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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Dia de S. Pedro


Desejo um feliz dia de S. Pedro a todos os que por aqui passarem.


As sardinhas assadas são o meu prato preferido nesta época. Tive um belo almoço,  digno de Pedro, O Pescador, em companhia de bons e queridos colegas.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Bom Dia de Reis

Sejam lá eles quem forem, os Gaspares, Belchiores e Baltazares de hoje. Talvez não fosse má ideia oferecer-lhes uma bússola para se orientarem, dado que o brilho das caudas estelares pode bem andar ofuscado com tanta poluição.


Seja como for, um bom Dia de Reis aos meus amigos e leitores deste Blogue.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

7 maravilhas da gastronomia portuguesa


Estes pratos tradicionais da culinária nacional foram eleitos pelo voto directo de quase um milhão de portugueses. Alguns eram previsíveis, mas outros houve, que eu esperava que fossem escolhidos, como o bacalhau, que ficaram de fora. Eis aqui a lista dos eleitos:

"Alheira de Mirandela, queijo Serra da Estrela, caldo verde, arroz de marisco, sardinha assada, leitão da Bairrada, pastel de Belém - são estas, de acordo com uma votação popular, as sete maravilhas da gastronomia portuguesa".

Já se sabe que qualquer escolha pode ser contestada. Não se percebe muito bem porque aparece o queijo da Serra da Estrela nas entradas, já que é habitualmente servido no fim da refeição; porque se aceitou a candidatura do pastel de Belém em vez do pastel de nata. Enfim, também não me parece bem eleger dois produtos da mesma categoria (entradas) e deixar de fora os pratos de caça.
As candidaturas deveriam obedecer a uma receita "genuína e integrante dos valores tradicionais portugueses e com mais de cinquenta anos de história".

domingo, 17 de julho de 2011

Zé povinho faz manguito à Moody's

Até a popular figura de Bordalo Pinheiro ficou chocada com os senhores da Agência norte-americana, que classificou a dívida portuguesa como "lixo".

O sentido patriótico dos portugueses não se fez esperar e a sua veia para o comércio também não: a Vista Alegre Atlantis começa amanhã a vender esta peça de louça nacional, inspirada na figura de Zé Povinho de Bordalo Pinheiro.

Ler aqui.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O poeta António Aleixo faria hoje 112 anos


António Fernandes Aleixo (Vila Real de Santo António, 18 de Fevereiro de 1899 — Loulé, 16 de Novembro de 1949) foi um poeta popular português.

Considerado um dos poetas populares algarvios de maior relevo, famoso pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado por ter sido simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.

No emaranhado de uma vida recheada de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças, na sua figura de homem humilde e simples, havia o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, guarda de polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como emigrante foi exercido em França.

De regresso ao seu país natal, estabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, actividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de "poeta-cauteleiro".

Faleceu por conta de uma tuberculose, em 16 de Novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.

António Fernandes Aleixo está hoje, bem enraizado e presente. As suas obras foram apresentadas na televisão, rádio e demais sistemas de informação, os seus versos incluídos em diversas antologias, o seu nome figura na história da literatura de língua portuguesa, é patrono de instituições e grupos político-culturais, existem medalhas cunhadas e monumentos erigidos em sua honra. Da sua autoria estão publicadas as seguintes obras:

• Quando começo a cantar – (1943);
• Intencionais – (1945);
• Auto da vida e da morte – (1948);
• Auto do curandeiro – (1949);
• Auto do Ti Jaquim - incompleto (1969);
• Este livro que vos deixo – (1969) - reunião de toda a obra do poeta;
• Inéditos – (1979); tendo sido, estes quatro últimos, publicados postumamente.

In Wikipédia

Site do poeta: http://www.fundacao-antonio-aleixo.pt/

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Valentim, santo e mártir

São Valentim baptizando Santa Lucília, por Jacopo Bassano, c. 1500

São Valentim (ou Valentinus em latim) é um santo reconhecido pelas Igrejas Católica e Ortodoxa que dá nome ao Dia dos Namorados em muitos países, nos quais se celebra o Dia de São Valentim. Contudo, o nome refere-se a pelo menos três santos martirizados na Roma antiga.

A história parece referir-se ao bispo Valentim de Interamna (hoje, Terni), que no século III transgrediu as ordens do imperador Cláudio II, ou Claudius Gothicus, que proibiam o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros se alistavam mais prontamente e eram melhores combatentes.

Mas a prática casamenteira foi descoberta e Valentim acabou preso e condenado à morte. Reza a lenda que, enquanto estava no cárcere, muitos jovens davam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, apaixonou-se pela filha cega do carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Na véspera da execução, Valentim escreveu-lhe uma mensagem de adeus, assinada como “Do seu Valentim”...

São Valentim de Terni e discípulos, manuscrito do século XIV

Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de Fevereiro do ano 270 - também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimónio) e de Pan (deus da natureza).


Na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de Fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta da amada.

A primeira associação do Dia de São Valentim ao amor romântico aparece em 1382 num texto poético de um certo Geoffrey Chaucer:

For this was on seynt Volantynys day
Whan euery bryd comyth there to chese his make.
["For this was Saint Valentine's Day, when every bird cometh there to choose his mate."]

Contudo, é duvidoso que ele se referisse a 14 de Fevereiro, época improvável para o acasalamento de pássaros na Inglaterra!...

Geoffrey Chaucer, por Thomas Hoccleve, 1412

No século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adoptada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o Valentine's Day.



O dia é hoje muito associado com a troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Estima-se que no mundo sejam mandados por ano, aproximadamente, um bilhão de cartões com mensagens românticas, tornando esse dia um dos mais lucrativos para o comércio.


Ilustrações e texto adapatado da Wikipédia por Luís Diferr

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A tradição da Candelária


La Chandeleur en France


"No dia 2 de Fevereiro, 40 dias depois do Natal, festeja-se a "Chandeleur", Candelária em português.
Esta festa era em honra da Virgem, na tradição católica (apresentação do menino ao templo). Nesse dia as mulheres acendiam velas (em latim "candella") que tinham mandado benzer para atrair sorte e protecção para o seu lar.

Os romanos e os celtas festejavam a Candelária que representava o regresso ao sol e à luz...

A tradição é fazer crepes, esse disco dourado, tão semelhante a um pequeno sol. Não se deve virar o crepe com a ajuda de um utensílio mas com um simples manejar da frigideira; e deve-se fazer o primeiro com uma moeda na mão para ter dinheiro todo o ano..."


PROVÉRBIOS ASSOCIADOS À CHANDELEUR:

- À la Chandeleur, l'hiver se meurt ou prend vigueur.
- À la Chandeleur, grande neige et froideur.
- À la Chandeleur, le froid fait douleur.
- À la Chandeleur, le jour croît de deux heures.
- Si la chandelle est belle et claire, nous avons l'hiver derrière.
- Chandeleur à ta porte, c'est la fin des feuilles mortes.


Deixo aqui este interessante testemunho do trabalho das professoras do grupo disciplinar de Francês da Escola Secundária José Gomes Ferreira, que hoje surpreenderam todos os colegas com uma requintada mesa de deliciosos crepes e compotas variadas, velas sobre seda vermelha e cenário decorado com bandeiras de França.

Um placard explicava a história desta tradição e nas mesas de trabalho havia palavras cruzadas em francês e exercícios de texto para completar com a história da tradição da "Chandeleur en France", muito interessante, quer para alunos quer para professores.

Quem disser que a Escola não é um lugar de prazer está (mesmo!) enganado, pois o trabalho, quando é empenhado e nos mobiliza as boas energias, dá muito, mas muito prazer!

Estou firmemente convencida de que trabalhar na escola com alegria dá melhores frutos, quer para quem aprende, quer para quem ensina. E conseguir que o local de trabalho seja um local de prazer torna as pessoas muito mais felizes e capazes de trabalhar com mais vontade durante mais anos.

Isto pode ser uma utopia pessoal, mas acredito que consegui-lo passa, entre outras coisas, pela cultura dos afectos e pela boa convivência entre colegas, sobretudo nesta fase tão triste, talvez o pior momento da nossa carreira, em que nos estão (a tentar) tirar quase tudo! 
Ao exemplo destas professoras tiro o meu chapéu.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Provérbio Eskimó


"May you have warmth in your igloo, oil in your lamp, and peace in your heart!"

Obrigada à minha amiga Li Kruse, da Suécia, que muito sofre com o frio e visivelmente procura tudo para se convencer de que há coisas piores...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Feliz dia de Reis

Wiseman Adoration (c)Murillo

O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "alguns magos do Oriente" que, segundo a lenda, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de Janeiro. A noite do dia 5 de Janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como "Noite de Reis".

A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios - sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.

Em alguns países, como Espanha, é estimulada entre as crianças a tradição de se deixar sapatos na janela com ervas antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos se possam alimentar e retomar viagem. Em troca os Reis magos deixariam doces que as crianças encontrariam no lugar das ervas após acordar.

A tradição também consiste em comer Bolo-Rei, no interior do qual se costumava encontrar uma fava e um brinde escondidos. A pessoa que encontra a fava deveria "pagar" o Bolo-Rei no ano seguinte. Em França come-se "Buché a la Renne" onde também encontram um brinde no seu interior; a buché também costuma trazer uma coroa e quem encontrar o brinde será coroado como rei.

Em Portugal e também noutros países as pessoas que moram em pequenas terras costumam ir cantar os reis de porta em porta para receber goluseimas ou outras ofertas. Esses cânticos ficaram conhecidos como "As Janeiras".


William Shakespeare é autor da peça teatral "Noite de Reis" (no original inglês chama-se Twelfth Night, Or What You Will). Trata-se de uma comédia romântica que conta a história de um triângulo amoroso composto pelo duque de Orsino, Lady Olivia e Viola, sobrevivente de um naufrágio. Como sempre, nas peças de Shakespeare há intrigas e equívocos bem urdidos para prender a atenção do leitor/espectador até ao desenlace final.

(Fonte de informação: Wikipédia)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Hecatombe no Nepal



Por causa de uma cerimónia hindu foram sacrificados no Nepal mais de 200 000 animais, segundo a tradição, em honra das deusas Gadhimai e Kali.

A cerimónia começou na madrugada do dia 24,com orações num templo onde estavam dezenas de milhares de hindus. Em seguida, os fiéis encaminharam-se para um curral próximo, onde começaram a decapitar bois, patos, galinhas, pássaros, porcos, bodes cordeiros, frangos e búfalos!

O evento cruel, com cenas terríveis, atrai muitos devotos e foi exibido na televisão nacional. Só búfalos foram 108 decapitados pela turba em êxtase.

Mesmo perante a mortandade cruel, o governo de Katmandu disse não estar disposto a proibir a cerimónia porque faz parte da tradição religiosa nepalesa e é uma cerimónia praticada há séculos.

Os hindus nepaleses dizem acreditar que sacrificar os animais à deusa porá um fim ao mal e trará prosperidade…

Em 1780, o Nepal proibiu o sacrifício humano. No entanto, os animais não humanos ainda podem ser mortos para satisfazer a vontade das deusas…

Parece-me revoltante. Não é legítimo evocar a tradição ou os costumes culturais ou religiosos para justificar todo o tipo de barbaridades.

Senão ainda teríamos os touros de morte em Portugal e quiçá o circo romano em Roma e os sacrifícios em massa no México, só porque era uma tradição Maya, e por aí adiante.

Sei que muita gente irá discordar do meu ponto de vista, mas se a nossa tolerância for total com tudo aquilo que se justifica porque é da tradição ou da cultura, jamais as mulheres afegãs deixarão de usar a burka, as mulheres do islão jamais poderão usar calças, continuarão a ser apedrejadas até à morte se cometerem adultério, as meninas africanas de algumas etnias jamais deixarão de ver o seu clítoris extirpado e os fundamentalistas nunca deixarão de cometer atentados para assassinar milhares de “infiéis”…

Evidentemente que os ambientalistas e defensores dos animais consideraram este sacrifício no Nepal como uma crueldade e irão continuar a lutar para acabar com esta barbaridade que se realiza de cinco em cinco anos.

Definitivamente e pela minha parte, não considero aceitável!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

"No dia de S. Martinho, assa as castanhas e prova o vinho!"

















O castanheiro é das minhas árvores favoritas. Infelizmente, vivendo na cidade, raramente posso ter o privilégio de ver de perto algumas espécies de árvores de que tanto gosto, como esta.

O castanheiro é uma árvore ao mesmo tempo elegante e robusta que desde sempre exerceu em mim um fascínio que não sei bem explicar, dado que a associo às cerimónias dos druidas, envolta em brumas de climas frios e florestas encantadas.
Evoca-me o norte, a tradição, as raízes de uma cultura europeia, simultaneamente religiosa e pagã.

Comi hoje as primeiras castanhas assadas da temporada, no dia certo, mas sem água-pé. A saberem a sal e a Outono, pois claro!

Desejo a todos um feliz dia de S. Martinho!