Lisboa, 13 de Junho de 1888 - 30 de Novembro de 1935
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sexta-feira, 13 de junho de 2014
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Um gato muito especial
Sir Arthur Pippehouse The Second é um gato de sete vidas que desfia as suas memórias num livro encantador, escrito por Teresa Ximenez e publicado pela Chiado Editora.
"A Memória do Gato" marca uma incursão muito feliz da autora no género romance.
Arthur, o gato, narra com uma memória que atravessa gerações, a vida cheia de peripécias, paixões, desencontros e sofrimento de uma família, alternando com descrições feitas por algumas das personagens que lhe são mais próximas.
A astúcia daquele gato tão especial, vem a revelar-se determinante na cumplicidade indispensável para resguardar certos segredos.
Entre a Inglaterra dos finais do século XIX até ao Portugal do salazarismo, passando pela Índia dos negócios do chá, a autora revela um grande conhecimento dos lugares, culturas e sentimentos destes personagens, tão humanos, sensíveis e sofridos, que parecem reais.
E mais não conto. Leiam o livro.
Será certamente com prazer que o fazem.
Parabéns Teresa, adorei o livro.
Fico à espera do próximo romance.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Os dias da guerra
"Cada instante de liberdade é preciso construí-lo e defendê-lo como um reduto. Representa um estado de esforço alegre e doloroso; alegre, porque dá ao homem a consciência do seu valor; e doloroso porque lhe exige trabalho nos dias de paz e a vida nas horas de guerra.
A escravidão é feita de descanso e de tristeza."
Teixeira de Pascoaes
terça-feira, 18 de junho de 2013
Há vozes que nem a morte consegue calar
José Saramago
16 de novembro de 1922 - 18 de junho de 2010
Por que foi que cegámos,
Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão,
Queres que te diga o que penso,
Diz,
Penso que não cegámos, penso que estamos cegos,
Cegos que vêem,
Cegos que, vendo, não vêem."
José Saramago, "Ensaio sobre a Cegueira"
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Fernando Pessoa, 125 anos
Desenhado pelos alunos da Escola Secundária José Gomes Ferreira, Lisboa
ULISSES“O mito é um nada que é tudoO mesmo sol que abre os céusÉ um mito brilhante e mudo –O corpo morto de Deus,Vivo e desnudo.Este, que aqui aportou,Foi por não ser existindo.Sem existir nos bastou.Por não ter vindo foi vindoE nos criou.Assim a lenda se escorreA entrar na realidade,E a fecundá-la decorre.Em baixo, a vida, metadeDe nada, morre.”Fernando Pessoa, A Mensagem, 1934
sexta-feira, 3 de maio de 2013
António Vieira atual em 2013
"Tudo quanto tenta e intenta o diabo em um poderoso, tudo leva ao cabo, ou seja nos pecados de homem, ou nos de ministro. Nos pecados de homem, se se ajunta o poder com o apetite, não há honra, não há honestidade, não há estado, nem ainda profissão, por sagrada que seja, que se não empreenda, que se não conquiste, que se não sujeite, que se não descomponha. E nos pecados de ministro, se o poder se ajunta com a ambição, com a soberba, com o ódio, com a vingança, com a inveja, com o respeito, com a adulação, não há lei humana, nem divina, que se não atropele, não há merecimento que se não aniquile, não há capacidade que se não levante, não há pobreza, nem miséria, nem lágrimas que se não acrescentem, não há injustiça que se não aprove, não há violência, não há crueldade, não há tirania que se não execute.”
- Padre António Vieira, Sermão da Primeira Dominga do Advento [1652].
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Valter Hugo Mãe sobre os professores
Os professores
"Achei por muito tempo que ia ser professor. Tinha pensado em livros a vida inteira, era-me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava-me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade. A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito
... Ver mais de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar-se o caminho das pedras na porcaria de mundo em que o mundo se tem vindo a tornar. Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto-me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho. Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe. Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha-me a caminho de casa como se tivesse crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo. Houve um dia, numa aula de história do sétimo ano, em que falámos das estátuas da Roma antiga. Respondi à professora, uma gorduchinha toda contente e que me deixava contente também, que eram os olhos que induziam a sensação de vida às figuras de pedra. A senhora regozijou. Disse que eu estava muito certo. Iluminei-me todo, não por ter sido o mais rápido a descortinar aquela solução, mas porque tínhamos visto imagens das estátuas mais deslumbrantes do mundo e eu estava esmagado de beleza. Quando me elogiou a resposta, a minha professora contente apenas me premiou a maravilha que era, na verdade, a capacidade de induzir maravilha que ela própria tinha. Estávamos, naquela sala de aula, ao menos nós os dois, felizes. Profundamente felizes. Talvez estas coisas só tenham uma importância nostálgica do tempo da meninice, mas é verdade que quando estive em Florença me doíam os olhos diante das estátuas que vira em reproduções no sétimo ano da escola. E o meu coração galopava como se estivesse a cumprir uma sedução antiga, um amor que começara muito antigamente, se não inteiramente criado por uma professora, sem dúvida que potenciado e acarinhado por uma professora. Todo o amor que nos oferecem ou potenciam é a mais preciosa dádiva possível. Dá -me isto agora porque me ando a convencer de que temos um governo que odeia o seu próprio povo. E porque me parece que perseguir e tomar os
professores como má gente é destruir a nossa própria casa. Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá-los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos. É como pedir que abdiquem de melhorar os nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias. Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual. É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto. As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada. Está a suicidar-se. Odeia e odeia-se."
Texto de Valter Hugo Mãe
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Aniversário de Almeida Garrett
"Almeida Garrett e a Cidade Invicta", (c) José Ruy
PREITO
É lei do tempo, Senhora,
Que ninguém domine agora
E todos queiram reinar.
Quanto vale nesta hora
Um vassalo bem sujeito,
Leal de homenage e preito
E fácil de governar?
Pois o tal sou eu, Senhora:
E aqui juro e firmo agora
Que a um despótico reinar
Me rendo todo nesta hora,
Que a liberdade sujeito...
Não a reis! - outro é meu preito:
Anjos me hão-de governar.
“Folhas Caídas” Almeida Garrett,
Vinhetas do álbum em BD de José Ruy
“ALMEIDA GARRETT E A CIDADE INVICTA”
A 4 de fevereiro de 1799 nasce no Porto, João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, mais tarde 1.º Visconde de Almeida Garrett. Escritor e dramaturgo romântico, orador, par do reino, ministro e secretário de estado honorário português, foi o grande impulsionador do teatro em Portugal. Propôs a edificação do Teatro Nacional e a criação do Conservatório. Em 1816 inscreveu-se na Faculdade de Leis e tomou contacto com os ideais liberais. Em 1843 começou a publicar as “Viagens na Minha Terra”. Foi o homem que deu à língua portuguesa o preceito de modernidade.
Cortesia de Tita Fan
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Os Miseráveis
![]() |
Jean Valjean, entre a tortura dos trabalhos forçados e as constantes fugas do seu inimigo de longa data Javert, encontra a ternura de uma menina, órfã de uma antiga empregada sua, dos tempos de anonimato, cuja candura o faz mudar para sempre.
Por dentro do sobrevivente aventureiro existe a ternura de um pai, um amigo e companheiro de lutas, que fica inesquecível na memória de todos os que tenham lido este épico maravilhoso de Victor Hugo.
Têm sido muitas as adaptações ao cinema e mais recentemente ao teatro musical, de cuja peça nasceu esta última produção.
Desde 1958, com Jean Gabin, até 2000 com Gérard Depardieu e John Malkovitch, passando pela criação de Claude Lélouch com Jean-Paul Belmondo em 1995, e uma outra com Liam Neeson, Geoffrey Rush, Uma Thurman e Clare Danes em 1998, o público cinéfilo tem vindo a apreciar as várias versões de "Os Miseráveis".
Esta última, nomeada para vários Óscares, encantou-me, não só pela excelência das reconstituições, como também pelas metáforas, belíssimas, da Revolução.
A cena final evoca claramente "A Liberdade guiando o Povo" de Delacroix, enquanto a primeira cena nos remete para filmes como o "Ben-Hur" ou "Quo Vadis", pelos planos e pelas cenografias esplendorosas.
Mas a verdadeira e melhor surpresa são atores como Russell Crowe ou Hugh Jackman a cantarem mesmo bem e sem dobragem.
Anne Hathaway é comovedora pela forma convincente como canta.
E claro, a bela e dotada Amanda Syfried, que desde "Mamma Mia", cada vez canta melhor.
Vale a pena ver este filme, do mesmo produtor de "O Fantasma da Ópera" e do realizador de "O Discurso do Rei", Tom Hooper.
Três horas de pura excelência e encanto.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Anna Karenina
Dizem alguns que morrer de amor já não se usa, e só na literatura isso se costumava passar, sobretudo no século XIX. Tanto Camilo Castelo Branco como Eça de Queirós puseram alguns personagens a suicidar-se por causa de desgostos de amor. Tiros, voos da janela e coisas que tais, eram frequentes nalguns romances portugueses da época.
Mas o que dizer da literatura francesa, como a de Émile Zola, Gustave Flaubert ou Alexandre Dumas? E da grande literatura russa? As tragédias não eram menores e os romances de amor colocaram grandes e empolgantes histórias no cinema ao longo dos tempos.
Desde adaptações de clássicos de séculos anteriores, como Shakespeare, o cinema sempre explorou com mais ou menos mestria os amores contrariados ou impossíveis dos amantes infelizes.
Alguém disse que a felicidade não tem história e que só as histórias tristes inspiram a literatura. Talvez seja mesmo assim. A par de dramas passionais como "Romeu e Julieta" ou "A Dama das Camélias", "Anna Karenina" já teve várias versões cinematográficas.
Esta versão mais recente, soberbamente ancorada por uma reconstituição de época, décors e guarda-roupa irrepreensíveis, compõe mais uma vez esta heroína de Tolstoy, arrebatada por uma paixão incontrolável, que acaba por ser credível no espírito trágico da grande literatura russa.
Já de tristeza e morte associadas a amores impossíveis, tinha visto a espantosa história de Doutor Zhivago, filme adaptado do romance de Boris Pasternak, que me fez chorar rios à saída do então cinema Tivoli, era eu uma adolescente de liceu, com pretensões a ver filmes de adultos.
E é também assim com Anna Karenina, onde nos apercebemos, angustiados, do fim trágico inevitável, desde o início do filme.
Mérito de Leo Tolstoy ou da magistral interpretação de Keira Knightley?
Talvez gostem também de ver Jude Law no papel de um marido de nobres sentimentos na tradicionalista e preconceituosa Rússia dos czares.
domingo, 25 de novembro de 2012
Aniversário de Eça de Queirós
José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de novembro de 1845
(mas podia ter sido 100 anos mais tarde; não está desatualizado)
terça-feira, 23 de outubro de 2012
A Peregrinação
(c) José Ruy /Meribérica Liber
A propósito
da exposição “Peregrinação”, que se encontra no CNBDI inserida no tema –
Autobiografia – do Festival Amadora BD 2012…
Fernão Mendes Pinto "Peregrinação"
1ª página, 1ª edição
É muito
conhecida a expressão “Fernão mentes? Minto” que durante muitos anos acompanhou
a obra “Peregrinação”, depreciando-a.
A
Peregrinação é, hoje, considerada por estudiosos e investigadores uma obra-prima
da literatura portuguesa do século XVI, ombreando com “Os Lusíadas”.
“Os Lusíadas”
é uma obra clássica, uma epopeia que celebra e enaltece o povo português, isenta
de críticas, contemplando, também, a ficção.
Fernão
Mendes Pinto criou outro género de literatura, mais realista, talvez com menos
técnica. Ele relata a sua história, o que sentia na pele, o que via com os seus
próprios olhos, denuncia intrigas, corrupção, analisa os comportamentos dos
homens, a possível intervenção divina, sempre na primeira pessoa.
Segundo
alguns analistas a “Peregrinação” não poderá ser lida no sentido restrito de
uma viagem pois os símbolos de fé e acontecimentos nela contidos conduzem também,
a uma leitura de jornada missionária. Outros, ainda, admitem que poderá ser considerado
o primeiro livro de viagens da literatura portuguesa, sendo, no entanto,
superior como obra.
As suas
descrições sobre animais e paisagens exóticas e situações difíceis de conceber
eram extraordinárias e um desafio à imaginação dos leitores da época, que
desconheciam completamente o mundo asiático.
Existem
dúvidas de que todas as descrições tenham sido, realmente, vivenciadas por
Fernão Mendes Pinto, calculando-se que ele utilizou relatos de outras pessoas,
que soube incorporar muitíssimo bem, e que utilizou alguma ficção. Contudo,
cotejando a “Peregrinação” com obras de autores eruditos e reconhecidos como João
de Barros, Fernão Lopes de Castanheda ou Gaspar da Cruz, e, ainda, com base em
estudos de documentos asiáticos, foi ficando confirmado que todas as
informações estavam certas, que Fernão Mendes Pinto relatou a realidade e que todo
o texto é considerado fiável e uma inestimável fonte de informação para se
conhecer tudo por que passavam os navegadores e aventureiros que embarcavam nas
caravelas portugueses a caminho do oriente.
Foi no
contexto a seguir à assinatura do Tratado de Tordesilhas, quando Espanha e
Portugal dividiram as terras descobertas e a descobrir, numa época de navegação
no auge, Portugal apostando na expansão do comércio e da fé, no oriente, que
Fernão Mendes Pinto resolveu embarcar para a Índia. Tinha então 28 ou 30 anos. Durante
21 anos, exerceu funções diplomáticas entre outros cargos, foi 13 vezes cativo
e 17 vendido e entre muitas mais coisas protagonizou a entrega da primeira
espingarda ao “Daimio” japonês, episódio que ainda hoje é celebrado e perdura
na memória cultural japonesa.
Encontrou
paz ao conhecer São Francisco Xavier e resolveu ingressar como noviço, na ordem
religiosa dos jesuítas. Por fim, em 1558, desiludido, regressou à pátria,
instalou-se no Pragal-Almada onde escreveu a sua epopeia realista.
A
“Peregrinação” só viria a ser publicada em 1614, 31 anos após a sua morte, não
sendo talvez alheios a esse facto o “Santo Ofício” e a própria Companhia de
Jesus a que pertencera. Apesar das omissões, cortes ou alterações que o
original poderá
ter sofrido
a edição obteve de imediato um enorme sucesso. Dezanove edições em 6 línguas.
Fontes:- Documentário sobre a Peregrinação de Fernão Mendes
Pinto da Série da RTP “Os Grandes Livros”-2009. Neste documentário foram
incluídas páginas e vinhetas da BD de José Ruy.
-Wikipédia
Tita Fan
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Goodbye Emmanuelle
![]() |
| Sylvia Kristel em "Emmanuelle" |
A modelo e atriz holandesa deixou ontem de lutar contra um cancro, aos 60 anos de idade.
Para sempre associada a esta série que encheu os cinemas europeus nos anos 70, Sylvia Kristel ainda protagonizou "O Amante de Lady Chaterley" e "Mata Hari" na década de 80. Ao todo entrou em dezenas de filmes, tendo protagonizado o último em 2010 para a televisão.
Que descanse em paz.
Notícia aqui.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Parabéns Agustina!
Agustina Bessa-Luís, pseudónimo literário de Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa, faz hoje 90 anos. Nasceu no norte a 15 de Outubro de 1922 de uma família de tradições rurais e com 10 anos mudou-se para o Porto para estudar e mais tarde para Coimbra durante cinco anos. Estreou-se como romancista com a obra "Mundo Fechado" e em 1954 publicou aquela que ainda hoje é a sua obra mais emblemática "A Sibila", que já vai na sua 25ª edição.
Agustina é considerada uma escritora neo-romântica influenciada pelo estilo de Camilo Castelo-Branco. Além de ter escrito também peças de teatro e guiões para televisão, Agustina viu ainda adaptados a cinema alguns dos seus livros pela mão do grande cineasta centenário Manoel de Oliveira. Foi ainda diretora do jornal "O Primeiro de Janeiro" no Porto e do Teatro D. Maria II em Lisboa.
"Também fez parte da Alta Autoridade para a Comunicação Social e da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras).Agustina-Bessa Luís foi distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres atribuído pelo governo francês (1989).Assinou mais de 50 obras, desde romances, contos, peças de teatro, crónicas de viagem, livros infantis e biografias. Com 81 anos, conquistou, em 2004, o prestigiado Prémio Camões, por “traduzir a criação de um universo romanesco de riqueza incomparável que é servido pelas suas excecionais qualidades de prosadora, assim contribuindo para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum”, de acordo com o júri. Hoje, assinala-se o aniversário de Agustina-Bessa Luís."
(Daqui)Da minha parte aqui fica a homenagem a esta grande escritora, a preferida da minha avó Matilde. Tudo o que era de Agustina ela devorava, e sempre com redobrado gosto; recordá-la-ei para sempre com enorme saudade; fui eu que lhe ofereci "A Sibila", o livro que iniciou esta grande admiração. (Não só nas origens rurais como até fisicamente era parecida com Agustina...)
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
No centenário de Jorge Amado
Passaram 100 anos sobre o nascimento daquele que o jornal O Globo considerou "o homem que melhor escreveu um país".
O Brasil de Jorge Amado acompanhou a minha juventude nas noites incontáveis em que, presa às suas páginas, me imaginava a viajar pelos seus areais, as roças de cacau, as praias e as praças das cidades baianas.
Depois vieram as adaptações televisivas de alguns dos seus melhores romances e a seguir o cinema. Obras como"Gabriela, cravo e canela", "Dona Flor e seus dois maridos", "Tieta do Agreste" ou "Capitães da areia" ganharam forma e corpo nas imagens do écran. E com elas um novo desafio à nossa imaginação e as habituais comparações entre a obra literária e as formas narrativas associadas ao cinema.
Agora, por altura do centenário de Jorge Amado, surge um remake de Gabriela, da TVGlobo, onde aparece, surpreendentemente bem no papel, Juliana Paes e mais um excelente elenco. Apetece rever Gabriela e recordar, sempre, Jorge Amado.
terça-feira, 17 de julho de 2012
"O Infante Portugal" de José de Matos-Cruz no CNBDI
Ilustração: (c) Daniel Maia
Agora o 3º livro da trilogia de José de Matos-Cruz dedicada ao Infante Portugal, "O Infante Portugal e as sombras mutantes", será objeto de um lançamento oficial no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, na Amadora no dia 19, pelas 19 horas. Trata-se de uma obra de ficção, profusamente ilustrada por cerca de três dezenas de artistas portugueses do mundo da Banda Desenhada.
Centro
Nacional de Banda Desenhada e Imagem
Av. do
Brasil, nº 52-A
2700-134
Amadora
T: 214369057 Fax: 214962353
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Exposição "O Infante Portugal" em Cascais
Ilustrações: Daniel Maia
A série de ficção "O Infante Portugal" de José de Matos-Cruz já vai no seu 3º volume; desta vez o livro "O Infante Portugal e as sombras mutantes" (Edição Apenas Livros) contou com a participação de três dezenas de autores de Banda Desenhada e Ilustração; a capa, contracapa e muitas das ilustrações do livro são de Daniel Maia. Têm também presença muito marcante neste livro os desenhadores Susana Resende e Daniel Henriques.
Ilustrações: esq. Pedro Massano; dir. Luís Diferr
Os trabalhos que constam deste livro estão expostas no Centro Cultural de Cascais.
Vale a pena visitar e ver o vídeo de José de Matos-Cruz. A mostra ficará patente ao público até 26 de agosto. (Av. Rei Humberto II de Itália, de terça a domingo das 10 às 18 horas.)
Fotos: Pérola de Cultura
terça-feira, 10 de julho de 2012
"O Infante Portugal e as sombras mutantes"
Inauguração da mostra Entre.Visões, respeitante ao 3º livro da série "O Infante Portugal", de autoria de José de Matos-Cruz, hoje, no Centro Cultural de Cascais, às 19 horas.
Esta obra contou com a participação de 31 ilustradores e autores de Banda Desenhada. Eis alguns deles:
- Daniel Maia (autor da capa e contracapa e de muitas das ilustrações do livro)
- Daniel Henriques
- Susana Resende (autora de muitas ilustrações do livro)
- Renato Abreu
- Pedro Massano
- Luís Diferr
- José Garcês
- Zé Manel
- Eugénio Silva
- Baptista Mendes
- Teotónio Agostinho
- João Amaral
- João David
- J. Mascarenhas
- Catherine Labey
- Sara Franco
- Isabel Aboim
- Fernando Filipe
- Fernando Vilhena de Mendonça
- Cação Biscaia
- Augusto Trigo
- José Ruy
Esta obra contou com a participação de 31 ilustradores e autores de Banda Desenhada. Eis alguns deles:
- Daniel Maia (autor da capa e contracapa e de muitas das ilustrações do livro)
- Daniel Henriques
- Susana Resende (autora de muitas ilustrações do livro)
- Renato Abreu
- Pedro Massano
- Luís Diferr
- José Garcês
- Zé Manel
- Eugénio Silva
- Baptista Mendes
- Teotónio Agostinho
- João Amaral
- João David
- J. Mascarenhas
- Catherine Labey
- Sara Franco
- Isabel Aboim
- Fernando Filipe
- Fernando Vilhena de Mendonça
- Cação Biscaia
- Augusto Trigo
- José Ruy
"O Infante Portugal" visto por Luís Diferr
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Lendas de Wenceslau de Moraes por José Ruy (5)
Lenda japonesa "Inguwa" *
Desenhos inéditos de (c) José Ruy, 2000 (todos os direitos reservados)
* Wenceslau de Moraes, Serões no Japão
"É dramática, um pouco tétrica até, mas quanto a mim, define bem a alma japonesa, a aceitação do karma, do destino e das penas sofridas por pecados praticados em vidas anteriores. É a lenda mais profunda e triste que li nos escritos de Wenceslau de Moraes. É a minha preferida."
José Ruy
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Lendas de Wenceslau de Moraes por José Ruy (4)
Lenda O Crime de Kadzutoyo*
Desenhos inéditos de (c) José Ruy, 2000
(todos os direitos reservados)
* Wenceslau de Moraes, Serões no Japão
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