de ser eleita como 5º destino melhor do mundo (entre 25) para viajar, segundo uma pesquisa feita pelo Trip Advisor, um site de viagens ao qual costumo atribuir alguma credibilidade.

Os problemas de segurança, um dos maiores óbices à visita dos  turistas, parecem ter diminuído substancialmente nos últimos tempos, o que vem aumentar as expectativas para os Jogos Olímpicos de 2016.

Veja aqui uma belíssima galeria de fotos da cidade maravilhosa.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Órgão do mar


Situado na costa de Zadar, uma cidade da Croácia, encontramos o Órgão do Mar, degraus cravados em rochas que têm no interior um interessante sistema de tubos que, quando empurradas pelos movimentos do mar, forçam o ar e, dependendo do tamanho e velocidade da onda, criam notas musicais, sons aleatórios.


Criado em 2005 ganhou o prémio europeu para espaços públicos (European Prize for Urban Public Space). O Órgão do Mar recebe turistas de várias partes do mundo, que vêm escutar uma música original que dá muita paz. O lugar também é conhecido por oferecer um belo pôr-do-sol, o que agrada ainda mais às pessoas que visitam a localidade.


Zadar é uma bela cidade do litoral da Croácia e foi duramente castigada durante a 2ª Guerra Mundial. A criação do Órgão é também uma iniciativa para devolver um pouco do que o lugar perdeu com tanta destruição e sofrimento.


Veja a estrutura interna das 'escadas'. O detalhe das cordas e notas musicais, que somadas à energia das ondas, criam sons.

 
As lacunas no concreto servem para o Órgão 'respirar' e também para levar os sons criados nas tubulações.




(Recebido por e-mail)

domingo, 20 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Morte Urbana



Lisboa é a cidade da minha vida. Tantos poetas a admiraram, tantos Fados a choraram, tantos séculos por ela passaram… E, no entanto, parecemos ser-lhe tão indiferentes!


Tal como nas pessoas, o charme adquire-se com o tempo… As rugas definem quem fomos e dão-nos um vislumbre de quem somos agora. Mas há quem rejeite a história, quem queira - como uma simples operação plástica - apagar as marcas do tempo; quem tenha vergonha do Passado… Talvez seja por isso que, ao percorrer as ruas desta cidade, cada vez me desiludo mais.


A longa Avenida da República (antiga Avenida Ressano Garcia), uma das mais importantes artérias da cidade de Lisboa foi, outrora, um poleiro da alta sociedade. No princípio do século XX, era composta por grandes mansões da aristocracia portuguesa que ainda resistia à implantação da República, largos passeios repletos de vegetação e pelos mais importantes estabelecimentos comerciais da época. Os poucos prédios existentes deslumbravam até os mais distraídos com as suas fachadas trabalhadas bem ao estilo clássico! Hoje, infelizmente, as coisas estão bem diferentes…


Os largos passeios cobriram-se com uma enorme camada de alcatrão; os belos palacetes substituíram-se por altos prédios sem qualquer vestígio dessa antiga beleza; ícones da cidade (como o imponente cine-teatro Monumental) demoliram-se em prol do “bom” e do “moderno”. No entanto, há quem resista!


A Versailles é a alma dos anos 20 (década em que o café foi inaugurado) na Lisboa do século XXI. Chão em xadrez, empregados de camisa branca, colete cinzento, laço preto e avental branco comprido (como manda a etiqueta), espelhos enormes nas paredes e tectos trabalhados, dos quais pendem grandes lustres de cristal, transportam-nos para uma época áurea da cidade.


A mansão de esquina decorada com grandes painéis de azulejo, pequeno pátio com vegetação tropical e telhado em duas cores, é hoje um dos mais prestigiados restaurantes da cidade. Foi, até meados do século XX, a residência dos Viscondes de Valmor. Agraciada com o prémio Valmor em 1906, encontra-se num notável estado de conservação.


A EMEL é conhecida por ser implacável no controlo do estacionamento na cidade. O que poucos sabem é que a sua sede é um dos mais belos edifícios deste país! Recentemente ampliado, este palacete apresenta-se como sendo um dos melhores exemplos da arquitectura portuguesa do século XX.

P.D.

domingo, 26 de setembro de 2010

Lisboa, o melhor destino do mundo?


Fotos (c)Pérola de Cultura

"Melhor Destino do Mundo, Melhor Destino de Cruzeiro e Melhor Porto de Cruzeiro são as nomeações a que concorre a cidade de Lisboa nos "World Travel Awards (WTA) 2010".

Concorrem ainda, na categoria de Melhor Destino do Mundo, outras 17 cidades, entre as quais Londres, Maldivas, Miami, Nova Iorque, Rio de Janeiro e Sidney.

Já para Melhor Destino Cruzeiro do Mundo foram também escolhidos as Bahamas, Copenhaga, Istambul, Miami, Xangai, Estocolmo, entre outras.

Ao galardão de Melhor Porto de Cruzeiros do Mundo Lisboa concorre com o porto da Cidade do Cabo, Copenhaga, Istambul, Miami, Port Victoria, Rio de Janeiro e Sharm el Sheikh."

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