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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
A palavra é "desejo, amor, comprometimento"
Ouçam até ao fim o depoimento da psicóloga Conceição Nogueira.
É hora de banir preconceitos. Porque a questão é de preconceito; nada mais.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Psicologia da Saúde
“É a área disciplinar da Psicologia que diz respeito
ao comportamento humano no contexto da saúde e da doença”
Weinman (1990) .
É o agregado das contribuições educacionais científicas e
profissionais da psicologia para a promoção e manutenção da
saúde, a prevenção e tratamento da doença , a identificação da
etiologia e o diagnóstico das doenças e disfunções associadas e
a análise e melhoria do sistema de saúde e das políticas de
saúde” .
A Psicologia da Saúde tem um propósito preventivo
pois objetiva a permanência da condição de saúde
e o evitamento possível da doença, enquanto que a
Psicologia da Doença tem um propósito de adaptação
do doente ao processo de doença – Joyce-Moniz e Barros, 2005.
Becas
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Palavra de psicóloga
"Aqueles que julgam o outro com base nos 'seus valores' já não têm valores nenhuns; estão simplesmente a fazer julgamentos, anulando a performance do outro, inibindo a sua criatividade e a sua capacidade de inovação."
(c) Clytie
(c) Clytie
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Síndrome de burnout nos professores
Este assunto já foi abordado aqui em Outubro de 2010 pela Becas, uma das colaboradoras deste Blogue. Vale a pena ficarmos atentos e aos primeiros sintomas tomar algumas providências, conforme sugere o vídeo.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Síndrome de Burnout
É um Distúrbio Psíquico de carácter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido por Herbert J. Freudenberger como "(…) um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional".
A síndrome de Burnout (do inglês: to burn out, queimar por completo), também chamado de síndrome do esgotamento profissional, foi assim denominado pelo psicanalista Freudenberger, após constatá-lo em si mesmo, no início dos anos 1970.
O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar um alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a auto-estima pela capacidade de realização e sucesso profissional.
O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estádio, a necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional transforma-se em obstinação e compulsão.
Becas
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Stress e Coping
Factores de Stress (Stressores)
Representam exigências de adaptação consideráveis e comportam o risco de formação de padrões de coping desadaptativos.
Processos de coping associados ao stress determinam resultados diferentes em termos de adaptação.
Em algumas fases da vida, o coping é o melhor preditor do bem-estar psicológico
Necessidade de mudança de uma perspectiva ligada ao stress à prevenção da doença, para uma perspectiva ligada ao coping e à promoção da saúde e bem-estar.
Os programas de prevenção dirigidos às crianças e adolescentes têm vindo a incorporar estratégias de promoção de formas de coping adaptativas, a par das mais tradicionais técnicas de gestão do stress.
BECAS
domingo, 27 de junho de 2010
Arte-terapia educacional

A Arte-Terapia Educacional distingue-se como método e tratamento psicológico, integrado no contexto psicoterapêutico e agora aplicado em contexto educacional.
Esta técnica origina uma relação terapêutica particular, assente na interacção entre o sujeito (criador), o objecto de arte (criação) e o terapeuta (receptor).
“O recurso à imaginação, ao simbolismo e a metáforas enriquece e incrementa o processo.
As características referidas facilitam a comunicação, o ensaio de relações objectais e reorganização dos objectos internos, a expressão emocional significativa, o aprofundar do conhecimento interno, libertando a capacidade de pensar e a criatividade.”
(Ruy de Carvalho, 2001).
Becas
Pintura: Roberto Chichorro, Namoro em tempo de flor de jacarandá
quarta-feira, 23 de junho de 2010
O imaginário segundo Gilbert Durand
Gilbert Durand é o autor francês que recupera no século XX a noção de imaginação, anteriormente associada ao erro e à fantasia.O Imaginário é, de acordo com o autor, o “Conjunto de imagens e das relações das imagens que constitui o capital pensado do homo Sapiens – aparece-nos como o grande denominador fundamental onde se vêm encontrar todas as criações do pensamento humano”.
Durand pensa que a Imaginação Simbólica possui uma força dinâmica que reconfigura o real, que possibilita o acesso ao sentido permitindo aceder à dimensão profunda da realidade e faz a ligação entre a realidade e o conjunto das suas significações. Assim, a imaginação nega o nada, a morte e o tempo.
BECAS
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Freud sobre a pintura de Leonardo Da Vinci

Recordação de um Sonho de Leonardo da Vinci é a obra de Freud em que a ciência, a literatura, a psicanálise e a mitologia se encontram e de onde surgem novas noções complexas, utilizadas pela primeira vez pelo autor.
Trata-se da relação entre a pulsão epistemofílica e o narcisismo na sua primeira biografia psicanalítica.
Na obra publicada em 1910 e traduzida pela primeira vez para francês por Marie Bonaparte em 1927, com o título Un Souvenir d’enfance de Léonard da Vinci, Freud estava consciente de que corria o risco de provocar um escândalo, ao abordar a sexualidade de um dos mais célebres criadores do mundo.
Procurou, sobretudo, esclarecer o processo de sublimação (Sublimierung) no qual se desenvolveram pulsões de investigação e de saber, ali onde as pulsões sexuais tinham adormecido.
No caso de Leonardo, a libido escapa ao destino da repressão sendo sublimada, primeiramente sob a forma de curiosidade e depois em instinto de pesquisa.
BECAS
segunda-feira, 14 de junho de 2010
O Moisés de Michelangelo - a leitura de Freud

A propósito de Michelangelo, convém referir que, das três obras fundamentais que Freud dedicou à estética, a saber: Der Wahn und die Traüme in W. Jensen “Gradiva” (Délires et Rêves dans la “ Gradiva” de Jensen”) - 1907; Ein Kindheitserinnerung des Leonard da Vinci (Un Souvenir d’enfance de Léonard da Vinci) – 1910; Der Moses des Michelangelo (Moisés de Michelangelo) –1914, nesta última, a análise da estátua de Moisés na Capela de San Pietro in Vicolli em Florença foi elaborada do ponto de vista psicanalítico de um modo verdadeiramente excepcional.
Vale a pena visitar Florença.
Becas
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Sobre a Adolescência 2



Nos Povos Primitivos: a iniciação da puberdade era o acontecimento mais relevante da educação primitiva, revestindo-se quase sempre de um sentido religioso e de um carácter de formação intelectual e moral. Ritos de iniciação, constituídos invariavelmente por representações simbólicas da morte e da ressurreição.
Em Atenas na Grécia antiga, ao completarem dezoito anos, os adolescentes eram recebidos entre os efebos, mediante a sua inscrição no registo da comunidade. Desta forma, tornavam-se maiores de idade e aptos para o serviço militar, o qual durava dois anos.
Na antiga Roma, os jovens, ao atingirem a adolescência, trocavam a sua túnica com uma franja colorida (toga pretexta) por outra completamente branca (toga virilis).
Durante a Idade Média, emprestou-se também grande significação ao aparecimento da adolescência. Ao alcançar catorze anos, o jovem que, até então, havia servido a uma dama, como pajem ou valete, na corte ou no castelo, tornava-se escudeiro.
A partir do Renascimento, a adolescência perde progressivamente o seu prestígio social. Pelo menos, nenhuma solenidade assinala o seu aparecimento, o que nos leva a presumir que a importância psicológica e social da adolescência não seria reconhecida pelo mundo moderno (Santos, 1966).
Através das investigações das sociedades primitivas, constata-se que a adolescência não é um fenómeno universal, determinado biologicamente, já que o jovem absorve as influências das instituições sociais e dos factores culturais do seu meio no processo de desenvolvimento (Mead, 1975).
A palavra adolescência vem do latim “adolescere” que significa “fazer-se homem/mulher” ou “crescer na maturidade” (Muuss, 1976), sendo que somente a partir do final do século XIX foi vista como uma etapa distinta do desenvolvimento.
A Adolescência pode ser definida, desta forma, como o período de desenvolvimento que ocorre entre o início da puberdade e o alcance da maturidade psíquica e emocional.
A adolescência é hoje conceptualizada como o período situado entre a infância e a vida adulta. Inicia-se com os primeiros indícios físicos da maturidade sexual e termina com a realização social da situação de adulto independente.
A adolescência com as suas transformações tanto físicas como psicológicas, permite o aparecimento de comportamentos irreverentes e o questionamento dos modelos e padrões infantis que são necessários ao próprio crescimento.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a adolescência compreende o período entre os 11 e 19 anos de idade, desencadeado por mudanças corporais e fisiológicas provenientes da maturação fisiológica.
BECAS
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Sobre a Adolescência

As Primeiras Abordagens Psicológicas sobre a Adolescência
Stanley Hall (1844-1924) foi um dos primeiros estudiosos sobre a Adolescência, apesar das suas teorias já terem sido superadas.
Para este autor a adolescência deveria ser considerada como um estádio especial do desenvolvimento humano, que anteriormente era ignorado.
Influenciado por Darwin, via a adolescência como um estádio evolutivo de desenvolvimento, no qual cada pessoa experiencia verdadeiramente todos os estádios anteriores de desenvolvimento pela 2ª vez, mas a um nível mais complexo.
O desenvolvimento individual representava para ele, a uma recapitulação da evolução das espécies.

Foi o pioneiro mais importante no campo de estudo da adolescência.
A Adolescência – 14 anos – representa o 2º nascimento, uma fase difícil que revive um período histórico de transformações rápidas e caóticas ligadas à civilização.
Teve uma visão optimista da importância da Educação.
Mas também postulou uma posição elitista e sexista.
Acreditava que a sociedade se poderia tornar completamente civilizada através de uma educação cuidadosa de um conjunto de jovens seleccionados do sexo masculino.
BECAS
domingo, 30 de maio de 2010
A Casa-Museu de Freud em Londres



A relação entre a psicanálise e a arte representa uma das reflexões, implícitas no pensamento de Freud, que veio acrescentar elementos para o estudo da Estética, desvelando os processos de criação artística e articulando-a com os processos psíquicos inconscientes.
O pensamento de Freud procurou alcançar através da psicanálise, uma visão filosófica do mundo. A filosofia tida como uma disciplina reflexiva universal embate necessariamente na psicanálise como um dos fenómenos mais importantes da cultura contemporânea, não apenas porque o objecto da psicanálise constitui, também, um dos temas eternos da reflexão filosófica, mas porque a originalidade do pensamento psicanalítico diz directamente respeito à filosofia. Tal como a filosofia, a psicanálise tem uma atitude que consiste em procurar não, apenas, a causa material dos problemas, mas o seu sentido, a sua finalidade oculta.
Visitar a casa onde Freud viveu em Londres, a Freud London Museum em 20 Maresfield Garden, é uma extraordinária experiência. Ali pode-se observar o espaço que ele percorria, o jardim, a sala repleta de estantes com as suas obras de arte, os seus 2522 livros e o famoso divã.
BECAS
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Workshop de Psicologia Positiva

"A Psicologia Positiva visa o estudo científico das forças e virtudes humanas, dos factores do bem-estar e felicidade.
MartinSeligman, pai da Psicologia Positiva, e outros investigadores têm desenvolvido uma série de estudos que nos permitem, neste momento, ter mais conhecimentos sobre a felicidade, optimismo, esperança, sentido de humor, e estratégias para lidar com as adversidades inerentes à vida.
A Psicologia Positiva estuda as virtudes e os comportamentos saudáveis dos indivíduos. Ajuda a desenvolver capacidades de iniciativa e propõe novas linguagens que permitem enfrentar os desafios da vida moderna sem depressões e ansiedades."
- 12 de Junho de 2010
Formadora: Catarina Rivero
Centro de Terapias Comportamentais
Avenida de Sintra, lote 2
2750-494 Cascais
tel: 214 839 313
e-mail: geral@centroaba.com
(Enviado por Becas)
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Metamorfoses de Vida

V Congresso Internacional da área de Psicologia Forense e da Exclusão Social
Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
Dias 26, 27 e 28 de Maio no Auditório Agostinho da Silva.
No texto de apresentação do Congresso pode ler-se:
(...) "Esta iniciativa, contando com a participação de especialistas e docentes universitários, na sua maioria com formação ou exercício profissional nos domínios da Psicologia Forense e da Intervenção Juspsicológica, destina-se a promover o debate e a reflexão críticos sobre problemas fundamentais que se suscitam no âmbito das transgressionalidades e dos comportamentos de risco entre crianças, adolescentes e jovens, procurando fomentar a inclusão destes segmentos populacionais, frequentemente mais vulneráveis e fragilizados, bem como sobre a Psicologia do Testemunho e das Motivações Ajurídicas do Sentenciar, apresentando-se alguns dos estudos realizados e dados alcançados, em cinco anos de investigação no terreno, fruto de um protocolo com o Centro de Estudos Judiciários, celebrado em 2004.
Naturalmente que aproveitaremos para destacar duas efemérides da maior relevância: a comemoração do I Centenário da República, associando-a à Lei da Protecção à Infância, pedra inaugural da política de promoção de menores no nosso país, cujo 99º aniversário de publicação se celebra justamente na data de abertura do V Congresso, e o Ano Internacional da Pobreza, que deve ser igualmente marcante para a necessária alteração de políticas, privilegiando a inclusão em detrimento do combate à exclusão, destarte se promovendo a necessária mudança de paradigma."
UNIVERSIDADE LUSÓFONA
Campo Grande, 376
1749-024 Lisboa - Portugal
Tel. 217 515 500 - ext.2197
Fax.217 515 571
Contactos:
faculdade.psicologia@ulusofona.pt
www.ulusofona.pt
Programa detalhado e ficha de inscrição aqui.
Enviado por Becas
domingo, 14 de março de 2010
Síndrome de La Tourette 2

Quadro Clínico
Esta doença está classificada (...) no grupo das Perturbações Emocionais e de Comportamento com Início habitualmente na Infância e Adolescência (...) e descrita como Perturbação de tiques vocais e motores múltiplos combinados.
Sendo a descrição supracitada bastante explícita dos sinais que se podem observar, importa contudo referir que os múltiplos tiques motores e vocais, incluindo coprolalia, podem aparecer em simultâneo ou em diferentes períodos da doença. Numa primeira fase da doença, esta manifesta-se por episódios de tiques simples, normalmente faciais.
A doença manifesta-se quase sempre na infância e adolescência e tem sido observado que é mais frequente em indivíduos do sexo masculino. Os tiques podem ser simples - piscar de olhos ou pigarrear – ou complexos – movimentos faciais, dos membros, ou coprolalia. São movimentos súbitos, rápidos, estereotipados, recorrentes e não ritmados.
Os tiques fónicos iniciam-se cerca de dois anos após os sintomas motores, com características simples como grunhidos, gritos agudos e curtos. Não raramente, a criança passa a receber apelidos conforme o som que desenvolve. Por exemplo, muitas crianças passam a ser conhecidas na escola por “hic”, porque ao apresentar o tique motor, emitem este som agudo e breve.
A coprolalia enquadra aqueles indivíduos que, além de outros sintomas de Tourette, se vêm obrigados a repetir palavras obscenas e/ou insultos. Obviamente, a consequência desse tipo de comportamento traduz-se em diferentes graus de desvantagens no âmbito social. As situações que provoquem stress podem agravar os sintomas.
Esta perturbação pode ainda estar associada à Perturbação Obsessivo Compulsiva, podendo o doente apresentar ambas em simultâneo.
Hoje, sabe-se que esta síndrome tem origem genética, no entanto os cientistas não possuem certezas sobre as causas da Síndrome de Tourette. Sabe-se que é hereditária, na maioria dos casos, mas desconhece-se a forma exacta de como é herdada. Ainda não foi descoberto um gene específico da Síndrome de Tourette.
No entanto, os cientistas que se debruçam sobre o estudo desta síndrome, parecem concordar num ponto: os tiques da Síndrome resultam de anomalias no cérebro, tendo sido apontado por alguns investigadores, doenças no tálamo, gânglios da base e córtex frontal do cérebro e também disfunções nos neurotransmissores entre as células nervosas do cérebro.
Não existe cura para a Síndrome de La Tourette, mas existem várias formas de a controlar. Os tratamentos incluem terapia comportamental, medicações diárias e estimulação profunda do cérebro. A escolha do tipo de tratamento depende do quanto a Síndrome afecta a vida do paciente.
Texto de autoria de Becas.
sábado, 13 de março de 2010
Síndrome de La Tourette 1

A Síndrome de La Tourette representa um transtorno neuropsiquiátrico ou uma desordem neurológica caracterizada por tiques involuntários, ou seja, é um transtorno de tique grave, progressivo, no qual tiques motores múltiplos e vocais (tiques fónicos) ocorrem combinados. A maioria das pessoas afectadas é do sexo masculino.
Tem início precocemente na infância, com características benignas, observando-se apenas crises passageiras de tiques motores simples, como piscar de olhos ou movimentos bruscos do pescoço/cabeça, podendo surgir e desaparecer, ou tornar-se persistentes, a ponto de já desencadear efeitos nocivos na criança.
À medida que a Síndrome se desenvolve, os tiques motores, inicialmente simples, adquirem características mais complexas e múltiplas. Ficam camuflados na forma de actividade motora intencional (como remover o cabelo da testa com o braço), mas acaba sendo identificado como tique pelo seu carácter repetitivo.
Coprolalia: é a tendência involuntária para proferir palavras obscenas ou fazer comentários geralmente considerados socialmente depreciativos e, portanto, inadequados. Representa uma característica rara de pessoas afectadas pela síndrome de Tourette. Coprolalia é um termo emprestado do idioma grego (ou κόπρος) que significa "fezes" (dejectos fecais) e λαλία, que significa "tagarelas, conversa sem sentido".
Coprolalia comporta todas as palavras e frases que são consideradas tabus sociais ou que são tidas como inaceitáveis fora de certos contextos e geralmente é expressa fora de contexto social e emocional. A verbalização de palavras tidas por obscenas em grande maioria dos casos está relacionada com o contexto psíco-emocional a que o indivíduo acometido pelo distúrbio possa estar inserido. Em certos casos a pessoa com coprolalia consegue repetir as palavras características de sua condição na sua mente. No entanto, essas subvocalizações podem ser extremamente angustiantes.
(Continua)
Texto de autoria de Becas.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Défice de Atenção e Hiperactividade 5

Na sequência do estudo aqui apresentado (quarta parte) sobre esta desordem, publico hoje a Conclusão.
"Conduzir a avaliação psicológica da criança e recolher informações, através dos meios anteriormente descritos, são procedimentos que podem ser morosos. No entanto, a informação recebida através deste processo é muito importante para ajudar os membros da equipa de avaliação a chegarem a um diagnóstico e a fazerem as necessárias recomendações sobre a melhor forma de tratamento da criança. A escola desempenha, portanto, um papel vital na avaliação da criança e do adolescente suspeito de ter DDA. Os professores podem observar directamente como um aluno se comporta em situação de grupo e podem comparar o desempenho desses alunos com o de outros com a mesma idade. As escolas devem ter acesso a informações, tanto actuais como passadas, acerca do desempenho do aluno na sala de aula, nos seus aspectos académicos, no âmbito da atenção, assim como outras características de ordem social, emocional e comportamental. As escalas de avaliação comportamental aplicadas na escola e as entrevistas aos professores, a análise do processo individual do aluno, a análise de resultados de testes e a observação directa do aluno na sala de aula são procedimentos típicos usados para recolher informações acerca do aluno sendo muito importantes na detecção deste problema."
Texto de Becas
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Défice de Atenção e Hiperactividade 4

Eis mais uma parte do estudo realizado pela nossa colaboradora Becas no âmbito desta patologia que afecta muitos dos nossos alunos nas Escolas e para a qual muitos de nós professores não temos preparação adequada.
Pela pertinência do tema, tenho vindo a publicar este trabalho em partes, aqui, aqui e aqui. Hoje são abordadas as formas de tratamento. A seguir publicarei a Conclusão deste importante trabalho.
Formas de Tratamento
"Após a avaliação, já referida anteriormente, os membros da equipa devem reunir e chegar a conclusões relativamente ao diagnóstico e ao tratamento, através de um relatório que visa elaborar um plano de tratamento para todas as áreas que requerem intervenção. O médico poderá administrar medicação à criança, o psicólogo pode recomendar aconselhamento, a saber, procurar modificar o comportamento e treinar as competências sociais. A escola poderá recomendar mudanças ambientais ou adaptações pelo professor na sala de aula, para apoiar o aluno com DDA, ou disponibiliza programas especiais, no âmbito da educação especial.
Devem existir avaliações de rotina para avaliar e determinar a forma como a criança está a progredir. A DDA, sendo uma condição crónica requer com frequência cuidados a longo prazo e monitorização regular. Os pais necessitam de coordenar as actividades com os membros da equipa de tratamento de forma a trabalharem em conjunto no melhor interesse da criança. Assim, devem existir as seguintes vertentes: acompanhamento médico, planeamento educacional, modificação de comportamento e aconselhamento psicológico.
O acompanhamento médico consiste na gestão da medicação para controlar os sintomas. A classe de medicamentos mais comummente descritas são psicoestimulantes e os antidepressivos tricíclicos. Desde 1937 que estes fármacos têm sido usados para tratar a hiperactividade, na sequência da utilidade da Benzedrine, a Ritalina (metilfenidato), o Retard, o Norpramin e o Catapres são os fármacos que podem ser encontrados no mercado nacional. A dextroanfetamina (Dexedrine) e a pemolina (Cylert) são os fármacos normalmente prescritos. Calcula-se que os psicoestimulantes têm efeito nos neurotransmissores do organismo permitindo, assim, que a criança focalize melhor a sua atenção, controle a impulsividade, regule a actividade motora e exiba um comportamento mais intencional e orientado para objectivos. Estima-se que entre as crianças com PDDA que tomam psicoestimulantes, em 70% dos casos registam-se melhorias. Estes fármacos provocam efeitos secundários que podem incluir falta de apetite, perturbações de sono, irritabilidade, náuseas, cefaleias e obstipação.
Os antidepressivos tricíclicos, como a imipramina (Tofranil) e a desipramina (Norpramin) têm sido igualmente prescritos no tratamento da DDA, nos casos em que as crianças apresentam sinais de ansiedade e depressão. Os efeitos secundários deste gruopo de antidepressivos incluem secura na boca, falta de apetite, cefaleias, dores de estômago, tonturas, obstipação, e taquicardia ligeira.
Relativamente ao tratamento psicoterapêutico, a psicoterapia parece ter um papel muito significativo no tratamento da DDA sendo, contudo, uma terapia mais directiva, objectiva, estruturada e orientada por metas. A psicoterapia mais eficaz é a cognitivo-comportamental que pretende levar a uma mudança nos afectos e nos comportamentos, através de uma reestruturação cognitiva, levando o indivíduo com DDA a substituir as suas crenças, pensamentos e comportamentos negativos e disfuncionais por outras formas, menos depressivas, e ansiosas de perceber a realidade."
Texto de Becas
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Défice de Atenção e Hiperactividade 3

Esta é a terceira e última parte de um estudo sobre a Desordem Défice de Atenção e Hiperactividade que temos vindo a publicar neste Blogue aqui e aqui.
Hiperactividade/Impulsividade
"Nem todas as crianças com DDA são impulsivas ou hiperactivas. No entanto, as que são não passam despercebidas pois são muito irrequietas e mostram um excesso de actividade bastante marcante, a impulsividade reflecte-se na incapacidade para controlar as suas emoções e o seu comportamento sendo esta característica exibida num grau muito superior ao que é típico de outras crianças da mesma idade.
Trata-se de um comportamento que é facilmente observável em crianças em idade pré-escolar. Nesta idade a criança com DDA vive num turbilhão de excitação e de energia, estão sempre a mexer em algo, andam constantemente de um lado para o outro, nunca estão satisfeitas, nem se interessam por algo durante muito tempo, mostram-se sempre curiosas e necessitam de supervisão constante. Apresentam um maior índice de hiperactividade e impulsividade na idade jovem que depois tende a acalmar com o passar dos anos. No 1º e 2º ciclo o nível de actividade da criança hiperactiva decresce, apesar de continuar a possuir uma constante fonte de energia.
A criança com DDA de tipo predominantemente hiperactivo apresenta pelo menos seis das seguintes características: mexe excessivamente as mãos e os pés ou contorce-se na cadeira; na sala de aula ou noutras situações em que se espera que permaneça sentada, levanta-se muitas vezes da cadeira; corre de um lado para o outro ou tem comportamentos de forma excessiva e em situações em que tal é inadequado; tem, com frequência, dificuldade em brincar ou em envolver-se em actividades de lazer, de forma sossegada; está quase sempre com energia e fala, muitas vezes, excessivamente.
Relativamente à impulsividade, a criança responde, muitas vezes, incorrectamente a questões, antes de estas terem sido concluídas; tem frequentemente dificuldade em esperar em filas ou em esperar pela sua vez nos jogos ou em situações de grupo; interrompe e incomoda os outros porque se intromete nas conversas ou nos jogos."
Texto de Becas
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