segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Défice de Atenção e Hiperactividade 4


Eis mais uma parte do estudo realizado pela nossa colaboradora Becas no âmbito desta patologia que afecta muitos dos nossos alunos nas Escolas e para a qual muitos de nós professores não temos preparação adequada.

Pela pertinência do tema, tenho vindo a publicar este trabalho em partes, aqui, aqui e aqui. Hoje são abordadas as formas de tratamento. A seguir publicarei a Conclusão deste importante trabalho.



Formas de Tratamento

"Após a avaliação, já referida anteriormente, os membros da equipa devem reunir e chegar a conclusões relativamente ao diagnóstico e ao tratamento, através de um relatório que visa elaborar um plano de tratamento para todas as áreas que requerem intervenção. O médico poderá administrar medicação à criança, o psicólogo pode recomendar aconselhamento, a saber, procurar modificar o comportamento e treinar as competências sociais. A escola poderá recomendar mudanças ambientais ou adaptações pelo professor na sala de aula, para apoiar o aluno com DDA, ou disponibiliza programas especiais, no âmbito da educação especial.

Devem existir avaliações de rotina para avaliar e determinar a forma como a criança está a progredir. A DDA, sendo uma condição crónica requer com frequência cuidados a longo prazo e monitorização regular. Os pais necessitam de coordenar as actividades com os membros da equipa de tratamento de forma a trabalharem em conjunto no melhor interesse da criança. Assim, devem existir as seguintes vertentes: acompanhamento médico, planeamento educacional, modificação de comportamento e aconselhamento psicológico.

O acompanhamento médico consiste na gestão da medicação para controlar os sintomas. A classe de medicamentos mais comummente descritas são psicoestimulantes e os antidepressivos tricíclicos. Desde 1937 que estes fármacos têm sido usados para tratar a hiperactividade, na sequência da utilidade da Benzedrine, a Ritalina (metilfenidato), o Retard, o Norpramin e o Catapres são os fármacos que podem ser encontrados no mercado nacional. A dextroanfetamina (Dexedrine) e a pemolina (Cylert) são os fármacos normalmente prescritos. Calcula-se que os psicoestimulantes têm efeito nos neurotransmissores do organismo permitindo, assim, que a criança focalize melhor a sua atenção, controle a impulsividade, regule a actividade motora e exiba um comportamento mais intencional e orientado para objectivos. Estima-se que entre as crianças com PDDA que tomam psicoestimulantes, em 70% dos casos registam-se melhorias. Estes fármacos provocam efeitos secundários que podem incluir falta de apetite, perturbações de sono, irritabilidade, náuseas, cefaleias e obstipação.

Os antidepressivos tricíclicos, como a imipramina (Tofranil) e a desipramina (Norpramin) têm sido igualmente prescritos no tratamento da DDA, nos casos em que as crianças apresentam sinais de ansiedade e depressão. Os efeitos secundários deste gruopo de antidepressivos incluem secura na boca, falta de apetite, cefaleias, dores de estômago, tonturas, obstipação, e taquicardia ligeira.

Relativamente ao tratamento psicoterapêutico, a psicoterapia parece ter um papel muito significativo no tratamento da DDA sendo, contudo, uma terapia mais directiva, objectiva, estruturada e orientada por metas. A psicoterapia mais eficaz é a cognitivo-comportamental que pretende levar a uma mudança nos afectos e nos comportamentos, através de uma reestruturação cognitiva, levando o indivíduo com DDA a substituir as suas crenças, pensamentos e comportamentos negativos e disfuncionais por outras formas, menos depressivas, e ansiosas de perceber a realidade."


Texto de Becas

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