Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Teatro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Teatro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 27 de março de 2012

Dia Mundial do Teatro


Hoje já quase um espetáculo de luxo, taxado a  23% de IVA, cada vez mais o teatro está a tornar-se num bem inacessível para a maior parte das pessoas. Porém, nem sempre assim foi. Na Antiguidade, na Idade Média e ainda mais tarde, muitas vezes as peças eram representadas em locais públicos, de acesso gratuito, ou quase. Grupos de atores e cantores itinerantes sobreviviam graças à generosidade dos assistentes, que, de acordo com as suas possibilidades, ofereciam contribuições em dinheiro ou géneros aos artistas.
"Na Grécia surge o teatro. Surge o “ditirambo”, um tipo de procissão informal que servia para homenagear o Deus Dioniso (Deus do Vinho). Mais tarde o “ditirambo” evoluiu, tinha um coro formado por coreutas e pelo corifeu, eles cantavam, dançavam, contavam histórias e mitos relacionados com Deus. A grande inovação deu-se quando se criou o diálogo entre coreutas e o corifeu. Cria-se assim a ação na história e surgem os primeiros textos teatrais. No início fazia-se teatro nas ruas, depois tornou-se necessário um lugar. E assim surgiram os primeiros teatros." (Wikipédia)
O teatro grego conheceu grandes obras, dentro dos dois géneros maiores da época Clássica, a tragédia (com nomes como Ésquilo, Sófocles e Eurípedes) e a comédia (com Aristófanes). 


Gil Vicente é considerado o fundador do teatro em Portugal, no séc. VXI e Shakespeare em Inglaterra; este estupendo dramaturgo, especialista em tragédias, deixou contudo inéditas a maioria das suas peças até ao séc. XVII. Também por essa altura surge em França Molière, até hoje considerado um dos maiores mestres da comédia satírica.


O barroco traz novas roupagens às encenações teatrais e tudo fica mais sofisticado e declamativo, como por exemplo no teatro da Comédie Française em Paris.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Eunice Muñoz regressa ao palco


Eunice Muñoz, uma grande intérprete do teatro português, regressou na última sexta-feira ao Teatro Experimental de Cascais. Com encenação de Carlos Avilez, Eunice interpreta a peça peça "O Comboio da Madrugada" de Tennessee Williams.

Trinta e oito anos depois da estreia de Eunice em "As Criadas", de Jean Genet, Eunice dá vida à personagem Flora Goforth, heroína trágica, e milionária excêntrica e decadente, que se apaixona por um jovem poeta.

A peça estará em cena de 18 de Fevereiro a 20 de Março.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

"As Regras" no Teatro de Carnide

"Em palco uma actriz e uma personagem que nos fazem mergulhar na burocracia do viver proposto: a Senhora, tal como Lagarce a nomeia, faz-se cercar ou é cercada (?) por fichas de identificação de individuos anónimos, de papelada inútil (...) e de tecnologia que não mais pertence ao nosso tempo.
A Senhora parece interpelar-nos: no entanto, não são as suas palavras o que, efectivamente, escutamos. Connosco dialoga tudo aquilo que fica por dizer."
João Leitão

Esta personagem, afogada em burocracia, recita as regras impostas pela moral e pelos costumes, mal contendo uma angústia que se lhe vai tornando insuportável. O quotidiano "das regras" que se repetem e que permanecem no tempo, constrangem esta mulher num aprisionamento do qual ela vai tomando consciência de modo cresente. "Sempre assim foi e sempre assim será" é a frase que repete, como que tentando convencer-se a si mesma de que não há hipótese de alterar nada. Até um dia...

Peça a não perder com a actriz Rita Martins, que, num surpreendente monólogo, credibiliza com inegável talento esta personagem a partir da peça "As Regras da Arte de Bem Viver na Sociedade Moderna" de Jean-Luc Lagarce.

FICHA TÉCNICA
Encenação: Sofia Ângelo
Interpretação: Rita Martins
Apoio dramaturgico: João Leitão
Desenho de Luz: Filipa Romeu
Design de cena e figurino: Rita Carrilho
Design Gráfico: Catarina Aguiar
Montagem de cenário: António Silva
Agradecimentos: Luísa Lemos e Miguel Cruz

CALENDARIZAÇÃO
De 4 a 26 de Fevereiro de 2011
Sextas e Sábados pelas 21h30.
Reservas e informações:
teatrodecarnide@gmail.com
Tel. 934 496 107

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Feliz dia de Reis

Wiseman Adoration (c)Murillo

O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "alguns magos do Oriente" que, segundo a lenda, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de Janeiro. A noite do dia 5 de Janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como "Noite de Reis".

A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios - sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.

Em alguns países, como Espanha, é estimulada entre as crianças a tradição de se deixar sapatos na janela com ervas antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos se possam alimentar e retomar viagem. Em troca os Reis magos deixariam doces que as crianças encontrariam no lugar das ervas após acordar.

A tradição também consiste em comer Bolo-Rei, no interior do qual se costumava encontrar uma fava e um brinde escondidos. A pessoa que encontra a fava deveria "pagar" o Bolo-Rei no ano seguinte. Em França come-se "Buché a la Renne" onde também encontram um brinde no seu interior; a buché também costuma trazer uma coroa e quem encontrar o brinde será coroado como rei.

Em Portugal e também noutros países as pessoas que moram em pequenas terras costumam ir cantar os reis de porta em porta para receber goluseimas ou outras ofertas. Esses cânticos ficaram conhecidos como "As Janeiras".


William Shakespeare é autor da peça teatral "Noite de Reis" (no original inglês chama-se Twelfth Night, Or What You Will). Trata-se de uma comédia romântica que conta a história de um triângulo amoroso composto pelo duque de Orsino, Lady Olivia e Viola, sobrevivente de um naufrágio. Como sempre, nas peças de Shakespeare há intrigas e equívocos bem urdidos para prender a atenção do leitor/espectador até ao desenlace final.

(Fonte de informação: Wikipédia)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mariana Rey Monteiro (1922-2010)


"Nascida em 1922, em Lisboa, filha de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro, Mariana Rey Monteiro desde cedo se sentiu atraída pelo teatro. Depois de alguns recitais de poesia feitos em Sevilha e em Lisboa, estreou-se no Teatro Nacional D. Maria, em 1946, na peça Antígona, de Sófocles. A peça foi montada pela Companhia Robles Monteiro, que era propriedade dos seus pais."

Ler mais aqui.

Esta grande senhora do Teatro marcou o panorama português. Representou quase tudo, desde Sófocles até Ibsen, passando por Shakespeare. Como ela, temos ainda entre nós Eunice Muñoz e Rui de Carvalho.

sábado, 8 de maio de 2010

Venenos Indispensáveis no TUT


Convido-vos a virem assistir ao mais recente espectáculo do TUT - Teatro da Universidade Técnica de Lisboa.

"Venenos Indispensáveis" são algumas pequenas peças da autoria de Jaime Salazar Sampaio, apresentadas agora pelo TUT, Grupo de Teatro da Universidade Técnica de Lisboa, e encenadas por Júlio Martín da Fonseca.

Peça: "Venenos Indispensáveis"
Início: quinta-feira, 13 de Maio às 21:30
Fim: Domingo, 23 de Maio às 22:30
Onde: Palácio Burnay, situado na Rua da Junqueira, nº 86, Lisboa
Transportes públicos (Carris): 727, 732, 714, 751, 15E
Entrada: Gratuita!

Se quiserem t(v)er um "cheirinho", está aqui, via Youtube:





Enviado por Nuresico.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Hannah e Martin ou a paixão impossível



Hannah Arendt e Martin Heidegger, ela aluna, ele professor, apaixonam-se física e intelectualmente numa Alemanha pré-nazi. Em 1924, tinha ela 18 anos, o fascínio pelo brilhantismo filosófico do mestre toma conta desta jovem judia, que ultrapassa o facto de Heidegger ser casado e pai de dois filhos. Os encontros dão-se entre os livros, as conversas, as traduções e o cottage que ele tem no campo - para trabalhar isolado - que se torna num ninho de amor e paixão.

Os problemas começam quando o partido nazi toma conta do poder, Heidegger assume a Reitoria da Universidade onde lecciona e perfilha dos ideais do nacional-socialismo.
Ela judia, ele pró nazi, a relação torna-se impossível e Hannah foge da Alemanha primeiro para Paris e depois para os Estados Unidos da América, via Lisboa.

Entretanto, Karl Jaspers e a sua mulher tornam-se amigos e confidentes de Hannah, que com eles desabafa as suas mágoas em relação às opções de Martin.

Mais tarde o reencontro é necessariamente amargo para os dois; mas Hannah acaba por redigir cartas à Universidade a pedir a reintegração de Heidegger, que, segundo ela, merece uma segunda oportunidade, já que, efectivamente ele era contra a violência e não esteve directamente envolvido nos crimes contra a humanidade cometidos pelos nazis.

A minha leitura desta peça baseada na correspondência trocada ao longo de décadas entre os dois filósofos, é que Heidegger, como provavelmente muitos intelectuais alemães daquela época, terá mesmo acreditado nos ideais do nacional-socialismo como sendo valores positivos e defensáveis, não podendo antever as consequências terríveis que eles vieram a acarretar.

Pelo que se vê na peça acerca do perfil da sua mulher, ela sim, seria anti-semita e xenófoba; e, dado o seu carácter autoritário e dominador, poderá ter influenciado negativamente Heidegger, a quem Hannah Arendt, no final, pretendeu reabilitar.

Brilhantes interpretações de Rui Mendes (Heidegger), Ana Padrão (Hannah Arendt), Irene Cruz (mulher de Heidegger) e Luís Alberto (Karl Jaspers).

Recomendo às pessoas da Filosofia e não só.
No Teatro Aberto, em Lisboa, até finais de Fevereiro.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Hannah e Martin no Teatro Aberto



"O Teatro Aberto, em Lisboa, apresenta (...) o encontro entre Hannah Arendt e Martin Heidegger, dois pensadores alemães cuja vida e obra são indissociáveis da tumultuosa história europeia do século XX.

Num tempo de catástrofes políticas, morais e humanas, um homem e uma mulher procuram encontrar um lugar para o amor, para o conhecimento e para si próprios. Eles são Hannah Arendt, filósofa judia, e Martin Heidegger, filósofo alemão convertido ao nazismo. A história dos seus encontros e desencontros conta-se na peça Hannah e Martin, que se estreia amanhã, pelas 21.30 no Teatro Aberto, em Lisboa.

Kate Fodor, jornalista norte- -americana, é a autora desta obra, que João Lourenço e Vera San Payo de Lemos trazem agora para os palcos portugueses.

Esta "é uma peça sobre a memória e o perdão", diz João Lourenço, o encenador, confesso admirador do pensamento e da figura de Hannah Arendt.

O eixo da obra dramatúrgica é o encontro de Arendt, então uma jovem estudante judia, com Heidegger, já um dos mais reputados pensadores europeus, no período entre as duas Guerras.

O fascínio que ambos sentiam um pelo outro acabou por se transformar numa relação profunda que o afastamento geográfico, político e moral não destruiu. E, não obstante a ligação de Heidegger ao partido nazi e a partida da Hannah para os Estados Unidos para fugir aos campos de concentração, foi ela que, depois da II Guerra, o ajudou a refazer a carreira.

São de Arendt as memórias que, ao longo de duas horas, desfilam pelo palco dando a ver fragmentos da relação com Martin Heidegger e, em simultâneo, momentos da história da Europa, desde a subida de Hitler ao poder até aos julgamentos de Nuremberga."


Pode saber mais aqui.

Imagens:
1. Rui Mendes e Ana Padrão
2. Hannah Arendt e Martin Heidegger

terça-feira, 26 de maio de 2009

O regresso de "Monólogos da Vagina"



"Guida Maria volta a apresentar a peça "Monólogos da Vagina", agora contracenando com as actrizes Ana Brito e Cunha e São José Correia, numa nova encenação da directora da Escola de Mulheres, Isabel Medina.
Em cena no Casino Lisboa, entre hoje e domingo."

Alexandre Costa EXPRESSO Terça-feira, 26 de Maio de 2009 9:38

Meu Comentário:
Vi a peça adaptada do livro de Eve Ensler há muitos anos.
É hilariante. Vale a pena ver. Para descomprimir.
Mas também para pensar.

Parabéns à Guida Maria, que apresentou primeiramente a peça sozinha, pela coragem de abordar com humor e frontalidade um assunto que ainda é tabu neste país cheio de preconceitos.

domingo, 26 de abril de 2009

Menina Júlia de August Strindberg no Teatro D. Maria II


Tipicamente nórdico, o minimalismo da cozinha onde se desenrola esta peça de Strindberg. Cenário todo em tons de branco pastel, sem qualquer decoração; nas paredes, apenas o estritamente indspensável: as frigideiras penduradas e a campainha pela qual o Sr. Conde chamava os criados.

Três personagens principais interpretadas por Beatriz Batarda, Albano Jerónimo e Isabel Abreu, movem-se como triângulo amoroso num torvelinho de emoções à flor da pele, termina em tragédia, à boa maneira escandinava.

Tudo decorre numa noite com baile, sexo, sangue, vinho e muitas dúvidas existenciais. Certezas, só uma, a da precariedade da vida e do fim inevitável.

Vale sempre a pena o trabalho de Beatriz Batarda, que já nos habituou às tragédias e dramas passionais, e, Albano Jerónimo, muitos furos acima do que revelou como Carlos da Maia numa adaptação execrável de “Os Maias” de Eça de Queirós, que Moita Flores escreveu para a SIC há alguns anos. Este actor vale mais do que as telenovelas o deixam mostrar.

A peça está bem conseguida no seu todo e a sala Garrett é um espaço adequado a este tipo de produções clássicas. Sentimo-nos no tempo do século XIX, onde cabe a acção deste drama.

Pode jantar-se ou tomar um snack no bar “Amo-te” de Pedro Miguel Ramos, dentro do próprio Teatro.


MENINA JÚLIA - Ficha técnica:
De August Strindberg | tradução Augusto Sobral | encenação Rui Mendes | cenografia Manuel Amado e Ana Paula Rocha | figurinos Ana Paula Rocha | luz Carlos Gonçalves | música Rui Rebelo | com Beatriz Batarda, Albano Jerónimo e Isabel Abreu | figurantes Ana Gil, Bruno Gonçalves, Nuno Nolasco, Raimundo Cosme, Regina Gaspar e Teresa Athayde | assistência de encenação Maria Arriaga

Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II até 24 de Maio, de quarta-feira a sábado às 21:30 e domingo às 16:00.